II. Filmer : une mise en forme du regard 27
2. La vidéo, une passerelle entre le son et l’image 31
O Estudo de Caso foi feito em uma empresa tradicional que teve início em 1929, no interior do Rio Grande do Sul e foi transferida para Pato Branco no Estado do Paraná no ano de 1952. Nesta etapa a empresa era basicamente um empreendimento familiar do tipo armazéns de secos e molhados.
Em 1979 foi reestruturada mudando seu foco para o mercado agroindustrial, mais especificamente para a produção de sementes que no ano de 1992 foi impulsionado pela parceria com uma multinacional detentora da tecnologia de milho híbrido.
No final da década de 90 a empresa amplia seu potencial produtivo, inaugurando novas unidades de recebimento na região Sudoeste do Paraná, iniciando assim um processo de crescimento contínuo e estável.
Nesta trajetória em 2008 a empresa torna-se uma das maiores exportadoras de grãos do Estado do Paraná, entrando também para o segmento agroindustrial passando a produzir alimentos como biscoitos, macarrão, farinhas e outros, sempre mpliando a atuação na “Supply Chain” dos grãos que beneficiava, por exemplo, o
trigo.
A empresa reestruturou seu modelo de gestão em 2011, criando o organograma apresentado na Figura 25. Estas modificações, que estão sendo promovidas na empresa nos últimos dois anos, buscam inovar o processo de produção de Sementes, no intuito de alcançar rapidamente 10% do Mercado Nacional de Sementes de Milho. Esta situação cria um ambiente favorável à realização do Estudo de Caso.
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4.2 – CARACTERIZAÇÕES DA CADEIA DE SEMENTE DE MILHO
Para desenvolver o Modelo de Processo para o “Supply Chain” do Milho foi preciso conhecer como esta se comporta, portanto, foram necessárias visitas, entrevistas e observações, processos característicos da fase de eliciação de requisitos clássicos.
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4.2.1 Termos e Definições:
As Cadeias de Suprimentos tem particularidades pertinentes ao tipo do produto e uma terminologia que precisa ser conhecida para compreender os detalhes do processo (em um processo equivalente à elaboração de glossário, que sucede à fase de eliciação de requisitos). Para o caso do milho os principais termos são:
Bonecas polinizadas: São espigas de Milho que apresentam o cabelo
seco ou secando, com coloração marrom.
Bonecas receptivas: São espigas de Milho que apresentam o cabelo
exposto, fresco, úmido e receptivo ao pólen.
Colheita: É a operação realizada no campo para retirar as sementes
das linhas de fêmea, operação que pode ser feita manualmente ou mecanicamente, com uma colheitadeira de espigas.
Despendoamento: é uma operação manual/mecânica com o objetivo
de retirar o pendão das plantas que compõem as linhas da fêmea. Dobra manual: Quando as espigas atingem a maturação fisiológica
dobra-se a planta no gomo imediatamente abaixo da espiga.
Fêmea: É a linha de plantio que será despendoada e que receberá o
pólen e será colhida para semente, designada também como progenitor feminino.
Florescimento: É o estágio do campo de semente em que as plantas
das linhas de fêmea apresentam 5% de estigmas maiores que 10 mm. Híbrido Duplo: É o grão oriundo do cruzamento de 2 híbridos simples.
Híbrido Simples: É o grão proveniente do cruzamento de 2 linhagens
puras.
Híbrido Triplo: É o grão com origem no cruzamento de 1 linhagem
pura e 1 híbrido simples.
Isolamento: é a distância mínima em metros ou tempo mínimo em
dias, necessário para que não ocorra polinização indesejada.
Linhagem pura: É a denominação que se dá ao milho geneticamente
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Macho: É a linha de plantio que fornecerá o pólen; também designado
polinizador ou progenitor masculino.
Maturação fisiológica: Ocorre quando as sementes apresentam a
ponta do sabugo enegrecida e não circula seiva para as sementes. Pendão polinizando: É denominado assim, pois o pendão fica
exposto, com anteras à mostra e liberando pólen.
Polinização: É denominado como sendo o exato momento em que o
grão de pólen se transfere do pendão para o cabelo.
Pré-florescimento: É o estágio do campo de sementes uma semana
antes do florescimento.
“Split”: É a diferença entre o plantio das linhas de Macho e das linhas
de Fêmea.
Transporte: É a operação realizada que tem como objetivo levar a
semente, a granel ou em espigas, até o local de secagem. 4.2.2 Modelo SCM do Milho.
A proposta de um Modelo Informado de Processo para o “Supply Chain” da
Semente de Milho implicou em aprofundar o conhecimento de suas atividades. Para estruturar esta etapa foi necessário visitar o ambiente produtivo e observar suas particularidades registrando seus procedimentos. Em paralelo com as observações foram feitas entrevistas não estruturadas e semi-estruturadas no intuito de assimilar de forma mais consistente o que foi observado.
De posse das informações foi preciso usar de uma ferramenta que permitisse representar e estudar os requisitos necessários para o desenvolvimento do novo Modelo. A opção para a representação dos requisitos escolhida foi a linguagem UML, como já mencionado, uma vez que é totalmente aceita pelos estudiosos em Modelagem de Negócio. ASSIS e RODRIGUES(2003, p.91) afirma que a
UML é uma linguagem padrão utilizada para modelagem e projeto de sistemas, que permite demonstrar as funcionalidades do sistema proposto através da visualização, especificação, construção e demonstração de elementos de um software, utilizando conceitos próximos da realidade, para atendimento de analistas e usuários.
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Segundo afirma SALM JUNIOR (2003), a utilização de dois diagramas, dos diversos existentes na linguagem UML, já proporciona a captura de forma satisfatória dos processos de negócio, como no caso da Semente de Milho. Estes seriam: o Diagrama de “Use Case”, para representar o Modelo, a partir do que já é feito atualmente, e o Diagrama de Estados (que pode também ser substituído pelas redes de Petri ou por uma rede Wf-net. Para utilização da UML, buscou-se o software chamado “ENTERPRISE ARCHITECT MODELING TOLL” -version 9.2,
licenciado junto ao D-lab/USP. Esta opção segundo CANDIDO (2007 p.69) tem
“como característica fundamental a visibilidade que a linguagem UML possui, portanto facilita sobremaneira a comunicação ente analistas do modelo e o cliente do sistema modelado.”.
A Figura 26 mostra o diagrama “USE CASE”, que permitiu reconhecer dois
processos distintos na produção de Sementes de Milho, o primeiro chamado de
PROCESSO DE CAMPO e o segundo de PROCESSO INDUSTRIAL. Cada um
destes processos pode ser subdividido em sub-processos, a partir dos quais se desenhou o Modelo. LIMAGRAIN-GUERRA PROCESSO DE CAMPO PROCESSO DE INDUSTRIAL PLANEJAMENTO CONTRATAÇÃO DE CAMPO PLANTIO COLHEITA RECEBIMENTO BENEFICIAMENTO VENDA
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4.2.3 Processo de Campo
O Processo de Campo pode ser definido como tudo o que acontece antes de uma carga de semente chegar à Portaria da empresa e diretamente vinculada com o
“plantar e colher”.
Processo de Campo - Planejamento
Como em qualquer atividade, o planejamento é a parte mais importante na Cadeia de Suprimentos da Semente de Milho para o atendimento de uma safra e normalmente acontece com 4 anos de antecedência das colheitas de grãos comerciais determinando inclusive as demandas de sementes genéticas junto às detentoras das variedades. A Figura 27 mostra o diagrama que permitiu definir 3 atividades importantes geradoras de informações para o Processo Informado.