3.6 Méthodes d’analyse des résultats
4.1.2 Utilisation des TIC à la maison par les enseignants
Considera-se isolamento de risco a distância ou a proteção existente entre duas edificações, tornando-as independentes segundo as exigências de segurança contra incêndio.
O isolamento de risco pode ser obtido através de alguns mecanismos, tais como o isolamento entre as fachadas de edificações adjacentes; isolamento entre a cobertura de
uma edificação de menor altura e a fachada de uma edificação adjacente e por paredes corta-fogo entre edificações contíguas. Neste trabalho, torna-se pertinente apenas a verificação da edificação quanto à distância entre fachadas.
O isolamento de fachadas está diretamente ligado à quantidade de calor propagada para a face externa da edificação a outra adjacente, através de radiação. O nível de radiação, por sua vez, está associado à severidade do incêndio, áreas de aberturas existentes e à resistência dos elementos de vedação ao fogo.
No caso do edifício estudado, segundo o TRRF, não é necessária a presença de compartimentação. Nesse caso, segundo a IT nº07 do CBMESP (2004), toda a fachada do edifício deve ser considerada no dimensionamento. Abaixo, são apresentadas duas verificações diferentes: a primeira contempla a distância entre fachadas de distintos edifícios; a segunda, a distância entre fachadas dos blocos de um único edifício.
A) Na primeira verificação, o procedimento para o dimensionamento da distância de separação segura entre edifícios é determinado da seguinte maneira:
TABELA 5.5 – Determinação da fachada para dimensionamento.
Medidas existentes de segurança contra incêndio
Parte da fachada a ser considerada no dimensionamento
Compartimentação
Horizontal Vertical
Edifícios térreos H ≥ 2 Pavimentos
Não Não Toda a fachada do
edifício Toda a fachada do edifício Sim Não Toda a fachada da área do maior compartimento Toda a fachada da área do maior compartimento
Não Sim Não se aplica Toda a fachada do
pavimento
Sim Sim Não se aplica
Toda a fachada da área do maior compartimento FONTE: IT-07 do CBMESP (2004).
FACHADA FRONTAL SEM ESCALA
FIGURA 5.13 - Dimensões de fachada frontal e aberturas para o edifício habitacional.
FONTE: adaptado de CDHU (2000).
• Relação das dimensões (largura/altura ou altura/largura) do setor da fachada a ser considerado na edificação, conforme Tabela 5.5, dividindo-se o maior parâmetro pelo menor, para se obter o valor de x . Se o valor de x obtido for intermediário, deve-se adotar o valor imediatamente superior (ver Tabela 5 do Anexo A).
Dessa maneira, de acordo com a Figura 5.13, pode-se aferir que
1282 1364 = x , sendo 06 , 1 =
x . Considerando que 1,06 é um valor intermediário, adota-se x=1,3.
• Determinação da porcentagem de aberturas y no setor a ser considerado. Com base na Figura 5.13, tem-se:
Área da fachada: 13,64 x 12,82 = 174,86 m² Área de aberturas: 20 x (1,39 x 1,20) = 33,36 m Porcentagem de abertura: 0,19 19% 86 , 174 36 , 33 = ∴ = = y y . Considerando valor imediatamente superior, y=20%.
Dessa maneira, de acordo com a Figura 5.12, pode-se inferir que
1282 1364
=
x , sendo 1364 cm o valor da largura da fachada e 1282 cm o valor da altura da fachada. Assim, x=1,06. Considerando que 1,06 é o valor intermediário encontrado na Tabela 5 do Anexo A, adota-se x=1,3.
• Determinação da porcentagem de aberturas y no setor a ser considerado. Com base na Figura 5.13, tem-se: Área da fachada: 13,64 x 12,82 = 174,86 m² Área de aberturas: 20 x (1,39 x 1,20) = 33,36 m Porcentagem de abertura: 0,19 19% 86 , 174 36 , 33 = ∴ = = y y . Considerando valor imediatamente superior, y=20%.
• Verificação da carga de incêndio da edificação e classificação segundo a Tabela 5.6 (IT-05, CBMG, 2006). Essa edificação classifica-se na severidade I.
TABELA 5.6 – Severidade da carga de incêndio para o isolamento de risco.
Classificação da severidade Carga de incêndio (MJ/m²)
I 0 – 680
II 681 – 1460
III Acima de 1461
• Obtenção do valor da distância de separação através da Equação 5.1. β
α× +
= (largura ou altura)
d 5.1
Onde:
d - distância de separação em metro;
α - índice – coeficiente obtido na Tabela 5 do Anexo A, em função de x, y e
classificação de severidade;
β - coeficiente de segurança do município. Para Belo Horizonte e São Paulo adota-se
β =1,5metros.
Adotando-se os valores obtidos, soluciona-se a Equação 5.1:
∴ + ×
=α (largura ou altura) β
d ∴ + × =(0,4 13,64) β d 95 , 6 = d metros
O afastamento entre edifícios, adotado nos projetos da CDHU e COHAB, emprega medidas entre 8 a 40m. Esta última equivale ao espaçamento designado a estacionamento, como pode ser visto na Figura 5.12. Dessa forma, o valor mínimo exigido de 6,95m, encontrado pela Equação 5.1, demonstra a ocorrência de distância de segurança entre os edifícios.
B) Na segunda verificação, o procedimento para o dimensionamento da distância de separação segura entre blocos, segue conforme prescrição IT nº07 do CBMESP (2004).
No caso de edifícios residenciais, constituídos por duas torres, com altura máxima de 12,00 m e com área útil de construção até 750 m² em cada torre (incluindo-se a área da escada, proporcionalmente), a edificação estudada será considerada isolada se atender aos requisitos abaixo:
• Houver afastamento entre as torres de no mínimo 4 m, podendo haver ligação por meio de uma escada simples, com ventilação permanente (janelas) nas extremidades, abrindo para o espaço livre exterior.
• Quanto às aberturas (ver Figura 5.13):
• Estarem situadas junto ao teto, ou no máximo a 15 cm deste, de forma a permitir o escoamento da fumaça;
• Ter área de ventilação efetiva mínima de 0,50 m², em cada pavimento, dotadas de venezianas ou outro material (inclusive venezianas tipo “maxiar”) que assegure a ventilação permanente.
FIGURA 5.14 – Distância entre blocos do edifício habitacional.
FIGURA 5.15 – Seção com dimensões das janelas venezianas da caixa de escada.
FONTE: adaptado de CDHU (2000).
No projeto apresentado, a distância entre blocos é de 6,29m, que supera o mínimo exigido de 4m, pela IT nº07 e IT nº06, do CBMESP (2004) e CBMMG (2006), respectivamente.
Em função da viga utilizada no projeto possuir alma de 20 cm, a distância entre o topo da janela e o teto ultrapassou em 5 cm a distância de 15 cm indicada pela IT nº07 do CBMESP (2004), em concordância com a IT nº05 do CBMMG (2006). No entanto, a área de ventilação efetiva supera os 0,50m² indicada nas ITs supracitadas. Para cada pavimento, a área de ventilação é de 1,28m².
Em função das proposições legais indicarem que as duas situações devam ocorrer simultaneamente e o edifício proposto se enquadrar apenas no quesito do dimensionamento, esta abordagem será verificada através da análise computacional com o software Smartfire, para análise da movimentação da fumaça pelas aberturas da caixa de escada (Capítulo 7).