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Les pêcheries de « bichiques » : contexte socio-économique et technique

1. Les bichiques : de l’eau à la bouche…

1.4.1 Différentes variétés au fil des saisons

A Prática Letiva (PL) é a componente mais longa do EP, tendo em conta que é realizada ao longo de todo o ano letivo, logo a que engloba mais componentes a considerar e a que é necessário investir mais, não só pelas tarefas que temos de realizar, mas também pela constante necessidade de realizar pesquisas sobre as matérias a lecionar, como avaliar, entre outros.

O professor deve ter um papel dinamizador e catalisador de um processo de amadurecimento (Almada et al., 2008), que seja tão personalizado quanto possível e não ser ele a principal fonte de conhecimento. Atendendo à transitoriedade e a validade do conhecimento disponível, é necessário utilizar o conhecimento como uma ferramenta de modo a estarmos atualizados e sermos competitivos num mundo em constante mudança (Lopes, Vicente, Simões, Barros & Fernando, 2013; Lopes, Fernando & Prudente, 2010). Freire (2003), crítica os professores que seguem esta profissão porque não tinham outra, no entanto, ser professor exige responsabilidade, preparação científica e gosto pelo ensino, com seriedade e luta contra as injustiças, de forma que os alunos se tornem elementos importantes no mundo e possam mais tarde valorizar as aprendizagens que tiveram.

Quanto à PL, numa primeira fase tivemos de nos adaptar a esta nossa realidade, de ser os responsáveis por uma turma e nos adaptar a uma grande diversidade de novas situações. A caraterização da escola foi um ponto essencial nesta fase de adaptação, no sentido em que possibilitou conhecer melhor a realidade com que nos íamos deparar e ficar conhecedores de alguns procedimentos a ter em consideração.

A turma pela qual ficámos responsáveis tinha bastante heterogeneidade ao nível do gosto pelas atividades, assim como no empenhamento para a realização das tarefas. Os alunos estavam muito focados nas notas que pretendiam alcançar nas outras disciplinas e desvalorizavam um pouco a EF, referindo que esta “não contava para a média”.

Quanto às aulas, numa primeira fase sentimos algumas dificuldades para gerir as situações de aula, particularmente pelas matérias que estávamos a lecionar, acrescido do

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facto de termos de realizar as avaliações iniciais, o que implicou bastante pesquisa, para solucionar esta situação.

Ao longo de todo o ano letivo dedicamos bastante tempo para a fase de planeamento das aulas, especialmente na pesquisa de informação, criação de situações e escolha das tarefas a realizar, tendo em conta que os alunos nos colocavam bastantes desafios e sentíamos esta necessidade e responsabilidade. Procurámos dar sempre uma resposta adequada às situações, definindo objetivos tendo em consideração as recomendações do PNEF, o que o GEF definiu e as necessidades dos alunos.

Numa primeira fase adotamos estilos de ensino de tarefa e por vezes de comando, mas com o evoluir das aprendizagens e em função das matérias, utilizamos outros estilos de ensino (reciproco, inclusivo, divergente e descoberta guiada) e concedemos maior liberdade/autonomia aos alunos nas aulas e/ou nas tarefas a realizar.

Rosado (1998) refere que um dos objetivos fundamentais da Educação Física, que é também partilhado com outras disciplinas curriculares, é o de facilitar o desenvolvimento sócio afetivo, o desenvolvimento pessoal e social.

As aulas de EF permitiram melhorar a relação entre alguns alunos que se relacionavam pouco, assim como procurámos promover a integração de um aluno que inicialmente detetamos que era bastante menosprezado pela turma, não conseguimos resolver a situação, mas houve progressos nesse sentido, um dos factos que dificultou esta ação foi o aluno em questão não colaborar neste sentido, acrescido ao facto de gostar de se isolar.

Os alunos estiveram sempre no centro do processo de E-A, prova disso foi que muitas vezes criávamos situações que eram para nós mais difíceis de controlar, no entanto, mais enriquecedoras para os alunos, nomeadamente a criação de várias estações, diferentes tarefas em simultâneo, entre outras. Procurámos sempre integrar todos os alunos nas tarefas e desenvolver competências nos domínios psicomotor, cognitivo e sócio afetivo, independentemente das matérias, porque estas são apenas um meio de transformação dos alunos.

No terceiro período houve a realização e participação em várias atividades que condicionaram as aulas de EF. Apesar de estarem previstas, os alunos acabaram por ter poucas aulas nesta fase, sendo que alguns alunos optaram por se focar mais noutras

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disciplinas, havendo um aumento do número de alunos que não realizavam a aula prática em algumas aulas, mas com a realização da avaliação sumativa, os alunos voltaram-se a comprometer com a disciplina, apesar de considerarem que “não conta para a média”.

De salientar, a grande diversidade de matérias que os alunos tiveram a oportunidade de realizar/experienciar em contexto de aulas (Ginástica de aparelhos, Ténis de Mesa, Atletismo, Voleibol, Râguebi, Dança, Orientação, Basquetebol, Andebol, Futebol, Desportos de Combate e Badminton) e nas atividades complementares (Escalada, Rapel, Squash, Ténis de Campo, Padel, Madeirabol, Capoeira e Judo). A realização destas atividades só por si, já é um aspeto bastante positivo, atendendo que alguns alunos ao longo do seu percurso escolar (12 anos) não têm a oportunidade de experienciar estas matérias, acrescido ao facto de serem realizadas com uma intencionalidade, ou seja, procurando solicitar comportamentos de diferentes grupos taxonómicos apresentados por Almada et al. (2008) e por Batalha e Xarez (1999) no caso da Dança, no sentido de promover um desenvolvimento holístico dos alunos.

Em algumas das atividades complementares os alunos tiveram um papel ativo na escolha e operacionalização das tarefas a realizar, desenvolvendo competências ao nível da organização, mas acima de tudo desenvolvendo o gosto pela prática e ficando mais sensibilizados para a realização de Atividade Física. Um dos indicadores para constatarmos este facto foram as apreciações críticas que os alunos fizeram na AEC, onde alertaram para a necessidade de iniciar a preparação da atividade com maior antecedência. Relativamente ao desenvolver o gosto pela prática baseamo-nos no facto de os alunos referirem que tiveram pouco tempo em cada estação e pelo facto de quererem repetir algumas atividades.

De destacar, a excelente relação que se estabeleceu com o GEF, possibilitando a disponibilização de material, a troca e/ou partilha de espaços, assim como o convite para levarmos as nossas turmas a participar nas atividades e colaborarmos nas mesmas.

Relativamente às aulas do 2º Ciclo, estas representaram um desafio diferente ao qual habitualmente somos expostos com as turmas do Ensino Secundário, atendendo que é necessário ter em consideração outros aspetos como estratégias de organização e de rentabilização do tempo disponível ajustados a estas idades, de modo a manter os alunos constantemente em atividade. Um dos aspetos mais notórios é o facto de esta turma estar muito mais disponível para as tarefas a realizar e para a experimentação de novas

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situações, sendo que o grande desafio é estar constantemente a arranjar situações diferentes em função dos objetivos que pretendemos alcançar.

No que se refere à assistência às aulas, constitui-se como uma mais-valia, pois permitiu aos participantes no processo, uma maior familiarização com estes procedimentos, mas acima de tudo sensibilizou-nos para a necessidade de rever/retificar os acontecimentos mais marcantes, após cada aula, promovendo desta forma, uma ação refletida das nossas intervenções, com o intuito de identificar as principais dificuldades e definir estratégias mais adequadas para as ultrapassar e/ou minimizar.

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5. ATIVIDADE DE INTERVENÇÃO NA COMUNIDADE ESCOLAR