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Validation de l’implémentation de Pacogen

6.7 Une contribution outillée : Pacogen

6.7.2 Validation de l’implémentation de Pacogen

Depois de analisarmos os resultados, vemos que a questão da reprovação merece uma releitura por parte dos educadores, uma vez que esta representa o componente que mais impacta, em média, as notas dos alunos, e de forma negativa.

Como mostram as discussões anteriores sobre este tema como os artigos de Menezes-Filho (2001) e os outros já supracitados, percebemos um efeito, em média, não corretivo do viés negativo do aluno, por parte do sistema de reprovação adotado pelas escolas contempladas na amostra.

Este fato nos revela que, como política pedagógica a reprovação deve ser revista, pois na média é falha para corrigir problemas de aprendizado. Nossos resultados nos mostram, também, o fato da reprovação apresentar quase o mesmo coeficiente para os dois ciclos, fundamental e ginasial, e para as duas matérias, português e matemática, indicando que há uma robustez para este coeficiente, corroborando a hipótese de que há sim um prejuízo no rendimento estudantil para alunos uma vez reprovados.

Vale ressaltar, também, que introduzimos 38 variáveis de controle, para capturar efeitos dos perfis das escolas, professores e alunos, expurgando os efeitos dessas variáveis na média das notas.

Concluímos, então, dado os limites do modelo teórico utilizado, que a reprovação escolar é falha, em média, para corrigir o déficit de aprendizado. Porém não nos foi permitido estudarmos os impactos de outras práticas pedagógicas como os ciclos pedagógicos e a promoção automática, uma vez que as escolas da amostra não apresentaram esta possibilidade.

Logo, testar novas alternativas para o ensino público deveria ser discutido, como a progressão continuada, os ciclos pedagógicos, e outras práticas, para que possamos encontrar uma melhor solução para esta questão.

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