4.4 Mixed Integer Programming
4.4.2 Vector-Valued Maximum Cut
Todos os momentos que compõem a avaliação, tornaram-se para mim, num dos desafios mais difíceis e complexos na vivência do papel de professora.
Os primeiros momentos de avaliação foram realizados em grupo (núcleo de estágio), que consistiram na avaliação dos níveis de aptidão física através da bateria de testes fitnessgram e, mais tarde, na avaliação diagnóstica de Badminton e Andebol (1º período). Nestes primeiros momentos, tínhamos a ajuda uns dos outros o que facilitou um pouco todo o processo. Contudo, a partir do momento em que assumi a minha turma e comparei os dados da AD, recolhidos separadamente pelos três EE, notei a presença de algumas diferenças, percebendo que este processo pode ser bastante subjetivo. Ou seja, apesar dos critérios serem os mesmos, a perceção de cada um (professor) pode ser diferente.
A minha primeira dificuldade revelou-se logo na AD, concretamente na dificuldade de avaliar todos os critérios com o devido rigor em apenas uma aula:
“Relativamente aos conteúdos avaliados, senti algumas dificuldades pois estes tinham alguns critérios demasiado específicos (...) tive de estar
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constantemente atenta e apenas observava uma vez cada aluno pois não havia tempo para mais (...) ” (Reflexão da aula 45 e 46)
No entanto, ao longo do EP, fui adquirindo alguma experiência e melhorando este processo, ora pela redução de critérios nas grelhas de avaliação, ora pela melhor organização dos alunos na aula e dos exercícios na qual seria avaliados. Ou seja, percebi que a capacidade de nos focarmos no essencial é um aspeto a ter em conta na planificação da avaliação dos a serem avaliado e dos critérios para cada conteúdo. Cuidar das tarefas propostos para a avaliação é também um fator importante neste processo, pois as atividades devem estar adequadas às exigências colocadas aos alunos ao longo das aulas.
A AD permitiu-me criar metas ambiciosas, mas simultaneamente, realistas, alcançáveis e reajustáveis não só para o domínio motor mas também para o domínio cognitivo e psicossocial. Pois como refere (Sobral & Barreiros, 1980),
“(…) Se, numa turma ou escola, a grande maioria dos alunos não satisfaz as metas prescritas pelos professores ou pelos programas, duas justificações podem apresentar-se: ou as metas foram impropriamente estabelecidas, sem atenção às reais possibilidades dos alunos, ou então os métodos de ensino adotados não foram os mais convenientes. Nestes dois casos, a avaliação do rendimento dos alunos oferece também ao professor um motivo para repensar o currículo escolhido, as condições de trabalho e o método de ensino a seguir”
A prova de que os objetivos estavam adequados aos alunos era a resposta destes ao longo da UT. Frente a estas respostas, por vezes, foi necessário efetuar ajustes ao processo de ensino-aprendizagem, sendo aqui que a avaliação formativa prestou um contributo fundamental.
Recorrendo à avaliação formativa foi possível fazer um levantamento da evolução e das dificuldades de cada aluno, ajustando os procedimentos metodológicos às suas necessidades. Nas UTs mais extensas, como Badminton e Andebol, o momento da avaliação formativa formal permitiu ainda informar cada aluno acerca da sua evolução. Já nas restantes UTs estas avaliação foi concretizada de forma contínua através das reflexões das aulas e
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de alguns registos. Esta foi, de facto, uma avaliação que constituiu um marco importante, principalmente para mim (professora), enquanto agente regulador do processo de ensino-aprendizagem. Pois, permitiu verificar aula após aula a evolução dos alunos e reconfigurar os objetivos caso fosse necessário.
A AS, era aquela que mais preocupação me causava. Era o momento em que precisava de atribuir uma classificação ao aluno e, neste momento, o meu principal objetivo era ser o mais justa e criteriosa possível. Atendendo às minhas vivências como aluna, considerava muito injusto quando os professores avaliavam o aluno a partir daquele momento único de avaliação, descurando o restante trabalho desenvolvido ao longo das UTs. Até porque, como regulamentado pela escola, a avaliação dos alunos deve ser sempre um processo contínuo. Por esta razão, este fui um fator pela qual tive algum cuidado. Efetivamente, procurei atender sempre ao ponto de partida e de chegada de cada aluno, bem como à prestação de cada um ao longo de todas as aulas:
“(...) não considero que este tipo de avaliação, em que só observei uma vez e retirei as minhas ilações, seja a mais adequada, pois aquele momento pode correr muito bem ou muito mal ao aluno e não se torna justa a classificação. Contudo para a atribuição da nota final tive em consideração a evolução ou não dos alunos, ao longo das aulas, e também o seu empenho e disposição para a prática” (Reflexão da aula 45 e 46).
Para realizar a AS tive de atender sempre aos critérios globais de avaliação estipulados pela escola para o Ensino Secundário. Estes critérios foram determinados pela área disciplinar com as seguintes percentagens pelos distintos domínios: Fazer – 65%; Saber – 15%; Ser – 20%.
O domínio do fazer avalia a competência motora do aluno (habilidades motoras e condição física), enquanto que o saber a competência cognitiva (cultura desportiva) e, por fim, o domínio do ser avalia a parte psicossocial do aluno.
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Relativamente à AS da cultura desportiva, foi aplicado um teste apenas no 1º e 2º período, não havendo avaliação da cultura desportiva no 3º período. Na minha opinião penso que em todos os períodos, deve constar uma avaliação do saber. Mesmo quando o 3ºperiodo é demasiado curto, esta avaliação pode ser realizada através de pequenas questões individuais na aula e sujeitos a registo por parte do professor.
Cada um dos testes, incorporou a matéria das modalidades lecionada em cada um dos períodos. No 1º período, uma vez que a prova seria mais exigente, preparei uma sebenta para os alunos poderem guiar o estudo. Já no 2º período, o teste foi mais pequeno e simples e não forneci qualquer tipo de suporte para os alunos. Na minha opinião as sebentas foram uma mais-valia para o estudo e isso foi notório nos resultados obtidos pela turma. Contudo, percebi que o facto de não ter fornecido sebenta fez com que os alunos estivessem mais atentos durante as aulas, havendo também, um maior diálogo sobre as dúvidas que eventualmente se levantavam.
Os conceitos psicossociais, incorporados na avaliação do ser, foram avaliados através de registos realizados ao longo das aulas. Este registo permitiu-me perceber melhorias no empenho, no espírito de equipa, na entreajuda, na cooperação e no cumprimento das regras, por parte de cada aluno
Relativamente ao domínio do fazer, foram avaliadas as habilidades motoras dos alunos. Nos desporto individuais, foi avaliada a técnica individual de cada aluno, enquanto que nos desportos coletivos, como foi o caso do Andebol, foi dado ênfase às situações táticas, na qual estavam também integrados os conteúdos técnicos, ara que os alunos conseguissem dar resposta às diferentes situações de jogo.
Das várias dificuldades sentidas na avaliação, considero que o momento mais difícil e complexo de todo este processo, se consistiu na congregação dos vários parâmetros de avaliação, a fim de atribuir uma classificação no final de cada período.
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Como referido anteriormente, todos estes momentos de avaliação constituíram também um momento de introspeção e avaliação do meu desempenho profissional. E foram todos estes processos de avaliação, de preparação de critérios, de observação, de registo e ajuste de instrumentos, que contribuíram para uma melhoria na forma de estruturar e organizar todo o processo avaliativo, possibilitando-me fazer, ao longo do ano, um registo mais rápido, eficaz, rigoroso e ajustado.