Energie totale dynamique statique
VDD VDDS Potentiels fixes
- a estrutura das relações determina seu conteúdo. Nesse sentido, o entendimento de uma relação ocorre a partir da associação entre a estrutura organizacional e as ações empresariais;
- relação entre centralidade e poder, enfatizando que o posicionamento do ator na estrutura social afeta seu comportamento e bem-estar.
Transpondo os conceitos de centralidade e poder ao universo das relações interorganizacionais, verifica-se que uma empresa (ator) poderá, de acordo com seu posicionamento central ou mais periférico, ter maior ou menor poder de negociação em uma transação em relação ao posicionamento dos demais atores; - a formação de subgrupos por meio de dois modelos: o primeiro apregoa que a interação direta entre os atores deverá conduzí-los a comportamentos semelhantes, uma vez que eles se sujeitam às mesmas fontes de influência. Assim, pode-se interpretar que, à medida que ocorre a continuidade das transações entre as organizações, elas tenderão a apresentar comportamentos semelhantes, por se adaptarem aos estruturantes da relação, isto é, às condições pré-determinadas pelas partes envolvidas. Estas tendem a ser verbalizadas em um contrato, bem como às condições que o ambiente externo impõe a essas organizações, como a exigência do cumprimento de obrigações estabelecidas pela legislação vigente em um país.
O segundo modelo prenuncia que atores que possuem estruturas equivalentes competem pelas mesmas posições, tendendo a adotar o isoformismo. Dessa forma, entende-se a razão da adoção de estratégias competitivas equivalentes por parte de empresas que se assemelham quanto às posições mercadológicas. Um exemplo disso está na identificação de práticas comuns em relação à implantação de acessórios, funcionalidades, condições de pagamentos, lançamentos de novas versões e modelos de veículos por empresas automobilísticas que atuam há décadas no mercado brasileiro com perfis mercadológicos convergentes, como a Ford, a GM, a Fiat e a Volkswagen. Esse exemplo é extensível ao setor de linha branca, no qual, em uma determinada categoria de produtos, há uma busca de agregação de valor caracterizada pela inclusão de acessórios ou itens equivalentes por parte de distintos fabricantes. O funcionamento de uma rede está condicionado à criação de conexões entre distintos elementos ou pontos, que são transformados em nós. Os pontos presentes em uma rede se constituem em elementos locais, enquanto a malha inteira representa o elemento global. A interconectividade da rede habilita que as ações locais tenham impacto
global, e as relações entre as dinâmicas locais e globais encontram-se criticamente subordinadas à estrutura da rede (D’ IPOLITTO, 2007).
Segundo Nohria (1992)5 apud D’Ipolitto (2007) as redes são identificadas de acordo com os tipos de ligações existentes, ainda que se refiram a um conjunto semelhante de nós que apresentam alguns atributos que, por sua vez, os identificam como pertencentes a uma mesma classe de equivalência, com a finalidade de determinar a rede de relações entre eles.
Latour (1987)6 apud D’ Ipolitto (2007) explicita que em uma rede os recursos passam a se concentrar em poucos locais, denominados laçadas e nós, que se associam por fios e ma- lhas. Os fios tênues e nós dispersos podem dar origem a uma rede forte, como ocorre com a rede telefônica. Embora seja constituída por linhas telefônicas tão diminutas que são invisíveis em um mapa e tão frágeis que podem ser facilmente desconectadas e têm o poder de se alastrar no mundo inteiro.
Os quatro elementos morfológicos que compreendem a estrutura das redes foram reunidos no quadro 2.
5 NOHRIA, N. Is a network perspective a useful way of studying organizations? In: NOHRIA, N.; ECCLES, R. G. (eds) “Networks and organizations: structure, form, and action”. Boston: Harvard Business School Press, 1992, p 1-22. Apud SELZ, D. Value webs – emerging forms of fluid and flexible organizations, Ph.D.
Dissertation, University of St. Gallen, September, 1999.
6 LATOUR, B. Science in action. How to follow scientists and engineers trough society. Milton Keynes: Open University, Press, 1987.
Quadro 2- Elementos morfológicos de uma rede
Elementos Descrição Particularidades
Nós
Conjunto de agentes, objetos ou eventos que interagem entre si. Compreendem, portanto, empresas ou atividades.
Abrange duas perspectivas:
1ª) Prioriza a análise das empresas, considerando-as unidades básicas de análise.
2ª) Enfoca as atividades equivalentes aos pontos centrais do arranjo.
Posições
Determinam as
localizações das empresas ou atividades no interior da estrutura. Referem-se, portanto à estrutura de divisão de trabalho.
Granovetter (1985)7 faz menção a dois tipos de posicionamentos na rede:
1º) Estrutural: associa a posição estrutural de um ator na rede ao seu comportamento. 2º) Relacional: ressalta a dependência do comportamento dos atores à estrutura que abrange expectativas comuns.
Na estrutura de uma rede, observa-se a existência de inúmeros aspectos como: relação de poder, sistemas de alinhamento de interesses, confiança, controle social, oportunismo e formas de negociação e de seleção de fornecedores.
Ligações (conexões
ou linkages)
Definem o grau de interface dos atores de uma rede, ou seja, seus relacionamentos.
É essencial a busca de um detalhamento
referente aos relacionamentos
organizacionais, produtivos e tecnológicos entre os participantes de uma rede.
Fluxos Compreendem a entrada de recursos tangíveis, como os suprimentos e, intangíveis como as informações.
Auxiliam na compreensão da estrutura de uma rede, pois viabilizam as trocas entre os atores de uma rede.
Os fluxos de troca são regulados por regras tácitas ou explícitas, consensuais ou hierárquicas.
Fonte: dados provenientes de BRITTO, 2002.
7 GRANOVETTER, M. Economic Action and Social Structure: The Problem of Embeddedness. American
A caracterização morfológica das estruturas em rede compreende não apenas as ligações entre nós, mas também a natureza específica dos fluxos que circundam pelos canais de ligação entre os nós.
Devido à natureza intangível dos fluxos informacionais sua investigação é mais complexa do que a dos demais fluxos. Isso dificulta o processo de quantificação dos estímulos que são emitidos e recebidos pelos agentes de uma rede. Acresce-se a isso, o fato da inexistência de um arcabouço contratual que regule a transmissão e recepção do fluxo intangível e uma variabilidade do conteúdo das informações transmitidas no que se refere ao grau de codificação (BRITTO, 2002).
Para a configuração das ligações entre os nós de uma rede é necessário:
1) caracterizar a estrutura das ligações;
2) identificar a densidade da rede, cujo conceito se associa as relações ocorridas entre o número de ligações efetuadas na estrutura e ao número máximo de ligações que poderiam suceder em um arranjo;
3) identificar o grau de “centralização’ da estrutura que abrange dois aspectos:
- o número de ligações que se referem a um determinado ponto particular. Logo, quanto maior for a concentração de ligações em uma estrutura, maior será seu grau de centralização;
- a quantidade de pontos que compreendem o caminho existente entre as ligações estabelecidas, a partir de dois pontos quaisquer de uma estrutura. Assim, a identificação de um maior número destes pontos de passagem, torna a estrutura mais centralizada (BRITTO, 2002).