B. Évolution des dispositions contestées
2. Version issues de la codification au code de commerce
Meu ambiente de pesquisa foi a sala de aula, onde desenvolvi um módulo20 pesquisando a inclusão do aluno surdo na disciplina Lógica de Programação do Curso Técnico em Informática, da qual sou professor. Isso pressupõe um contato direto e constante com o objeto de estudo, o que definiu esta pesquisa como qualitativa.
A pesquisa qualitativa tem o ambiente natural com sua fonte direta de dados e o pesquisador como seu principal instrumento. [...] a pesquisa qualitativa supõe contato direto e prolongado do pesquisador com o ambiente e a situação que está sendo investigada, via de regra através do trabalho intensivo de campo. (LUDKE, 1986, p.11):
Neste momento de pesquisador, estive em plena observação dos fenômenos que ocorreram na sala de aula, principalmente aqueles relacionados ao aluno surdo, sujeito do meu estudo, caracterizando, assim, um estudo de caso.
Ludke (1986, p.17) nos diz que: “O Estudo de caso é o estudo de um caso, seja ele simples e específico [...] ou complexo e abstrato”. Ela ainda nos orienta: “Quando queremos estudar algo singular, que tenha um valor em si mesmo, devemos escolher o estudo de caso”.
Podemos dizer que o estudo de caso “qualitativo” ou “naturalístico” encerra um grande potencial para conhecer e compreender melhor os problemas da escola. Ao retratar o cotidiano escolar em toda sua riqueza, esse tipo de pesquisa oferece elementos preciosos para uma melhor compreensão do
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Os Cursos Técnicos do Cefetes são divididos em módulos. O Curso Técnico em Informática tem quatro módulos. Cada módulo dura o equivalente a um semestre.
papel da escola e suas relações com outras instituições da sociedade. (LUDKE, 1986, p.23)
Como métodos para coleta de dados foram utilizados a observação participante, a entrevista semiestruturada, a intervenção e o grupo de formação. A entrevista semiestruturada foi aplicada com auxílio do intérprete de LIBRAS. A intervenção, nesse caso, foi a própria ação docente, pois sou o professor dessa disciplina e atuei diretamente junto ao aluno.
Como recursos, usei o diário de campo e a videogravação dos signos criados pelo aluno surdo. Nesse caso, a videogravação tem a intenção de registrar os sinais que o aluno desenvolveu para acompanhar melhor as aulas. Esse material será disponibilizado na internet, por meio do site de vídeos Youtube21, devidamente autorizado pelo aluno surdo, de acordo com o ANEXO V.
O diário de campo foi efetuado com a anotação diária dos eventos observados em sala de aula. O registro era feito logo ao final da aula, de forma a tentar transmitir o máximo de informações e observações colhidas, conforme sugere LUDKE (1986, p.32): “Uma regra geral sobre quando devem ser feitas as anotações é que, quanto mais próximo do momento da observação, maior sua acuidade”.
O diário de campo foi um modelo criado por mim e registra o dia, o horário, o local da pesquisa, bem como o conteúdo e uma análise dos acontecimentos do dia, conforme recomenda Ludke (1986, p.32):
Do ponto de vista essencialmente prático, é interessante que, ao iniciar cada registro, o observador indique o dia, a hora, o local da observação e o seu período de duração. Ao fazer as anotações, é igualmente útil deixar uma margem para a codificação do material ou para observações gerais. Após o registro de todos os diários, foi realizada a descrição do que via, de forma a descrever o que se passou a cada dia em sala de aula e fora dela: as técnicas utilizadas, os ajustes, as adaptações e a criatividade que teve de ser usada no processo de ensino da disciplina.
A análise dos dados tende a seguir um processo indutivo. Os pesquisadores não se preocupam em buscar evidências que comprovem hipóteses definidas antes do início dos estudos. As abstrações se formam ou se consolidam basicamente a partir da inspeção dos dados num processo de baixo para cima. (LUDKE, 1986, p.13)
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As aulas foram ministradas em uma sala de aula ampla, com os seguintes recursos educacionais: quadro branco, projetor multimídia, computador, aparelho de vídeo cassete e caixas de som. A turma de Informática é prevista para o total de 40 alunos, sendo parte desses alunos oriundos da matrícula do Ensino Médio para Jovens e Adultos, o restante das vagas é ofertado para o processo seletivo convencional.
Neste estudo, desempenhei dois papéis: o de pesquisador, que busca acompanhar o processo de aquisição do conhecimento-chave da disciplina, enquanto essa é ministrada pelo professor e interpretada pelo profissional de LIBRAS, e o de professor da disciplina Lógica de Programação.
O intérprete de LIBRAS já estava contratado no início das aulas e desde o primeiro dia me acompanhava nas aulas. As aulas ocorreram sempre às segundas e às quintas, das 18h40min às 20h20min. A intérprete só esteve ausente em duas oportunidades, no dia 21 de agosto e 13 de outubro; no restante das aulas, pude contar com a presença dela.
A intérprete, durante as aulas, colocava-se à frente da turma, numa cadeira especial para ela, elevada em relação às outras, estrategicamente numa posição que facilitava a visão do aluno surdo.
No decorrer da aula, a intérprete intervinha sempre que fosse necessário, ou para solicitar que eu falasse mais devagar, ou pedir que eu repetisse o conteúdo, ou interpretar perguntas do aluno para mim. Sua mediação teve muito valor na tentativa de construção de conceitos para o aluno surdo. Algumas vezes, alguns conceitos eram novos ou muito desconhecidos para ela; então, ela solicitava que eu explicasse o teor do assunto, para que ela pudesse passá-lo da melhor maneira. Outras vezes, foi necessário marcarmos momentos extraclasse para traçar estratégias de ensino e tradução das aulas. A esses momentos chamamos de grupo de formação: o pesquisador e o intérprete.