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The Unobtrusiveness of the Research

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The following constitutes the specificity of 'soft' assistance (box 16): it produces intangible outputs; outcomes and impacts develop slowly; causality is difficuit to

5. To test and verify the validity, applicability, and relevance of the methodological modifications suggested by means of study the case of

5.2.2 The Unobtrusiveness of the Research

No que concerne ao desempenho das empresas em estudo durante o período 2002- 2015, é importante referir que a sua evolução foi marcada por pontos altos e baixos.

O gráfico 5.8 representa a evolução, em termos médios, do desempenho de mercado das empresas em análise, calculado com base no retorno anual da ação da empresa. De uma forma genérica, os valores reais não diferem muito dos valores nominais. 2002 foi marcado como um ano de retorno negativo, na ordem dos -10,6% em termos reais (-7,3% em termos nominais). A partir desse ano, verificou-se uma tendência de aceleração até 2004, sendo seguida de uma ligeira quebra em 2005, ainda que os valores do desempenho se tenham mantido positivos. 2006 foi um ano de recuperação para as empresas, já que o retorno das ações praticamente duplicou relativamente ao ano anterior, atingindo valores na ordem dos 29,9% em termos reais (33,9% em termos nominais). Em 2007 voltou-se a

1.030,8 1.148,3 1.241,7 1.332,8 1.646,9 1.572,9 1.205,9 1.398,9 1.173,8 908,8 980,5 1.345,9 970,5 751,1 386,4 572,1 650,4 631,4 696,8 780,3 694,5 664,1 583,4 485,2 412,6 394,8 392,9 411,2 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015

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verificar um abrandamento do retorno das ações das empresas, que culminou, em 2008, nos valores médios mais baixos do período em análise. Aliás, ocorreu mesmo um decréscimo do valor das ações: decréscimo de 42,9% em termos reais e de 41,5% em termos nominais. Excecionalmente, o ano seguinte registou uma reversão: o retorno das ações registaram crescimentos de +41,4% em termos reais, o equivalente a 40,2% em termos nominais. O triénio subsequente foi marcado por retornos de ações negativos. Em 2013, no entanto, foram observados os maiores valores médios do período em análise (42,2% em termos reais e 42,6% em termos nominais). No ano seguinte voltaram-se a verificar retornos negativos, ainda que, em 2015 já se tenha verificado uma ligeira recuperação do desempenho das empresas na ótica de mercado.

Importa referir que os crescimentos medianos são inferiores aos crescimentos médios com a exceção do ano de 2015. A maior disparidade entre crescimento médio e mediano foi registado em 2013 e atingiu os 26 pontos percentuais de diferencial, quer em termos nominais, quer em termos reais.

No que diz respeito aos valores extremos, o desempenho mínimo foi registado pela Sonae Indústria no ano de 2014 (-91,8% em termos reias e -91,9% em termos nominais). Já o retorno máximo das ações foi registado pela Tertir em 2006 (307,6% em termos reais e 320,3% em termos nominais).

Gráfico 5.8: Retorno da ação da empresa em termos nominais e reais (2002-2015)

Fonte: Elaboração própria.

Pode-se ainda incrementar a descrição efetuada ao analisar a evolução valor do retorno da ação da empresa deduzido da rentabilidade anual do índice PSI-20 (vd. gráfico

-7,3% 9,7% 22,3% 15,6% 33,9% 14,0% -41,5% 40,2% -19,8% -26,8% -8,1% 42,6% -10,7% 7,8% -10,6% 6,2% 19,5% 13,0% 29,9% 11,3% -42,9% 41,4% -20,9% -29,3% -10,6% 42,2% -10,4% 7,3% 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015

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5.9). Novamente, e de uma forma genérica, os valores de crescimento reais não diferem muito dos valores nominais. Comparativamente ao gráfico anterior, são verificadas mais oscilações durante o período em estudo, entre valores positivos e negativos, o que não permite estabelecer uma tendência clara. Em metade dos anos em análise foram registados valores de retornos reais negativos (2003, 2005, 2007, 2010, 2011, 2012 e 2015). O valor médio mínimo observado (em termos reais) foi de -13,4% em 2012 (o que corresponde a -11,0% em termos nominais). Não obstante, o ano em que se registou o maior valor de crescimento médio coincide com o da análise anterior: 2013 registou um valor médio de retorno da ação deduzido da rentabilidade anual do índice PSI-20 na ordem dos 26,3% em termos reais (26,6% em termos nominais).

As disparidades mais relevantes entre os valores de crescimento médio e mediano registaram-se nos anos imediatamente anteriores à grande crise financeira (2004-2007), no entanto foi no ano de 2013 que o maior diferencial foi registado: 26 pontos percentuais, quer em termos nominais, quer em termos reais. Tal como observado anteriormente, os valores medianos assumem-se inferiores aos valores médios, excecionando-se o ano de 2015.

No que diz respeito aos valores extremos, o retorno mínimo foi registado pela SDC Investimentos no ano de 2015 (-86,5% em termos reais e nominais). Já o retorno máximo das ações continua a ser registado pela Tertir em 2006 (278,6% em termos reais e 290,4% em termos nominais).

Gráfico 5.9: Retorno da ação da empresa deduzido da rentabilidade anual do índice PSI- 20, em termos nominais e reais (2002-2015)

Fonte: Elaboração própria. 18,3% -6,2% 9,7% 2,2% 4,0% -2,3% 9,8% 6,8% -9,4% 0,8% -11,0% 26,6% 16,2% -2,9% 14,2% -9,1% 7,2% -0,1% 0,9% -4,6% 7,0% 7,7% -10,7% -2,7% -13,4% 26,3% 16,5% -3,4% 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015

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Alternativamente, é possível analisar o desempenho das empresas não só relativamente ao mercado, mas também na ótica contabilística. Com este intuito, procedeu-se ao cálculo do ROA através do quociente entre o resultado operacional e o ativo líquido total de cada empresa (gráfico 5.10).

As empresas portuguesas analisadas registaram uma evolução positiva entre os anos 2002 e 2004. Apesar de uma ligeira redução, no ano de 2005, de 0,2 pontos percentuais, relativamente ao valor médio do ano anterior, o ano seguinte é aquele em que o ROA atinge o maior valor médio do período em estudo: 4,6%. Nos anos seguintes, observou- -se um decréscimo acentuado do desempenho contabilístico das empresas, atingindo o seu valor médio mais reduzido em 2009 (1,4%). Após uma recuperação em 2010 (onde o ROA registou um valor médio de 3,8%), o ano seguinte voltou a ser marcado pelo retrocesso do valor do desempenho das empresas. Nos anos finais da análise efetuada, o ROA manteve-se ligeiramente estável, em torno dos 4%.

Ao contrário do que tinha sido verificado até ao momento, os valores medianos apresentam-se superiores aos valores médios para todos os anos (exceto 2013), o que indicia a existência de valores mínimos extremos para o período em análise. A maior discrepância entre valores médios e medianos atinge os 2,7 pontos percentuais e foi registado no ano de 2009.

Para o período 2002-2015, o valor mínimo ocorreu no ano de 2009 e cifrou-se em -71,4%, tendo sido registado pela Papelaria Fernandes. Quanto ao valor máximo de desempenho contabilístico, este foi registado pela Reditus, em 2004 (36,5%).

Note-se que esta variável aponta para o recuo do desempenho contabilístico das empresas em períodos de crise de índole macroeconómica (vd. anos 2008 e 2009).

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Gráfico 5.10: Desempenho contabilístico das empresas portuguesas (2002-2015)

Fonte: Elaboração própria.

De um modo geral, é possível traçar algumas semelhanças entre o comportamento do desempenho das empresas e das remunerações atribuídas ao longo do período em análise: uma tendência sensivelmente crescente verifica-se nos anos imediatamente anteriores à crise (i.e. até 2007). O ano seguinte é marcado por um retrocesso significativo, sendo os valores dos anos posteriores imbuídos de alguma recuperação crescente.

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