4.3 L E PROGRAMME FRICTION
4.3.2 Uniformisation des données environnementales
da instituição entre 2009 e 2013
Apesar de não ser o foco principal do presente trabalho, o estudante da UFBA aprovado no período de 2009 a 2013, independente do turno, está apresentado de forma resumida no quadro abaixo. Foram, ao todo, 34.301 estudantes aprovados para todos os cursos da UFBA em todos os campi. As tabelas completas podem ser vistas no Apêndice E.
Quadro 15 – Perfil socioeconômico do aluno de graduação da UFBA, 2009-2013
Atributo Resultado
Sexo
53,4% são mulheres.
Elas predominam em todas as áreas, exceto na Área I – Matemática, Ciências Físicas e Tecnologia, onde 67,4% são homens.
Estado Civil 91,8% são solteiros
6,0% são casados
Idade/ faixa etária
Quase a metade está na faixa de 17 a 19 anos (47,9%). A média de idade é 21,97 anos com desvio-padrão de 7,087. C.V55 = 32,3%
Até aos 22 anos, concentram-se 72% dos estudantes. Acima de 29 anos, estão 9,0% dos alunos.
Origem escolar(1) Particular (52,6%)
Turno do curso 68,7% foram aprovados em cursos diurnos 31,3%, nos noturnos
Local do campi Capital (91,2%)
Etnia(1) Pardo/ preto (74,5%)
Residência atual Salvador e área metropolitana (76,5%) Turno em que cursou todo
ou maior parte do E.M.(2)
94,1% no diurno 5,8% no noturno
Ano que concluiu o E.M. Há mais de três anos do concurso (31,5%) No ano do concurso (30,7%)
Tipo de curso do E.M. Ensino médio regular (79,6%) Número de vezes que
prestou vestibular
Nenhuma vez (40,3%) Uma vez (31,8%)
Duas ou mais vezes (27,9%) Cursinho pré-vestibular Não fez cursinho (54,3%)
Fez durante um ano (19,7%) Expectativa em relação ao
nível superior
Formação profissional (49,8%)
Aumento de conhecimento, cultura (35,2%)
Melhoria na situação profissional ou econômica (11,7%) Situação de trabalho durante
a formação escolar(3)
Não (80,6%)
Sim, durante o ensino médio (15,5%) Participação na vida
econômica da família
Não trabalha e gastos são financiados (68,4%) Trabalha, mas recebe ajuda financeira (12,1%).
Pelos dados apresentados, pode-se concluir que 31,6% trabalham. (continua)
55 Coeficiente de Variação (C.V) é desvio padrão dividido pela média multiplicado por 100 (resultado em percentual), que permite comparar a dispersão de variáveis entre si (UnB, 2009).
120
(continuação)
Atributo Resultado
Pretensão de trabalhar
durante o curso superior Sim, apenas em estágio de treinamento (38,8%) Renda total familiar Maior que 1 SM até 3 SM (33,6%)
Maior que 3SM até 5 SM (21,7%) Nível de instrução dos pais Até o médio completo – 63,6%
Superior completo - 25,3%. Nível de instrução das mães Até o médio completo – 61,7%
Superior completo – 30,2%
Posses
95,1% têm telefone celular 86,4% possuem computador 69,4% possuem quarto privativo 9,2% possuem carro para uso pessoal FSE
Média = 5,57.
A metade dos aprovados está na faixa do FSE de zero a cinco e o valor mais frequente é quatro.
Fonte: elaboração da autora com base no questionário socioeconômico UFBA-Prograd/SSOA. Nota: Para a construção do perfil do aluno, foi considerada a moda.
(1) Tanto “etnia”, quanto “origem” possuem variáveis equivalentes no questionário. Optou-se em utilizar estas variáveis provenientes do Siscon, que definem os grupos prioritários para ações afirmativas, pela inexistência de valores missings.
(2) E.M = Ensino médio.
(3) Formação escolar engloba o ensino fundamental ou o médio.
Comparando as informações acima com a pesquisa Caracterização sócio-econômica do estudante universitário realizada por Célia Castro e outros (1968), resumida no capítulo 4, Quadro 4, p. 65, as mulheres predominam atualmente na UFBA, o oposto do que ocorria em 1965, quando 54,1% dos estudantes da UFBA eram homens. Houve também uma redução no número de solteiros, de 93,7% para 91,8%. Além disso, na época da pesquisa, 68,4% dos estudantes estavam na faixa de 18 a 22 anos, atualmente, na faixa de 18 a 22 anos, concentram-se 51,7% dos alunos. Mais da metade hoje provém de escolas particulares, quando na época esse percentual era de apenas 23,8%. Atualmente, 54,3% não fizeram cursinho pré-vestibular, oposto do que se verificou em 1965, quando quase 70% eram de egressos de cursinhos. Na UFBA, na década de 1960, 30,2% dos estudantes trabalhavam. Esse percentual não mudou muito, quando se considera que 31,6% trabalham atualmente.
Houve melhora significativa no nível de instrução dos pais, principalmente entre as mães. Em 1965, somente 18,1% dos pais e 4,3% das mães de estudantes da educação superior da Bahia possuíam nivel superior completo. Hoje, esses percentuais se elevaram para 25,3% e 30,2%, representando aumentos de 39,8% e 602,3% respectivamente. Apesar dos problemas
que ainda se verificam na educação do estado, houve uma melhoria no nível educacional da população baiana nos últimos 50 anos, principalmente entre as mulheres. O percentual dos estudantes que possuíam automóvel não variou entre os anos pesquisados. Em 1965, eram 19,5%, e, no período atual, são 19,2%.
O perfil apresentado variou em alguns aspectos em relação ao estudante típico da Universidade Federal de Minas Gerais, entre 2003 e 2005, apresentados por Braga e Peixoto (2006). Predominavam homens, brancos, ao contrário das mulheres, pretas e pardas da UFBA. Na UFMG a idade média estava em torno dos 20 anos, com um quarto trabalhando. Na UFBA, a idade média dos aprovados é de 22 anos, e mais de 30% trabalham. Essa variação pode ter ocorrido em função dos períodos diferentes de pesquisa.
O FSE médio dos estudantes aprovados naquela instituição era 5,7 em 2003 e 5,9 em 2004 e 2005. Na UFBA, o FSE médio dos aprovados foi 5,6 no período de 2009 a 2013. Como se pode verificar no Gráfico 19, o FSE na UFBA foi diminuindo ao longo dos anos, com ligeiras oscilações, e é mais baixo que o da UFMG. Esse resultado também ocorreu entre os inscritos no mesmo período.
Gráfico 19 – Média do FSE entre inscritos e aprovados por ano, UFBA, 2009-2013
Fonte: elaboração da autora com base no questionário socioeconômico UFBA-Prograd/SSOA.
Em relação aos dados apresentados pela pesquisa Fonaprace (2011, p. 57), sintetizados no Quadro 7, página 68 sobre o perfil dos estudantes das Ifes, o percentual de mulheres foi o mesmo: 53,5% em todas as Ifes e 53,2% na UFBA. Vale ressaltar, que a UFBA está representada nesta pesquisa, com 404 questionários preenchidos (2,1% do total).
Os estudantes das Ifes, em geral, são mais velhos do que os alunos da UFBA, pois na faixa de até 17 anos, situam-se 0,8% deles; de 18 a 24 anos são 73,7% e acima de 25 anos,
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25,5%. Na UFBA, considerando as mesmas faixas etárias, 20,3% possuem até 17 anos, 58,5% se situam na faixa de 18 a 24 anos e acima de 25 anos, são 21,2% dos alunos.
O predomínio de estudantes de raça/cor/etnia preta e parda se verificou também na UFBA, em que mais de três quartos se declararam pertencentes a esse grupo: são 23,4% pretos e 51,1% pardos. Nas Ifes, 8,7% se declararam pretos e 32,1%, pardos. Também nas Ifes, 12% são casados ou vivem com companheiro e na UFBA, esse percentual se reduz para 6%.
Dos estudantes das Ifes, 37,6% trabalham. Considerando a variável “Participação na vida econômica da família” na UFBA, agrupada segundo as categorias de Romanelli (1995), existem 31,6% de estudantes que trabalham.
Os níveis de escolaridade dos pais e das mães dos estudantes da UFBA são menores que das Ifes em geral, entretanto mais elevados que da população baiana. Os pais que possuem ensino superior completo totalizam 28% nas Ifes e na UFBA representam 25,3%. Pelo Censo 2010, apenas 4,1% dos homens com mais de 15 anos na Bahia alcançam esse nível de ensino. Mais de um terço (33%) das mães dos estudantes das Ifes e da UFBA (30,2%) possui nível superior, enquanto no estado são 6,1%.
Quanto à origem, na UFBA, 47,4% provêm de escolas públicas, percentual um pouco mais baixo que da média nacional, de 50,4% oriundos dessa categoria de escolas.
Em síntese, o aluno típico aprovado em cursos da UFBA é do sexo feminino, solteiro, pardo ou preto, na faixa de 17 a 19 anos, proveniente de escolas privadas, que concluiu o ensino médio há mais de três anos (31,5%) ou no ano do concurso (30,7%), não fez cursinho e pouco mais de 30% trabalha. A renda familiar se concentra na faixa de um até cinco salários mínimos. Além disso, o aluno típico possui celular, computador, quarto privativo e a média do FSE é 5,57, com predominância do indicador igual a quatro.
Comparando com a pesquisa Fonaprace (2011), sobre o perfil do estudante das Ifes, o discente da UFBA é mais jovem, com percentual mais elevado de pardos e negros, maior número de solteiros e percentual um pouco menor de estudantes que trabalham. A escolaridade dos pais e das mães é mais baixa. Além disso, maior número de alunos é oriundo de escolas privadas. Em seguida, serão apresentadas as características do estudante aprovado em cursos da UFBA, oferecidos no turno da noite de 2009 a 2013.