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Nesta subseção é apresentado o perfil sócio demográfico e os hábitos de consumo da amostra final, a partir dos questionários válidos.
A figura abaixo apresenta a divisão dos respondentes de acordo com o sexo:
Figura 2 – Sexo da amostra.
Fonte: Resultados obtidos na pesquisa.
Observa-se no resultado que os dois gêneros estão quase perfeitamente equilibrados na amostra, com praticamente 50% de participação de cada um. Isso mostra que, apesar do consumo de cerveja muitas vezes ainda ser tratado como um hábito majoritariamente masculino, o público
feminino está cada vez mais presente e relevante neste mercado. Entretanto, ressalta-se que a distribuição real dos sexos nos mercados pode diferir da encontrada no estudo devido a questões metodológicas, visto que durante a coleta das amostras as mulheres mostraram-se mais propensas a colaborar com este estudo, apesar de que uma quantidade maior de homens foi abordada para realizar a pesquisa em proporção ao número de mulheres.
Quanto à faixa etária, nota-se que há uma predominância de pessoas no intervalo entre 25 e 34 anos, que corresponde a quase 50% dos respondentes. Esta faixa de idade corresponde exatamente ao público alvo das fabricantes de cerveja, se caracterizando por jovens adultos que estão finalizando ou já concluíram a graduação e estão amadurecendo na vida profissional. É nesse intervalo em que a proporção entre disposição para sair para beber e ter condições financeiras para tal está mais equilibrada.
Figura 3 – Faixa de idade da amostra.
Fonte: Resultados obtidos na pesquisa.
É observado também que, de um modo geral, o público é jovem, com 77% abaixo dos 35 anos. Após essa faixa, conforme a idade aumenta o número de consumidores diminui. Este efeito pode ser causado pela crescente preocupação das pessoas com a saúde, o que as fazem abdicar do hábito de consumir cerveja conforme vão ficando mais velhas, além da tendência de ficarem mais caseiros. Estas afirmações foram apoiadas pelo fato de que, entre as 20 pessoas desconsideradas do questionário por não beber ou não haver frequentado bares/restaurantes recentemente, 12 tem mais de 50 anos, ou seja, 60%. Porém, é importante ressaltar também que apesar dos 14%
representados pelas pessoas de 35 a 49 anos, os 9% restantes acima de 50 anos, principalmente a partir dos 60 anos, podem não estar bem representados na pesquisa pelo fato da mesma requerer um preenchimento online, o que pode desestimular algumas pessoas que não possuem o hábito do uso de tecnologia.
É importante observar também que, conforme a tabela abaixo, em todas as faixas etárias há certo equilíbrio entre os gêneros, porém há um grande pico do sexo masculino no intervalo de 25 a 34 anos, o que reforça mais uma vez o público alvo procurado pelas cervejarias. Apesar de ser a faixa com o maior número de mulheres, um dos motivos para a grande diferença de representatividade dos sexos nesse intervalo é que, normalmente nessa fase, as mulheres costumam engravidar e ter filhos, o que faz a maioria parar de beber e ficar mais tempo em casa.
Tabela 4 – Relação entre o gênero e a idade da amostra.
Fonte: Resultados obtidos na pesquisa.
O maior número de mulheres nas outras faixas de idade pode ser explicado pelo mesmo motivo explicado anteriormente, de as mesmas estarem mais propensas a responder o questionário.
A figura a seguir apresenta a distribuição dos respondentes conforme seu grau de instrução:
Idade /
Sexo 18 a 24 25 a 34 35 a 49 50 a 59 Mais de 59 Total
Feminino 41 48 20 10 4 123
Masculino 35 70 15 7 0 127
Figura 4 – Grau de instrução da amostra.
Fonte: Resultados obtidos pela pesquisa
Nota-se que há uma predominância em pessoas cursando a faculdade, com 50% dos respondentes sendo universitários. Esta predominância está condizente com a idade predominante do perfil da amostra de 25 a 34 anos. Respondentes com o ensino superior completo e pós- graduados dividem o restante da amostra com cerca de 25% cada. A quantidade inferior de respondentes com ensino superior completo e pós- graduação pode decorrer do fato desse perfil ser minoritário na sociedade brasileira, porém os dois estão bem representados na pesquisa.
A figura abaixo representa a renda individual dos respondentes:
Figura 5 - Renda mensal individual da amostra.
Fonte: Resultado obtido da pesquisa.
Pode-se observar através da figura 5 que existe uma grande concentração de respondentes com renda de até R$ 3.500,00, abrangendo 61% da amostra. Esse resultado está condizente com o fato da maioria da
amostra ser composta por jovens, no período de faculdade, portanto, no início da carreira profissional. Porém, a representatividade de 22% dos respondentes com renda entre R$ 3.500,00 e R$ 7.000,00 e ainda os 16,8% com renda acima desse valor mostram que o consumo de cerveja do segmento premium e ultrapremium tende a ser um hábito de pessoas de maior poder aquisitivo. Pode-se inferir que a predominância de respondentes com renda menor que R$ 3.500,00 se deu por jovens que não possuem uma alta renda individual, porém, isto pode ser justificado com o fato dos mesmos ainda poderem ser sustentados pelos pais ou familiares. Isso se mostra uma vez que 56% de todos os respondentes possuem essa faixa de renda e tem entre 18 e 34 anos. Além disso, cruzando este nível de renda com respondentes que não possuem superior completo, temos 40% do total da amostra.
Tabela 5 – Relação entre o grau de instrução e renda da amostra.
Fonte: Resultados obtidos na pesquisa.
Sendo assim, tem-se abaixo uma tabela exibindo o perfil sócio- demográfico completo da amostra:
Instrução / Renda Fundamental completo / Médio incompleto Médio completo / Superior incompleto Superior Completo Pós- Graduação Total Menor ou igual a R$ 1.500,00 1 59 13 2 75 De R$ 1.501,00 a R$ 3.500,00 0 39 25 14 78 De R$ 3.501,00 a R$ 7.000,00 0 18 16 21 55 De R$ 7.001,00 a R$ 12.000,00 0 4 4 10 18 Acima de R$ 12.000,00 0 6 7 11 24 TOTAL 1 126 65 58 250
Tabela 6 – Perfil completo da amostra.
Fonte: Resultados obtidos na pesquisa.
Quanto aos hábitos de consumo, analisando a frequência de consumo, observa-se que a grande maioria dos respondentes consome cerveja entre uma ou duas vezes por semana, com 43%. Somando-se com os respondentes que consomem o produto em mais de dois dias na semana, temos um total de 53% de consumidores frequentes, que pelo menos uma vez por semana consome cerveja. Em seguida, têm-se 18% dos respondentes que consomem o produto a cada duas semanas. Isso quer dizer que 71% da amostra consome cerveja pelo menos uma vez a cada duas semanas. Portanto, pode-se inferir que os respondentes tem familiaridade com o ambiente objeto de estudo dessa monografia.
Figura 6 – Frequência de consumo de cerveja da amostra
Fonte: Resultados obtidos na pesquisa
Por fim, 29% da amostra consome o produto eventualmente, mostrando que boa parte (um terço) desse segmento não consome este
SEXO
IDADE 18 a 24 25 a 34 35 a 49 50 a 59 Mais de 59 18 a 24 25 a 34 35 a 49 50 a 59 Mais de 59
Menor ou igual a R$ 1.500,00 8% 5% - - - 11% 4% 2% - - 30%
De R$ 1.501,00 a R$ 3.500,00 2% 13% 1% - - 4% 8% 2% 1% - 31%
De R$ 3.501,00 a R$ 7.000,00 1% 7% 2% 1% - 1% 4% 4% 2% - 22%
De R$ 7.001,00 a R$ 12.000,00 - 2% 2% - - - 1% 1% 0% - 7%
Acima de R$ 12.000,00 2% 1% 2% 1% - - 2% - 1% 1% 10%
Fundamental completo/Médio incompleto - - - 0%
Médio completo/Superior incompleto 12% 13% 2% - - 14% 6% 2% 1% - 50%
Superior Completo 2% 8% 1% 1% - 2% 6% 4% 1% - 26%
Pós-Graduação - 6% 3% 1% - - 6% 3% 2% 1% 23%
14% 28% 6% 3% - 16% 19% 8% 4% 2% 100%
PERFIL Masculino Feminino
RENDA
produto com muita frequência. De acordo com os resultados da pesquisa, isto não parece ser devido ao poder aquisitivo das pessoas, uma vez que em todas as faixas de renda o consumo entre uma e duas vezes por semana é predominante. Além disso, 60% dos respondentes que consomem cerveja mais de três vezes por semana possuem renda individual menor que R$ 3.500,00. Podemos então concluir que esta frequência de consumo de cervejas premium e ultrapremium está relacionada com o fato de que as cervejas desse segmento são mais consumidas como degustação e de forma mais moderada e não em massa, como as do segmento mainstream. Isto é reforçado por a maioria das marcas de cerveja desse segmento ser mais facilmente encontrada apenas no formato de lata e long neck.
Através da observação da frequência de consumo, também pode-se reforçar o foco das cervejarias no sexo masculino, uma vez que a maioria das mulheres respondentes da pesquisa declararam consumir cerveja eventualmente (37%), enquanto a maioria dos homens marcou a opção uma ou duas vezes por semana (50%). Além disso, 49% dos respondentes que também marcaram esta opção tinham entre 25 e 34 anos.
Tabela 6 – Relação entre gênero e frequência de consumo.
Fonte: Resultados obtidos na pesquisa.
Através do estudo realizado pode-se inferir que, de acordo com a amostra, o perfil de consumidores de cervejas do segmento premium e ultrapremium em bares e restaurantes que tende a ser mais exposto a materiais de merchandising é do sexo masculino, pertencente a faixa etária de 25 a 34 anos, universitário, com renda entre R$ 1.500,00 e R$ 3.500,00 e que consome cerveja entre uma e duas vezes por semana, sendo um perfil que atende aos objetivos do trabalho.
Frequencia /
Idade Eventualmente
Duas vezes por mês
Uma ou duas vezes por semana
Três a quatro vezes por semana
Cinco a seis vezes
por semana Total
18 a 24 22 16 29 8 1 76 25 a 34 33 21 53 9 2 118 35 a 49 11 4 17 2 1 35 50 a 59 4 4 7 2 0 17 Mais de 59 1 1 2 0 0 4 TOTAL 71 46 108 21 4 250