De acordo com a Figura 10, foram identificadas 46 citações relacionadas à unidade de registro ‘adaptações para a sustentabilidade’. Os edifícios públicos devem observar diretrizes socioambientais, assim, as construções devem atentar para os materiais utilizados. Além disso, realizar adaptações nos prédios é condição importante para o desenvolvimento de uma administração com ênfase na sustentabilidade. Para tanto, ações para que as instituições minimizem o máximo de impacto nas instalações foram apresentadas na Agenda Ambiental na Administração Pública. As principais ações citadas são: utilizar luminárias mais eficientes; instalar torneiras de corte automático de vazão; implantar bom projeto de arborização (BRASIL, 2017).
De acordo com a narrativa dos entrevistados, os projetos básicos e executivos para contratação de obras e de serviços de engenharia são antigos e produzidos em gestões anteriores. Desta forma, muitas das inovações estão sendo realizadas por meio de adaptações nas estruturas existentes. No entanto, mais uma vez a questão orçamentária é uma adversidade encontrada nas instituições de ensino federais no contexto atual.
Eu sempre digo o seguinte que eu não construí nenhum, não comecei nenhum prédio na minha gestão porque eu acho que a universidade tem obrigação de tudo que ela construir agora fazer dentro dos princípios de sustentabilidade. Então, prever recurso que é a utilização de água, tem que ter energia solar é obrigatório, ter uma estrutura de captação de energia solar, ser o mais próximo possível desses prédios inteligentes, a gente usa muito pouco a tecnologia que existe dentro da universidade e que ela precisa chegar. Agora, é falta de vontade, é falta de pensar na coisa, é não ,
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a gente não tem hoje recurso, o governo faz todas essas recomendações, a questão da acessibilidade, é como a acessibilidade, você sabe que a gente tem obrigação de tornar os ambientes acessíveis, mas você não tem recurso específico para isso, a gente faz um sacrifício enorme como fez comprando plataformas e tudo mais [...] eu acho que a gestão ambiental é a mesma coisa, acho que precisa de planejamento, agora, isso também precisa ser um item que possa contemplado no orçamento da universidade, acho que cabe, é mais fácil começar essa prática em obras que vão ser construídas. (E5).
Olha, aí é um pouco mais difícil porque os nossos projetos das nossas obras, eles são antigos, são de 2012, para a gente, e até então a gente não teve mais obras, mas a gente tem um olhar para que nas próximas obras a gente tem que adotar essas medidas até porque muito se avançou nessa legislação ambiental de lá para cá né, de 2012 para cá, teve um grande avanço de normas que visem a sustentabilidade, de ter órgãos com ações sustentáveis, mas a gente ainda adota os projetos antigos. Para fazer uma nova obra, a gente teria que contratar uma nova empresa para fazer o projeto com esse viés, esse olhar, o nosso setor de engenharia não comporta, não tem engenheiros suficientes para fazer todos os tipos de projetos então a gente teria que contratar [E13].
Assim, nesta pesquisa, constata-se que as instituições estão realizando ajustes para se adequar aos padrões específicos deste eixo temático. A prática mais ressaltada nos entrevistados foi a substituição de lâmpadas comuns por lâmpadas de baixo consumo de energia e com mais durabilidade.
Lâmpadas de LED, nós vínhamos substituindo todas as lâmpadas fluorescentes por LED, né, são mais econômicas, isso é um trabalho que a gente vem fazendo já há dois anos e meio, fizemos uma grande aquisição de lâmpadas de LED e nós estamos substituindo gradualmente por conta da quantidade de pontos que nós temos (E4). Todas as lâmpadas que a gente tá substituindo até então tão sendo tudo trocada por lâmpada LED.Todos os locais que a gente vai trocar a gente procura trocar no ambiente. A gente vai na sala para depois abranger o prédio todo (E7).
Deixa eu ver se eu lembro aqui, medidas relacionadas à energia, toda lâmpada fluorescente que tá queimando a gente tá trocando por lâmpada de Led, que ela é mais econômica, mas duradoura, acredito que isso seja prática mais sustentável (E11).
A operacionalização da edificação para a redução do consumo de energia por meio de temporizadores e sensores de presença também foi um assunto abordado. No entanto, verifica-se que essa operacionalização ainda não acontece nas instituições.
Precisa de fazer algumas modificações de infraestrutura, colocação de temporizadores, é tentar fazer automação para controle de temperatura porque a gente tem dificuldade de pessoal que por exemplo se responsabilize, tenha como atribuição, dentro do nosso quadro de pessoal, a gente não tem pessoal suficiente para fazer uma programação, por exemplo, que horas eu vou ligar os aparelhos de ar condicionado dentro dessa área, que horas eu vou fechar então isso fica muito na mão dos professores, das pessoas que são responsáveis por aquele espaço e também dos alunos (E5).
O sensor de presença, nós estamos implantando inclusive no Campus do Pici. A gente tá preparando um registro de preço, uma ata de registro de preço para adquirir
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esses sensores de presença, fazer um contrato específico para implantar nos prédios existentes. Nos prédios novos vai ser dentro do projeto (E7).
Hoje nós temos sensores de presença [...] a gente tem um caminho longo para construir nesse sentido, mas os serviços já estão, como eu te falei, a legislação até que nós nos norteia né por onde perseguir, mas tem realmente muita coisa que a gente ainda não tem. Não tem nesse sentido (E24).
a primeira providência que a gente fez nesse campus aqui a gente botou 100% LED nas lâmpadas, a gente desde do ano passado até hoje a gente substitui todas as lâmpadas, todas as nossas lâmpadas hoje nesse campus é LED inclusive os refletores no estacionamento tudo é LED (E26).
Eu sei que do Pró-reitor de Planejamento, prof. fulano, uma grande vontade dele é a de Energia, aqueles sensores de energia. Se isso vai para a frente ou não eu não sei, mas que é uma grande vontade é porque a nossa conta de energia aqui ela é cruel, o grosso aqui são os ar condicionados...uma região muito quente (E23).
De forma menos expressiva, percebeu-se também uma preocupação com a instalação de torneiras de acionamento automático e descargas econômicas. Entretanto, quando citadas essas iniciativas, constata-se que muitas das vezes elas já estão em efetivo funcionamento na instituição.
No ano passado a gente instalou em todas as torneiras que já são de acionamento automático né por pressão, instalou redutores de vazão porque a gente observou que a conta de água tava muito alta e a gente começou a instalar redutores de vazão que eu acho que reduziu bastante o consumo de água (E11).
A questão de aplicação de vasos sanitários, vaso sanitário tem que ser o vaso sanitário que tenha a quantidade do consumo menor, dois acionadores, então a gente vai usando, especificou-se dentro do contrato da manutenção onde estes insumos são utilizados é esses equipamentos e estes insumos (E4).
Desta forma, constata-se que as instituições estão realizando a prática de substituição de lâmpadas mais eficientes e fazendo, dentro das possibilidades, o uso de equipamentos hidráulicos mais eficientes, como torneiras hidromecânicas e descargas com bicomando. Estes resultados corroboram parcialmente o recente estudo de Araujo, Freitas e Rocha (2017), em que se verificou que uma das práticas com maior nível de adoção pelos campi da instituição pesquisada é a utilização equipamentos hidráulicos mais eficientes, no entanto a substituição de lâmpadas mais eficientes não foi apontada por nenhum dos administradores dos campi.