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Une situation sécuritaire qui se dégrade fortement

Dans le document RAPPORT D’INFORMATION (Page 111-116)

B. LIBYE : UN ÉTAT À RECONSTRUIRE

2. Une situation sécuritaire qui se dégrade fortement

Para entender os fluxos de entrada de IDP, por meio da teoria econômica, buscam-se no histórico da teoria clássica os fundamentos para análise desse estudo. A partir da teoria em que dois países habitualmente possuem troca como parte de suas relações comerciais de produtos relativamente mais baratos, onde exista fator abundante.

São os deslocamentos de fatores produtivos que definem a remuneração dos fatores a nível internacional. Esses preços são equalizados por meio da lei de demanda e oferta. Para estudar a relação de atração de IDP e seu principal fator atrativo é importante definir que a relação produtiva dos fatores está associada a regiões: as desenvolvidas apresentam produção

intensa em capital, enquanto que regiões em desenvolvimento revelam economias abundantes em produção com oferta maior de mão-de-obra.

No modelo de Helpman e Krugman (1985), a relação do comércio internacional envolve economias e mercados na corrida tecnológica em busca da especialização da mão de obra e da produção com capital intensivo. Assim sendo, economias desenvolvidas enviam IDP para economias em desenvolvimento pela abundância no fator mão-de-obra intensiva, proporcionando maiores lucros e baixos custos de produção.

Como nos estudos da teoria da Organização Industrial, as divisões na estrutura de mercado podem ser classificadas em mercado monopolista, concorrência perfeita e imperfeita, além de oligopolista. A ligação é feita com o modelo Hymer (1983), que interpreta o poder de mercado à internacionalização das ETs, isto é, quanto menor for a concorrência dentro daquele mercado, mais atrativa se torna o investimento direto, passando assim a criar barreiras à entrada no mercado e extinguindo a competividade internacional no mercado (BOILESEN, 2015).

Hymer (1976), Kindleberger (1969) e Caves (1971), são os precursores da teoria econômica de fluxos entre países de IDP com ênfase na estrutura de mercado.

Hymer10 (1976) destaca a importância de identificar vantagens específicas, em sua análise conhecida como Teoria do Poder do Mercado. As ETs posicionam-se no mercado ao explorar os fatores de produção escassos e as dificuldades de avanço destes, em busca de adquirir economia de escala ou através do conluio consolide mercado. Além disso, define a abertura de capital e envio de remessas a outro país (ou países) quando as oportunidades de expansão de mercado interno (em seu país de origem) já não são favoráveis e deixam de existir. Dessa maneira, de acordo com sua teoria o movimento do capital não é atividade apenas de multinacionais, mas também a diferença entre países e regiões específicas que estimulamos fluxos de IDP.

Kindleberger (1969) reconhece a Hymer (1976), seu orientando, como pioneiro nos estudos do crescimento dos fluxos mundiais de investimento direto. Todavia, modifica um

10 Hymer foi aluno de Kindleberger. Stephen Hymer teve sua tese de doutorado orientada por Charles

Kindleberger em 1960, no entanto, ela só foi publicada após os trabalhos de seu orientador em 1976. Mas, vale ressaltar, que Kindleberger, em 1969, já reconhecia o pioneirismo de seu aluno em relação ao investimento direto.

pouco sua análise em relação à de Hymer. Kindleberger desenvolve seus estudos a partir de que o IDP ocorre por meio do resultado das barreiras concorrenciais, da concorrência imperfeita dada falta de transferência de recursos do mercado.

Caves (1971) envolve seu discurso, em relação aos determinantes do IDP, as causas aos quais estão ligados, proporcionalmente, aos custos relativos de produção, de comércio, tecnologia e barreiras entre duas regiões geradas pelas concorrências imperfeitas das estruturas de mercado.

A crítica às teóricas clássicas, de Hymer (1976), Kindleberger (1969) e Caves (1971), advém da falta de ligação entre fluxo direto de capital a países abundantes em mão de obra, a fatores como demanda global, infraestrutura, necessidade de alocação de capital humano para produção. À vista disso, estuda-se a teoria que aderem à curva de aprendizado ao longo do desenvolvimento gradativo das CGVs e dos meios de produção.

É também importante a conhecida Teoria da Internalização dos estudos reconhecidos por Buckey e Casson (1976). Essa orientação determina que as empresas devam internacionalizar quando os custos/riscos x benefícios encontre a melhor relação com base nos custos de transações, em busca da maximização dos lucros. Neste modelo, definem-se quais as atividades que devem ser internalizadas (realizadas pela própria empresa) e quais seriam terceirizadas. Levantam a possibilidade de transferência de serviço, know-how, tecnologia ou atividade para incorporação ao processo de uma subcontratação em outros países de empresa que faça esse serviço ao se tornar rentável e benéfico para ambas as partes. A Teoria da Internacionalização também determina quando e onde essas relações devem acontecer. Isso porque busca na estrutura de mercado encontrar concorrências imperfeitas que permitam aderir a maximização dos lucros.

Assim, é notório as ETs fomentando seu próprio mercado, sendo que possuem dinâmica de mercado em mais de um país, ou apenas em dois, ao diferenciar seu produto, ou serviço, por meio do estudo de negócio no país a ser investido, no longo prazo, por meio do IDP (Buckley & Casson, 1976). O destaque da teoria da internacionalização se faz ao aporte dado por meio dos custos de transações a vantagens adquiridas pelas multinacionais que criam um mercado internacional.

Desenvolveu-se a Teoria da Internalização pela motivação dos ganhos de capital- dinheiro de novos negócios no mercado mundial, ou seja, os ganhos de transação entre as transferências em economias do capital e conhecimento gerado. O capital investido em outro país transfere conhecimento ao país investidor que mantinha um ritmo de produção e passa a conhecer outras formas de produzir dadas especificações adversas dos novos mercados em que atua.

A Teoria do Comércio com relação ao modelo H-O difunde a necessidade do fluxo de capitais entre os países com maior quantum de capital para os países com maior fonte de mão de obra é o início das relações entre países. No entanto, o modelo H-O não trata da troca direta dos fatores de produção, capital e mão de obra, apenas trata dos bens produzidos (LÓPEZ, 2010). O que de fato se aplica nesse momento é em razão da transferência de ativo, quando uma empresa autoriza outra a desenvolver sua marca, produto, serviço em outros países. Assim, transfere sua produção onde o fator abundante seja mais propício até que seja estabelecido filial, quando assim for à escolha da ET. O modelo de Heckscher-Ohlin atribui ao comércio às dotações dos fatores no mercado internacional (KRUGMAN e OBSTFELD, 2004).

Em relação ao H-O, Vernon (1966) desenvolve a Teoria do Ciclo do Produto para abordar sobre o IDP. Desenvolve o modelo em três fases para o desenvolvimento e ampliação do mercado de um produto, no qual as estruturas de mercados favorecem mais um país do que outro à produção do fator. Após a introdução e maturidade do produto no mercado inicial, no qual os custos podem ser cobertos por elevados preços, a produção é deslocada para incorporação de fatores que gerem demanda e viabilizem a competição alimentando uma competição de padrões de mercado. A partir daí é avaliado o tamanho e estrutura em mais de um mercado para assim ser definido os locais de produção e os fluxos de capitais para produção e desenvolvimento de produção em escala que possam ser vantajosos para o comércio internacional.

A Teoria do Ciclo do Produto considera a importância das escolhas locacionais e menciona a importância da contribuição de ganhos para os padrões exigidos para o comércio benéfico entre os países. Adiciona-se o fato de que a expansão do comércio do país receptor contribui para o fluxo de entrada de IDP e, consequentemente, na geração de novos empregos, novas plantas fabris e expansão da oferta no mercado.

O Ciclo do Produto ao oferecer oportunidade para mais de uma região desenvolver meios de produção e maturação de produção em escala, amplia o grau de interação entre as empresas estrangeiras e as empresas nacionais, alimentando um mercado e desenvolvendo tecnologias para produção interna do país receptor. Essas transferências no concerne da produção em escala e as etapas do ciclo do produto podem envolver impactos na especialização do trabalhador, alimentando o desenrolar do ciclo de renda, ou seja, possibilitando, no longo prazo, geração de novas empresas locais e ampliação do nível de renda na economia.

É o que explica o modelo de Coe e Helpman (1995) sobre o vazamento de investimento direto no longo prazo que passam a ser os spillovers do conhecimento e da tecnologia.

Para o crescimento econômico, com impacto do IDP sobre a produção e a renda de um país e, consequentemente, a geração de novas empresas locais, Lall (1978 apud Dicken, 1998) identifica quatro principais tipos de atividades. São atividades desenvolvidas por empresas chamadas de multinacionais. Lall especifica que as atividades que são processadas por empresas multinacionais podem gerar diferentes efeitos para a desenvoltura de relações econômicas com empresas locais.

As multinacionais podem desenvolver quatro atividades e Lall se refere a:

1) Interesses de produzir e comercializar no mercado interno num primeiro momento, e logo depois direcionam sua produção para exportações. As multinacionais utilizam tecnologias estáveis e pouco aprimoradas. Embora produzam em regiões onde a mão-de-obra seja especializada, no entanto que custe pouco. As relações entre países e empresas nesse sentido apontam para uma rede de intercomércio e ligações entre as fases das etapas da operação da empresa local e estrangeira.

2) Empresas com produtos diferenciados que aplicam tecnologia padronizada, mas atuam com inovações de produto possuem atividades com alta presença de produtos com fornecedores segregados que podem ser nacionais, para fabricação de componentes diferentes e, em muitos casos, podem também atuam como criadores de produtos finais.

3) Multinacionais com tecnologia de ponta, com mão-de-obra qualificada e com elevado grau de investimento anterior. Essas atividades possuem controle desde a matriz, o que pode limitar o importe de ligações entre as empresas locais.

4) Empresas multinacionais com operações terceirizadas, com processos produtivos parciais, onde cada país pode fabricar parte do produto final. Esse tipo de multinacional aloca-se, muitas das vezes nas economias em desenvolvimento. As ligações entre as empresas locais e estrangeiras são mínimas, um processo produtivo pesado e com pouca troca de informações dada a pouca dinâmica entre as partes de desenvolvimento do produto e a produção final.

Dessa maneira, podem-se identificar em alguns países quais as razões por meio dos interesses das empresas multinacionais para envio de fluxos de IDP. Embora seja possível que mais de um tipo de atividade dessas possam ser utilizadas em diferentes momentos da economia internacional para o investimento de longo prazo no estrangeiro.

No que tange ao paradigma eclético da produção internacional, destaca-se o paradigma OLI. Dunning trata dos incentivos endógenos e exógenos da produção de ETs ao internacionalizar, a partir do pressuposto de obter vantagens nos custos de transação na busca de novos mercados consumidores, na busca de recursos e eficiência competitiva dos investimentos diretos (DUNNING, 1980, 1988, 1998, 2001).

Na internacionalização, as ETs definem seus modos operantes através do comércio, investimento ou relação contratual ao conceder o ativo a uma empresa local. Ao decidir-se por IED, as ETs buscam as vantagens e desvantagens da produção em seu país e no exterior. Quando as ETs decidem investir na produtividade de um ou mais países, ao invés de exportar e conceder ativo, ou licenças para exportação, a empresa local, situada em país de destino, é motivada pelos fatores discutidos no paradigma Eclético de Dunning (BOILESEN, 2015).

Dunning (1993), conhecido pelo paradigma de OLI, apresenta três variáveis explicativas caracterizadas por vantagens fundamentais para a escolha de internacionalização das ETs. São elas: propriedade, localização e internalização. Dessa maneira, as vantagens decorrentes da propriedade tangem recurso estritamente ligado aos ativos intangíveis, como a marca, tecnologias utilizadas para a produtividade, know-how do negócio, a utilização de concessão para direito de uso de tecnologia ou matéria-prima protegida legalmente na produção do produto.

Importante destacar que as vantagens de propriedade não são características apenas das ETs, mas ocorrem nessa modalidade devido às mesmas atuarem em diversas localidades gerando variações dos preços a nível global para o mesmo produto, transformando-se num grande atrativo para angariar benefícios do controle da companhia com patente, por exemplo. Acontece também quando, ao investir recursos, obtiver ganhos de propriedade através da dinâmica do risco compartilhado, a partir da diferenciação entre os portfolios em diferente(s) país(es).

As vantagens de localização são frutos de fatores endógenos ao país a ser investido em relação ao país de produção. As ETs estudam fatores como conjuntura econômica nacional, privatização de estatais, custo de mão de obra, custos relacionados à energia, burocracia e decidem alocar a produção onde seus benefícios são superiores ao deixarem de instalar produção em seu país de origem. A localização está ligada também às dimensões do mercado consumidor, às perspectivas de desenvolvimento econômico, à infraestrutura do país, às políticas públicas voltadas para o negócio, dentre outras (DINIZ, C. C.; SANTOS, F.; CROCCO, M., 2006).

Na OLI, as vantagens de internalização fazem referência à concessão de produção à empresa local concedida legalmente com uso de tecnologia específica ou matéria prima da cadeia produtiva da ET, citada anteriormente, ou à escolha de produção própria em outro país. Deste modo, as vantagens de internalização do paradigma OLI estão ligadas às condições de vantagens de propriedade que a ET estima alcançar no longo prazo por meio da IDP. A internalização de uma empresa é também o custo de proteção de vantagens adicionais, isso porque a ET ao apresentar características decorrentes das falhas de mercado, o custo da informação e as especificidades produtivas, conduzem as empresas transnacionais ao investimento direto no país, e assim “protegem” sua estrutura (BARBOSA, 2009).

Por hora, a teoria de Dunning busca apresentar o que Behrman (1972) utilizou como taxonomia no enfoque da produtividade internacional associada às teorias econômicas da internacionalização das ETs. Isso se dá no paradigma de OLI. Em suma, divide o mercado entre: os buscadores de recursos naturais, os buscadores de mercados e os que buscam maior eficiência. Esta divisão decorre pelo fato de que os buscadores de investimentos por meio de suas atividades produtivas demandam acesso à matéria-prima de menor custo, os buscadores de mercado são motivados pela expansão de mercados já existentes ou pelo próprio

estabelecimento do novo mercado. Consequentemente, os buscadores de eficiência são motivados a investir e enviar fluxos de IDP através dos que os atraem como: ganhos em escala, diversificação do risco, e acumulo de benefícios rentáveis (VIVEROS; PLASCENCIA; GOMES; 2011).

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