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C) La vidange transitant par le translocon active un courant calcique de type SOC

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Pode-se afirmar que a inovação em Schumpeter é pertinente ao setor produtivo industrial ou mesmo ao setor comercial, conforme pode ser depreendido da seguinte citação:46 essas mudanças espontâneas e descontínuas no canal do fluxo circular e essas perturbações do centro do equilíbrio aparecem na esfera da vida industrial e

comercial, não na esfera das necessidades dos consumidores de produtos finais

(SCHUMPETER, 1997, p. 75, grifo nosso).

Vê-se que o economista desconsidera as mudanças de gostos dos consumidores como indutoras de novas combinações, por entender que se tratam apenas de mudanças nos dados naturais − ainda que aconteçam de forma descontínua − as quais os empresários devem adaptar-se, considerando apenas as perturbações advindas de mudanças ocorridas nos setores de produção e comercialização.

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Schumpeter (1961).

Embora Schumpeter considere que as necessidades de consumo partem dos próprios consumidores e que, portanto, podem provocar mudanças no aparato produtivo via pressão, todavia, “é o produtor que, via de regra, inicia a mudança econômica, e os consumidores são educados por ele, se necessário; são, por assim dizer, ensinados a querer coisas novas” (SCHUMPETER, 1997, p. 76). Essa observação leva a uma importante conclusão: as

inovações em Schumpeter partem, na maioria das vezes, do lado da oferta.

O empresário em Schumpeter é o agente característico responsável pela produção da inovação e inserção dela no mercado, geralmente, o portador da ‘função empresarial’ está presente em meio ao corpo técnico e administrativo da empresa, ele não necessariamente precisa ser o dono da empresa ou gerente,47 uma vez que, na verdade, não é o empresário que realiza as novas combinações, mas sim “é a realização de combinações novas que constitui o empresário” (SCHUMPETER, 1997, p. 83).

Como a realização de combinações novas é que constitui o empresário, não é necessário que ele esteja permanentemente vinculado a uma empresa individual; muitos “financistas”, “promotores” etc. não são e ainda podem ser empresários no sentido que lhe damos. Por outro lado, nosso conceito é mais restrito do que o tradicional ao deixar de incluir todos os dirigentes de empresas, gerentes ou industriais que simplesmente podem operar um negócio estabelecido, incluindo apenas os que realmente executam aquela função. (SCHUMPETER, 1997, p. 83) Entende-se então que o empresário – ou New Men, como coloca em Business Cycles − de Schumpeter é diferente do gestor da empresa, porque o primeiro é o responsável por realizar novas combinações promotoras de lucros, ao passo que o segundo apenas gerencia a produção que já está estabelecida, enquadrando-se, portanto, no fluxo circular, onde não há lucros e nem novas combinações e, portanto, não existem empresários.

Para o economista, o empresário é um homem excepcional, na medida em que é capaz de idealizar combinações novas dentro da rotina do fluxo circular, tendo que ser hábil, sobretudo, para convencer o banqueiro (ou capitalista) a financiar sua idéia.48

Esse modelo mental e comportamental “pressupõe um grande excedente de força sobre a demanda cotidiana e é algo peculiar e raro por natureza” (SCHUMPETER, 1997, p. 93). De tal modo, assim que o empresário consegue “levar a cabo novas combinações’, perde

47 Ver Schumpeter (1997), capítulo 2, especialmente as notas de rodapé da página 72 e Schumpeter (1939)

capítulo 2. A primeira referência contém o posicionamento do economista mediante críticas realizadas por outros autores ao seu empresário.

seu caráter empresarial e passa a dirigir o seu negócio, de maneira semelhante aos gerentes e administradores de qualquer outra firma presente no fluxo circular.49

Por “novas combinações” Schumpeter classifica os seguintes casos, citados na TDE:50

1) Introdução de um novo bem — ou seja, um bem com que os consumidores ainda não estiverem familiarizados — ou de uma nova qualidade de um bem. 2) Introdução de um novo método de produção, ou seja, um método que ainda não tenha sido testado pela experiência no ramo próprio da indústria de transformação, que de modo algum precisa ser baseada numa descoberta cientificamente nova, e pode consistir também em nova maneira de manejar comercialmente uma mercadoria. 3) Abertura de um novo mercado, ou seja, de um mercado em que o ramo particular da indústria de transformação do país em questão não tenha ainda entrado, quer esse mercado tenha existido antes, quer não. 4) Conquista de uma nova

fonte de oferta de matérias-primas ou de bens semimanufaturados, mais uma vez

independentemente do fato de que essa fonte já existia ou teve que ser criada. 5) Estabelecimento de uma nova organização de qualquer indústria, como a criação de uma posição de monopólio (por exemplo, pela trustificação) ou a fragmentação de uma posição de monopólio.(SCUMPETER, 1997, p. 76, grifo nosso)

O significativo nas cinco possibilidades não mutuamente excludentes de inovação,51 é a possibilidade de novas e diferentes combinações a partir de insumos já dados, ou mesmo o aparecimento/emprego de novos insumos, bem como o surgimento de novos mercados, ou a reorganização dos já existentes.

Uma questão relevante sustentada pelo autor é que a inovação geralmente surge a partir de novas empresas, uma vez que “não é o dono de diligências que constrói estradas de ferro”. Esse fato amplia a percepção da descontinuidade no sistema, pois as empresas antigas deverão competir com as novas e, em um mercado concorrencial, isso significa o desaparecimento dos antigos modos de produção,52 até porque as novas combinações devem retirar os meios produtivos (necessários à produção dos novos produtos) de algumas das combinações antigas.

Traços da divergência entre a teoria desenvolvimentista de Schumpeter e a tradicional, também podem ser ressaltados aqui. O autor afirma que “está implícito na doutrina tradicional da formação de capital [que o desenvolvimento] sempre se refere apenas à poupança e ao investimento de pequenos acréscimos anuais a ela atribuíveis” (SCHUMPETER, 1997, p. 78), e que isso não é falso, mas que desconhece outros fatores fundamentais, como o fato de que o

49 Por outro lado, o empresário também não é, necessariamente, o detentor dos meios de produção. Nesse aspecto

a conceituação de Schumpeter se aproxima da tradicional, por diferenciar o empresário do capitalista, mas esse ponto será discutido melhor adiante quando o tema “crédito” for abordado.

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Tal definição persiste ao longo das obras do autor.

51 Os termos “inovação” e “novas combinações” são sinônimos.

52Schumpeter supõe, por simplicidade de análise, que o modo novo suplantará o antigo modo de produção. “[...]

os novos empreendimentos eliminam completamente os estabelecimentos antigos ou então os forçam a restringir suas operações.”(SCHUMPETER, 1997, p. 232).

“desenvolvimento consiste primariamente em empregar recursos diferentes de uma maneira

diferente, em fazer coisas novas com eles, independentemente de que aqueles recursos

cresçam ou não.” (SCHUMPETER, 1997, p. 78, grifo nosso).

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