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UNE EXTENSION DES ARBRES, GRAPHES SANS STIGNE

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Analisando o quadro 1 que apresenta os valores médios, desvios padrão e correlações entre as variáveis estudadas, podemos constatar que os participantes reconhecem a existência de Enriquecimento Família-Trabalho (M=3.98; DP=.64). É ainda possível observar que a percepção da relação dos participantes com os seus irmãos é mais positiva (M=3.64; DP=.73) do que negativa (M=1.66; DP=.58).

Relativamente ao trabalho em equipa, os participantes consideram apropriado o funcionamento da sua equipa, quer ao nível da tarefa (M=3.42; DP=.69) quer da relação (M=3.85; DP=.74).

Estes resultados indicam-nos que os participantes apresentam relações fraternas positivas, consideram a existência de enriquecimento família trabalho e que as suas equipas de trabalho funcionam adequadamente tanto ao nível da tarefa como ao nível da relação entre colaboradores.

Quadro 1

Valores médios, desvios padrão e correlações entre as variáveis estudadas

Nota: **: p < .01*; p < .05; a variável numérica contínua (idade em anos); b variável dummy (0=mulher;

1=homem); c Relação entre irmãos Positiva; d Relação entre irmãos Negativa; e Enriquecimento Família

Trabalho; f Funcionamento de Equipa ao nível da Tarefa; g Funcionamento de Equipa ao nível da Relação.

Analisando agora as correlações entre as diferentes variáveis a partir do quadro 1, verifica-se que o funcionamento de equipa ao nível da tarefa apresenta uma correlação positiva com o enriquecimento família trabalho (r=.28, p<.01), assim como o enriquecimento família trabalho tem uma correlação igualmente significativa e positiva com o funcionamento de equipa ao nível da relação (r=.25, p<.01). A relação entre irmãos positiva apresenta uma correlação significativa e positiva com o enriquecimento família trabalho (r=.22, p<.01) e com o funcionamento de equipa ao nível da tarefa (r=.16, p<.01), revelando assim que quanto maior a relação entre irmãos positiva, maior o enriquecimento família trabalho e melhor o funcionamento de equipa em ambos os níveis (tarefa e relação). Já a relação entre irmãos negativa apresenta uma relação significativa e negativa com o funcionamento de equipa ao nível da relação (r=-.17,

p<.01), revelando-se que quanto pior a qualidade da relação entre irmãos, isto é, quanto

mais a relação entre irmãos é negativa, pior o relacionamento do indivíduo com a equipa. Conquanto, a relação entre irmãos negativa não tem uma relação significativa com o funcionamento de equipa ao nível da tarefa, evidenciando-se que o cumprimento de tarefas não é comprometido com a existência de conflito na relação entre irmãos.

Análise das Regressões Hierárquicas Múltiplas

R Média DP 1 2 3 4 5 6 7 1. Idadea 44.43 10.90 2. Sexob - - .20** 3. Nº de irmãos 1.97 1.54 .31** .04 4. RelirPosc 3.64 .73 -.01 -.08 .13* 5. RelirNegd 1.66 .58 .02 -.04 .04 -.01 6. EFTe 3.98 .64 -.07 .03 -.02 .22** -.06 7. TarefaEquipf 3.42 .69 .16* .11 .11 .15* -.12 .29** 8. RelacaoEquipg 3.85 .74 .19** .19** .07 .16* -.17** .25** .65**

De modo a proceder-se à análise da natureza da associação entre as variáveis estudadas e para inferir sobre os valores das relações das variáveis independentes (relação entre irmãos positiva e relação entre irmãos negativa) nas variáveis dependentes (funcionamento de equipas ao nível da tarefa e funcionamento de equipas ao nível da relação), procedeu-se à análise das regressões hierárquicas múltiplas. No primeiro passo, foram introduzidas como variáveis de controlo o sexo, a idade e o número de irmãos.

Considerando o quadro 2, averigua-se a existência de uma relação positiva e significativa entre a relação positiva entre irmãos e o enriquecimento família trabalho (β=.23, p<.01). Já a relação negativa entre irmãos não apresenta, ao contrário do esperado, uma relação significativa com o enriquecimento família-trabalho. A hipótese 1 é assim parcialmente suportada, uma vez que se corrobora a H1A e se refuta a H1B.

Quadro 2

Regressão Hierárquica da Relação entre irmãos com o EFT

**: p<.01; *: p<.05

Analisando o quadro 3, percebe-se que a relação entre irmãos tem uma relação significativa com o funcionamento de equipa, tanto ao nível da tarefa como ao nível da relação. Especificando, a relação positiva entre irmãos apresenta uma relação positiva e significativa com o funcionamento de equipa ao nível da tarefa (β=.16, p<.05) e ao nível

Enriquecimento Família Trabalho β β 1ºPasso Sexo .04 .06 Idade -.08 -.07 Nº de Irmãos .00 -.03 2ºPasso RelirPos - .23** RelirNeg - -.06 F .56 3.15** R2 Ajus. -.01 .04 Mudança R2 .01 .05**

da relação (β=.18, p<.01). Já a relação negativa entre irmãos apresenta uma relação negativa e significativa com o funcionamento de equipa ao nível da relação (β=-.15,

p<.05) e não apresenta relação significativa com o nível da tarefa. Pode-se afirmar que a

relação positiva entre irmãos está correlacionada com o desempenho da equipa ao nível da tarefa e da relação, enquanto a relação negativa apenas se correlaciona com a relação entre a equipa e não com a tarefa, suportando-se parcialmente a hipótese 2. Isto é, suportam-se as hipóteses 2A, 2B, 2D e refuta-se a hipótese 2C.

Quadro 3

Regressão hierárquica da Relação entre irmãos com o Funcionamento de Equipa

**: p<.01; *: p<.05.

Uma vez que as hipóteses 1B e 2C não foram suportadas, não é possível testar a hipótese 3C e 3D. Relativamente às hipóteses 3A e 3B, que pressupõem o enriquecimento família-trabalho como variável mediadora da relação entre a relação positiva entre irmãos e o funcionamento de equipa, analisaram-se as condições previamente referidas por Baron e Kenny (1986) para que exista mediação do enriquecimento família trabalho. A primeira condição17 corresponde à hipótese 1A e foi suportada (ver quadro 2). A segunda condição18 também foi verificada (ver quadro 4). O enriquecimento família trabalho tem

17a relação entre a variável independente e a variável mediadora deve ser significativa; 18a variável mediadora deve ter um efeito significativo na variável dependente

Funcionamento Tarefa de Equipa Funcionamento Relação de Equipa β β Β Β 1ºPasso Sexo .09 .09 .16* .17** Idade .11 .12 .16* .16* Nº de Irmãos .06 .05 .01 -.01 2ºPasso RelirPos - .16* - .18** RelirNeg - -.12 - -.15* F 2.73* 3.79** 5.22* 6.30** R2 Ajus. .02 .05 .05 .10 Mudança R2 .03* .04** .06** .06**

uma relação positiva e significativa com o funcionamento de equipa tanto ao nível da tarefa (β=.30, p<.01) como ao nível da relação (β=.27, p<.01).A terceira condição19 também foi satisfeita, uma vez que as hipóteses 2A, 2B e 2D foram suportadas (ver quadro 3).

Quadro 4

Regressão Hierárquica do EFT com o Funcionamento de Equipa

**: p<.01; *: p<.05.

Considerando o quadro 5, pode verificar-se que quando o enriquecimento família trabalho foi acrescentado ao modelo, a relação entre a relação positiva entre irmãos e o funcionamento de equipa ao nível da tarefa deixou de ser significativa, demonstrando que o enriquecimento família trabalho é um mediador total da relação entre irmãos positiva com o funcionamento em equipa ao nível da tarefa. Além disso, verifica-se que a relação estabelecida entre a relação positiva entre irmãos e o funcionamento de equipa ao nível da relação, apesar de positiva e significativa (β=.13, p<.05), é inferior à existente entre a relação positiva entre irmãos e o funcionamento em equipa ao nível da relação na ausência de enriquecimento família trabalho (β=.28, p<.01). Assim, há uma mediação parcial do enriquecimento família-trabalho na relação positiva entre irmãos com o funcionamento

19 a variável dependente e a variável independente devem ter uma relação significativa

Funcionamento Tarefa de Equipa Funcionamento Relação de Equipa β Β β Β 1ºPasso Sexo .09 .07 .16* .15* Idade .11 .14* .16* .18** Nº de Irmãos .06 .06 .01 -.01 2ºPasso EFT - .30** - .27** F 2.73* 8.36** 5.22* 9.07** R2 Ajus. .02 .11 .05 .12 Mudança R2 .03** .09** .06** .07**

em equipa ao nível da relação. Neste sentido, a quarta condição20 foi satisfeita, sendo apenas as hipóteses 3A e 3B suportadas. Apesar de se considerar a hipótese 3B suportada, importa mencionar que a mediação do EFT é parcial, enquanto no caso da hipótese 3A a mediação do EFT é total.

Quadro 5

Regressão Hierárquica da Relação entre irmãos Positiva e do EFT com o Funcionamento de Equipa

**: p<.01; *: p<.05.

Por último, analisando as variáveis controlo (sexo, idade e número de irmãos), verificamos que a idade apresenta uma correlação significativa e positiva com o funcionamento de equipa, tanto ao nível da tarefa (r=.16, p<.05) como ao nível da relação (r=.19, p<.01), demonstrando que os trabalhadores mais velhos são os que consideram que as suas equipas melhor funcionam. O sexo tem também uma relação significativa e positiva com o funcionamento de equipa ao nível da relação (r=.19, p<.01), indicando que os homens, quando comparados com as mulheres, têm uma perceção mais positiva

20 Quando a variável mediadora é acrescentada no modelo, a relação entre a variável dependente e a

variável independente deve ser significativamente fraca, havendo uma mediação parcial da variável mediadora, ou não significativa, havendo uma mediação total da variável mediadora.

Funcionamento Tarefa de Equipa Funcionamento Relação de Equipa β Β β β 1ºPasso Sexo .09 .08 .16* .16* Idade .11 .14* .16* .18** Nº de Irmãos .06 .05 .01 -.01 2ºPasso RelirPos - .10 - .13* EFT - .28** - .24** F 2.73* 7.22** 5.22* 8.17** R2 Ajus. .02 .11 .05 .13 Mudança R2 .03* .10** .06** .08**

desse funcionamento. Por fim, como esperado o número de irmãos tem uma relação positiva com a relação positiva entre irmãos (r=.13, p<.05), indicando que quanto maior o número de irmãos melhor avaliação se faz da relação entre irmãos.

Figura 3. Modelo dos resultados do estudo quantitativo

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