4.3 Aspect dynamique du confinement
4.3.3 Un anneau d’ions sans refroidissement laser
O mais importante objectivo técnico relativo à mão esquerda na fase da iniciação, é, o posicionamento natural, descontraído e harmonioso da mão no instrumento, que permita a sua utilização livre e correcta.
Uma boa posição consiste em posicionar os dedos curvados no ponto apenas com as pontas dos dedos e o polegar debaixo do 2.º ou entre o 2.º e 3.º dedo. A forma tubular da mão com os devidos espaçamentos interdigitais deverá ser mantida independentemente da corda utilizada, não adquirindo lugar fixo, mas acompanhando a acção do cotovelo. Se os dedos não estiverem arredondados ou a pressão dos dedos for insuficiente, a afinação ficará demasiado baixa.
A aquisição da solidez e a da segurança da 1.ª posição é fundamental visto que esta posição servirá de base e de referência para todas as outras posições.
O professor deve desenvolver simultaneamente a acção dos dedos, o sentido cinestésico de colocação da mão no ponto e a reflecção mental, na pedagogia do Suzuki, chamada de “preparação”(Starr, 2000, p. 78). As curtas pausas realizadas entre as notas destinam-se ao aluno imaginar a nota que tocará a seguir, ou seja, audiar.
Os alunos devem entender os conceitos de “subir” e “descer” no ponto e de como e quando ajustar a afinação. O rigor na precisão deve ser instalado desde o início da utilização da mão esquerda.
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O uso do pizzicato com a mão direita durante o posicionamento inicial da mão esquerda é comum, contudo, se por um lado este método facilita a aprendizagem, permitindo ao aluno concentrar-se na sua mão esquerda, o som emitido desta forma é de duração reduzida, pouco clara e dificilmente perceptível. Por isso, esta abordagem deverá ser completada com o uso esporádico do arco, produzindo um som sustentado e constante possibilitando, desta forma, um melhor controlo auditivo.
Sequenciamentos
Existem diversos sequenciamentos da aprendizagem da utilização progressiva dos dedos da mão esquerda cuja escolha é bem fundamentada por respectivos defensores de cada método, normalmente resultado de prática de ensino realizada. A escolha pessoal baseia-se nas suas características, mas todos defendem a sua importância na precisão de afinação. No quadro 21 estão representados alguns dos sequenciamentos mais comuns e os métodos nos quais foram implementados, assim como algumas das suas características.
Sequenciamento e o método no qual foi
observado Vantagens Desvantagens 0-1-2-3-4 Benoy Gama Marcinkowska Dotzauer Feuillard Schroeder Rainagle Raoul Bon
Permite alertar o aluno para os “erros naturais” derivados da anatomia natural da mão - a junção natural de 2-3 dedos
A colocação do 1.º dedo ajuda estabelecer auditivamente o sítio da 1.ª posição
Permite a construção da escala ascendente e a correcção imediata da posição de cada dedo
Permite a sensibilização para a construção dos tetracordes das escalas maiores
O 2.º dedo é colocado perto do 1.º Maior independência do 3.º dedo Diferença M e m desde o início
Treino auditivo - comparação com a oitava tem de ser abordado em separado
Precisamente a colocação do 1º dedo pode ser auditivamente difícil e causar o aluno desviar o instrumento.
Poucas relações intervalares de base para a afinação. 0-1-2-4-3 Friss Cuccoli Romberg Albrecht
Incorpora o 3.º dedo depois de estar mais fortalecido
Não permite execução das escalas até incorporar também o 3.º dedo
0-1-2-4-3
Lee
Desde o início apresenta e coloca todos os dedos na corda
Bom para alunos mais velhos
Maior quantidade de notas novas
Maior variedade de ajustes necessários em simultâneo
0-1-3-4-2
Hirzel
O 2.º dedo apresenta-se descendente, obrigando desde o início a correcção
O 2.º dedo tardio faz desenvolver má memoria muscular do 2.º dedo.
- 81 - Kummer
Baillot Berger Bréval
Modo menor tardio
Difícil comparação do 1º dedo –
auditivamente o intervalo da 2ª não é fácil.
0-1-3-4(2)
Abracadabra Nelson Joggers (2) Herfurth (2)
Permite um bom controlo do espaço 1-3.
Alguns métodos no 1.º volume/ano não envolvem 2.º dedo ou só tardiamente Método Herfurth procede logo à 2.ª posição
0-1-3-2-4
Fischer
Diferenciação M e m Controlo de 2.º dedo
Intervalo de oitava aparece tarde e em separado
0-4-3-1-2 Rolland Suzuki Gunn
Controlo/treino auditivo da oitava Bom posicionamento da mão no ponto
Difícil colocação de todos os dedos em simultâneo
Não tem controlo do espaçamento interdigital
Difícil ajuste da afinação do 3.º dedo Modo menor tardio
0-4-3-2-1
Miedlar Matz Bon
Permite bom posicionamento da mão no ponto / pode começar noutra posição
Desenvolve rápida e simultânea colocação de todos os dedos na corda Permite treino auditivo da 4ª P e a comparação da 8ª P
Começa logo a combater a fraqueza do 4º e 3º dedo
Difícil colocação de todos os dedos em simultâneo
Fraco 4.º dedo
Difícil controlo das distâncias entre outros dedos
Difícil correcção do posicionamento dos dedos antes de tocar
0-2-3-1-4 Permite treino auditivo do intervalo de 3ª m e evita a sua colocação
demasiado alta
Permite estabelecer a relação e a diferença entre 2.º e 3.º dedo
Faz baixar a afinação do 3.º dedo.
4.º dedo muito tarde. Deve ser fortalecido durante o trabalho com os restantes dedos.
0-3-2-4
Sharp
Permite o treino auditivo do intervalo da 3ª M e de seguida a comparação com a 3ª m
Permite bom posicionamento da toda a mão, sem esforçar o 4.º dedo
Não estabelece relação da 8ªP.
4.º dedo muito tarde. Deve ser fortalecido durante o trabalho com os restantes dedos.
0-3-4-1
Knaven-Rats
Começa pelo intervalo 3ªM e logo de seguida a 8ªP.Bom para posicionar a mão em bloco
Não aborda 2º dedo
0-3-1-4
Sassmanshaus 0-3-1-4-2 Pejtsik
Permite treino auditivo 3ª M para boa colocação na 1.ª posição
Depois de fortalecer o 4.º dedo o ajuste do 2.º será mais fácil
O 2.º dedo demasiado alto para ajudar ao fraco 3.º dedo
Difícil de corrigir o 2.º dedo descendente
0-2-4-1-3
Davidoff
0-4-1-2-3
permite controlo de oitava e o
controlo do espaçamento entre o 2.º e 3.º dedo
0-1x4 1243 Duport
Quadro 21: Aprendizagem da colocação dos dedos na corda – sequenciamentos diversos Fonte: Elaborado pela autora
Como exemplo: a característica junção natural entre o 2.º e 3.º dedo, não favorece em nada a qualidade de afinação, necessitando ser corrigida e os dedos treinados para combaterem
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essa tendência natural, desde o início. Com esse objetivo, vários pedagogos recomendam estrategicamente a colocação do 2.º dedo antes do 3.º. Independentemente do método escolhido, sua implementação deverá ser reforçada com a abordagem do maior número de peças de contextos variados.
Os exercícios preparatórios para a realização das mudanças de posição realizados desde o início na extensão de todo o ponto promovem um melhor posicionamento do instrumento e ajudam a familiarizar o aluno precocemente com todas as posições possíveis, evitando futuros desconfortos, receios e medos nas posições mais agudas (Sharp, [s.d.]).
Nesta linha de pensamento surge a prática do posicionamento inicial da mão na 4.ª posição (Matz, 1968, p. 15) ou mesmo na posição do polegar em pestana (Bon, 1988; Bunting, 1982, citado em Suetholz, 2011, p. 46), transitando só mais tarde para a 1.ª posição, o que se justifica pelo melhor controlo visual e o espaçamento interdigital mais comodo, dificultados pelo posicionamento e tamanho do instrumento.72 Para abranger um maior registo sonoro, este método pode ser completado com o uso dos harmónicos naturais que, juntamente com o posicionamento do 1.º dedo da posição podem servir como as primeiras referências (Mantel, 2005, p.78).
Devido a sua crescente importância, a tensão do polegar, a sua colocação e a mobilidade devem ser vigiados de forma permanente.