D. Concurrences et influences
2. Les autres types d’outils : du collaboratif web aux plateformes gratuites
Como não existe norma que recomenda ensaio de índice de absorção de água, foi utilizado a NBR 15270-1 (2005) e a NBR 15270-3 (2005). Então, o índice de absorção utilizado não deve ser inferior a 8% e nem superior 22% (NBR 15270-1, 2005). Foram analisados 6 corpos de provas de cada uma das três indústrias, e todos os tijolos não apresentaram valores abaixo do índice mínimo recomendado.
A Figura 71 ilustra o gráfico do índice de absorção de água dos seis blocos ensaiados das três cerâmicas em análise. A linha vermelha representa o limite máximo do índice de absorção de 22 %. 90 57 190 90 90 190 LARGURA (mm) ALTURA (mm) COMPRIMENTO (mm)
Figura 71 – Índice de absorção da água
Fonte: Autoria própria, 2017.
Ao analisar a Figura 71, observa-se que das três empresas estudas, somente a Cerâmica 2 apresenta em todas as 6 amostras índice de absorção de água superior ao máximo de 22%. Assim, a média do índice encontrada desta cerâmica é de 27,80%, sendo o maior índice de 28,51% e o menor de 26,67%.
Os tijolos das outras cerâmicas apresentam índices abaixo do máximo, ou seja, o índice de absorção das Cerâmicas 1 e 3 estão de acordo com a NBR 15270-1 (2005). O menor índice é de 17,59% da Cerâmica 3. Esta também apresenta média do índice de 18,95% e o maior índice 20,81%.
A Cerâmica 1 apresenta a maior linearidade no índice de absorção, variando do menor índice de 20,17% ao maior de 20,70%, além de apresentar a média de 20,29%.
4.2.3 Resistência à compressão
A resistência à compressão mínima dos tijolos maciços cerâmicos deve ser verificada em relação a categoria, conforme a tabela 3. Para este estudo foi escolhido a categoria C.
Tabela 3 – Resistência mínima à compressão em relação à categoria
Fonte: Adaptado NBR 7170, 1983. A 1,5 B 2,5 C 4,0 RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO (MPa) CATEGORIA
A Figura 72 ilustra o gráfico das resistências à compressão dos 13 corpos de provas das três olarias em análise.
Figura 72 – Resistência à compressão
Fonte: Autoria própria, 2017.
Conforme a Figura 72, todas as amostras apresentam resistência à compressão acima do mínimo de 4 MPa. A Cerâmica 1 apresenta o menor valor de resistência de 4,89 MPa e têm como média 10,04 MPa.
O maior valor de resistência à compressão é de 15 MPa e ocorre na Cerâmica 3 e esta apresenta a média de 11,62 MPa. Já a Cerâmica 2 apresenta a maior linearidade em todos os corpos-de-prova, variando de 5,11 MPa à 10,3 MPa.
5 CONCLUSÕES
O estudo procurou evidenciar a qualidade dos tijolos maciços cerâmicos e os blocos cerâmicos de vedação 6 furos fabricados na região da Grande Santa Rosa – RS, na maioria das cerâmicas o processo de fabricação ocorre de maneira artesanal, adotando como referência as exigências e técnicas mínimas que estão contidas na Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Com isso, percebeu-se que a falta de mão-de-obra especializada implica diretamente nos pouquíssimos cuidados com os métodos e procedimentos da indústria. Além disso, a caracterização, o sazonamento da matéria-prima (argila), o controle da unidade de pressão e extrusão, a temperatura e umidade residual dos artefatos, quando sai do secador e da queima, acaba ocasionando produtos com menor qualidade. Sem a realização de todos os passos e cuidados, não ocorrer o mínimo controle no processo de produção.
Vários problemas poderiam ser resolvidos se ocorresse um acompanhamento técnico para, assim, garantir a padronização e normatização dos produtos. As indústrias cerâmicas estão inseridas em um mercado cada vez mais acirrado e a falta de utilização de controle e padrões tendem a comprometer o produto final.
Além disso, fatores como a exposição excessiva ao calor de queima, em fornos tradicionais pode influenciar diretamente nas características físicas e mecânicas dos tijolos e blocos, podendo, assim, ocasionar diferenças significantes entre os corpos-de-prova analisados, dependendo do tempo e da temperatura que foram expostos durante o processo de queima.
Ao acompanhar o processo de produção das olarias da região, percebeu-se que a empresa que possui toda a estrutura de produção automatizada apresentou os melhores resultados, em praticamente todos os ensaios realizados. Além disso, esta também possui um responsável técnico especializado e busca constantemente por novas tecnologias para inserir no processo de produção, até mesmo na preparação da argila com o sazonamento, a mistura de vários tipos de argila e a adição de resíduos para melhorar a qualidade final das peças.
É de suma importância que os responsáveis técnicos da construção civil exijam das empresas fornecedoras de tijolos e blocos, materiais com qualidade comprovada por meio de análises técnicas, para assim reduzir futuros problemas de patologias nas edificações, pois um milheiro (1.000 tijolos ou blocos) não conformados devidamente pode comprometer a segurança estrutural de um edifício em alvearia.
5.1 BLOCOS CERÂMICOS DE VEDAÇÃO
As análises dos resultados e de observação dos ensaios realizados no presente trabalho levaram a conclusão que os blocos cerâmicos de vedação 6 furos produzidos na região da Grande Santa Rosa – RS estão em conformidades com a norma em, praticamente, todos os ensaios verificados. Assim constatou-se que:
Em consideração a análise das dimensões, as Cerâmicas 3 e 5 apresentaram os valores médios em largura, altura e comprimento dentro do tolerado pela norma. Já a Cerâmica 4 apresenta valores acima do tolerado.
Para a espessura das paredes externas e do septo todas as empresas apresentaram valores acima do mínimo recomendado, ou seja, estão de acordo com a norma.
Na planeza das faces somente a Cerâmica 4 apresentou quatro corpos-de-prova com valores acima do recomendado pela norma de 3 mm. A mesma cerâmica foi a única que obteve desvio em relação ao esquadro maior que o máximo prescrito pela norma, também em 4 amostras.
A Cerâmica 5 apresentou índices de absorção de água, em todas as amostras, acima do limite de 22%, variando de 25% a 28,39%. As outras cerâmicas obtiveram índices abaixo do limite.
Em relação a resistência, a Cerâmica 3 obteve 2 valores abaixo de 1,5 MPa, encontrado nas amostras 1 e 5, sendo 1,38 MPa e 1,39 Mpa, respectivamente. A maior média de resistência é da Cerâmica 4, sendo de 2,95 MPa.
5.2 TIJOLOS MACIÇOS CERÂMICOS
Em relação as análises das observações e resultados dos ensaios efetuados neste trabalho levaram a constatação que os tijolos maciços cerâmicos produzidos na região da Grande Santa Rosa – RS estão dentro do recomendado por norma em, aproximadamente, todos os ensaios realizados. Assim, pode-se concluir que:
Em relação a análise das dimensões, todas as empresas apresentaram medidas médias de largura e comprimento superiores a tolerância. Somente a altura encontra-se dentro do tolerado, também em todas as cerâmicas.
A análise do índice de absorção da água, a Cerâmica 2 obteve, em todas as amostras, valores acima do máximo permitindo de 22%, variando de 26,67% a 28,51%.
Todas as cerâmicas apresentaram valores de resistência à compressão acima de 4 MPa, classificando os corpos de prova da categoria C. A Cerâmica 3 obteve o maior valor de resistência de 15 MPa. Já a Cerâmica 1 apresentou a menor resistência de 4,89 MPa.