• Aucun résultat trouvé

Différents types de sel consommé

Chapitre II: Les troubles dus à la carence en iode et les moyens de luttes

ENFANT- ADOLESCENT

2. Les moyens de lutte contre les TDCI

1.3. Différents types de sel consommé

Alguns autores têm condenado a prática da Educação Física vinculada apenas a uma parcela da cultura corporal, os esportes coletivos, es-

pecialmente aqueles mais praticados no Brasil: futebol, voleibol e basquetebol. Discutindo este tema Betti (1995) pergunta: tendo em vista que os currículos das escola de Educação Física incluem disciplinas como dança, capoeira, judô, atividades expressivas, ginástica, folclore e outras, como explicar a pouca utilização destes conteúdos? A autora levanta as seguintes possibilidades para tal fato: Falta de espaço, de motivação, de material? Comodismo? Falta de aceitação destes conteúdos pela sociedade? Ou será que os professores desenvolvem somente os conteúdos com os quais têm maior afinidade?

Segundo Kunz (1989), o esporte como conteúdo hegemônico impede o desenvolvimento de objetivos mais amplos para a Educação Física, tais como o sentido expressivo, criativo e co-municativo.

As possibilidades de ampliar as práticas cor- porais/na escola têm sido preocupação de diversos estudos. Alguns foram orientados por mim, como trabalhos de final de curso de graduação. Podemos citar: "O futebol feminino nas aulas de Educação Física escolar" (Souza Jr., 1991), "Atividades rítmicas e expressivas para alunas do magistério" (De Ávila, 1995), "O judô nas aulas de Educação Física escolar" (Mathias, 1995) e, finalmente, "A prática da ginástica aeróbia nas turmas mistas" (Ventura, 1996). Outros autores buscaram ampliar o leque de atividades corporais na escola; por exemplo, Tavaler (1995) propõe a prática do Tai-chi-chuan, Souza (1994) a dança afro eVolp (1994) a dança de salão.

Além do judô, das atividades expressivas e rít- micas, da dança de salão, da ginástica aeróbia, da dança afro, do Tai-chi-chuan, observamos o professor 3 trabalhando com capoeira e lutas. Os resultados desses estudos procuraram investigar a possibilidade desses conteúdos serem imple-

Procedimentos, Avanços e Dificuldades dos Professores de Educação Física Formados numa Perspectiva Científica 73

mentados nas aulas de Educação Física escolar; os resultados mostraram que essas atividades são possíveis de serem implementadas e bastante apreciadas pelos alunos.

Do mesmo modo, Betti (1995) observa que, na análise do discurso dos alunos de Educação Física do primeiro grau, eles reclamam por conteúdos mais diversificados.

Os resultados desse trabalho mostraram que os conteúdos parecem restringir-se à prática, ora cia ginástica como forma de aquecimento, ora aos fundamentos e ao jogo esportivo propriamente dito. Ficam, desta forma, ausentes das aulas de Educação Física as experiências vinculadas às atividades rítmicas, às expressivas e às da cultura popular, restringindo, sobremaneira, as possibilidades de um trabalho corporal mais amplo. É preciso ressaltar que todas essas atividades fazem parte do currículo do curso de formação em Educação Física, todavia, não com a mesma ênfase que as disciplinas de cunho esportivo.

Por que, então, outros conteúdos não comparecem no ensino de 1.° e 2.° graus? Uma das razões foi aventada anteriormente: os professores experimentaram por mais tempo e provavelmente com mais intensidade as experiências esportivas.

Além disso, Lovisolo (1995) argumenta, com base num amplo levantamento de opinião, que a comunidade entende Educação Física na escola a partir justamente destes dois fenômenos sociais: o esporte e a ginástica. Um resultado do seu trabalho, que chama atenção para as dificuldades de efetuar mudanças de conteúdo, refere-se ao fato de que a maioria dos responsáveis (54%) não vêem diferença entre Educação Física e esporte; apenas 12,8% dos alunos conseguem diferenciar as duas áreas.

O impacto da mídia sobre a escolha dos conteúdos e sobre a forma como eles são transmitidos também não pode ser despreza-

do. Em um dos poucos ensaios existentes sobre o tema, mídia e Educação Física, Kenski (1995) avalia que o esporte é um ótimo investimento, já que o espetáculo é fácil de ser produzido, os cenários e atletas já estão preparados e custa pouco para os investidores. A autora afirma que:".. .para a televisão, e para a mídia em geral, o esporte é uma fonte ines- gotável de notícias, de público e de lucro" (p. 1 31). Sobre o impacto da televisão na vida das pessoas, a autora afirma:

"... a penetração da televisão é uma característica do estágio atual da civilização e precisa ser compre- endido como realidade com a qual se tem que convi- ver, não a aceitando incondicionalmente, mas se posicionando e procurando aproveitar da melhor for- ma possível a nova realidade em benefício dos ideais profissionais que merecem ser mantidos"(p. 131).

Em nossos dias foi observado este fenômeno: até recentemente o futebol era um jogo praticado apenas por homens. A televisão, em 1994, passou a exibir jogos de futebol feminino, provavelmente por razões de ordem econômica, sem intenções de diminuir as práticas sexistas nas aulas de Educação Física. Não obstante, os seus efeitos foram extremamente positivos. Hoje é possível observar uma prática bastante acentuada do futebol feminino nas diferentes classes sociais. A mídia, e especificamente a televisão, pode contribuir (como pode atrapalhar) para o desenvolvimento de propostas mais adequadas da Educação Física na escola; é preciso que o profissional reconheça o seu papel e o veja criticamente.

E Kenski (1995) quem nos auxilia na reflexão sobre a prática de alguns esportes em detrimento de outros quando lembra que nem todos os esportes têm o mesmo tempo de televisão:

"Por ser um tipo de programação altamente ren- tável, os campeonatos e competições dos esportes mais populares são alvo de uma competição para-

leia, entre as redes de televisão, na luta pela obtenção dos direitos de transmissão dos eventos. Criam-se assim hierarquias em que se privilegiam de- terminados tipos de modalidades esportivas e seus respectivos campeonatos e alguns outros esportes, menos nobres, que não são sequer mencionados pela Televisão"(p. 131).

Quais esportes são mais valorizados pela mídia, em termos de quantidade de horas de transmissão e em termos qualitativos, como o horário e o canal de vinculação? A ênfase é sobre a transmissão de jogos de futebol, voleibol e, em alguns casos, de basquetebol profissional dos Estados Unidos. E são justamente estes que são implementados com maior facilidade pelos professores.

Não se trata, como ressalta Castellani Filho (1993), de desconsiderar o esporte como conteúdo da Educação Física escolar, mas reconhecer o esporte "como uma prática social, resultado de uma construção histórica que, dada a significância com que marca a sua presença no mundo contemporâneo, caracteriza-se como um dos seus mais relevantes fenômenos sócio-culturais" (p. 13), mas não o único.