• Aucun résultat trouvé

Using the TMS320C31 Boot Loader

Dans le document 1994 Digital Signal Processing Products (Page 101-112)

Para melhor compreensão da necessidade de mudanças estratégicas na gestão dos recursos das ISHP, fez-se uma distinção entre o operacional e o estratégico.

Segundo Marras (2005, p. 123), “a gestão de RH, ainda vigente na maioria das atuais estruturas organizacionais, é, tipicamente, orientada para a prestação de serviços operacionais”. Por isso, o autor entende que a gestão de RH das ISHP tem a trajetória marcada desde os anos 80 como operacional e geradora de despesas, portanto, com pouca ou nenhuma possibilidade de atuação política nas organizações, pois não está posicionada adequadamente nos organogramas.

Diante deste impasse, convém indicar a utilização de um modelo de Administração Estratégica de RH nas ISHP no qual o gestor deverá exercer uma nova posição no organograma funcional do hospital, no nível de staff, conforme Marras (2000). Finalizando esta temática operacional, Ulrich (2000) sugere:

Uma empresa deve sempre melhorar sua eficácia operacional e que existe a necessidade de se esforçar para expandir suas características únicas, enquanto fortalece o ajuste entre suas atividades. A continuidade estratégica, na verdade, deve tornar mais eficaz a busca pelo aprimoramento contínuo em uma organização.

As ISHP do Brasil não possuem um modelo específico de gestão estratégica de pessoas de forma integrada. Faltam quantidade e qualidade nesta gestão nestas organizações hospitalares brasileiras.

6.1 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE INDIVIDUAL DOS CASOS

6.1.1 Caracterização do Universo e Amostras da Pesquisa

O universo da pesquisa está referido às pessoas diretamente envolvidas na prestação da assistência à saúde pelas ISHP, além de usuários. Com relação a estes, o tipo de amostragem utilizada será a por tipicidade que parece ser mais adequada no presente caso.

A pesquisa foi realizada no período de 1º de janeiro a 10 de fevereiro de 2008 em três Instituições hospitalares públicas no Estado do Rio de Janeiro. Quanto ao universo, a pesquisa foi realizada com pessoas de ambos os sexos, com idade entre 18 anos e 65 anos, todas residentes na área em estudo.

Foram entrevistados 56 usuários dos hospitais pesquisados. Esses usuários são, apenas, pacientes externos em sala de espera ou atendimento, conforme o caso, (emergência, ambulatório, internação e recepção). Dos entrevistados, 58.93% eram do sexo feminino e 41.07% do sexo masculino. A faixa etária apresentou distribuição aproximadamente uniforme, com pequena alteração de importância para as idades entre 18 e 65 anos.

A amostragem utilizada baseia-se no modelo de gestão tradicional utilizada pelas ISHP, independente do porte e em três estágios. No primeiro estágio, as ISHP são selecionadas de forma não probabilística através do método de proporcionalidade através do tamanho, compreendendo essa medida a população de pessoas envolvidas com as instituições pesquisadas (pacientes externos, médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, técnicos de enfermagem e de apoio), devido ao seu volume de efetivo e do papel que desempenham.

No segundo estágio, são selecionadas por tipicidade (seleção de elementos considerados representativos da população-alvo) as áreas de estudo: aquelas consideradas de atividade-fim, ou seja, que estão envolvidas diretamente com os pacientes e exercidas pelos “profissionais da área técnica de saúde”. No terceiro estágio, é selecionado um número fixo de pessoas segundo variáveis de cotas amostrais, para cada ISHP selecionada para a pesquisa. Essas variáveis são:

Sexo: masculino e feminino;

Categoria Profissional: médicos, enfermeiros (supervisora de enfermagem, auxiliar

de enfermagem e técnico de enfermagem);

Número de Entrevistas: foram realizadas 111 entrevistas, seguidas de

preenchimento do questionário semi-estruturado em três ISHP do Estado do Rio de Janeiro (Tabela 5);

Coleta de Dados: Entrevistas pessoais com a utilização de questionários

pelo autor e por uma equipe composta de três médicos, um administrador hospitalar e uma secretária, devidamente treinados para esse tipo de abordagem;

Controle de Qualidade: Foi feito filtragem e verificação de todos os questionários.

A Tabela 5 resume o universo das entrevistas e dos sujeitos que responderam ao questionário, num total de 111, distribuídas por profissionais das ISHP, no momento da entrevista individual. Percebe-se que o número maior de entrevistados refere-se aos pacientes externos com um percentual de 50.45%, seguidos pelos profissionais de RH (13.51%). Foi entrevistado o Diretor-Geral do Hospital ALFA, prestando informações interessantes para reforçar a pesquisa.

Tabela 5: Distribuição de entrevistas

Unidades: Paciente e Profissional ISHP

TIPO

ALFA BETA GAMA TOTAL %

Pacientes externos 9 28 19 56 50.45 Profissionais administrativos 4 4 - 8 7.22 Profissionais de RH 4 7 4 15 13.51 Profissionais médicos 1 5 8 14 12.61 Profissionais de enfermagem 2 6 4 12 10.81 Acadêmicos de medicina 1 2 - 3 2.70 Técnico de laboratório 1 - - 1 0.90 Fisioterapeuta - 1 - 1 0.90 Diretor-Geral 1 - - 1 0.90 TOTAL 23 53 35 111 - % 20.72 47.75 31.53 - 100.0 ISHP ALFA

Instituição destinada à prestação de atendimento nas especialidades médicas básicas (clínica médica, clínica cirúrgica, ginecologia e pediatria) por especialidades e/ou outras especialidades médicas, dispondo de Serviço de Apoio de Diagnose e Terapia de média complexidade e de Urgência/Emergência.

Quanto à estrutura, trata-se de uma instituição de médio porte, possuindo Direção-Geral, Divisão Médica, Divisão de Apoio Técnico, Divisão de Administração e Divisão de Enfermagem, todas tendo unidades internas específicas a elas subordinadas, com uma força de trabalho composta de 50 médicos, uma enfermeira- chefe, 4 enfermeiras auxiliares, 100 técnicos de enfermagem, um administrador, 4

auxiliares administrativos e 4 trabalhadores de manutenção. Seu efetivo de saúde é composto de 155 profissionais, e de 45 funcionários de apoio administrativo .

Além de prestar assistência nas especialidades básica, oferece serviços de emergência 24 horas e de laboratório. Sua capacidade instalada é de 80 leitos, abrangendo uma média de ocupação mensal de leitos em torno de 2.100 pacientes, bem como leitos clínicos e UTI de emergência. Possui dois centros cirúrgicos. O tempo médio de permanência dos pacientes hospitalizados é, em média, 15 dias.

O hospital ALFA não possui programa de capacitação, treinamento e desenvolvimento de pessoas e a Seção de Recursos Humanos é subordinada à Vice-Direção Administração, segundo seu Diretor-Geral.

Perfil dos entrevistados da ISHP ALFA Sexo: masculino (50%) e feminino (50%).

Idade: Tabela, contendo faixas etárias de 20 a 65 anos, totais e percentuais.

Resultados gerais dos atributos: Foram avaliados, junto aos usuários das ISHP

pesquisadas, 10 atributos isolados e mais uma apreciação geral da organização. O nível de satisfação dos usuários em relação ao sistema como um todo atinge patamares diferentes, conforme o atributo que se está avaliando.

Quando questionados sobre os atributos que consideravam mais importantes (os usuários escolhiam três tributos hierarquicamente), 63,4%, dos usuários citaram a pontualidade com um dos principais aspectos. Um quarto dos entrevistados elegeu a pontualidade como o atributo mais importante na prestação da saúde.

Dans le document 1994 Digital Signal Processing Products (Page 101-112)