7. Schlussfolgerungen
6.2. Lieferantenwechsel
6.2.2. Umlegung auf Netzbenutzungspreis
A Mobilização Social estudada em nossa pesquisa foi construída diretamente por educadores e estudantes da RMEN, com a participação de funcionários e pais das Unidades Escolares dessa Rede, de forma mais indireta. Ela apresentou dimensões importantes que, na minha perspectiva de reflexão, considerei oportuno apresentá-las nesse capítulo para compreendermos as múltiplas características desse acontecimento histórico.
Nelas compreendi que esse fenômeno humano estudado tem dimensões múltiplas e que apresentadas aqui nos ajudarão a compreender a sua gênese multidimensional e o seu inacabamento.
Esboçamos, mesmo que repetindo algumas das suas dimensões já apresentadas ao longo do texto da tese, num diagrama simples para que a visualização gráfica facilitasse a compreensão do leitor dessa jornada-pesquisa que empreendi e narro nesse discurso ordenado (ver diagrama nº 2).
Diagrama 1 – Diagrama da multidimensionalidade da criação dos Conselhos Escolares da RMEN
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É importante ressaltar que como abordamos nosso objeto de estudo, por meio de uma perspectiva Sertânica, compreendemos que os fenômenos educacionais são constituídos dentro de uma vastidão complexa e multidimensional. Por isso, usamos no diagrama acima um caleidoscópio para tentar representar essas características de uma forma não linear, nas duas dimensões do plano do papel. Essa característica foi ratificada por mim, ao longa da itinerância da pesquisa. O que estou apresentando foi o que consegui perceber à medida que dessoterrava as diversas fontes históricas e deparava-me com indícios.
No momento em que as estudava, ia mergulhando numa vastidão abissal! Cada fonte desdobrava-se em outras possibilidades de estudo, esse processo foi instaurando em mim um sentimento de que eu era muito menor do que eu imaginava antes de imergir nas fontes, pouco a pouco, fui descobrindo que eu era incapaz de dar conta de tudo o que conseguia perceber. Adicionava-se a esse sentimento a certeza de que o tempo limite para o doutorado não me permitia parar e examinar cada fonte como desejaria e que muitas vezes me distraía, então caminhei tomando sempre como referência o objeto de estudo. Mas, se instaurou em mim um forte desejo de continuar depois do cumprimento das obrigações com essa tese a
mergulhar, por meio do estudo, nessa vastidão e, quem sabe perder-me.
A primeira dimensão que me chamou a atenção foi a do indivíduo-coletivo que participou dessa criação multidimensional dos Conselhos Escolares na RMEN, com a sua egomobilização. Ela começou a ser percebida a partir da fala do entrevistado nº 1.
Ele afirmou que havia renunciado à sua candidatura à presidência da União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas de Natal (UMES/Natal), por causa de uma divergência que teve com os seus colegas de chapa. Essa fala dele me fez despertar para o detalhe de que a vontade do indivíduo também direciona a sua decisão de participar ou não de uma determinada causa social.
Com esse depoimento, compreendi que não são apenas as determinações coletivas, mas também o seu egocentrismo, como Morin (2002) o define, que carrega a possibilidade de colaborar no desenvolvimento de um fenômeno humano.
O entrevistado nº 01, afirmou categoricamente:
Eu discordei dos meus colegas. Porque a gente pensava numa chapa de unidade, mas os colegas queriam que a chapa de unidade fosse o presidente e o vice, nossos. E os outros cargos é que a gente discutiria com os outros.
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Aí eu disse: Não! Assim não. Aí eu saí da candidatura à presidente. (Entrevistado nº 1)
(...) Eu fiquei muito insatisfeito com todo o processo, me afastei. Continuei no congresso e fui até o final do congresso, mas me afastei muito da UMES. Mas não tinha como me afastar do movimento, porque eu estava na presidência do Grêmio Djalma Maranhão, nessa época a gente já tinha transformado, depois do congresso, e aí eu tinha que manter essa relação com a entidade que nos representava ao nível de cidade, que era a UMES. Então não tinha como me isolar. (Entrevistado n.º 1)
É interessante se perceber que dentro de um contexto da Mobilização Social dos estudantes para reconstruir a UMES/Natal, fato que se deu durante os dias 12 e 13 de outubro de 1985, um candidato à primeira diretoria renuncia porque não concordou com a condução das negociações dos seus colegas de chapa, para o pleito.
A sua vontade pessoal egocêntrica, diante de uma discordância com a maioria do grupo político, ao qual estava integrado, o fez seguir na direção da renúncia, mesmo sabendo que a sua participação era importante naquele contexto histórico. A sua permanência no movimento da entidade estudantil demonstra como ele conseguia valorizar a importância daquele momento histórico de retomada dos grêmios livres, mas define ainda mais que a sua vontade era um fator importante para a sua participação.
Aqui se evidencia que os conflitos interpessoais são fenômenos importantes dentro de Mobilizações Sociais que compõem as tensões entre grupos de seres humanos que constroem as relações na sociedade em que vivem e no Estado que tenta ordenar, controlar esses mesmos indivíduos/coletivos.
O entrevistado nº 2 também nos ofereceu algumas informações do que movia a sua vontade individual para se envolver na mobilização promovida pela UMES/Natal e incentivada pelas ações significativas dos grupos de jovens católicos liderados por Padre Sabino Gentilli, em Natal. Veja uma delas em que ele afirma:
Tinha uma revista chamada Mundo Jovem. (...) A primeira ideia era ser padre, mas não tinha vocação mesmo, né. Aí quando eu via a Mundo Jovem, nós líamos todo sábado na reunião dos jovens e era o texto que debatíamos nas reuniões. Aí quando eu via aquilo eu dizia: eu quero fazer isso! Eu quero escrever, conscientizar. Eu quero escrever para as pessoas para passar informação de verdade para as pessoas. Para romper com o que a mídia diz. (Entrevistado nº 2)
(...) Porque a gente tinha aí a Globo, já aquela época, ela dizendo que tinha uma democracia, pois, a ditadura militar dizia que era democrática.
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Impressionante que eles diziam isso, como hoje os golpistas dizem que não tem golpe. Negar o óbvio é uma das características do processo ideológico. Eu tinha esse vínculo com o movimento estudantil, mas o meu coração e a alma foram para o movimento, na época, religioso mesmo, o movimento da igreja progressista. (Entrevistado nº 2)
No caso do segundo entrevistado nós percebemos que a revista Mundo Jovem o fez despertar para a importância da comunicação, durante as suas vivências no movimento estudantil. Esse contexto fez com que a sua mobilização fosse ativada e alimentada, tendo como os elementos mais fortes as ideias que eram veiculadas dentro do movimento da igreja católica progressista. No caso dele, em especial, a teologia da libertação.
Esse indício aponta na direção de compreender que o ser humano precisa ser ativado na sua individualidade, na sua vontade, para poder, a posteriori, participar ou engajar-se em alguma Mobilização Social. O seu egocentrismo também está presente nas decisões que ele toma na hora de participar ou não de uma determinada Mobilização Social.
O entrevistado nº 3 também apresentou um aspecto que o fez decidir por integrar a Mobilização Social dos educadores e estudantes na RMEN. Ele apontou que o modelo de gestão da Educação, nos idos do final da década de 1970 e início da de 1980, era muito centralizadora e com a intervenção das forças políticas que indicavam os gestores das escolas públicas.
Nesse sentido, ele entrou na Mobilização Social para promover a mudança para um modelo de gestão democrático, que valorizava a participação de todos os integrantes da comunidade escolar. Nesse sentido ele vai afirmar que:
Esse momento que você traz à tona, nos seus estudos, ele foi um momento extremamente efervescente, não só na vida do país, mas nas nossas vidas também. Nós estávamos vivendo um processo de abertura política, de retomada da discussão de uma democratização social que, ainda muito inicial, muito incipiente, de reação a todo estado autoritário que nós vivíamos com a ditadura militar, que a partir do início da década de 1980 começou a ser já, de certa forma, desconstruída e revista, na perspectiva das formas autoritárias de implantação do poder. (Entrevistado nº 3)
Aqui o interesse pessoal dele era de participar da construção de uma proposta de gestão participativa, em que o modelo centralizador e autoritário do governo civil- militar fosse substituído por um democrático. Mas em todos eles eu identifiquei os interesses do indivíduo tensionados pelo coletivo. Por isso não há como separar o indivíduo do coletivo, daí porque usarmos a expressão indivíduo-coletivo.
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Essas falas evidenciam para mim que que dentro dos interesses dos grupos que participaram dessa Mobilização Social, na sua diversa coletividade de indivíduos, há em cada um desses indivíduos-coletivos interesses pessoais que de modo conflituoso se misturam para compor as ideias dominantes do coletivo.
O entrevistado nº 2 coloca interesses bem pessoais na sua mobilização em participar. Ele disse:
Eu lembro que uma coisa que eu gostava muito, na época, eu era estudante, era quando eu abria o jornal no outro dia, eu aparecia nas fotos. Eu achava aquilo muito revolucionário. Ter estado nas passeatas. Porque assim, quando eu comecei as professoras diziam para mim: Olhe! Você saia disso! Porque depois você vai ser perseguido. Os líderes fogem e só sobra para os pequenos. Coitada, a professora não sabia que os líderes é que morriam primeiro, no período da ditadura. Então a gente participava das manifestações dos professores. E estava sempre presente, tinha as passeatas e tal. E eu ia para as passeatas da UMES. (Entrevistado n.º 2)
O fato do registro fotográfico dar um incentivo a ele de continuar se motivando no seu processo individual de participação, na mobilização, evidencia como é complexo e diverso o que leva o indivíduo com ele mesmo, ou seja, na sua egocentricidade, a se engajar numa Mobilização Social e o que faz ele permanecer nela.
É obvio que esse entrevistado nº 2 não tinha só essa motivação, mas ela também existe e faz parte do processo interior de cada indivíduo. Ele consegue, inclusive, superar o medo que surgia a partir da fala de algumas professoras, preocupadas com o risco de morte que eles estavam correndo.
As evidências são indicativas da perspectiva de existir uma tensão dialética permanente entre as ideias, os interesses e as vontades do indivíduo e as ideias, e interesses que são compostas no coletivo humano, nessa Mobilização Social de educadores e estudantes da RMEN. Isso nos coloca a evidência de que uma análise histórica das construções políticas da humanidade precisa contemplar essa tensão para chegarem a um estudo mais aprofundado da vastidão complexaque constitui o fenômeno sócio-histórico.
Foi a partir dessas falas que a pesquisa foi me desvelando que nesse Mobilização Social de educadores e estudantes, das escolas públicas da RMEN, existia algo a mais do que só as múltiplas determinações históricas da coletividade de seres humanos que integravam as instituições envolvidas nessa Mobilização Social. Não só as questões de ordem político-econômica, culturais. Era preciso se observar
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também a dimensão do indivíduo-coletivo, na dinâmica dialética do fenômeno social concebido.
Essas evidências que surgiram me fizeram compreender uma ideia, a de que há uma participação da vontade e do interesse dos indivíduos-coletivos na construção dos destinos dessa Mobilização Social, em Natal. Essa evidência engendrou a criação de uma palavra para denominar essa dimensão percebida por mim, no fenômeno estudado. Criei então a palavra egomobilização para expressar a noção que surgia no meu pensamento sobre a participação egocêntrica do indivíduo- coletivo.
Egomobilização significa, portanto, a vontade e interesse do eu humano que participou e se integrou e entregou-se com todo o corpoa essa Mobilização Social na RMEN. Na egomobilização o prefixo ego significa a compreensão que essa palavra apresenta na interpretação filosófica, ou seja, o eu de cada humano. Aquilo que caracteriza a personalidade de cada indivíduo e o coloca na ocupação de um lugar central, que exclui qualquer outro deste lugar (MORIN, 2002).
Nesse sentido, a egomobilização é a vontade e o interesse do eu de cada um que se expressou, que decidiu, que participou, que se engajou e em alguns momentos se distanciou da Mobilização Social que estudei.
A vontade e o interesse dos indivíduos, aqui ouvidos, também direcionaram a sua participação nessa Mobilização Social de educadores e estudantes. Mas, sem a ativação dessa egomolização dos indivíduos para a participação, dificilmente eles decidiriam engajar-se em alguma Mobilização Social. É no embate dialético dos interesses e das vontades individuais-coletivas, diante do(s) de grupo(s) que constituam uma mobilização de seres humanos, que a síntese impermanente do coletivo de uma Mobilização Social irá se compondo e recompondo, ao longo do tempo histórico.
Uma outra noção que a pesquisa me possibilitou a partir das fontes, foi a de que o Estado, nas suas três dimensões: federal, estadual e municipal, é uma teia social de relações humanas e de grupos organizados, que através dos conflitos sócio- político-econômico-culturais, buscam a hegemonia nesse lugar histórico.
Essa percepção no que diz respeito ao ente municipal, que estudamos com mais rigor, emergiu quando o entrevistado nº 3 colocou a realidade dos conflitos que existiram dentro da Mobilização Social, vivida por todos os integrantes das
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associações, entre as associações e os integrantes da equipe da Secretaria de Educação de Natal. A respeito disso, ele disse que essa relação:
(...) Não foi fácil. Nós tivemos conflitos com a própria secretaria, na perspectiva que nós defendíamos uma paridade, que em todas as comissões nós tivéssemos uma paridade nas representações dos membros das associações e os membros da secretaria. Então, se tivéssemos dez membros da secretaria, teríamos dez membros das entidades. E isso era sempre ponto de conflito. Porque existia sempre a divergência em relação à essas questões. E a própria necessidade de incorporação desse novo conceito, dessa nova perspectiva, dessa nova dinâmica em relação à própria institucionalização da escolha dos dirigentes escolares, que deixavam de ser indicados pelas forças políticas (vereadores etc.), para serem escolhidos pela comunidade escolar. (Entrevistado nº 3)
Fica evidenciada a complexidade dessas negociações, num tempo histórico em que se buscava transcender uma cultura de gestão pública autoritária, clientelista, por uma possibilidade de se implantar uma cultura de gestão colegiada, em que existisse a paridade, ou seja, que as instituições estudantis e dos educadores partilhassem com os membros da Secretaria de Educação o poder de decidir sobre os rumos da educação em Natal.
Talvez, os profissionais da secretaria se encontrassem em processo de transição, do modelo autoritário instaurado pela ditadura civil-militar para uma retomada de sua característica dialógica que a estruturava antes desse golpe.
Essa transição implicava em uma reaprendizagem e, talvez essa perspectiva de reaprender explique os motivos pelos quais o debate da paridade entre representantes das instituições e membros da secretaria estivesse no centro dos conflitos. Importante observar que os conflitos desdobravam dentro das próprias instituições, uma vez que a escolha das pessoas que representariam as instituições não devia ser algo tranquilo, pois no interior dessas instituições se instauram conflitos de interesses de indivíduos ou de grupos.
Para além dos interesses e conflitos existentes entre as instituições que constituíam a Mobilização Social e a secretaria de educação, a luta pelas eleições diretas para diretor, vice-diretor e a criação dos conselhos escolares ativava conflitos que extrapolavam o âmbito das escolas, porque com a participação dos integrantes da comunidade escolar escolhendo os gestores da sua escola, por meio de eleições diretas, diminuía a influência político-partidária dos vereadores da cidade, que tentavam permanecer definindo quem seriam os diretores das escolas da RMEN.
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Nessa perspectiva, em que prevalecia os interesses de indivíduos e partidos políticos, podemos observar com o depoimento do entrevistado nº 2, que:
Um dos grandes empecilhos disso daí era a gestão escolar. A gestão escolar que era moeda de troca eleitoral. Se botava quem quisesse, com todas as consequências para o profissional, profissionais perseguido nas escolas. Os interesses daquele deputado que indicou, seja lá qual que indicou para aquela escola, sendo colocados em primeiro lugar. A organização do movimento sindical, dentro das escolas, recebendo uma oposição frontal, porque o diretor não tinha interesse de fazer isso, então começa a ficar bastante óbvio que é necessário democratizar esse processo. (Entrevistado nº 2)
Conforme esse depoimento, nos é possível compreender que existia um clientelismo e, que ele constituía um modelo de gestão centralizador, que tendia a atender aos interesses das lideranças políticas partidárias, o que promovia conflitos de toda ordem no interior da escola, uma vez que a direção não era dada pelas necessidades educacionais, mas pelos interesses de quem indicava o diretor e vice- diretor daquela unidade de ensino.
Dentro dessa configuração marcada pelas disputas políticas, no momento histórico em que se buscava definir o rumo político e educacional para a Rede Municipal de Ensino de Natal, localizamos um outro conflito. Trata-se, do conflito que existia entre os próprios participantes das associações por questões de gênero.
A APRN era quantitativamente maior no seu número de associados do que a ASSOERN e a ASSERN, por exemplo. Além de ser liderada e dirigida por homens, enquanto as duas serem lideradas e dirigidas por mulheres. O entrevistado nº 3 evidenciou esse conflito, vejamos o que ele nos disse:
A APRN já era uma associação muito masculina. Era Júnior Souto, era Chagas, antes era Antenor. Lembra de Antenor? Foi o presidente em que teve o momento da ruptura na APRN. E nós tínhamos muitos embates com esses colegas sobre a afirmação da participação da mulher no próprio movimento. Isto também não foi fácil. (Entrevistado nº 3)
É importante podermos vislumbrar a riqueza de dimensões que estão envolvidas em um acontecimento histórico complexo, como esse. O entrevistado nº 3 irá dizer que a afirmação da participação da mulher no próprio movimento, não foi
fácil, ou seja, a condição de gênero permeou a construção das ideias e decisões
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Esse conflito de gênero marcava de modo contraditório a associação que liderava o Movimento, ou seja, a APRN que era constituída essencialmente por professoras, encontrava-se sob a liderança majoritária dos homens.
Mas, além do que já foi colocado acima, o entrevistado nº 3 também falou de outra dimensão dos conflitos que estavam envolvidas nessa Mobilização Social. Ele disse que:
Foram momentos de muitas tensões com a categoria. Momentos em que nós considerávamos que era fundamental que tivéssemos paralizações nas escolas, aí os educadores não paravam. Eu lembro de um momento, não sei se foi da eleição de diretores ou do estatuto do magistério, em que o professor Luiz Eduardo, depois a gente fez as pazes, mas na época ele disse para Mineiro: Eu não quero que Márcia participe mais! Porque a gente tinha, inclusive em relação a construção das tabelas e de como iam ser considerados os especialistas. Por exemplo, até a gente conseguir que os especialistas fossem considerados também como pessoal do magistério, eles só queriam que os professores fossem considerados como do magistério. E foi uma luta grande! Nós perdemos várias batalhas, até vencermos a luta. Para considerar e butar no estatuto que o pessoal do magistério eram todas aquelas carreiras definidas. Porque nós trazíamos aí uma outra discussão, que era a própria noção de docência, que não só à docência de sala de aula, mas a docência como a organização do trabalho pedagógico, mais amplo.