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The UNCTAD Panel of Eminent Persons

Dans le document A SHORT HISTORY AT AT (Page 120-125)

CHAPTER VIII. THE RECENT DECADE AND ITS CHALLENGES

B. The UNCTAD Panel of Eminent Persons

A execução de uma tarefa, seja ela simples ou complexa, necessita de um conhecimento prévio por parte de quem a executará. Cada tarefa tem seus modos de execução e ferramentas adequadas para esse fim. Antes de começar a execução de um trabalho, precisamos conhecer o local em que ocorrerá o trabalho e as ferramentas necessárias para isso. A escolha das ferramentas ocorre de acordo com a finalidade do uso. Sendo assim, precisamos conhecer as especificidades de cada tarefa e quais ferramentas usar.

O equipamento7 em questão é o Teatro Laboratório Jesiel Figueiredo. Esse espaço foi inaugurado em 1991 para atender a demanda de um ambiente adequado para a realização de experimentos cênicos do curso de Teatro da UFRN. O espaço não foi construído inicialmente para ser um Teatro, tendo em vista que o prédio do Departamento de Artes é um dos mais antigos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, de forma que esse espaço foi adaptado para ser tornar um equipamento teatral, fundindo duas salas em uma com a intenção de estender o espaço e comportar cabine de iluminação e sonoplastia e o camarim.

7 Referência a equipamento cultural, tais teatros, cinemas, bibliotecas, galerias, centros culturais, salas de

concerto, museus, etc. Disponível em:

<http://anpur.org.br/xviienanpur/principal/publicacoes/XVII.ENANPUR_Anais/ST_Sessoes_Tematicas/ST%206/ ST%206.5/ST%206.5-01.pdf>. Acesso em 28/08/2019.

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A adaptação do espaço foi uma alternativa viável ao curso e ao Departamento, pois seria possível aos alunos e alunas fazer seus experimentos cênicos, bem como, mostrar o resultado proveniente dos mesmos. O fato de o Teatro ter sido projetado a partir de uma estrutura já existente, fez com que a obra ocorresse de forma rápida. A altura do teto até favorece a montagem de plano de luz, mas dificulta na execução. Para se iluminar uma cena é necessário empregar mais refletores do que o necessário para desempenhar a tarefa. A baixa altitude faz com que, o ângulo do feixe de luz gerado pelo refletor atinja algumas áreas da cena, deixando outras no escuro. A solução é usar mais refletores para compensar a luz que faltou.

A distribuição das varas de luz contribui muito para que se possa corrigir o ângulo de iluminação do refletor devido à proximidade delas. Além do mais, cada vara tem cerca de 17 pontos de energia, o que facilita, na hora da montagem do plano de luz. Ao todo, são 06 varas horizontais (V0 a V5), 02 varas de palco e 10 varas verticais. Devido ao teto baixo, é possível instalar os refletores com o uso de uma escada 06 degraus, o que facilita executar a montagem do projeto de iluminação com rapidez.

Em termos de acervo de materiais para compor a cena, o Teatro Laboratório conta com refletores do tipo PC (22 de 1.000 wats e 15 de 500 wats) , Fresnel (08 de 1.000 wats e 15 de 500 wats), Micropar (07), Set light (18) e Elipsoidal (02), Barn doors (30), mesa controladora de luz analógica GCB de 24 canais, dimmers analógicos de 06 canais (04), mesa controladora de luz digital ETC SmartFader de 96 canais, dimmer digital de 12 canais (02), mesa controladora de som Wattson de 12 canais e caixas de som ativas (02) e passivas (02). Além de microfones, projetor multimídia e tela de projeção.

Esse material fica disponível para uso dentro do espaço, sendo vedado o empréstimo. Com um formato aberto, o Teatro Laboratório permite ao usuário diversas formas de experimentação cênica, podendo o aluno e aluna dispor de liberdade para modificar o espaço, de acordo com a proposta da cena. As cadeiras (70) e os tablados (15) são móveis, permitindo que a plateia e o palco sejam modificados de diversas formas. Esse tipo de espaço é o mais adequado à proposta de ensino de Teatro, sendo possível experimentar diversas possibilidades de execução de uma obra cênica. Esse espaço é o único do departamento com equipamentos de iluminação onde se podem pôr em prática os conhecimentos adquiridos, durante o curso, sendo assim, um espaço de grande relevância na formação do discente.

Apesar dos contratempos na hora de montar um projeto de luz, o espaço designado aos alunos e alunas para suas práticas condiz com a proposta de sua designação, pois o Teatro é um excelente laboratório. Tudo pode ser modificado em favor da construção cênica ou

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adaptado, quando não se permite modificar. Além de abrigar aulas práticas dos cursos de Teatro e Dança, também é utilizado, não só pela comunidade acadêmica do Departamento de Artes, inclusive, o Cruor Arte Contemporânea desenvolveu durante os anos 2012 e 2013 neste espaço, o projeto de extensão denominado “Terças de Almodovar” que consistia em exibir filmes do cineasta Pedro Almodovar, seguidas de palestras do especialista neste tema, Prof. Dr. Gilmar Santana. Este espaço também é usado pela Universidade como um todo, por ser um ótimo espaço para palestras e seminários, assim como, para gravação de entrevistas e outras atividades que demandem um ambiente com características de estúdio de tv.

Desde sua inauguração até os dias atuais, o laboratório passou por algumas reformas. A última melhorou o espaço significativamente com a troca de mobiliários empilháveis, um novo isolamento acústico, instalação de um novo quadro de energia para receber a mesa de iluminação e dimmers digitais para otimizar a montagem e operação de iluminação cênica do espaço. Apesar da implantação da mesa digital, a analógica ainda continua disponível para uso, em caso de problemas com a nova, permitindo que se tenha uma segunda opção, uma vez que a demanda de uso do espaço é grande e precisa atender, como já mencionado, não só aos alunos dos cursos de Teatro, mas os de Dança também. Essa demanda aumenta, ao final dos semestres, com as apresentações dos trabalhos desenvolvidos pelos alunos e alunas nas disciplinas, chegando à média de nove apresentações por turno, o que requer disponibilidade de equipamento e pessoal para dar conta dessa demanda.

Pensado para ser um laboratório, o TLJF, cumpre esse requisito. Os discentes têm um equipamento teatral que supre a demanda com relação à liberdade criativa. Apesar da limitação em termos de recursos tecnológicos, muitas vezes, a criatividade é testada ocasionando em trabalhos de boa qualidade. Em se tratando de um laboratório, esse espaço permite ao discente um exercício de prática teatral em que se pode experimentar alguns dos elementos que compõem a linguagem cenográfica. Isso permitirá que ele saia com uma formação mais abrangente em termos acadêmicos, pois nem sempre ele irá, em sua carreira profissional, se deparar com os recursos aos quais teve acesso durante sua formação.

A criatividade é um recurso que estará em uso, tanto na vida acadêmica quanto na vida profissional dos discentes. Mesmo com alguns recursos tecnológicos disponibilizados pela Universidade no teatro laboratório, nem sempre é possível atender a demanda de execução dos projetos dos discentes por causa da limitação de equipamentos. É nessa hora que a criatividade se torna a principal ferramenta nesse processo.

Algumas das apresentações dos discentes como exercício prático ocorrem fora do laboratório como alternativa à falta de espaço para apresentação e, às vezes, por escolha dos

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próprios discentes. Espaços como as salas de aulas práticas do Departamento de Artes são geralmente usadas pelos cursos de Teatro e Dança, são elas: salas 01 e 22, no prédio principal, e Salas A, B e C no prédio anexo; são também utilizadas como espaço para apresentações, assim como, o Laboratório de Criação Execução e Manutenção de Trajes Para a Cena. Por não contar com estrutura para comportar equipamentos de iluminação de teatro, as apresentações requerem criatividade dos discentes para transmitir sua intencionalidade para os espectadores.

Algumas das vezes, as apresentações, não usam iluminação artificial. São casos em que os discentes usam a área externa para mostrar seu trabalho, que chamam também de experimento. Isso geralmente ocorre quando não há horário disponível para que esse discente possa mostrar seu trabalho, utilizando recursos de som e luz disponíveis no Teatro. Sabemos que no Laboratório Jesiel Figueiredo existe equipamentos de iluminação para ser usado, mas cabe a cada discente solicitar o uso ou não. No entanto, como já mencionei, a maioria sempre solicita o uso de iluminação em seus trabalhos, sem sequer ter ideia do que pensou em termos de luz para seu trabalho, improvisando momentos antes de se apresentar. Algumas exceções são raras, nesse sentido, pois alguns pesquisam, elaborando um projeto de luz e vem com a ideia pronta.

Cena 3 - A ideia

Quando trabalhamos prestando serviços, somos realizadores dos desejos de quem nos contrata. Qualquer profissional, que presta serviço, executa a ideia do seu cliente. Não é o profissional que cria a ideia, ele auxilia o cliente na viabilidade da concretização do seu desejo. Nem sempre o que acontece no campo da ideia é fielmente traduzido para o campo da realidade. Em nosso trabalho, no teatro laboratório, passamos por várias situações em que precisamos participar da criação de luz para os trabalhos dos discentes.

Em um teatro, os técnicos que trabalham nele, necessitam que o responsável pela iluminação mostre seu projeto de iluminação para que os mesmos possam executar, da maneira mais fiel possível, o serviço, dadas as circunstâncias do teatro. Falamos isso porque nem sempre o projeto de luz condiz com o que o teatro oferece. No Teatro Laboratório, as possibilidades de execução de projeto de luz são limitadas em relação a estética, mas no que tange ao processo de montagem, o pé direito baixo facilita o posicionamento e afinação da luz.

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O questionamento, que fazemos sempre aos discentes, é se eles têm ideia do que querem. Nem sempre eles sabem o que querem e acabamos estimulando os mesmos na criação de ideias para seu trabalho. Esse estímulo se dá através de questionamentos e demonstrações de possibilidades de iluminação para os trabalhos deles. Nesse ponto, notamos que o processo de criação da luz do trabalho do discente começa naquele momento, pois, por um momento, ele deixou de lado a atuação para pensar nas possibilidades do uso da iluminação em seu trabalho.

A ideia no processo criativo é de fundamental importância, pois acreditamos que criar é um processo que se inicia com a ideia. Essa acaba sendo o ponto de partida dos processos de criação. Estimulamos os discentes a terem ideias sobre o que querem, posto que assim terão possibilidades de criarem a iluminação de seu trabalho de forma mais consciente e não deixar a cargo de qualquer pessoa. Cada um sabe como é seu trabalho, e sobre o que vai falar, qual figurino vai usar, assim como, qual música acompanhará sua encenação ou sua coreografia, mas negligencia a luz. Consideramos que esse elemento, algumas vezes negligenciado, faz parte de todo o processo de criação de um espetáculo, mas também temos consciência que os discentes nem sempre conseguem dar conta de todos os detalhes de seus trabalhos. Além de decorar seu texto ou sua peça coreográfica, vem a escolha da sonoplastia, figurino, maquiagem e cenário. Essa quantidade de tarefas necessita de muita atenção e organização para uma pessoa apenas. Quando o discente não consegue se organizar, passa a dar mais prioridade a atuação e a coreografia por serem as atividades focos das avaliações.

Entendemos, porém, que não basta apenas se preocupar com a atuação ou com a coreografia pronta, mesmo sabendo que são essas atividades consideradas mais importantes no processo de avaliação do discente. Se fôssemos fazer uma comparação seria com um refletor fresnel, pois a lâmpada por si só já é a própria fonte luminosa, mas para ser eficiente e cumprir com a função estética precisa de outros aparatos como espelho rebatedor, carcaça, carrinho e lente. Esses aparatos conferem ao refletor, características como abertura e fechamento do feixe de luz, direcionamento do feixe de luz e qualidade da luz projetada. Sem isso, seria apenas uma lâmpada qualquer que emite luz.

Essa comparação é apenas para mostrar que não basta saber o que vai falar ou dançar, mas como isso será mostrado ao público, pois sabemos que um trabalho artístico é elaborado com a finalidade de expressar a ideia do artista ou do coletivo para que pessoas apreciem ou questionem a proposta da obra enquanto arte viva. Pessoas criativas conseguem desenvolver um raciocínio rápido para solucionar problemas e toda solução vem através de esforço mental,

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que juntamente com a capacidade de relacionar objetos e situações do cotidiano, possibilita encontrar uma forma de tornar possível o que se pretende.

Quando falamos do esforço mental, estamos nos referindo ao ato de buscar solução, de pôr a mente para funcionar estimulando a criatividade. Em determinados momentos de nossa vida, tivemos contato com vários objetos e seu funcionamento. Isso fica guardado em nosso banco de memória para ser usado no momento em que precisarmos de uma referência para executar alguma ação. Em relação a solução de problema, no campo da iluminação e, principalmente na hora da montagem, as adaptações são uma prática comum.

Durante a montagem da iluminação cênica, usa-se alguns filtros para suavizar a intensidade da luz e modificar a cor da luz. Chamamos popularmente de gelatina ou gel. Temos também o difusor, esse filtro suaviza a luz emitida pelo refletor. Nem sempre esse tipo de filtro existe nos teatros, assim como, as gelatinas, ficando a cargo de o iluminador levar seus próprios filtros de luz. Quando é preciso usar difusor e não se tem, a solução mais viável é usar o papel vegetal8. Ele não tem a mesma durabilidade nem a mesma qualidade do difusor, mas funciona de maneira similar. Algumas pessoas, talvez, não consigam fazer essa relação, se em algum momento não teve contato com esse material ao menos uma vez, e por mais esforço que faça, essa solução talvez não apareça no seu banco de memória, impossibilitando o surgimento de uma ideia que resolva total ou parcialmente esse problema.

Como já explicitado, a falta de material adequado para realizar as tarefas de montagem de espetáculo impulsiona a criatividade dos discentes. O ideal seria que eles tivessem acesso a tudo o que precisassem para executar seus trabalhos artísticos, mas sabemos da realidade do ensino público. O corte de investimento na educação por parte do governo limitou e reduziu o orçamento das universidades, impactando drasticamente na qualidade do aprendizado dos discentes. Dessa maneira, os cursos não têm como proporcionar, de forma ampla e satisfatória, experiências de ensino/aprendizagem à comunidade acadêmica.

Com a diminuição dos investimentos, os laboratórios de ensino ficaram sem reposição de materiais para a prática dos discentes, causando-nos mesmos desanimo e frustração, exigindo deles mais esforço para criar maneiras de executar seu experimento, sem muitas perdas estéticas.

Quando não se tem o necessário para realizar o trabalho, pensamos em maneiras de adapta-lo para que ele aconteça. Por exemplo: em um dos trabalhos dos discentes era preciso que tivesse um canhão seguidor porque fazia parte da sua proposta. No Laboratório de Teatro,

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Esse papel tem uma transparência que permite copiar figuras sobrepondo-o sobre o desenho que se quer traçando por cima do papel sem danificar a figura original. Essa técnica é muito usada por estudantes em seus trabalhos de arte.

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não dispomos desse equipamento, então, a possibilidade seria usar um refletor elipsoidal, que é muito pesado, como canhão ou ver outra possibilidade. Por sorte, tínhamos uma lanterna de led com regulagem de abertura focal que serviria perfeitamente para esta cena. Usamos a lanterna e conseguimos, através dessa adaptação, chegar a um resultado satisfatório dentro de nossas possibilidades. Realmente a falta de equipamentos adequados nos impulsiona a criar possibilidades.

Não concordamos com a necessidade de ter sempre que procurar novas maneiras de conseguir realizar nosso trabalho por falta de estrutura. Seria melhor que o exercício de criação fosse acompanhado pela disponibilidade de equipamentos e aparatos que nos possibilitasse pensar em como usá-los.

A necessidade de adaptação de luz e cenário no Teatro Laboratório acaba dificultando o trabalho de montagem cênica dos discentes e causando uma sobrecarga na demanda de apresentações no espaço. Por ser o único local adequado para a mostra dos trabalhos práticos avaliativos dos discentes, chega a ser muito disputado pela comunidade acadêmica do Departamento de Artes da UFRN, tanto para ensaios quanto para mostra de trabalhos.

Essa demanda termina elevando o uso dos equipamentos e, consequentemente, o consumo dos acessórios como lâmpadas e filtro de cor que vão se desgastando por conta do uso constante, sem que haja reposição. Por isso, ressaltamos aos discentes, a importância de ter certeza do que vai precisar para sua apresentação. Pedimos que, ao iniciar seu processo criativo, pensem também no que pretendem utilizar para a iluminação e que elaborem um projeto cênico baseado na estrutura do Teatro Laboratório, considerando a arquitetura do espaço e os equipamentos disponíveis no rider técnico.

O primeiro passo para a elaboração do desenho de iluminação é conhecer a arquitetura teatral. Não nos referimos aqui só a Teatros, mas todo o espaço em que seja utilizado para a realização de uma obra cênica. Sendo assim, as necessidades de adequação do projeto ou do espaço ficam mais palpáveis, permitindo que os responsáveis pelo aparato técnico possam definir a melhor forma de montar a estrutura cênica necessária à realização da obra. Nesse sentido, o Teatro Jesiel Figueiredo tem uma planta baixa na qual os usuários, sejam discentes internos a instituição ou não, possam acessar e conhecer as dimensões do espaço e fazer a disposição cênica dos elementos da obra a ser executada.

Apesar de não conter todas as informações na planta como as disposições das varas de luz, a figura da planta baixa nos fornece as dimensões do espaço necessárias para saber se tem como realizar a proposta do espetáculo no formato do teatro ou se precisará adaptar o formato da cena ao que está mostrado na figura a seguir.

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Cena 4 - O projeto

É no projeto que colocamos tudo o que precisamos e pretendemos para realizar o trabalho. O projeto é a parte ideal do trabalho, pois lá se encontram todas as ideias de como o trabalho irá ficar. Alguns discentes não sabem como fazer um projeto de criação artístico para concretizar o projeto de iluminação cênica, ou projeto de luz; por não terem ainda contato com ele, desde o início de seu curso. Geralmente, eles acabam conhecendo o que é um projeto, na última etapa da graduação, quando precisam elaborar o trabalho de conclusão de curso – TCC. Em alguns casos, eles se engajam numa base ou núcleo de pesquisa de um professor ou professora e começam a entender como se elabora e desenvolve um projeto.

Como já pontuado, na graduação, os discentes realizam alguns trabalhos cênicos em que são avaliados para obtenção de notas nas disciplinas. Em muitos casos, esses trabalhos cênicos9 vêm acompanhados apenas pela ideia de seus criadores, dificultando bastante a execução. O mapa de luz como costumamos falar no Laboratório de Teatro, é uma ferramenta do campo teatral e nos orienta na montagem da iluminação dos trabalhos cênicos. Valmir

9 Referimo-nos aos trabalhos realizados no Laboratório de Teatro, sejam eles de teatro ou dança, pois

consideramos como cena.

Figura 4: Planta baixa do Teatro Laboratório Jesiel Figueiredo

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Perez (2007) descreve, de forma mais elaborada, o que chamamos mapa de luz. O autor se refere ao mapa de luz como desenho de iluminação, dizendo que:

Desenho de iluminação ou design de iluminação é o termo que, para nós, brasileiros, indica tanto o estudo e a criação dos elementos poéticos de um projeto, como também os elementos técnicos envolvidos na criação de esboços, planilhas, confecção e materialização de mapas. Consiste em uma ferramenta de comunicação visual entre quem cria e aqueles que executam a obra. (PEREZ, 2007, p. 23).

Peres (2007) destaca a importância do mapa de luz na comunicação entre o criador da obra e o executor. Todas as instruções criadas pelo autor estarão postas, de forma clara, no papel, para que qualquer profissional da área possa interpretá-las e executá-las, da melhor maneira possível. Assim, o mapa de luz deverá levar em consideração a estrutura do espaço e os equipamentos disponíveis para a execução da iluminação.

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