Chapitre 2 : Matériel & méthodes
2. Gisements d’étude
2.2. Gisements inédits
2.2.2. Ambre de Zhangpu (Chine)
2.2.2.5. Un ambre atypique
Trata-se da capacidade de operar, com eficácia, as políticas públicas destinadas ao meio rural. Esta capacidade consiste em promover ações que permitam o acesso da população rural, em especial as camadas mais carentes, aos benefícios das políticas públicas. Utilizar o conhecimento e domínio da realidade
rural para contribuir com a elaboração de políticas que se ajustem às necessidades do público rural.
Mobilizar, organizar e articular com os atores, organizações e entidades para o desenvolvimento do meio rural: refere-se à capacidade de interagir com os agricultores, suas organizações e entidades parceiras no sentido de promover as condições propícias ao desenvolvimento rural.
Dominar conhecimentos técnicos diversificados sobre as dimensões que envolvem o desenvolvimento rural sustentável: está correlacionado à capacidade de dominar ou prover por meio de parcerias, os conhecimentos necessários ao processo de desenvolvimento rural sustentável. São conhecimentos que extrapolam os aspectos de produção agropecuária, cujo domínio pode envolver várias instituições.
Orientar sistemas de produção com visão de cadeia produtiva: trata-se da capacidade de identificar, desenvolver e assistir tecnicamente as principais cadeias produtivas de interesse estadual para a agricultura familiar, articular os diversos setores contribuindo para o fortalecimento das cadeias, para ajuste dos sistemas de produção e inserção mais justa dos agricultores no mercado.
Dominar metodologias apropriadas para a interação com o público rural: consiste em conhecer e dominar o uso de metodologias que considerem a realidade de cada público e estimulem a participação ativa dos agricultores e suas organizações na discussão e busca de soluções para os problemas de interesse da população.
4.1.3.5 Sessão de Grupo Focal
Em Curitiba/PR, em novembro de 2012, foi realizada a terceira sessão de grupo focal na sede da EMATER/PR. Das 26 regiões em que se divide a empresa, 24 estavam representadas na sessão. Foram 02h15min de intenso debate, com pontos de vista diversos sobre as perguntas que eram feitas. O grupo tinha como característica marcante uma configuração homogênea relativa ao tempo de trabalho na empresa e à experiência de campo e de gestão organizacional dos participantes, que manifestavam domínio sobre a história da empresa, da extensão rural paranaense e em momentos, sobre a extensão rural brasileira. Essa experiência do grupo permitiu a nítida percepção, por parte do pesquisador, sobre a difícil transição entre paradigmas na extensão rural, a relativa resistência individual em aceitar novas
diretrizes institucionais frente ao modelo definido a partir da lei de ATER brasileira. Em poucos casos houve a negação da vigência de um novo modelo.
O grupo manifestou ter total consciência sobre o papel, objetivos, missão e valores da instituição e da extensão rural no campo. Também expôs com muita clareza o perfil do extensionista e seu comportamento no campo, na abordagem e no trato com o produtor rural.
Cabe destacar que, pelo fato de ser um grupo experiente e com vivência na gestão da organização, foi possível inserir no debate questões relativas ao cenário interno, como a descontinuidade de capital humano, sem a proporcional retenção do conhecimento, as estratégias e processos organizacionais, bem como os métodos e técnicas aplicados no campo. Para os técnicos, opinião unânime, a displicência da organização com relação a esses aspectos, pode abalar a sustentabilidade institucional, sobretudo quando há um razoável contingente de técnicos prestes a deixar a organização. Para os participantes, a entrada de um extensionista em uma comunidade consiste em um momento relevante à continuidade do seu trabalho, pelo fator confiança, presente na relação com que estabelece com o produtor rural.
Da mesma forma que ocorreu nas demais organizações, na EMATER/PR, as respostas às perguntas eram feitas a partir da visão individual seguida de pelo menos um exemplo prático da extensão rural, apontando, na percepção do pesquisador, que os técnicos extensionistas possuem muitos conhecimentos e que cabe às organizações potencializar esse ativo.
A pesquisa foi realizada durante um evento de planejamento institucional, reunindo representantes de todas as regiões de cobertura da EMATER/PR.
Iniciada a sessão de grupo focal, o roteiro seguiu o mesmo das outras sessões, primeiro ocorreu a autoapresentação do pesquisador e uma breve apresentação da pesquisa. Desse momento em diante, cada participante fez sua autoapresentação e teve início a sessão a partir das perguntas.
Para evitar problemas no momento da transcrição foi solicitado a cada participante, antes de argumentar, identificar-se pelo nome.
Relacionado com o tempo total da sessão, cada pergunta feita pelo pesquisador era respondida pelos participantes, e como ocorrido nas demais organizações participantes da pesquisa, em muitos momentos, o debate acontecia livremente entre os técnicos participantes.
Diferentemente dos demais estados pesquisados, no Paraná, os técnicos relataram que há agricultores fazendo extensão rural, reunindo grupos, visitando propriedades, levantando informações, enfim, produtores agindo como extensionistas. Esse é um importante passo na direção de um novo modelo de fluxo de conhecimento no espaço rural, mas os extensionistas têm muito claro que eles, os técnicos devem acompanhar e na medida do possível participar desses eventos, sobretudo para trocar experiências.
Pareceu claro também a EMATER/PR já despertou para a importância do compartilhamento do conhecimento, entretanto, havendo necessidade, conforme a percepção do pesquisador, de ações que procurem capturar o conhecimento subjetivo que está na experiência do extensionista. Conforme os relatos a organização investe em tecnologias objetivando dinamizar as atividades de campo e priorizar a internalização do conhecimento dos técnicos, entretanto, como já observado, vários desses estão próximos da aposentadoria, havendo o risco da perda excessiva de conhecimentos.
Em todas as organizações pesquisadas, em maior ou menor grau os dados objetivos, numéricos, estatísticos recebem maior atenção. Na percepção do pesquisador, os extensionistas estão preocupados com isso, pois sabem que não produzem apenas números.
Conforme exemplo das demais sessões, vários extensionistas anotavam as falas de outros, sobretudo quando essa era contextual, apresentando experiências locais e regionais.
No final da sessão, os participantes se mostraram interessados nos resultados da pesquisa, solicitando o envio, quando possível, dos resultados. Como ocorrido nos demais estados, Rio Grande do Sul e São Paulo, foi selado o compromisso de o pesquisador, após a conclusão da pesquisa (com a defesa da tese), retornar à organização para apresentar os resultados.
4.1.4 EMATER/MG
A Associação de Crédito e Assistência Rural - ACAR, fundada em 1948, foi a primeira experiência brasileira voltada para a introdução de novas técnicas de agricultura e economia doméstica, de incentivo à organização e de aproximação do conhecimento gerado nos centros de ensino e de pesquisa aos produtores rurais. A
ACAR mantinha equipes de trabalho em municípios de Minas Gerais, que prestavam assistência técnica aos agricultores que a solicitassem.
A EMATER/MG foi criada em 1975, ao mesmo tempo em que era extinta a ACAR, com o objetivo de planejar, coordenar e executar programas de assistência técnica e extensão rural, buscando difundir conhecimentos de natureza técnica, econômica e social, para aumento da produção e produtividade agrícolas e melhoria das condições de vida no meio rural do Estado de Minas Gerais, de acordo com as políticas de ação do governo estadual e federal.
Ainda na década de 90, como forma de sobreviver em meio à turbulência, a EMATER/MG passou por um processo de modernização, incorporando a visão de foco no cliente e nos resultados desejados, definindo sua missão e objetivos estratégicos. Além disso, oferece serviços aos médios e grandes produtores, com o objetivo de gerar recursos adicionais, para ampliar e melhorar o atendimento aos produtores rurais de agricultura familiar.
A partir de 2003 a EMATER/MG começa a consolidar a sua atuação como Empresa de Desenvolvimento Sustentável, tendo papel destacado na construção e implementação de políticas públicas.
No atual momento a EMATER/MG permanece vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais – SEAPA, sendo uma empresa pública de direito privado, com autonomia administrativa e financeira, que atua como instrumento essencial do governo de Minas Gerais, para o planejamento e implementação de ações no setor agropecuário, promovendo a extensão rural.
Conforme apresentado no Relatório de Atividades 2011, a EMATER/MG conta com 2.136 colaboradores, atuando em 789 municípios, coordenadas por 32 unidades regionais.
4.1.4.1 Missão
Promover o desenvolvimento sustentável, por meio da assistência técnica e extensão rural, assegurando a melhoria da qualidade de vida da sociedade mineira.
4.1.4.2 Visão
Ser reconhecida pela sociedade como a melhor empresa de assistência técnica e extensão rural na promoção do Desenvolvimento Sustentável.