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Chapitre II. De l‟apparente gratuité des services à des modèles d‟affaires reposant sur les

Section 2 Vers le constat d‟une irrationalité des individus

Os gr upos for m ados por a ssocia çã o m ent al n ão se li mi t am a apr oxi m ar os t er m os que apr esen t am al go em com um ; o espírit o capt a t am b ém a nat ur eza das r elações que os u nem em cada caso e cr ia com isso t ant as sé r ie s

a ssocia t iv a s qu an t as r el ações diversas

exist am . Assim em enseignem ent e,

en seigner , en seignons, et c ( ensino,

en si nar , en sinem os) , h á um elem ent o com um a t odos os t er m os, o r adical; t odavia, a pal avr a enseign em en t ( ou en si no) se pode ach ar im plicada n um a sér ie baseada em ou t ro elem ent o com um , o sufixo ( cf. en seignem ent ,

ar m em en t , changem en t et c.;

en si nam ent o, ar m am en t o,

desfigu r am en t o et c.) ; a a ssocia çã o pode se fu ndar t am bém apen as na an al ogi a dos signifi cados. [ ...] En qu ant o um sint agm a su scit a em seguida a u m a idéia de sucessão e de um núm er o det er m inado de elem ent os, os t er m os de um a fa m ília a sso cia t iva nem em um nú m er o defi nido nem u m a or dem det er m inada. [ ...] .

Vêm em segu ida, no “ Cu rso” , Os eixos das r elações

Onde at ua o m ecanism o Das v ár ias oposições Que no sist em a da língua Ger am t er m os e or ações.

São dit as associ at ivas, Na base vocabular , As opções que o falant e Exer ce ao seleci on ar Cada som , cada palavr a, Par a a fala enu nciar .

Au t or/ Fon t e : SAUSSURE,

CLG, 1977 , pp.145- 14 6

Au t o r/ Fo n te : LI RA, VI PCL, 1995, p. 12

Gr a u s de e qu iva lê n cia

I m plicação recíproca t ot al ( ) I m plicação recíproca parcial ( ) I m plicação recíproca fraca ( x ) I m plicação recíproca inexist ent e ( )

5 .2 . Pr opost a de Sist e m a t iz a çã o d os t e m a s de se nv olv idos na pe squisa

5 .2 .1 Sist e m a t iz a çã o d a f orm a çã o conce p t ua l d o t e x t o

cie nt íf ico t r a nscodif ica do e do t e x t o e t nolit e r á r io t r a nscodif ica nt e

Ver ificam os que a r elação de int er t ex t ualidade que se est abelece ent r e discur sos et nolit er ár ios ( B) e discursos cient íficos ( A) não é ev ent ual, j á que a in t ert ex tualidade ent re eles é necessár ia e não ocasional. No núcleo concept ual de B t em os os sem as concept uais seguintes [ + discurso int ert ex tu al] , [ + equiv alent e a t ex t o de Base ( A) ] , [ + ex posição m ais sim ples, m ais clara do que a do t ex t o A] .

Sucedem - se discu rsos fav or áv eis, ou cont rários, em t om ser eno, ou v eem ent e, em t or no do conceit o de ‘t ex t o t ranscodificant e’. Com pr eendem sem as concept uais int encionais,

m odalizadores, m anipulat ór ios, com o, por ex em plo,

[ + su per ficialidade] , [ + pouca abr an gência] , cont rapondo- se a [ + facilit ador ] , [ + ex plicat iv o] , dent r e out r os, const it ut iv os, no nível cognit ivo ou hiper pr ofundo, do m et am et aconceit o.

Na análise dos discu rsos sobre essa t em át ica, é possív el det ect ar, no pat am ar da sem ânt ica profunda – do percur so ger at ivo da enunciação de codificação e de decodificação – as t en sões e os conflit os em j ogo, de m odo a poder for m alizar os m icr ossist em as de v alor es su bj acentes a esses discursos. Num m odelo sem iót ico dialét ico, t em os, em sem ânt ica profunda:

Fig u ra 9 - Di alét ica int er t ext u al

Julgam os im por t ant e r essalt ar que, ao engendr ar um conceit o, ger am - se sim ult ânea e necessar iam ent e t r ês out r os conceit os: seu cont r ár io, seus cont radit ór ios decor r ent es, j á que o r aciocínio do hom em funciona por oposições, dent r e as quais, r elações ent re cont r ár ios e cont radit órios. Desse m odo, ao criar- se o conceit o

bem

, por ex em plo, en gendr a- se o seu cont r ár io

m al

e seus r espect ivos cont r adit ór ios

não- bem

,

não- m al

. Essas relações necessár ias e não- ev ent uais nos aut or izam a conceber o processo de int er t ex t ualidade lato sensu com o iniciando- se j á no pat am ar concept ual do per cur so ger at ivo da enunciação, pois um conceit o liga- se necessariam ent e a out r o conceit o, const it uindo- se um m icr ossist em a concept ual.

Par t indo dessa pr em issa, analisem os o oct ógono sem iót ico “ For m ação do conhecim ent o cient ífico por par t e do aluno” , acim a ex post o em form a de gr áfico: t ex t o cient ífico não- t r anscodificado im plica ‘t ex t o cient ífico pur o’; t ex t o ‘não- cient ífico t r anscodificant e’ im plica ‘t ex t o cient ífico r eest ru t ur ado’. ‘Tex t o cient ífico não-

Tex t o ci ent ífico n ão- t r an scodifi cado

t ext o ci en tífico puro

Text o não- científico t r an scodificant e

Text o Científico Reest r u t ur ado

Ø

Lent idão no processo de for m ação do

conhecimento

I ncom plet u de no pr ocesso de for m ação

TD

For m ação do con heci m ent o ci en tífico por part e do alun o

t ranscodificado’ e ‘t ext o não- cient ífico t r an scodificant e’ coexist em e sust ent am - se num a t ensão dialét ica.

Um per cur so dialét ico possív el desse m odelo sem iót ico ser ia: a par t ir do t ex t o cient ífico não- t r anscodificado, as ciências da linguagem cr iam um t ex t o cient ífico r eest ru t ur ado. A com binação t ex t o cient ífico não- t r anscodificado x t ex t o cient ífico const it ui a dêix is posit iv a ‘Lent idão no pr ocesso de form ação do conhecim ent o’; a com binação ‘t ext o não- científico t r anscodifican t e’ x ‘t ex t o cient ífico r eest r ut ur ado’ con st it ui a dêix is negat iv a ‘I ncom plet ude no pr ocesso de for m ação’.

Ressalt am os que os per cur sos dialét icos at r av és dos eix os dos cont r ár ios, cont r adit ór ios e sub- cont r ár ios, assim com o seu pont o de par t ida v ar iam confor m e as posições polít icas e/ ou ideológicas assum idas pelos su j eit os en unciador es em seus discur sos.

Vej am os, a segu ir, o oct ógono sem iót ico do cust o x rendim ent o na aquisição do conhecim ent o, por par t e do aluno:

Fig u ra 1 0 - Cust o x Rendim ent o na aqui sição do conh ecim en t o

“ Discur so cient ífico em gr au zero” im plica Discur so cient ífico am plo; Discur so cient ífico r eest r ut ur ado im plica Discur so cient ífico r eduzido. Discur so cient ífico em gr au zero e Discur so cient ífico r eest r ut ur ado coex ist em e sust ent am - se num a t ensão dialét ica que conduz a m enor cust o na aquisição, m aior r endim ent o na form ação. Um per cur so dialét ico possív el desse m odelo sem iót ico ser ia: a par t ir do Discurso cient ífico em gr au zero, a t eor ia da linguagem engendra um Discur so cient ífico r eduzido. A com binação Discur so cient ífico um gr au zer o x Discur so cien t ífico r eest rut ur ado const itu i a dêix is posit iv a Relat iv a eficácia do Discur so; a com binação Discur so cient ífico r eest r ut ur ado x Discur so cient ífico r eduzido con st it ui a dêix is negat iv a Relat iv a abr angência do discurso.

Analisando a quest ão do pont o- de- v ist a da r elação de equiv alência que se est abelece ent r e Discurso cient ífico não- t ranscodificado ( A) e Discurso não- cient ífico t r anscodifican t e ( B) , t em o seguint e octógono sem iót ico:

Discu r so Ci en tífico em Gr au Zer o

Di scur so Científico Am plo

Discur so Cien tífico Reest r u t ur ado

Discu r so Ci en tífico Reduzido

Ø Discurso

reiterativo Rel at i va abr an gência

no discur so TD

Men or cust o na aquisição Maior r endim en t o n a f or m ação

Fig u ra 1 1 - equival ên ci a ent r e os Discur sos A e B

I dent idade ent r e A e B im plica não- equiv alência ent re A e B; equiv alência ent r e A e B im plica não- ident idade ent r e A e B. Am bos, I dent idade e Equiv alência, coex ist em e sust ent am - se num a t ensão dialét ica: equilíbr io desej ado ent r e a r elação de ident idade e a relação de equiv alência. São discur sos que não são idênt icos, por ém t em v ar iáv el gr au de equ iv alência, o qu e perm it e ao suj eit o de enunciação de decodificação est abelecer um a int er t ex t ualidade ent r e A e B, ger ando um t erceiro t ipo de discur so m ais eficaz, m ais infor m at ivo, m ais elabor ado.

Um per cur so dialét ico possív el desse m odelo sem iót ico ser ia: a par t ir do t er m o ‘I dent idade ent r e A e B, a t eor ia da linguagem cr ia um out ro term o cont r ár io ‘Equiv alência ent r e A e B’, que im plica um a não- ident idade ent r e A e B.

Sist em at ização final desse it em : diríam os que nosso m odelo de apr endizagem de um a t eor ia cient ífica não se ancor a neste ou naquele t er m o cont r ár io, m as sem pr e na Tensão Dialét ica ent re os t er m os con t r ár ios. Assim , a for m ação do conhecim ent o cient ífico por par t e do aluno se est abelece na t ensão dialét ica ent r e Text o cient ífico

I dent i dade en t re A e B Equivalên ci a ent r e A e B

Não- identi dade en t r e A e B

Ø

TD

Equilíbrio desej ado

Discurso

reiterativo Discu r so não- m ui to

infor m at ivo

não t r anscodificado e Tex t o não cient ífico t r anscodificant e; do m esm o m odo, o cur so e r endim ent o na aquisição do conhecim ent o inst aur a- se na Tensão Dialét ica ent r e os t erm os cont r ár ios Discur so Cient ífico em gr au zero e Discur so cient ífico r eest ru t ur ado, ger ando m en or cust o n a aquisição do conhecim ent o cient ífico e m aior rendim ent o na for m ação desse m esm o conhecim ent o; sem elhant em ent e, a relação de ident idade ent re A e B in ex ist e, en tr e am bos os discur sos ex ist e, assim , um a r elação de equ iv alência em grau s diferent es, que gera um a Tensão Dialét ica ent r e os t er m os cont rários cit ados. Ent re ident idade e equiv alência sit ua- se o equilíbrio desej ado.

5 .2 .2 . Sist e m a t iz a ndo a q ue st ã o da se m iose ilim it a d a

Est r ut ur ando o pr ocesso de t r anscodificação que apont am os no it em 3.2., dir íam os que as possibilidades de int erpr et ação e r eint er pr et ação de um t ex t o cient ífico, ou et no- lit er ár io, t endem ad infinit um , na m edida em que podem os não só lê- los de difer ent es m aneir as, com o t am bém , recodificá- los em inúm er os out r os sist em as sem iót icos.

Na dialét ica de const r ução/ dest r uição dos signos, no pr ocesso de t ranscodificação, v erificam os um a est r ut ur ação bast ant e com plex a. No m icr ossist em a que ex am inam os nest a t ese pudem os const at ar as seguint es relações:

Lín gua com um : E R C

Tex to cient ífico: E ( ERC) R C ( ERC)

Tex to r ecodificado: E ( ERC) R C ( ERC) E ( ERC RC ( ERC)

E R C

Nesse em ar anhado de r elações se sit ua o pont o de um apr endizado r ico, am plo e profundo, j á que o t ex t o t r anscodificant e

de ou t r o t ex t o t ransfor m a em subst ância, est abelece um conj unt o hier ar quizado de relações lógicas, cuj as car act eríst icas são análogas em r elação ao sist em a que define. Esse procedim ent o é im port ant e por que ao ar t icular ( for m alizar ) det er m inada subst ân cia, a linguagem poét ica no dizer de Dur igan ( 1 975) , os per m it e um conhecim ent o do sist em a básico que int er pr et ou. Esse conhecim ent o é ger ado a par t ir de um a r eflex ão bem m ais cuidadosa da t eor ia cient ífica de A, qu e B r et om a, r ecodifica, r eorganiza. Assim , o t ex t o t r anscodificador , base dest a pesquisa, é m et a- m et assem iót ico, por t ant o, plur icon cept ual, plur iv alor at ivo, plurissignificat iv o, car act er izando- se com o um t ex t o r iquíssim o em significados, que, no seu conj unt o, conduzem a um plur iconhecim ent o de det erm inada t eor ia cient ífica.

5 .2 .3 Sist e m a t iz a ndo o t ipo de r e la çã o que se e st a be le ce e nt r e A e B

Confor m e dissér am os anteriorm ent e, além dessa int r incada r ede de r elações, há dois aspectos que precisam ser dest acados: o t ipo de ar t iculações que se est abelece ent r e o t ex t o cient ífico int er pr et ado ( A) e o t ex t o int er pr et ant e ( B) ; e, o gr au de equiv alência est abelecido ent r e A e B.

Quant o ao t ipo de ar t iculação ent r e A e B, conclu ím os que se est abelece ent r e am bos r elações necessár ias de int er t ex t ualidade, pois a leit ur a e com preensão do tex t o B só pode ser eficaz se o leit or t em conhecim ent o do t ex t o A. O t ex to B não t em um a r eferência aut o- incident e, ele é bi- r efer encial, n a m edida em que os t erm os e conceit os cient íficos e t ecnológicos aí ex post os criam um a r eferência pr ópr ia, porém calcadas n a r efer ência do t ext o t r anscodificado. Ele não cr ia con ceit os, ele r et om a conceit os. Nesse sent ido ele é m et a- r efer encial.

Essa t r ansr efer encialidade não r et ira a especificidade de t rat am ent o: um a coisa é o fato cient ífico t rat ado no discur so cient ífico, ou t r a coisa é esse m esm o fat o t r at ado no discu rso poét ico.

Com efeit o, os ent or nos Linguíst icos e espaço- t em porais do discur so poét ico ger am sent idos não pr ogr am ados no discur so cient ífico. Assim , o m esm o con ceit o, conver t ido em t em a 1 t em figur at iv izações difer ent es no Discur so Cient ífico e no Discurso Et no- lit er ár io: o discur so B dessem antiza o Discur so A par a em seguida r essem ant izá- lo. Ent r et ant o, pelo fato de ser t r anscodificant e o t ex t o B t em relat iv izada a quest ão da plur iisot opia e da plur iint er pr et ação: de cert a for m a o t ex t o A det er m ina a isot opia do t ex to B e, t am bém , r eduz as possibilidades e liberdades de int er pr et ação de B. Desse m odo, o t ex t o B t em de ser lido na isot opia e na int er pret ação sugerida pelo t ex t o A, que, por ser um t ex t o cient ífico, é lim it ado em t ipos de isot opias e t ipos de leit ur as v irt uais. Ele t r anspõe par a B essa r edução, pois B é poét ico, m as nele pr ev alece a fun ção int erpr et ant e.

5 .2 .4 Sist e m a t iz a ndo os gr a us de e q uiv a lê ncia

Com o se sabe, ex ist e m uit a difer ença ent r e r elação de ident idade e r elação de equiv alência ent r e conj unt os e elem ent os post os em r elação de oposição. Na análise das r elações que se est abelecer am ent r e A e B confir m am os est a hipót ese e, t am bém , v er ificam os que não podem os gener alizar a quest ão da equiv alência, ou sej a, não podem sim plesm ent e dizer qu e ex ist e ou não equiv alência ent r e os fatos r elacionados. Tem os de m ar car a quest ão, colocando- os no cont inuum do m aior ou m enor equiv alência, ou sej a, há que se falar em gr aus de equiv alência. I sso se dá pr incipalm ent e no que t an ge ao paradigm a referencialidade, j á que, em bor a A e B t enham o m esm o r efer ent e cogn it ivo, não t êm o m esm o r efer ent e associat iv o. Const at am os que as pr egn âncias de t raços ident ificador es dos fen ôm enos, em A e B, são m uit o difer ent es em

qualidade e em quant idade. Const at am os, ainda, que, na m aior ia dos casos, a conver são de A em B reduz, em B, significat iv am ent e os t raços ident ificador es do fenôm eno.

I sso v eio a confir m ar nossa hipót ese de que na t r anscodificação ent r e A e B, B se t orn a um t ex t o r edut or de pr egnâncias car act er izadoras do fenôm eno. Essa const at ação não suprim e o m ér it o da pesquisa, ao cont r ár io, m ost r a j ust am ent e o que gost aríam os de pr opor com o produt o final: a leit ur a- r eleit ura, o ex am e e reex am e de A e B desenvolv em um pont o que par ece bast ant e esquecido, no at ual m om ent o da ciência da com unicação, a capacidade de r eflex ão, cer ne do nosso t rabalho. Na nossa pesquisa, a baix a densidade de equiv alência ent r e A e B configur a- se com o algo posit iv o, j á que aum ent a o grau de r eflex ão ent r e sem elhanças e difer enças de B em relação a A.

Sist em at izando, dir íam os qu e a r elação ent r e o gr au de equiv alência e o aprim oram ent o da r eflex ão são inversam ent e pr opor cionais: quant o m enor a densidade de equiv alência, t ant o m aior a densidade de r eflex ão.

5 .2 .5 Sist e m a t iz a çã o fin a l: o pa pe l d o discurso e t nolite r á rio na f unçã o t e x t o t ra nscodif ica nt e

Nossa pesqu isa con duziu a duas pergun t as básicas: por que o Discurso Cordel t em sido t ão ut ilizado at ualm en te para ex plicar t eor ias cient íficas e t ecnológicas; por que o Cor del deix ou de ser o apanágio de pessoas sim ples e passou a ser o m eio ut ilizado por pessoas de alt o gr au de escolar idade par a t r ansm itir essas t eor ias?

Tudo indica que o pr ocesso de t r anscodificação t em sido um dos pr incipais m eios de desenv olv im ent o de um m ecanism o m uit o im por t ant e no en sino/ apren dizagem de um a t eor ia cient ífica: a cognição com r eflex ão. Esse é o pr incipal aspect o de nossa pesquisa.

Na sociedade pós- m oderna, com o assust ador desenv olv im ent o do uso de linguagens não- v er bais no pr ocesso de enun ciação de

decodificação, cient ífico ou n ão, ger ou- se um novo t ipo de m ecanism o de apr eensão da r ealidade, o da infor m ação inst ant ânea e em par alela dos fat os. Com efeit o, o falant e decodifica com um a r apidez incrív el a realidade que lh e é t r ansm it ida. O que é pr eocu pant e, porém , é que ele nem sem pre, t em m ecanism os não- v er bais par a codificar com a m esm a rapidez o seu discur so, que não cont ém as especificidades r equer idas. Nesse pont o é que se not a a falt a que faz o in st r um ent o de codificação que só o verbal pode t ransm it ir : decodificação relat iv am ent e eficaz, por ém sem a reflex ão dev ida, que conduz a um a codificação qu ase que com plet am ent e im possibilit ada.

Poder- se- ia err oneam ent e infer ir que o problem a reside só nos m ecanism os de codificação, ent ret ant o, os ent r av es j á com eçam a apar ecer na decodificação m uit o rápida, que n eut raliza, m uit as v ezes, a capacidade de apr eensão de aspect os im por t ant es da t eoria que o suj eit o tem se assim ilar .

A geração de indiv íduos de idade bem m ais av ançada que a at ual recebia a t r ansm issão da r ealidade fenom ênica pr incipalm ent e

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