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Vers la fin des instruments de recherche ?

O trabalho de A. Ribeiro et al. (1979) começa por fazer uma apresentação do quadro estrutural em que Portugal se situa, partindo daí para uma descrição de cada uma das regiões estruturais do país.

Esta, por sua vez, precede o estudo de cada um dos ciclos orogénicos.

Parte-se, assim, do enquadramento geral dos fenómenos para uma descrição dos mesmos, culminando com a respectiva interpretação.

Vamos usar um esquema de apresentação análogo, de modo que a descrição que fizemos da geologia da área possa servir-nos como referência para elaborar, em traços gerais, um quadro da respectiva evolução.

A cadeia hercínica, na Europa, é caracterizada pela sua zonalidade. Com efeito, "as características paleogeográficas, tectónicas, magmáticas e metamórficas são bastante constantes numa direcção paralela às estruturas, mas mudam radicalmente segundo a direcção transversal".

Além disso, "as diferentes zonas estão, muitas vezes, separadas por acidentes profundos que funcionaram várias vezes durante todo o ciclo hercínico" (A. Ribeiro et al., 1979, p. 4 e 5).

Os sectores externos do orógeno hercínico ibérico estão representados pelas zonas Sul- Portuguesa a SO, e Cantábrica a NO.

As zonas Centro-Ibérica e Ossa-Morena correspondem aos dois sectores internos existentes no território português.

O conjunto dos sectores internos fica completo com a zona Ocidental Astúrico- Leonesa, que se situa em território espanhol, a oriente da zona Centro Ibérica. Nas zonas e domínios internos, "predominam as rochas do Paleozóico inferior e do Precâmbrico, a deformação é precoce e é mais intensa e penetrativa. O metamorfismo regional é de grau mais elevado e as intrusões sin-orogénicas são mais extensas" (A. Ribeiro et al., 1979, p. 4 e 5)

A zona de Ossa-Morena corresponde ao domínio situado no exterior da linha Córdova- Badajoz-Portalegre-Coimbra, em que existem "fragmentos dum soco granítico datado de 2.000-2.500 MA e retomado no Cadomiano (650-550 MA)".

Nesta zona, a sequência inicia-se pelo Precâmbrico polimetamórfico, que corresponde, justamente, à faixa metamórfica situada a SO da mancha de granito da Madalena. Esta faixa é caracterizada pla existência de gneisses, migmatitos e xistos com granadas, cujo grau de metamorfismo aumenta para NE. Assim, pode dizer-se que, nessa área, os diversos fácies metamórficos estão organizados segundo uma antiforma, definida através das isogradas de metamorfismo, cujo núcleo foi deslocado pela falha Porto-Tomar, segundo um movimento dextro de cerca de 100km, podendo corresponder a terrenos que estão, hoje, â latitude de Coimbra.(Ribeiro e Pereira, ???).

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Ao Precâmbrico polimetamórfico segue-se o Precâmbrico superior monometamórfico, normalmente designado como "Série Negra" que aparece, por exemplo, na região de Coimbra.

O contacto entre as zonas de Ossa-Morena e Centro-Ibérica corresponde à falha Porto- Tomar.

Na região de Albergaria-a-Velha (Branca), a falha Porto-Tomar traduz-se por um cavalgamento que põe em contacto o Precâmbrico (Zona de Ossa-Morena) com o Complexo xisto-grauváquico ou com rochas granitóides (Zona Centro-Ibérica).

Aparentemente, "a arriba fóssil (...) que marca o avanço para leste da plataforma litoral onde se depositou o Pliocénico" corresponde, grosso modo, à escarpa da falha acima referida (E. Pereira, L. S. M. Gonçalves e A. Moreira, 1980).

A coincidência entre alinhamentos tectónicos, mesmo sendo muito antigos como aqueles que pôem em contacto estas duas zonas do Maciço Hespérico, com relevos com alguma representatividade, corresponde a um conceito chave e será utilizada e discutida

Nesta zona, ao contrário do que se passa na zona de Ossa-Morena, "não se encontra um soco granítico precâmbrico indiscutível, mas apenas complexos de alto grau de

metamorfismo, de composição máfica e ultra-máfica, cuja idade é controversa, cadomiana para uns, já paleozóica para outros" (A. Ribeiro et al., 1979). Actualmente (Chaminé, 2000???) a subzona Galiza média-Trás-os-Montes passou a ser considerada uma zona e o seu âmbito alargou-se (fazer uma nova figura)

A zona Centro-Ibérica é caracterizada, essencialmente, pela existência de uma série muito espessa, de tipo "flysch", considerada do Câmbrico e Precâmbrico superior (Complexo xisto-grauváquico) e pela discordância da base dos quartzitos do Ordovícico face ao referido Complexo.

Em alguns locais, nomeadamente no "fosso Dúrico-Beirão" (que corresponde à bacia situada na base do flanco ocidental do anticlinal de Valongo e aos seus prolongamentos), os fácies de tipo molássico (conglomerados, arcoses e xistos carbonosos, incluindo leitos de carvão) do Vestefaliano D e do Estefaniano B-C ficaram conservados, devido à sua situação tectonicamente deprimida.

As zonas internas do orógeno hercínico são intensamente afectadas por metamorfismo regional e pelo magmatismo sin-orogénico.

Na zona Centro-Ibérica, o metamorfismo apresenta tipos variados, estritamente controlados pelas intrusões graníticas. Assim, as auréolas de metamorfismo regional aparecem ligadas aos granitos sintectónicos e as de metamorfismo térmico relacionam- se com os granitos post-tectónicos.

Os fenómenos de magmatismo estão representados por duas séries:

- Granitóides "alcalinos", sintectónicos e estreitamente controlados pelo

metamorfismo regional, provavelmente "produzidos por anatexia húmida da parte média da crusta, no decurso do metamorfismo regional" (A. Ribeiro et al., 1979, p. 10). Estes fenómenos parecem associar-se a fases orogénicas compressivas.

O chamado "granito do Porto" pertence a este conjunto.

- Granitóides "calco-alcalinos" e rochas básicas associadas, essencialmente post- tectónicos.

No norte do Maciço Hespérico estes granitóides "foram produzidos por fusão seca da parte inferior da crusta no decurso do metamorfismo regional e por mistura com produtos básicos infra-crustais".

Por isso, estes granitos, pertencentes à série "calco-alcalina", são mesocratas. Os granitos post-tectónicos formaram-se durante a fracturação tardi-hercínica, acompanhando a surreição final da cadeia hercínica.

Incluem-se nesta série os granitos porfiróides, biotíticos, como os de Lavadores e da Madalena, nomeadamente.

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