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Validité d'expressions booléennes

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Caracterização sóciodemográfica

• Idade: número de anos completos, à data de preenchimento do questionário. • Género: masculino/feminino.

• Estado civil: solteiro, casado/união de facto, divorciado/separado e viúvo. • Habilitações literárias: considerando o histórico do contexto sócioeducativo da

faixa etária em estudo, foram apresentadas cinco possibilidades de resposta:

“sem escolaridade”; “1 a 4 anos de escolaridade”; “5 a 9 anos de escolaridade”; “mais de 9 anos de escolaridade e sem ensino superior”; “mais de 9 anos de escolaridade e com ensino superior”.

• Nível sócio-económico: determinado pelo nível mais elevado encontrado no cruzamento das variáveis “Habilitações literárias” e “Última profissão exercida antes de entrar na reforma”, identificada com base nos grupos da Classificação Nacional das Profissões (2001). Esta forma de determinação, da autoria do Prof. Dr. António Fonseca, foi utilizada com êxito pelo seu autor num estudo efectuado a uma amostra portuguesa de idênticas características (Quadro 4).

Quadro 4 – Determinação do nível sócio-económico em função da escolaridade e da profissão exercida.

Nível socio-económico Alto Médio Baixo

Escolaridade Profissão 12º ano e Licenciatura Grupos* 1 e 2 6º ano a 9º ano Grupos* 3, 4 e 5 4º ano ou menos Grupos 6, 7, 8 e 9**

*Grupos da Classificação Nacional das Profissões (2001)

1. Quadros superiores da administração pública, dirigentes e quadros superiores de empresas; 2. Especialistas das profissões intelectuais e científicas;

3. Técnicos e profissionais de nível intermédio; 4. Pessoal administrativo e similares; 5. Pessoal dos serviços e vendedores;

6. Agricultores e trabalhadores qualificados da agricultura e pescas; 7. Operários, artífices e trabalhadores similares;

8. Operadores de instalações e máquinas e trabalhadores da montagem; 9. Trabalhadores não qualificados.

** Além destes grupos, incluem-se aqui também os desempregados Fonte: Fonseca, 2004a.

1ª FASE – Metodologia

Caracterização do período de exercício profissional

• Última profissão exercida antes de entrar na reforma: local e/ou função exercida, qualificada segundo a Classificação Nacional das Profissões (2001) (cf. Quadro 4). • Tempo de exercício profissional: número de anos completos, à data da “entrada na

reforma”.

• Actividades desenvolvidas na última instituição onde esteve empregado: questiona sobre a existência e frequência de actividades relacionadas com a vigilância de

saúde, formação em serviço (relacionada com a higiene e segurança e saúde no trabalho), formação em saúde (relacionada com a promoção da saúde individual), prática desportiva e/ou outras.

• Actividades desenvolvidas fora da instituição onde trabalhava: questiona sobre a prática regular de actividades extra-laborais (desporto, coleccionismo, voluntariado, teatro, agricultura e/ou jardinagem, bricolage e/ou actividades de perícia manual e/ou outras). • Satisfação com o emprego: questiona sobre a satisfação que detinha relativamente ao último trabalho que exercia, antes da “entrada na reforma”. O inquirido responde a uma escala de likert, de 5 (cinco) posições, que varia entre “Muito insatisfeito” e

“Muito satisfeito”, numa correspondência de 1 a 5.

• Satisfação com a perspectiva de “entrada na reforma”: questiona sobre a satisfação que detinha relativamente à perspectiva de “entrar na reforma”, ainda quando trabalhava. O inquirido responde a uma escala de likert, de 5 (cinco) posições, que varia entre “Muito insatisfeito” e “Muito satisfeito”, numa correspondência de 1 a 5.

Caracterização do momento de “entrada na reforma”

• Tempo de reforma: ano e mês de “entrada na reforma”.

• Motivo de “entrada na reforma”: permite conhecer a origem da decisão de “entrada na reforma”. São apresentadas três possibilidades de resposta: “Idade limite”,

“Estado de saúde” e “Outro motivo”. Por correspondência, solicita-se ainda a

caracterização da resposta anterior (“Idade limite” - número de anos de trabalho; “Estado de saúde” - diagnóstico clínico; “Outro motivo” – especificar qual, em resposta aberta).

1ª FASE – Metodologia

Caracterização das vivências e estratégias utilizadas, nos primeiros meses após a “entrada na reforma”

• Percepção de alterações e/ou dificuldades: resposta fechada, dicotómica (sim/não). • Principais alterações e/ou dificuldades percepcionadas: resposta aberta (submetida a

análise qualitativa das unidades de significado emergidas que, numa fase posterior, serão categorizadas em dimensões de análise em função do género, idade e área profissional exercida).

• Estratégias utilizadas para superar as alterações e/ou dificuldades percepcionadas: resposta aberta (submetida a análise qualitativa das unidades de significado emergidas que, numa fase posterior, serão categorizadas em dimensões de análise em função do género, idade e área profissional exercida).

• Fontes de apoio: solicita a indicação de pessoas, grupos e/ou instituições que foram consideradas como ajuda para superar as alterações e/ou dificuldades percepcionadas após a “entrada na reforma”. De forma facultativa, solicita a referência ao tipo de apoio recebido pelas fontes mencionadas.

• Vivência adoptada após a “entrada na reforma”: são indicadas 12 (doze) afirmações de rotinas de vida diária às quais o inquirido assinala numa escala de likert que varia entre “Muito pouco” e “Muito mais”. A operacionalização desta escala foi efectuada pela atribuição de uma classificação compreendida entre 1 e 5, na seguinte correspondência: 1-“Muito pouco”; 2-“Pouco”; 3-“Igual”; 4-“Mais”; 5-“Muito mais”.

Caracterização da evolução do estado de saúde

• Vigilância de saúde: questiona sobre a realização periódica (anual) de vigilância de saúde antes e após a “entrada na reforma” [dicotómica (sim/não)]. Em caso afirmativo, o local onde realizava a referida vigilância de saúde (questão aberta).

• Diagnóstico de doença crónica: questiona se é portador de doença crónica, antes e após a ”entrada na reforma”. Em caso afirmativo, qual o diagnóstico (questão aberta). • Regime alimentar: avaliado por uma escala constituída por 7 (sete) itens que

contempla os comportamentos alimentares diários, recomendados para um indivíduo na meia-idade. Da autoria do Prof. Dr. Manuel Teixeira Veríssimo, a classificação atribuída a cada um dos itens da escala poderá variar entre “Mau”, “Suficiente” e “Bom” (Quadro 5).

1ª FASE – Metodologia

Quadro 5 – Comportamentos alimentares diários recomendados para um indivíduo na meia-idade.

Legenda

• Prática de desporto e/ou exercício físico: questiona sobre a prática de desporto e/ou exercício físico, antes e após a “entrada na reforma” [dicotómica (sim/não)]. Em caso afirmativo, questiona a modalidade e regularidade de frequência (questão aberta). • Hábitos tabágicos: questiona sobre a prática de consumo de tabaco, antes e após a

“entrada na reforma” [dicotómica (sim/não)]. Em caso afirmativo, questiona a quantidade de consumo diário.

• Auto-medicação: questiona sobre a prática ingestão medicamentosa não prescrita, antes e após a “entrada na reforma” [dicotómica (sim/não)].

• Índice de Massa Corporal (IMC): determinado pela altura e pelo peso que o inquirido refere ter apresentado antes e após a “entrada na reforma”. Em função do valor obtido no coeficiente (Peso/Altura2), o mesmo será classificado segundo a tabela de valores de referência proposta pela DGS (2008), para o indivíduo em idade adulta (Quadro 6).

Quadro 6 – Classificação do IMC, no adulto.

Fonte: DGS, 2008.

Relativamente à sua alimentação, indique: Nº de vezes

1. Nº de refeições que faz, por dia 1 2 3 4 5 ou+

2. Nº de vezes que come sopa, por dia 0 1 2 3 4 ou+

3. Nº de vezes que come saladas e/ou legumes, por dia 0 1 2 3 4 ou+

4. Nº de peças de fruta que come, por dia 0 1 2 3 4 ou+

5. Nº de copos de água que ingere, por dia 0 1 2 3 4 ou+

6. Nº de copos de bebidas alcoólicas ingere, por dia 0 1 2 3 4 ou+

7. Nº de produtos lácteos que consome, por dia 0 1 2 3 4 ou+

Mau Suficiente Bom

Classificação Intervalo de valores

Magreza <20

Normalidade ≥ 20 <25

Excesso de peso ≥ 25 <30

Obesidade ≥30 <40

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