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Os primeiros indícios de ocupação no local que hoje se encontra a cidade de Campina Grande são datados, segundo Freire (2007), por volta do ano de 1697 e se refere “ao aldeamento de um grupo de índios Ariús ou Ariás, trazidos do arraial Piranhas pelo capitão- mor Teodósio de Oliveira Ledo” (FREIRE, 2007, p. 2).

Durante muito tempo Campina Grande permaneceu como a Vila Nova da Rainha e só em 1864 foi emancipada como cidade. Desde então, acontecimentos como a chegada do trem, em 1907, e a implantação da energia elétrica em 1920 – todas ligadas desenvolvimento econômico causado pelo comércio do algodão e pela industrialização entre as décadas de 1900 e 1970 (FILHO, 2009) – implicaram grandes impactos para a dinâmica urbana dessa cidade, com o crescimento do seu ambiente construído e de sua população.

Privilegiada pela sua posição geográfica por estar localizada entre o litoral e o sertão paraibano, a cidade é até hoje a “porta de entrada” para a região do semiárido do Nordeste para os fluxos vindos de importantes capitais litorâneas como Recife-PE, João Pessoa-PB e Natal-RN. Sobre isso Diniz (2012, p. 53), explica:

Caracterizada como ponto de cruzamento de importantes estradas vindas de distantes e distintas regiões, a cidade tornou-se, portanto, ponto de passagem dos comerciantes de gado e de cereais, dos tropeiros, que por ali passavam com suas tropas de burros, muares, boiadas, vindos dos Sertões dos Estados do Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte e até do Piauí, com destino aos centros urbanos litorâneos, como o Recife.

Uma atividade importante para a dinamização econômica da cidade foi à comercialização do algodão no início do século XX. O comércio desse produto serviu de base para a instalação do parque industrial e também foi essencial para a entrada de atividades importantes como a educação superior, os serviços de saúde e o comércio varejista e atacadista presentes até hoje. Essa ideia ratifica o argumento de Diniz (2012, p. 62):

Campina Grande, como centro convergente da produção algodoeira da região, tornou-se então o principal centro comercial deste produto. A riqueza produzida pelo algodão transformou-a intensamente numa grande praça do comércio algodoeiro. A cidade, naquele momento, começa a crescer agora em função principalmente deste tipo de comércio.

Em seu período de maior atividade comercial Campina Grande se tornou a segunda produtora de algodão do mundo, ficando atrás apenas de Liverpool na Inglaterra. É nesse momento que a cidade apresenta um crescimento populacional extraordinário, passando de vinte mil habitantes para cento e trinta mil em pouco mais de trinta anos, no início no século XX (COSTA, 2012, p. 26).

Considerando os dados contidos na Tabela 1, Costa (2013), é possível notar que a cidade expande sua malha urbana e sua área de ocupação, além de apresentar um significativo crescimento no número de edificações em seu ambiente construído, refletindo dessa forma o contingente populacional que cada vez mais se agrupava em Campina, em função de atividades como o comércio do algodão, a instalação do parque industrial e posteriormente do setor varejista.

Tabela 1 – Expansão da malha urbana de Campina Grande – PB

Fonte: Costa (2013).

Com os dados da tabela, apresentados originalmente por Costa (2013), percebemos que Campina Grande passa por alguns ciclos de crescimento que podem estar relacionados a fenômenos históricos importantes como a chegada do trem no ano de 1907, o ciclo econômico do algodão e posteriormente a consolidação do setor industrial. Vislumbramos, também, que os maiores crescimentos no número de edificações e na malha urbana se dão no primeiro ciclo (entre 1907 e 1930) com a chegada do trem à cidade; e no segundo ciclo (entre 1945 e 1980), que reflete a dinâmica econômica impulsionada partir da comercialização do algodão e instalação de indústrias na cidade. Nesse último período identificamos o surgimento do bairro Distrito Industrial na porção sul e a instalação da sede da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEP).

A chegada do trem no ano de 1907, um dos eventos marcantes desse processo, diz respeito a um transporte que vem associado ao símbolo da modernidade e a articulação mais

Ano Área urbana Nº de edificações Acréscimo da malha urbana Acréscimo % da malha urbana 1790 0,8 Km² 410 _ _ 1907 1,3 Km² 731 0,5 Km² 162 1930 3,5 Km² 7.069 2,2Km² 269 1945 4,2 Km² 13.259 0,7 Km² 120 1964 10,9 Km² 21.640 6,7 Km² 243 1980 45,3 Km² 42.120 34,4 Km² 416 2005 100 Km² 85.000 54,7 Km² 201

efetiva entre Campina a importantes centros urbanos como Recife-PE. No período da chegada do trem, a cidade funcionou como “ponta de trilho”, pois a linha férrea que vinha do litoral se encerrava aqui; e, desse modo, os produtos transportados do interior da Paraíba e de parte dos estados vizinhos, entre eles o algodão, eram trazidos para Campina Grande através de caminhões e daqui levados de trem para o porto em Recife-PE. Segundo Diniz (2012, p. 64- 65, grifo do autor)

A instalação do terminal ferroviário na cidade representou uma grande conquista para os campinenses que viam neste transporte um futuro promissor [...] A presença do primeiro trem ferroviário da empresa Great

Western of Brazil Railway em Campina Grande foi conferindo à cidade um

amplo raio de influência na região. A partir deste importante evento histórico – a chegada do trem – o comércio ligado ao circuito superior da economia campinense passou a alcançar uma comunicação maior com os centros urbanos litorâneos, sobretudo, com a capital pernambucana.

No Mapa 1, temos a representação da rede ferroviária existente no Nordeste, que até a primeira metade do século XX partia das capitais litorâneas e se encerrava em Campina Grande. Posteriormente, na década de 1950, a linha se expande para as demais cidades do estado, refletindo quase a mesma trajetória dos antigos caminhos percorridos pelos tropeiros e comerciantes, utilizando Campina Grande como ponto de parada para abastecimento e comercialização dos produtos gerados em diferentes partes da Paraíba.

Mapa 1: Ferrovias no Nordeste com destaque para Campina Grande-PB (2017)

Fonte: elaborado pelo autor (2017).

A localização de Campina Grande entre a região do litoral e o interior paraibano favoreceu seu pioneirismo em alguns aspectos no cenário econômico e tecnológico da Paraíba, um deles foi justamente à instalação da rede ferroviária até a cidade. Nesse sentido o impulso para a dinamização econômica viabilizada pelo comércio do algodão é forjada também por esse aparato técnico, o trem.

Observando os aspectos paisagísticos ou os aspectos da forma urbana apresentados de Campina Grande podemos dizer que, até as primeiras décadas do século XX, a cidade se configurava com características de uma pequena vila, ainda com arquitetura típica do período colonial, condição que só foi quebrada com as grandes reformas urbanísticas, a partir de 1930, que romperam com o modelo arquitetônico tradicional.

Essa “passagem de tempos” é apresentada por Filho (2009, p. 57), que mostra como exemplo o movimento modernista da arquitetura europeia que se implantava na cidade na

década de 1930: “A construção em Art déco2, com quatro pavimentos, não apenas rompe com um estilo arquitetônico tradicional característico do período colonial, mas ajuda-nos a pensar sobre uma cidade cuja remodelação foi pensada para também impressionar aqueles que a visitavam”.

A construção a qual o autor se refere é a do Grande Hotel, erguido no cruzamento da Avenida Floriano Peixoto com a Rua Maciel Pinheiro no centro da cidade na década de 1930, mostrada no canto superior esquerdo da Figura 1. Na imagem, é possível observar o destaque dado ao hotel devido a sua construção em pavimentos verticais. O prédio construído em andares situa os primeiros indícios de uma cidade que se projeta para novos tipos de uso e ocupação do solo, uma mudança que se dá nesse caso através da arquitetura moderna da verticalização.

Figura 1: Avenida Floriano Peixoto década de 1940 (Destaque para o Grande Hotel ao fundo)

Fonte: Acervo: Dr. Severino Bezerra de Carvalho Filho. (Modificado por Adjael Maracajá). Esse movimento de metamorfose do ambiente construído pode ser exemplificado pelas alterações na paisagem, como visto na Figura 1, e pelas reformas urbanísticas promovidas na gestão do prefeito Vergniaud Wanderley (1936-1937 e 1940-1945), que derruba grande parte dos casarões tradicionais do centro para abrir ruas e alargar avenidas. Essas mudanças, além de remodelar a estrutura física do ambiente da cidade, refletem as projeções de mobilidade

2 Movimento artístico internacional que começa na Europa em 1910 e conhece o seu apogeu nos anos de 1920 e

interna que também começam a mudar pela inserção dos primeiros automóveis, resultantes também das mudanças ocorridas pela dinamização econômicas causadas pela chegada do trem e pelo comércio do algodão.

Através do binômio algodão-trem, Campina Grande conheceu seu primeiro grande boom demográfico no inicio do século XX como demonstrando anteriormente por Costa (2012), uma vez que sua dinamização econômica atraiu migrantes de cidades circunvizinhas e de outras partes do interior do estado, que viam na cidade oportunidades de emprego e possíveis melhorias de vida. Segundo Diniz (2012, p. 65),

a cidade recebe, então, novos empreendimentos no seu espaço, vindo este a crescer significativamente, pois décadas após a instalação deste objeto técnico-mecânico [o trem], ela começa a apresentar um crescimento urbano mais intenso. Neste período, registram-se grandes transformações no seu espaço, a sua população cresce na ordem de aproximadamente 245,0%, passando de 33.800 habitantes, em 1940, para 116.200 habitantes, em 1960. Muitas dessas pessoas eram antigos agricultores e assim como em outros centros urbanos acabaram sendo “empurrados” para as áreas mais pobres da cidade. Esse fato se deu pela absorção dessa população em trabalhos precários (principalmente na indústria), que pagavam baixos salários e não eram suficientes para suprir necessidades básicas como a moradia, por exemplo. Na interpretação de Diniz (2012, p. 69),

O grande contingente de imigrantes presentes na cidade irá intensificar o processo de expansão urbana. Numerosos trechos, áreas inóspitas da cidade, espaços de antigas propriedades rurais, áreas periféricas diversas (encostas, várzeas de riachos, áreas de difícil acesso, amplos terrenos etc.), antes ocupadas com matas, criatórios, gados, pastos, plantações, começam a ser loteadas e ocupadas por novas construções; velhas estradas transformam-se em importantes vias de acesso, ruas, avenidas, dando origem assim no futuro a diversos bairros.

A indústria campinense começa a se modelar também com base no comércio do algodão, uma das primeiras indústrias instaladas na cidade é a da Sociedade Algodoeira do Nordeste Brasileiro (SANBRA). Essa firma instalou-se em Campina Grande no ano de 1935, sendo filial da empresa argentina Bunge y Borne (ALVES, 2012, p. 46). Com o surgimento das indústrias de diversos segmentos, Campina Grande recebe a instalação da sede da Federação das Indústrias do Estado Paraíba (FIEP) em 1949, sendo essa a única sede estadual em uma cidade não-capital do Brasil.

Os incentivos da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) também trouxeram grandes impactos para o parque industrial da cidade, garantindo assim o crescimento desse setor durante boa parte do século XX. A Tabela 2, apresentada originalmente por Alves (2012), mostra que na década de 1960 o número de estabelecimentos industriais em Campina Grande superava quase que em dobro os da capital paraibana, João Pessoa.

Tabela 2: Número de estabelecimentos industriais e funcionários em Campina Grande e João Pessoa (1940-1960)

MUNICÍPIOS

Nº de estabelecimentos Diferença Nº de Operários Diferença 1940 1950 1960 1950/40 1960/50 1950 1960 1960/50 Campina Grande João Pessoa 87 93 212 96 111 186 6.8% 127.0% 15.6% 67.5% 1.202 2.588 2.396 1.446 115.30% -39.64% Fonte: Alves (2012).

Esse significativo aumento no número de estabelecimentos industriais e no número total de operários tem como base as mudanças na economia interna da cidade ocorrida em décadas anteriores, condicionadas principalmente pela chegada do trem em 1907 e pela dinamização ocorrida pelo comércio do algodão. Esse aumento no parque industrial, vai se refletir no futuro com a criação de bairros como o Distrito Industrial, por exemplo, e com o crescimento e dinamização de outros setores como o de serviços, comércio e construção civil.

A chegada do trem, o comércio do algodão e o desenvolvimento do parque industrial são elementos que elucidam em parte o crescimento e a formação do espaço urbano de Campina Grande. No período de maior crescimento e expansão da cidade as atividades especializadas e a concentração de serviços em alguns bairros começam a ser delineados.

Dessa forma, o Centro deixa de ser o único ponto de concentração de serviços como comércio e indústria e os bairros do seu entorno começam a demandar padrões de uso e ocupação diferenciados. A produção da moradia, sempre fazendo parte desse contexto de expansão, vai sendo condicionada agora também por demandas de outros setores da produção econômica, passando a compor a maior parte do solo urbano que foi expandido.

As políticas de governo criadas para estimular setores da indústria e da construção civil também foram responsáveis por estimular a expansão da mancha urbana de Campina, dentre eles, temos como exemplo o Banco Nacional de Habitação (BNH), criado na década de

1960, que financiava a construção de habitação popular em diversas cidades, dentre elas Campina Grande. Sobre isso, Costa (2013, p. 50) completa:

Essas políticas, que beneficiavam diretamente indústrias, construtoras e imobiliárias, através dos diversos incentivos fiscais e financeiros, com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), foram os precursores de uma reconfiguração na estrutura espacial da cidade, com destaque para o Programa Nacional de Capitais e Cidades de Porte Médio (PNCCPM) e o Comunidade Urbana para Recuperação Acelerada (CURA). A expansão da malha urbana de Campina e a ampliação na diversidade de serviços são elementos que mostram as mudanças nos tipos de uso e ocupação do solo na cidade. A pequena vila muda e cresce em função do ciclo do algodão, da inserção do parque industrial e do crescimento populacional, projetando a cidade para o ambiente que temos hoje. Na figura 02 percebemos como a mancha urbana da cidade se altera em pouco mais de 40 anos, agregando novos espaços à lógica de expansão e produção da/na cidade.

Figura 2 – Expansão urbana de Campina Grande 1943-1992. Desenhado a partir da PMCG, 2003

Elaboração: Albino (2016).

Essa expansão ocorrida rapidamente se deu em função da intervenção de alguns agentes, incluindo aí o Estado como mencionado anteriormente, uma vez que a partir da produção de moradias, sobretudo com habitação popular nos conjuntos e loteamentos nas áreas periféricas da cidade, o contingente populacional vindo de outras cidades e do campo foi sendo absorvido. Maia (2014, p. 100) mostra que:

Quando se analisa o processo de urbanização de Campina Grande, percebe- se que é de fato a partir dos anos 1960 que ele se instala com maior intensidade, quando ocorre a expansão urbana promovida pela intervenção

do Estado brasileiro (governo militar), com a produção de habitações por meio da construção massiva de conjuntos habitacionais. Essas novas áreas residenciais não foram edificadas contíguas à malha urbana, produzindo, assim, grandes vazios urbanos, ou seja, as cidades espraiadas, traduzidas por Milton Santos (1993), ou a descontinuidade territorial, expressa por Sposito (2007).

A função do Estado como condicionador da expansão da mancha urbana de Campina não ocorreu apenas com a construção de habitações em zonas específicas da cidade, Equipamentos públicos de grande porte tiveram peso significativo na promoção da expansão e espraiamento da malha urbana, como a construção do Campus II da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) nas proximidades do bairro Bodocongó. A esse respeito Maia (2014, p. 100) informa que:

É com essas características que ocorreu a expansão de Campina Grande a partir dos anos 1960, intensificadas nas décadas de 1970 e 1980. Data também desse período, a criação do Campus II da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com sede na referida cidade. Executada pelo governo federal, tal implementação teve grande repercussão, uma vez que Campina Grande passou a receber pessoas qualificadas e com rendimentos que impulsionaram o comércio, a demanda por serviços e o setor imobiliário. A construção do Campus trouxe para a cidade um contingente populacional ligado à elite acadêmica e, posteriormente, de estudantes vindos de diversas partes da Paraíba e de estados vizinhos. Dessa forma, alguns bairros foram sendo criados e modificados em função da instalação desse equipamento, como por exemplo, a criação do Conjunto dos Professores e a dinamização econômica de bairros vizinhos ao campus, como Bodocongó e Bela Vista.

Podemos ainda mencionar a construção de grandes corredores viários e ampliação de importantes avenidas de Campina, também promovidas pela ação do Estado, que ajudaram a impulsionar o processo de ocupação (Mapa 2), a exemplo da expansão da Avenida Floriano Peixoto no sentido oeste em direção ao conjunto Álvaro Gaudêncio (atual bairro Malvinas), a criação e urbanização da Avenida Manoel Tavares no sentido norte no bairro do Alto Branco e saída para o Brejo paraibano, Avenida Almirante Barroso/Francisco Lopes em direção ao eixo sudoeste, Avenida Severino Bezerra Cabral na direção sudeste e saída para a capital João Pessoa e Avenida Assis Chateaubriand (BR 104) direcionada para o Distrito Industrial da cidade no extremo sul.

Mapa 2: Principais vias de Campina Grande (2017)

Fonte: elaborado pelo autor (2017).

Ao longo das margens dessas avenidas foram se instalando mais residências e serviços diversificados em virtude do surgimento e ampliação de outros setores econômicos na cidade.

Desde então, cada vez mais o processo de expansão da mancha urbana foi ocorrendo com abertura de novas vias, reestruturação urbana promovidas pelo Estado e especialização de serviços em alguns pontos da mancha urbana.

No início da década de 1990, a indústria da construção civil, e por consequência a do mercado imobiliário, começa a se estabelecer na cidade de maneira mais significativa, pois agora, além das habitações promovidas pelos programas do Estado, a produção de residências passa a contar também com os setores da sociedade com rendas mais elevadas. Essa indústria tem como base o estímulo causado pelo período anterior (produção de moradias populares), e pela concentração cada vez maior de elites e populações ricas causadas pelos setores industriais, de educação superior, de saúde e comércio varejista que vieram a se estabelecer em Campina. Nos Gráficos 1 e 2, notaremos que é a partir dessa década que a construção civil começa a ganhar força.

Grafico 1: Número de Estabelecimentos em Campina Grande (Grandes Setores 1994-2004)

Gráfico 2: Evolução do número de estabelecimentos na Indústria da Construção Civil de Campina Grande-PB (1985-2003)

Fonte: Pereira (2008).

O grafico 01 aponta para um significativo aumento do setor da contrução civil no final do século XX, especialmente na segunda metade da década de 1990; já o gráfico 02 mostra a evolução desse segmento, indicando a partir de 1994 esse setor cresceu associado as micro e pequenas empresas. Os dados favorecem a explicação, em parte, das mudanças paisagísticas que teremos na cidade com um representativo incremento do processo de verticalização e com o surgimento de moradias em condominios horizontais fechados.

O crescimento da construção civil na cidade tem base na dinamização econômica ocorrida ao longo do século XX. Nesse sentido, a expansão desse setor, assim como a concentração e especialização de serviços em alguns bairros, vai alterar a dinâmica de uso e ocupaçao do solo de Campina, que agora mais do que antes passa a ser planejado para atender demandas imobilárias específicas, ampliando os fenômenos de especulação e de planejamento estratégico do uso do solo urbano.

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