III. Influence de l’air, force proportionnelle à la vitesse :
3. utilisation d’une « boite noire », résolution d’équations différentielles par calcul formel :
A Figura 29 exibe o diagrama causal do modelo base proposto nessa pesquisa, considerando um elo da cadeia de suprimentos. As variáveis e seus respectivos relacionamentos, em geral, se repetem a cada elo. As possíveis mudanças dizem respeito as políticas de gestão de estoques adotadas pela empresa, a exemplo da definição do ponto de pedido, ou mesmo dos métodos utilizados para dimensionar a demanda e o estoque de segurança. Posteriormente são apresentadas ressalvas para quando o elo se tratar de uma empresa fabril ou de um centro de distribuição, dadas as alterações no processo de reabastecimento.
Figura 29: Diagrama causal geral do modelo base
Fonte: Elaboração própria
De forma genérica, a entrada no estoque de um elo da cadeia de suprimentos acontece a partir do estoque em trânsito, sendo efetuada após transcorrer o lead time praticado pelo elo a montante. Já o estoque em trânsito é a quantidade resultante do processamento do pedido, ou seja, não necessariamente corresponde a quantidade solicitada no pedido de compra.
Pedido compra Previsao demanda Defasagem Demanda Processamento pedido (cliente)
Nivel servico Lead time (fornecedor) Lead time (cliente)
Saldo fornecimento Estoque Estoque (fornecedor) Processamento pedido (fornecedor) Acoes marketing Racionamento fornecimento Estoque transito Estoque seguranca Saldo fornecimento (cliente) Valor maximo Valor minimo Cobertura estoque
O processamento do pedido realizado pelo fornecedor considera três informações: estoque do fornecedor, pedido enviado pela empresa a jusante e saldo de fornecimento. Quando o estoque do fornecedor é igual ou maior do que a soma do pedido de compra e do saldo de fornecimento, o valor do processamento do pedido é igual a soma do pedido de compra e do saldo de fornecimento. Caso contrário, o processamento do pedido é igual ao estoque do fornecedor. A diferença entre o estoque do fornecedor e a soma do pedido de compra e do saldo de fornecimento corresponde ao novo valor assumido pelo saldo de fornecimento.
O pedido de compra é regulado por valores máximos e mínimos, determinados a partir da cobertura do estoque definida pela empresa e do lead time praticado pelo elo a montante, respectivamente. A quantidade a ser solicitada é, então, o resultado da diferença entre o valor da previsão de demanda e a soma do estoque disponível, do estoque em trânsito e do saldo de fornecimento. A este valor poderá ser acrescida uma quantidade dimensionada para referenciar tanto a política de racionamento de fornecimento de produtos, quanto a concessão de descontos estabelecida pelo fornecedor. Após a totalização desse valor, tem-se a inclusão do estoque de segurança.
Quando a empresa aumenta o pedido de compra devido a presença de um calendário de racionamento no fornecimento dos produtos, tem-se uma estrutura cujo fluxo pode ser representado pelo arquétipo transferência de responsabilidade (seção 3.1.5.2). O reflexo dessa ação incide na amplificação da demanda. Caso existisse uma decisão compartilhada entre as partes envolvidas para tratar a atipicidade do fornecimento, as informações da demanda não seriam mascaradas, reduzindo a sua variabilidade.
Para caracterizar o racionamento no fornecimento dos produtos, foi definido o diagrama causal apresentado na Figura 30. Têm-se duas variáveis principais, ou seja, “calendário racionamento” e “saldo fornecimento elevado”.
O “calendário de racionamento” estabelece os períodos nos quais o elo não realiza processamento dos pedidos e, consequentemente, não efetua a entrega de produtos. Logo, os pedidos de compra emitidos pelo elo a jusante são incorporados aos saldos de fornecimento. O “saldo fornecimento elevado” não retrata explicitamente o racionamento no fornecimento dos produtos, porém atesta que o elo a montante não está conseguindo atender os pedidos de compra, acumulando saldos de entrega a serem processados em períodos subsequentes, a medida que o estoque vai se tornando disponível. Isso pode ser interpretado pelo elo a jusante como um racionamento no fornecimento, contribuindo para a elevação da
variabilidade da demanda, já que a demanda de saída vai se tornando cada vez menor, quando comparada com a demanda de entrada.
A constatação do “saldo de fornecimento elevado” é feita baseada na média dos pedidos de compra e no saldo de fornecimento. Caso a relação destas variáveis seja menor do que um valor, denominado no modelo proposto de “acionamento do racionamento”, tem-se a atribuição de um percentual de ajuste para compor o pedido de compra, em busca de regular o saldo de fornecimento.
Figura 30: Diagrama causal – racionamento no fornecimento de produtos
Fonte: Elaboração própria
As ações de Marketing no fornecimento dos produtos, conforme Figura 31, são representadas no modelo proposto pelas variáveis “calendário promoção” e “volume promoção”, além da “demanda ações”, a ser referenciada na Figura 33, que consiste numa parcela da demanda, que surge no elo mais a jusante, em períodos delimitados de tempo. A variável “calendário Marketing” destaca os períodos nos quais o elo a montante concede desconto no preço do produto por ele fornecido. Para tanto, atrela essa baixa de preço a um incremento percentual na quantidade definida pelo elo a jusante para o pedido de compra.
A variável “volume promoção” não apresenta um período definido para a sua atuação: ela atua como agente regulador e é ativada quando o elo avalia o seu estoque e constata que este ultrapassa o valor estabelecido para a sua cobertura. Assim, o elo reduz o preço do produto, mediante elevação da quantidade a ser comprada pelo elo a jusante.
Calendario racionamento Saldo fornecimento elevado Racionamento fornecimento Saldo fornecimento Acionamento racionamento Pedidos de compra (media) Ajuste (percentual)
Ressalta-se que as variáveis “calendário promoção” e “volume promoção” não atuam simultaneamente: o fato da primeira apresentar-se ativa inibe a presença da segunda, pois ela implica na concessão de desconto, associada a um aumento na quantidade solicitada, pelo elo a montante ao elo a jusante, possibilitando uma redução no nível do estoque.
Figura 31: Diagrama causal – promoção no fornecimento de produtos
Fonte: Elaboração própria
Apesar das ações de Marketing influenciarem positivamente nas vendas, elevando-as, o que na linguagem de DS é entendido como um ciclo de reforço, haverá um momento em que as vendas não irão mais aumentar; a demanda atingirá uma saturação, passando a atuar como um limitador, originando um ciclo de equilíbrio, como estabelece o arquétipo limite ao crescimento (seção 3.1.5.1).
A demanda é determinada segundo o modelo de previsão adotado pela empresa2, porém baseia-se em dados provenientes dos clientes, dada uma defasagem de um período de tempo. Para os canais de distribuição mais a jusante da cadeia de suprimentos, a estimativa considera o valor real da necessidade do cliente. Entretanto, para os elos subsequentes, que se deslocam a montante, quando não existe um compartilhamento de informação, a empresa estabelece sua previsão segundo os pedidos de compra recebidos.
2 O estudo de Zhang (2004), referenciado na seção 2.2.2, destaca que para lead times longos, independente do
método de previsão de demanda utilizado, a amplificação da demanda será significativa. Porém, reduzindo o
lead time, o uso dos método dos mínimos quadrados e da suavização exponencial são mais indicados quando da
ocorrência da auto-correlação positiva e negativa, respectivamente.
Acoes de marketing
Calendario promocao Volume promocao (nivel alto) Cobertura estoque Previsao demanda Estoque fornecedor Demanda media Dias estoque
A demanda estimada vincula-se ao modelo de previsão, mas também ao lead time praticado pelo elo a montante. O suprimento físico acontece quando do atingimento do ponto de pedido, que obedece à política de estoque seguida pela empresa, a qual pode estar associada ao estabelecimento de uma quantidade em estoque ou a um período de revisão (ARNOLD, 1999; CHOPRA; MEINDL, 2003; PIRES, 2004; BALLOU, 2006; BOWERSOX; CLOSS; COOPER, 2006; MARTINS; ALT, 2006; CORREA, 2010).
O estoque de segurança pode ser determinado a partir da demanda média diária do produto, dado o número de dias em que o estoque ficou zerado ou o tempo médio de atraso praticado pelo elo a montante, quando da entrega dos produtos. Entretanto, a Fórmula 43, apresentada na seção 2.1.1.1, pode ser entendida como uma forma mais oportuna para estimar esse estoque, pois admite a variabilidade tanto da demanda quanto do lead time, e ainda considera um FS.
O saldo de fornecimento acontece entre empresas e fornecedores, diante do processamento do pedido de compra, quando a quantidade solicitada pela empresa supera o estoque disponível no fornecedor, sendo este saldo a diferença entre o pedido de compra, que representa a demanda do elo, e o estoque.
Então, a cada período de tempo, quando o elo executa a revisão do seu estoque para verificar se existe a necessidade de realizar o suprimento físico, o saldo de fornecimento é resgatado, vindo a ser considerado na composição do pedido de compra.
A falta de estoque nos canais de distribuição para atender a demanda real, isto é, a necessidade do consumidor final, é comumente denominada de vendas perdidas, ocasionando a ruptura do estoque. Já a indisponibilidade de estoque na central de distribuição para prover o reabastecimento de seus canais de distribuição não acumula saldos pendentes, gerando novo pedido de suprimento no período de tempo seguinte, quando o ponto de pedido dos canais de distribuição é atingido.
Caso na cadeia de suprimentos um dos elos seja uma empresa fabril, faz-se necessário prover adequações ao diagrama causal apresentado na Figura 30. O estoque passa a ser denominado de estoque de produto acabado e duas novas variáveis vinculadas ao estoque são originadas: estoque em processamento e estoque de matéria-prima.
3 E
!"#= FS . σ!"#, sendo σ!"#= D!!. σ!"! + LT! . σ!!
FS é o fator de serviço; σ!"# é o desvio-padrão da demanda durante o lead time; Dm é a demanda média; σ!" é o
desvio-padrão do lead time em relação à média; LTm é o lead time médio; e σ!é o desvio-padrão da demanda em
relação à previsão.
A demanda, o estoque de produtos acabados e os saldos de produção alimentam a programação da produção. Esta última, em confronto com a disponibilidade do estoque de matéria-prima, origina o estoque em processamento, que, dado o lead time de produção, corresponde à entrada do estoque de produtos acabados. A Figura 324 exibe o diagrama causal para o elo correspondente a uma empresa fabril, demonstrando o relacionamento entre os estoques.
Figura 32: Diagrama causal – estoque em uma empresa fabril
Fonte: Elaboração própria
Quando o elo da cadeia de suprimentos diz respeito a um canal de distribuição, que realiza o seu abastecimento junto a um centro de distribuição, deve ser considerada a configuração explicitada na Figura 33.
A demanda presente no elo mais a justante corresponde à demanda real dos consumidores. Esta pode ser influenciada ou não por ações desenvolvidas pelo Marketing, incluindo as campanhas promocionais e as baixas de preço dos produtos. Essa demanda, por sua vez, origina as vendas realizadas pelos canais de distribuição, considerando o estoque disponível no período. Caso a quantidade existente em estoque seja inferior à demanda, tem- se a ruptura do estoque.
4 Ressalta-se que a cadeia de suprimentos considerada nesse estudo não apresenta empresa fabril no arranjo.
Entretanto, entendendo a importância de se definir um modelo genérico, foi feita a ressalva acerca das mudanças necessárias de serem executadas no elo.
Programacao producao Demanda Saldos producao Estoque (materiaprima) Estoque (produtoacabado) Estoque (processamento) Leadtime (producao)
Figura 33: Diagrama causal – reabastecimento via centro de distribuição
Fonte: Elaboração própria
A previsão de demanda é alimentada pela demanda total, incluindo a ruptura, dada uma defasagem de tempo. O método a ser utilizado para estimar a quantidade para o próximo período depende da política de gestão de estoques adotada pela empresa.
O pedido de abastecimento é habilitado quando a previsão da demanda para o período menos o estoque disponível é igual ou menor do que o valor mínimo definido para o estoque. A quantidade solicitada ao elo a montante corresponde a diferença entre essa totalização e o valor máximo definido para o estoque, com o incremento referente ao estoque de segurança. Com o objetivo de diferenciar os produtos, permitindo controles mais efetivos em determinadas categorias, o modelo base proposto considerou a classificação ABC do produto quando da composição do pedido de abastecimento, definindo taxas de cobertura para o estoque de acordo com cada classe, já que os itens classe A são mais representativos do que os demais itens, justificando a redução do nível de estoque em prol da maximização do resultado em termos financeiros.
O processamento do abastecimento acontece mediante a comparação do pedido de abastecimento total, que soma os pedidos de abastecimento dos canais de distribuição, com o estoque disponível no centro de distribuição. Caso este seja suficiente para atender a quantidade solicitada, o abastecimento acontece de maneira plena. O estoque disponível no
Estoque Pedido abastecimento Processamento abastecimento Estoque (CD) Abastecimento % abastecimento Lead time (CD) Previsao demanda
Demanda Total Demanda (normal) Demanda (acoes Marketing) Estoque seguranca Defasagem Valor minimo Pedido abastecimento total Valor maximo Classificação ABC Venda Ruptura
centro de distribuição alimenta o estoque de cada canal de distribuição, considerando o lead
time praticado pelo centro de distribuição.
Entretanto, existem situações nas quais o estoque disponível no centro de distribuição é insuficiente para atender as solicitações de reabastecimento dos canais de distribuição. O modelo base proposto conta com a variável “% atendimento”, com a finalidade de estabelecer como se procede a destinação da quantidade presente no estoque para o suprimento dos canais de distribuição. Isso permite ponderar a distribuição dos produtos, possibilitando abastecer os canais de distribuição que apresentam maior demanda, por exemplo, com uma maior quantidade de produtos do que aqueles nos quais a demanda não é tão significativa.
5.4 VARIÁVEIS DO MODELO BASE
O modelo base proposto abrange as variáveis explicitadas no Quadro 7, apresentadas segundo a terminologia utilizada na DS: variáveis de nível, variáveis de fluxo, variáveis auxiliares e constantes. Como algumas variáveis se repetem a cada elo da cadeia de suprimentos, elas são nominadas genericamente.
Quadro 7: Variáveis que integram o modelo base VARIÁVEIS DE NÍVEL VARIÁVEIS DE FLUXO VARIÁVEIS AUXILIARES CONSTANTES Estoque Estoque em trânsito Saldo fornecimento
Entrada estoque em trânsito Entrada produtos Fluxo de pendências Saída de pendências Saída produtos Saída estoque em trânsito
Abastecimento da loja Ações Marketing Calendário promoção Calendário racionamento Cobertura estoque Demanda ações Demanda normal Estoque elevado Estoque segurança Fluxo pendências Média pedido compra Pedido abastecimento Pedido abastecimento total Pedido compra Previsão demanda Processamento abastecimento Processamento pedido Promoção Racionamento fornecimento Racionamento saldo elevado Saída pendências
Saldo elevado
Saldo total fornecimento Valores pendentes racionamento Volume promoção Acionamento racionamento Classificação ABC Defasagem Dias de estoque Dias máximo Dias mínimo Lead time Nível de serviço Perc abastecimento loja Perc promoção estoque elevado Perc racionamento
Valor máximo Valor mínimo Valor referência saldo