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V.2.2. Contexte environnemental autour des captages

Dans le document Dossier de demande de D (Page 41-49)

a) De elaboração do roteiro de entrevista

Os roteiros de entrevistas foram elaborados com base na análise das variáveis envolvidas no fenômeno estudado, com o objetivo de obter informações que permitissem produzir conhecimento sobre o problema investigado. O roteiro elaborado foi testado com dois coordenadores pertencentes a outro Centro que foram definidos pelo pesquisador. Foi agendada data e horário com os coordenadores selecionados para a realização das entrevistas- piloto. Após, foi feita análise das dificuldades, especialmente de entendimento das questões. O teste realizado permitiu eliminar termos que dificultavam o entendimento do entrevistado, sobreposição de perguntas e expressões que induziam respostas. O roteiro de entrevista foi aprimorado a partir do que ocorreu nas entrevistas e serviu de protocolo de registro dos dados obtidos nas entrevistas.

O roteiro de entrevista foi organizado em duas partes. Na primeira parte apresentava os dados de identificação como: idade, sexo, cargo ocupado, tempo no cargo, tempo na organização, titulação, cargos já ocupados e experiência anterior. Na segunda parte, apresentava questões relacionadas às variáveis de interesse para responder a pergunta de pesquisa que são: atividades de rotina semanal e de rotina periódica realizadas, facilidades e dificuldades encontradas na realização das atividades, procedimentos utilizados diante das dificuldades e aprendizagens obtidas que foram necessárias para o gerenciamento do curso (Apêndice I). Cada variável foi decomposta em várias questões específicas que foram necessárias para obter a resposta à pergunta de pesquisa.

b) De contato inicial com a organização para obtenção de autorização para a pesquisa

Foi elaborado um documento contendo resumo do projeto de pesquisa e termo de autorização para realizá-la na Organização. Foi solicitada uma audiência com o Diretor do Centro de Ciências Humanas e Comunicação para apresentar o projeto de pesquisa, o termo de autorização e receber orientações dos procedimentos necessários para a obtenção formal da autorização. Após, o projeto de pesquisa foi encaminhado ao Comitê de Ética da organização para avaliação e posterior aprovação (Anexo I). Tendo sido aprovado, foram tomadas as providências para o início da coleta de dados.

c) De contato inicial com os participantes para obtenção de autorização para participarem da pesquisa.

Os coordenadores foram contatados por telefone ou pessoalmente e convidados a participarem das entrevistas. Foi agendada data e horário com antecedência para a realização das entrevistas. Na data marcada previamente, no local preparado para a entrevista, após a identificação do entrevistador, foram explicitados os objetivos da entrevista e a duração aproximada da mesma que foi prevista em aproximadamente duas horas. Foi garantido sigilo sobre o autor das respostas às perguntas. Foi solicitado que realizasse a leitura do Termo de Consentimento (Apêndice II) recomendado pelo Conselho Nacional de Saúde, por meio da Resolução 196/96, que trata da pesquisa com seres humanos. O Termo de Consentimento contêm informações sobre a pesquisa e a garantia de sigilo em relação à identidade dos participantes. Foi garantida a possibilidade de recusa em participar da pesquisa. O documento foi assinado pelos coordenadores que aceitaram participar da pesquisa, sendo que todos eles aceitaram participar da pesquisa.

a) De obtenção dos depoimentos

As entrevistas foram realizadas no ambiente de trabalho dos coordenadores e foram realizadas com base em roteiro estruturado a partir da identificação e descrição das variáveis em horário agendado previamente. As perguntas das entrevistas foram feitas na ordem em que aparecem no roteiro. Quando surgiram aspectos de interesse para o tema de investigação e não constava em nenhuma pergunta do roteiro, essas respostas foram registradas e sua relevância foi avaliada posteriormente. As entrevistas foram gravadas mediante a autorização de cada um dos sujeitos, e transcritas posteriormente. O gravador foi colocado sobre a mesa, de maneira que não inibisse o sujeito entrevistado.

b) Procedimento de registro

Foi informado que o entrevistador iria fazer as anotações das respostas no protocolo de registro durante a entrevista e, também, que o sujeito entrevistado poderia verificar as anotações no momento em que achasse oportuno. Todas as entrevistas foram realizadas nos meses de julho, agosto, setembro de 2005. As respostas a cada uma das perguntas foram

registradas no roteiro de entrevista de cada coordenador. Os roteiros foram organizados anteriormente à hora da entrevista e identificados por letras. As respostas foram anotadas no roteiro pelo entrevistador e conferidas, posteriormente, com as gravações realizadas. Não houve caso de contradições entre as informações registradas e as gravadas.

f) De obtenção dos documentos

Os documentos utilizados para obtenção de informações pertinentes ao cargo de coordenador de curso de graduação foram: Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), Regimento Interno e Estatuto da organização. Os documentos foram obtidos por meio de solicitação à secretaria que os tem arquivados para utilização quando necessário. Esses documentos são comuns para todos os integrantes da organização e estão disponíveis no site interno da organização para quem está devidamente cadastrado.

g ) De planejamento da organização dos dados

Após a testagem do instrumento, foi feita uma previsão de análise e interpretação dos dados obtidos. Foi construído um modelo de Tabela e após a coleta dos dados, as informações referentes a cada pergunta foram inseridas em Tabelas, o que permitiu uma visão do conjunto das respostas dos coordenadores. Para cada pergunta, foi realizada, primeiramente, uma relação de todas as respostas de todos os participantes em folhas separadas por questão. Após, os dados de cada questão foram inseridos em tabela com quantidade de freqüência de indicações e porcentagem contendo dados fornecidos por coordenadores. Para facilitar a análise dos dados, essa primeira Tabela de cada questão foi aprimorada com a identificação dos autores de cada indicação, realizada por código, para manter o sigilo das informações.

c) Organização e análise dos dados

Para analisar os dados coletados foi desenvolvido um procedimento que contribuiu para apresentar os resultados encontrados. Foi seguida a seguinte ordem de atividades para a realização da análise:

1ª Transcrição das entrevistas em arquivo informatizado.

2ª Codificação de cada entrevista (letra C e nº) com as iniciais do curso que coordena, idade do sujeito, tempo que está no cargo e na instituição.

3ª Separação de cada questão de cada uma das entrevistas realizadas em folhas separadas. 4ª Em cada resposta, foi realizada a identificação dos comportamentos que seriam considerados para análise, copiando na parte inferior da folha em negrito (em todas as questões de todas as entrevistas).

5ª Reunião das respostas de todos os coordenadores separadas por questão.

6ª Elaboração de uma tabela com todas as respostas de cada coordenador, a quantidade e a porcentagem das ocorrências em relação a quantidade total de ocorrências de respostas, para todas as questões realizadas na entrevista de acordo com o roteiro de entrevista.

7ª Elaboração de uma tabela com todas as respostas obtidas nas entrevistas, separadas por coordenador, com identificação por códigos, com a quantidade e a porcentagem das ocorrências em relação à quantidade total de ocorrências de respostas. Esse procedimento foi realizado para todas as questões.

8ª Análise da possibilidade de reunir duas ou mais variáveis pesquisadas na mesma tabela. Os dados coletados nos depoimentos foram organizados primeiramente em tabelas gerais, por unidade de interesse para realizar o exame que auxiliou na primeira visualização dos dados coletados. Essa organização criou a primeira condição necessária para decidir o tipo de tratamento mais apropriado aos dados. As respostas foram agrupadas em classes com comportamentos considerados comuns. Foi realizada a descrição dos dados coletados e o tratamento deles por quantidade de freqüência de ocorrências e porcentagem. Após essa etapa, foi realizada a análise dos dados, representados em tabelas e figuras, destacando-se as distribuições das classes de indicações consideradas importantes para responder aos objetivos da pesquisa. O procedimento adotado de organização e análise dos dados permitiu objetivar e quantificar os comportamentos dos coordenadores.

Os dados coletados nos documentos foram descritos e comparados entre os diferentes documentos para análise de informações comuns encontradas. Foi elaborada uma tabela para descrever as informações comuns nos diferentes documentos utilizados (Apêndice III).

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ATIVIDADES DE ROTINA SEMANAL DESENVOLVIDAS POR COORDENADORES DE CURSOS DE GRADUAÇÃO

É possível descrever as atividades (e/ou atribuições) que um indivíduo deve realizar quando ocupa um determinado cargo numa organização. Realizar as atividades predefinidas parece ser simples, uma vez que bastaria seguir o que está exposto num documento escrito, ou nos chamados “manuais”, que servem para caracterizar quais atividades são previstas em cada cargo. No entanto, as atividades descritas não são garantia de ocorrência de comportamentos que produzam os resultados esperados em qualquer organização. Para as pessoas realizarem o que está descrito nos cargos, elas “fazem” algo. Esse fazer humano foi fonte de estudos que originaram o conceito de comportamento. Botomé (1981, 2001) apresenta a noção de comportamento como sendo a relação entre a ação de um organismo, o meio em que essa ação é realizada e os resultados produzidos por ela. O meio (ambiente) é visto como o que acontece antes da ação de um organismo, ou junto com ela, e o que acontece depois da ação. No caso do cargo de coordenador de um curso de graduação (que é um cargo dentro da estrutura de uma organização de Ensino Superior, normalmente ocupado por um docente que foi escolhido para assumi-lo por um determinado período de tempo), parece ser necessário identificar as relações entre as ações do ocupante do cargo (coordenador), o ambiente em que realiza suas ações e os resultados produzidos por meio delas, para servir de insumo à preparação dos docentes que já estão no cargo e os que irão assumi-lo no futuro.

Algumas descobertas foram realizadas quanto ao que os docentes estão fazendo no cargo de coordenação de curso de graduação. Marra e Melo (2003), ao estudarem a função gerencial em uma universidade, concluíram que a realização do trabalho dos gerentes universitários vai além do que está previsto nos regimentos, assim como Heerdt (2002), que descobriu, em seu estudo sobre gestão universitária, que o que estava escrito nos manuais referente às atribuições dos ocupantes dos cargos não coincidia com o que era realizado. Os

docentes-gerentes, termo usado por Marra e Melo, “fazem” muito mais do que é indicado nos

manuais. Motta (1999) observa que há dificuldade para estabelecer com exatidão as atribuições e os comportamentos dos ocupantes dos níveis gerenciais. Definir comportamentos por meio de atribuições é uma tarefa difícil, pois não está sendo considerada a relação entre a ação, o meio em que a ação irá ocorrer e os resultados decorrentes dessa ação sobre o ambiente.

Quando é referido a curso de graduação no Ensino Superior, que assim é denominado porque tem a responsabilidade de preparar pessoas para terem condutas profissionais e pessoais relativas às necessidades da sociedade (Botomé; Kubo, 2002), a função de coordenar tem um significado complexo, pois envolve a preparação futura da atuação profissional em uma determinada área do conhecimento. Há de ser considerado o planejamento das relações entre as ações do futuro profissional e o meio em que irá intervir, considerando os resultados da ação para o desenvolvimento da sociedade. A partir dessa consideração, planejar a preparação do futuro de uma profissão requer comportamentos diferentes daqueles apresentados na definição de coordenar proposta por Fernandes (2003), que afirma que coordenar tem significado de “dispor em certa ordem, segundo determinado sistema; arranjar, organizar”. O que é encontrado como significado de coordenar dá uma conotação de simplicidade, facilidade, seguimento de regras, rotinas, ordem. Será que é isso mesmo que um coordenador de curso de graduação deve realizar? O comportamento “coordenar” pode ser considerado uma classe complexa, formado por sub comportamentos, uma vez que implica várias ações que poderão provocar um resultado no ambiente de atuação ao qual está ocorrendo a ação nomeada por esse verbo. Por intermédio da identificação do que fazem os docentes universitários, ocupantes de cargo de coordenação de cursos de graduação, é possível caracterizar que comportamentos são esses. E, para efetivar essa descoberta, serão consideradas, como ponto de partida, as atividades de rotina semanal indicadas pela própria coordenação.

A. Classes gerais de atividades de rotina semanal realizadas por coordenadores de cursos de

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