III. Enquête illustrative de la délinquance autorévélée à Genève
2. Sondages de délinquance autorévélée et prévention
2.4. Vers une approche différenciée de la prévention ?
O ambiente de uma organização é composto pelas instituições ou forças que estão fora das suas fronteiras e que têm o potencial de influenciar o seu desempenho. Tipicamente, inclui fornecedores, clientes, concorrentes, agências de regulamentação do governo, grupos de opinião pública, entre outros (Robbins et al., 2013).
O ambiente de uma organização pode ser diferenciado em Ambiente Geral e Ambiente de Tarefa, os quais estão representados na Figura 4.
Figura 4: Visão Sistémica da Organização – macroestrutura interna e meio envolvente Fonte: (Varajão, J. E. Q., 2005)
O ambiente geral é influenciado pelos aspetos políticos, económicos, sociais, tecnológicos, ecológicos e legais. Quanto ao ambiente de tarefa, as influências advêm essencialmente dos clientes, fornecedores, competidores e entidades reguladoras (Varajão, J. E. Q., 2005).
O meio ambiente no qual as organizações operam caracteriza-se por uma crescente heterogeneidade e turbulência. Fatores como o aumento da oferta de
bens e serviços, a crescente competitividade entre organizações, a globalização da economia e o aumento do uso das TI demonstram bem as dificuldades com que se deparam as organizações.
A globalização da economia, o surgir de grandes cadeias comerciais, quer de âmbito nacional, quer de âmbito internacional, o aumento do volume de informação nas organizações, a rapidez com que ocorrem mudanças no meio ambiente, são exemplos de alguns dos fatores que têm um impacto significativo na vida de muitas organizações, especialmente nas PME. A globalização provoca um aumento da concorrência devido à grande integração dos mercados (Gouveia, Oliveira e Varajão, 2008).
É possível considerar que existem cinco fatores principais que têm alterado o meio ambiente das organizações (Laudon e Laudon, 2013):
– Crescimento da Internet e convergência da Tecnologia: as TI estão cada vez mais presentes em todos os processos de negócio;
– Transformação das organizações: as organizações começam a descentralizar-se, passando de uma estrutura hierárquica rígida para uma estrutura horizontal e mais flexível;
– Globalização: o sucesso das organizações depende das suas capacidades em operar globalmente. O valor da informação tende a aumentar, uma vez que estas passam a representar oportunidades mais abrangentes; – Economia de Informação: as economias serão cada vez mais baseadas
em informação e conhecimento;
– Empresas digitais: os processos de negócio baseados em estruturas digitais agilizam a adaptação das organizações às mudanças ambientais. Na Tabela 2, são apresentadas as mudanças que têm ocorrido no meio ambiente dos negócios em função dos cinco fatores anteriormente descritos.
Crescimento da Internet e convergência da Tecnologia:
Novas tecnologias de negócio com custos favoráveis; E-business, e-commerce, e e-government;
Mudanças rápidas nos mercados e na estrutura do mercado; Aumento da obsolescência dos modelos tradicionais de negócio.
Transformação das Organizações:
Redução dos níveis hierárquicos; Descentralização e Flexibilização; Independência da localização física;
Redução dos custos de transação e de coordenação; Delegação de poder;
Trabalho colaborativo e de equipa.
Globalização:
Administração e controlo num mercado global; Competição nos mercados mundiais;
Grupos globais de trabalho; Sistemas globais de entregas.
Ascensão da economia de informação:
Economia baseada na informação e no conhecimento; Novos produtos e serviços;
O conhecimento é um recurso estratégico; O tempo está na base da competição; Vida curta dos produtos;
Ambiente turbulento.
Emergem as empresas digitais:
Oportunidade de relacionamentos com os clientes, fornecedores e empregados pela via digital;
O core business é suportado por redes digitais;
Administração digital dos recursos chave das organizações; Perceção e respostas ágeis às mudanças ambientais.
Tabela 2: Mudanças no ambiente dos Negócios Adaptado de (Laudon e Laudon, 2013)
Corroborando a opinião que o meio ambiente no qual as organizações estão inseridas é volátil, são vários os autores que descrevem aspetos com os quais as organizações atualmente se deparam. Os principais fatores que caracterizam a nova economia são (Chiavenato, 2014; Tapscott, 2014):
– Conhecimento: a nova economia é uma economia do conhecimento; – Digitalização: as TI permitem trabalhar grandes quantidades de
informação e transmiti-las rapidamente, conduzindo a uma economia digital;
– Virtualização: a transformação da informação de analógica para digital permite que as coisas físicas se tornem virtuais (ex: empresa virtual); – Molecularização: a antiga corporação está a ser desagregada e
substituída por moléculas dinâmicas e grupos de indivíduos e entidades; – Desintermediação: as funções de intermediário entre produtores e
consumidores estão a ser eliminadas devido às redes digitais e ao comércio eletrónico;
– Inovação: tornar os produtos obsoletos é o lema das organizações. O ciclo de vida dos produtos está a tornar-se cada vez menor;
– Desregulamentação, privatizações e horizontalização das organizações: as organizações tendem a aumentar a sua área de atuação, aspirando tornarem-se regionais, nacionais ou mesmo internacionais;
– Volatilidade e sazonalidade: exige que as organizações se adaptem às variações de necessidade de produção obrigando a diminuir o tempo de desenvolvimento de produtos;
– Convergência: a disseminação das tecnologias permite que as organizações convirjam na forma como operam;
– Fronteiras ténues entre os setores: em consequência da convergência, as fronteiras tradicionais existentes entre os vários setores tendem a desaparecer;
– Consciência ecológica: a postura das organizações passa por respeitar as questões ambientais, vendo-as como oportunidades de negócio;
– Globalização: a nova economia é uma economia global. Os negócios e o conhecimento não conhecem fronteiras;
– Imediatismo: o imediatismo torna-se o elemento propulsor da atividade económica e do sucesso comercial;
– Integração: a nova economia é uma economia interligada em rede, integrando moléculas em grupos que são ligados a outros para criar riqueza. “Redes de redes”, rompendo as fronteiras entre empresas, fornecedores, clientes e concorrentes.
Poderemos considerar que um dos fatores que mais pressiona as organizações é a globalização da economia.
As pressões competitivas obrigam as organizações a tornarem-se globais no seu alcance, a diminuir o tempo de comercialização e a redobrar os seus esforços para administrar o risco, o serviço e o custo sobre uma verdadeira escala internacional (Rockart e Short, 1989).
Assim, se por um lado as organizações deverão especializar-se de modo a poder responder mais eficazmente às exigências do seu ambiente local, por outro, a globalização deve ser encarada como uma oportunidade para alcançar novos mercados.
A estratégia passa a ser “pensar globalmente e agir localmente”: glocalização. Esta estratégia permite, simultaneamente, ir ao encontro das oportunidades globais sem perder o foco nas potencialidades locais.
A perspetiva global, uma nova forma de olhar para o que nos é familiar, aprofunda a nossa compreensão do mundo e o nosso posicionamento nele (Khondker, 2013).