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VIII − Pixels (environ 2h)

Dans le document I − Opérations algébriques (environ 2h) (Page 23-35)

A IACS são uma das

preocupações major dos

profissionais de saúde, devido às suas enormes implicações nos processos de saúde das pessoas, nomeadamente no aumento de internamento e sofrimento, acréscimo de gastos às instituições. Assim, cabe às instituições e profissionais de saúde a responsabilidade de estabelecer e adotar medidas que colmatem este problema, apostando fortemente na sua prevenção.

O risco de transmissão existe em todos os momentos da prestação de cuidados, com especial foco em doentes imunocomprometidos e/ou com

dispositivos invasivos. Um dos aspetos fundamentais a ter em conta é a sobrelotação dos serviços associado à escassez de profissionais potencia o aumento do risco de transmissão cruzada de IACS. Neste contexto, importa compreender a efetividade das medidas de prevenção. É essencial que, em todos os momentos da prestação de cuidados, os profissionais de saúde atuem em simultâneo na área da prevenção, bem como na área do controlo da transmissão cruzada de microrganismos. Esta junção de atitudes aos quais se dá o nome de Precauções básicas e isolamento são as bases do controlo de infeção.

O conceito de precauções básicas e isolamento tem vindo a ser abordado ao longo dos anos. Os estudos de investigação na área da infeção são imensos e têm-se perpetuado até aos dias de hoje, sendo que as medidas atualmente utilizadas são comuns internacionalmente e são, em regra geram, suportadas pelos princípios:

1) Fornecer recomendações sobre a prevenção e controlo das IACS para todas as unidades de saúde, baseadas em evidências científicas; 2) Reafirmar a importância

da implementação das precauções básicas como base para a prevenção da transmissão cruzada. A higiene das mãos é parte fundamental das precauções básicas. A contaminação das mãos dos profissionais de saúde é o veículo mais comum para a transmissão de

microrganismos. Este

procedimento uma ação

simples, acessível e rápida e continua a ser uma das principais medidas no combate às IACS em todo o mundo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece que as IACS dificultam o tratamento adequado aos doentes em todo o mundo, sendo reconhecida como uma das principais causas de morte em ambiente hospitalar. Assim, em 2005 através da “world Alliance for Patient Safety”, lança um desafio de cariz mundial, tendo como mensagem principal “Clean Care is Safer Care”, tendo como grande objetivo a redução das infeções associadas aos cuidados de saúde. Em 2008, Portugal, através da Direção Geral da Saúde (DGS) adere a esta iniciativa, com o intuito de fomentar nas instituições de cuidados de saúde a higiene das mãos. Desta adesão resulta a campanha “Medidas simples

salvam vidas” e engloba cinco componentes fulcrais: 1)

mudança no sistema

(disponibilização de SABA e acesso a lavatórios equipados); 2)

formação e treino dos

profissionais, 3) observação da higiene das mãos; 4) colocação de cartazes e pósteres em locais estratégicos; 5) fomentar um ambiente seguro.

O uso de EPI fazem, igualmente parte das precauções básicas, pois para além de promover proteção aos doentes,

protegem também os

profissionais. A seleção dos EPI é feita mediante a situação clinica do doente. Ainda assim, é importante que se reconheça que os EPI só por si não eliminam as Precauções básicas

Higiene das mãos

 Lavagem das mãos com água e sabão

Ou  Fricção das mãos com

solução antisséptica de base alcoólica (SABA)

Uso de equipamento de equipamento individual (EPI)  Luvas

 Bata e/ou avental  Máscara

IACS, estas, devem ser utilizadas SEMPRE associadas às restantes recomendações (higiene das mãos).

4. Em síntese

O fenómeno das IACS é, atualmente são um flagelo das instituições de saúde, pelos efeitos nefastos na vida das pessoas. Há então que intervir adequadamente nesta questão,

que surge como uma

responsabilidade para todos, os profissionais de saúde, familiares e naturalmente dos conselhos de administração das instituições de

saúde, que tem a

responsabilidade de promover a segurança dos doentes. Para que isso seja possível foram criadas as Comissões de Controlo de Infeção Hospitalar, que surgem como promotoras de programas de

qualidade e respetiva

implementação. A eficácia das intervenções para prevenção e controlo da infeção dependem da forma como são definidos e implementados os programas de controlo de infeção.

É muito importante que cada profissional de saúde saiba reconhecer os riscos para se poder identificar os incidentes e ainda que tenham a perceção da sua importância, porque só com uma abordagem multidisciplinar, perseverante, transversal, bem estruturada e consistente, assente no conhecimento da cadeia de transmissão de infeção e tendo por base as precauções básicas é que se poderá contribuir para a prevenção da transmissão cruzada das IACS, para melhoria dos cuidados de saúde e assim contribuir para uma segurança efetiva dos doentes.

Bibliografia

Wilson, J. (2003). Controlo

de Infeção na Prática Clínica. 2ª Edição. Loures:

Lusociência.

Martins, Maria – Manual de

Infeção Hospitalar Epidemiologia, Prevenção e Controle. 2ª Edição. Rio de

Janeiro: Editora médica e científica MEDSI, 2001. ISBN: 85-7199-256-8

MAYHALL, Glen C. – Hospital

Epidemiology and Infection Control. Third Edition. Philadelphia: Lippincott, 2004. ISBN 0-7817-4258-7

PINA, Elaine et al – Infeções

Associadas aos Cuidados de Saúde, e segurança do doente – Revista Portuguesa

de Saúde Pública, 2010, Vol. 10

Referências eletrónicas  Circular Normativa -

Orientação de Boa Prática para a Higiene das Mãos nas Unidades de Saúde – Disponível em: www.dgs.pt

 Departamento da

Qualidade da Saúde - A Estratégia nacional para a melhoria da higiene das mãos em 10 perguntas – Disponível em: www.dgs.pt

 Departamento da

Qualidade da Saúde –

campanha nacional da higiene das mãos – Relatório 2008/2010 – Disponível em: www.dgs.pt  Inquérito de Prevalência de Infeção 2003 – Disponível em: www.dgs.pt  Inquérito de Prevalência de Infeção 2010 – Disponível em: www.dgs.pt  Manual do Observador – Campanha nacional da higienização das mãos – disponível em: www.dgs.pt  Plano Nacional de Controlo

de Infeção – Disponível em:

www.pnci.pt

 Relatório de Primavera 2011 – Observatório Português dos Sistemas de Saúde – Disponível em:

www.observaport.org/rp

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