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Utilisation du partage de localisation

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Chapitre 2: Protection des informations confidentielles

2.4 Utilisation du partage de localisation

importantes, que são: educar com as mídias, para as mídias e por meio das mídias. Arrisco dizer que, no dado momento, nós professores e as escolas, atuamos muito mais com as mídias do que para e por meio delas, pois facilmente as vemos como ferramentas e esquecemos de trazê-las para o dia a dia em sala como fundamento da cultura que ajudamos a construir. E me refiro a mais do que uma leitura de jornal da notícia do dia, uma revista politicamente crítica ou um curta que englobe o assunto da aula. Temos que incorporar as mídias como conteúdos, éticos e estéticos, para promover a leitura consciente e crítica das determinações trazidas pelos meios e mensagens. Para isso, necessitamos educar para as mídias, com o intuito de que saibamos interpretar o que a mídia quer nos passar, de forma que seja possível ver através da opinião formada e dada pronta pelo meio que for usado, seja jornal, televisão ou a internet.

E, por fim, ao passarmos por estas duas etapas, estamos aptos a educar por meio das mídias, onde será possível criar meios onde essas crianças e adolescentes possam se expressar e trabalhar, sendo eles autores e participantes da formação desse novo caminho de inclusão das mídias na vida deles, fugindo do padrão consumidor. Mas, para que tudo isso seja possível, temos que ter a consciência de que um fator indispensável (o professor) necessita saber mediar tais meios. Martin Jésus Barbero (2009) disse, sobre passar dos meios às mediações, justamente para valorizar o papel dos professores como os mediadores sociais da educação, mais importantes que os meios. Um dos primeiros e mais importantes aspectos para que isso aconteça é a formação de professores, para que os mesmos estejam preparados para dar conta dos três aspectos citados acima da mídia-educação. De forma que englobem as tecnologias de forma processual e presente efetiva nas escolas, construindo um significado para elas que vá além da ferramenta de uso escolar para pesquisas.

3.1 A formação de professores e a mídia-educação

No meio de tantos progressos na área tecnológica, acabamos por voltar a atenção em implantar tais aspectos nas escolas e dentro das salas de aula, que esquecemos de tratar com a mesma importância o principal meio por onde as TIC podem entrar e permanecer nas escolas:

os professores e a sua formação. Na formação inicial do professor, não existe nada sobre a integração de TIC na educação e a mídia-educação ainda não é claramente trabalhada com os professores, o que acarreta em escolas com computadores de uso mecânico e sem qualidade.

No curso de Pedagogia da UFSC mesmo, o qual estou matriculada, apenas uma cadeira é oferecida e, por sorte, em surgiu interesse em aprofundar minha pesquisa no tema, mas ouvi relato de diversas colegas que não entendem o uso das mídias na sala e continuam pontuando-a como o uso limitado do PowerPoint para exposição de aula, mostrando que não há tempo neste curto semestre para compreender as variadas formas de compreender e usar as mídias o que, para uma era digital, é de suma importância. Nóvoa (2014) defende fielmente o uso das tecnologias e a implantação delas nas escolas, contudo, deixa claro que sem o preparo do professor, tanto a resistência do mesmo para trazer tais inovações para a sala de aula quanto a eficiência do uso destas para os fins de estudo para as aulas, não será de todo um ganho. Como cita em uma entrevista concedida á revista “Revista Pátio- Ensino Fundamental: O futuro da sala de aula”, onde afirma:

Não podemos esquecer que estamos diante de novidades extraordinárias e que todos precisamos de um tempo de adaptação. O problema principal é que os professores não sabem como utilizar esses recursos em seu trabalho pedagógico. Falta- lhes uma vivência própria, não no plano pessoal, mas no plano acadêmico e profissional. Os programas de formação de professores têm falhado nessa missão. (NÓVOA, 2014, p. 3).

Então, tendo em vista a falta de formação para os professores, nos questionamos: como podemos melhorar o preparo e a aceitação destes? E a resposta é um tanto quanto complexa, do aonde pode-se relatar sobre a falta de formação na base, a falta de debate do assunto, de assistência dentro das salas (uma parceria com o professor), e sendo uma das respostas a mesma do problema: o oferecimento da formação continuada. A grande questão, ainda afirma o autor, é que a vasta gama de cursos oferecidos não são em seu todo úteis ou bem distribuídas e ensinadas, tendo em vista que diz-se o que deve ser feito sem dar a

oportunidade de experienciar a prática e vivencia-la. Ou seja, de nada adianta ser disponibilizada uma formação que não colocará em prática o que é necessário para desenvolver tal proposta, reforçando que deverá abranger os três aspectos fundamentais à mídia-educação. Barbosa (2014), também defende que a escola está deixando de lado as evoluções externas a ela, fazendo então com que o espaço que costumava ser de socialização de saberes passe a ser um espaço onde os mesmos são administrados e disputados. Tendo em vista que os bons alunos são os que reproduzem e internalizam o que fora ensinado, sem julgamento crítico, o que torna a escola um lugar de padrões e o que torna a pesquisa em torno do sujeito crítico, ainda mais importante. É importante termos em mente que as mudanças são necessárias pelo fato de que os jovens e as crianças já não aprendem mais com os métodos outrora desenvolvidos, que não estão sintonizados em conteúdo e em linguagens com o que lhes demanda a vida cotidiana fora da escola. Eles necessitam de uma formação crítica, pois a grande maioria já vem carregando e construindo esta visão consigo, tendo em vista também as discussões trazidas atualmente, onde pode-se citar exemplos como: bullying, feminismo, preconceito, diversidade social e afins, assuntos, que não eram tratados tão livremente até mesmo pelo acesso restrito às redes, meio do qual facilita muito o compartilhamento e pesquisa para tais áreas. Sendo assim, é ainda mais evidente a necessidade da formação continuada dos professores, para que os mesmos não só saibam o assunto debatido nas salas pela massa das crianças e adolescentes, mas também para que os mesmos busquem saber debater de forma igual e parceira, visando trazer para sala os assuntos que inquietam os jovens de forma a contribuir para a formação curricular.

Ainda existem diversos fatores que acarretam na falta do esforço para trazer as tecnologias para sala, mas uma das mais certeiras é a visão do aluno e professor com o consumidores e não como participantes, visão esta que o autor David Buckinghman (2010) traz em sua pesquisa no texto “Cultura Digital, Educação Midiática e o Lugar da Escolarização”, onde estuda que para que ocorra essa descrença, existem motivos pelos quais nem sempre tais profissionais são adeptos a estes meios, como a atualização constante de softwares, a escassez de bons programas, os custos altos, programas mal desenvolvidos, a falta de liberdade para o debate em sala de aula, dentre outros fatores. O autor

chama a atenção para considerarmos o público mais que consumidores, pois eles devem ser criadores das ferramentas em conjunto, tendo em vista trazer o que for de melhor e maior necessidade para a escola.

Essa temática é também tratada no texto de Belloni e Lapa (2012), que discutem um pouco também sobre a EaD mas que reforçam, principalmente, a importância da quebra da visão de que as TIC são apenas os aparelhos que nos permitem acessar o mundo digital, pois este entendimento é o que faz muito dos professores desistirem. O importante é a compreensão de que estamos falando de novas maneiras de produção cultural, onde as TIC tem papel importante e ativo como meio de expressão, linguagem e espaço cultural. Elas não são apenas ferramentas, são fundamento da cultura contemporânea (PRETTO, Nelson. 1996)

Então, é de suma importância trazer questões que incluam as mídias mas, ao mesmo tempo, não necessariamente precise de aparelhos e softwares requintados e sim da opinião, debate e construção crítica dos alunos perante a algum assunto que rodeie o meio das TIC e seja de todo bom ser trabalhado e trazido para a sala de aula. Sabendo que essas crianças e adolescentes vêm tendo cada vez mais e com mais facilidade, acesso aos programas como YouTube, Facebook, WhatsApp, Instragram e afins, locais onde ocorrem debates sobre diversos assuntos que sejam de interesses das crianças e adolescentes, sendo o principal fator de defesa aqui: a formação do sujeito crítico.

É nítido que anos se passaram e pouca coisa mudou no ambiente escolar em relação às TIC e a formação e preparo dos educadores para tal, sabendo que é comum que as mídias relacionadas ao computador e à internet se atualizem rapidamente. Por exemplo, a internet levou pouco tempo para tomar conta da grande massa, diferente dos outros meios midiáticos, como televisão e telefone, os quais demoraram muito mais tempo para atualizar-se e viralizar, o que faz com que sejamos uma sociedade em constante construção, o que provoca, consequentemente, mudanças diárias na educação, onde muitas vezes fecha-se os olhos para tais mudanças e avanços. É o que sugere Barbero (2014) ao dizer que:

Estamos passando de uma sociedade com sistema educativo para uma sociedade do conhecimento e aprendizagem contínua, isto é, sociedade cuja

dimensão educativa atravessa o mundo: o trabalho e o lazer, o escritório e a casa, a saúde e a velhice. E se essa mudança de fundo não é percebida nem assumida pelas nossas enésimas e inerciais reformas educativas, isso condena o sistema escolar a uma crescente esquizofrenia com sua própria sociedade. (BARBERO, 2014, p.121).

Ou seja, a constante transformação da sociedade não vem mais apenas da escola, mas do mundo em si, do dia a dia, fazendo com que os professores necessitem cada vez mais se atualizar. Resistir a essa transformação, acarretará em uma escolha a qual atrasa o desenvolvimento escolar, tendo em vista que fora dela as pessoas vêm desenvolvendo aspectos sociais dos quais deviam ser trazidos para a sala de aula, como a noção de direitos humanos e a formação do sujeito crítico.

Apesar dos desafios da integração de TIC na educação, há experiências concretas acontecendo nas escolas por meio da mídia- educação. Essas experiências merecem estudo para que possam trazer referências, tanto pra prática docente de professores em exercício como para a formação de professores. E este é nosso objetivo aqui, estudar em maior profundidade uma experiência inovadora de integração de TIC na escola para identificar desafios e possibilidades para a formação crítica de crianças, onde elas poderão se apropriar das mídias de uma forma educativa e construtiva, não meramente por lazer ou obrigação, onde possam ampliar seu olhar perante as maravilhas que as mídias podem trazer para a formação social e educacional.

4. CASO ESTUDADO: A PERSPECTIVA DO PROJETO

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