Première partie : acquérir, développer, grandir
7. Turn-‐taking : la régulation des tours de parole
A Farmácia Comunitária, dada a sua acessibilidade à população, é uma das portas de entrada no sistema de saúde. Este é um espaço caracterizado pela prestação de cuidados de saúde de elevada diferenciação técnico-científica, de forma a servir a comunidade, e sempre com o maior nível de qualidade possível. Neste local são realizadas diversas atividades dirigidas quer para o medicamento quer para o doente, sendo necessária uma estrutura adequada que inclui instalações, equipamentos e fontes de informação apropriadas para que o Farmacêutico enquanto profissional de saúde possa cumprir todas as suas funções [3].
2.1. Localização e caracterização da Farmácia Pedroso
A Farmácia Pedroso (FP), atualmente localizada em instalações provisórias na rua Ginásio Clube, devido à renovação da sua sede original, tem as suas instalações fixas situadas na rua Comendador Campos Melo, em pleno centro histórico da cidade da Covilhã. Fundada em 1983, a sua longevidade permite-lhe ter um grande número de utentes “habituais” que se deslocam periodicamente à Farmácia, beneficiando em grande parte do atendimento no seu aspeto humano e permitindo o acompanhamento clínico do utente.
A FP encontra-se aberta de segunda a sexta-feira entre as 9 e as 19 horas e aos sábados entre as 8 e as 13 horas, cumprindo desta forma o período de funcionamento semanal mínimo das farmácias comunitárias exposto no Artigo 2º da Portaria n.º 31-A/2011, de 11 de Janeiro de 2011, emitida pelo Ministério da Saúde [6]. A Farmácia realiza serviços em regime de rotatividade e, nestas ocasiões, está aberta ininterruptamente durante 24 horas, funcionando desde as 9 horas da manhã do dia de serviço até às 9 horas da manhã do dia seguinte.
2.2. Organização do espaço físico e funcional da Farmácia Pedroso
2.2.1. Espaço Exterior
A organização do espaço exterior da FP está de acordo com o referido nas Boas Práticas Farmacêuticas (BPF) para a Farmácia Comunitária: “As farmácias devem ter um aspeto exterior característico e profissional, devendo ser facilmente visíveis e identificáveis” [3], existindo para tal uma cruz verde luminosa colocada perpendicularmente à sua fachada. As duas montras presentes são utilizadas, por exemplo, para a divulgação de vários produtos de parafarmácia e cosmética, sendo importante a sua renovação de acordo com a sazonalidade. Na porta da Farmácia pode ser consultado o seu horário de funcionamento e a indicação das farmácias que se encontram em serviço de atendimento permanente no concelho. A identificação da Propriedade e Direção Técnica pode ser observada logo na entrada do estabelecimento. A Farmácia possui também um postigo de atendimento, especialmente
importante para a segurança dos profissionais e medicamentos durante o serviço noturno [3].
2.2.2. Espaço Interior
As farmácias necessitam de satisfazer diversas exigências quanto às áreas mínimas obrigatórias descritas no Decreto-Lei (DL) n.º 307/2007, de 31 de Agosto, devendo existir as seguintes áreas: sala de atendimento ao público, armazém, laboratório e instalações sanitárias [7]. Como já referido, a FP encontra-se atualmente em instalações provisórias, no entanto, o espaço foi adaptado, o melhor possível, de forma a satisfazer as necessidades existentes. Assim, o espaço físico interior da FP é constituído pela zona de atendimento ao público, gabinete de atendimento reservado, zona de armazenamento, zona de receção e verificação de encomendas, zona de repouso, armazém, instalações sanitárias, vestiário e o escritório, onde é realizada toda a contabilidade e atividade administrativa da Farmácia.
Na zona de atendimento, onde se esclarece e apoia o utente e se dispensam os produtos, podemos encontrar os balcões de atendimento, vitrinas para a exposição de diversos produtos, balança para a determinação do peso corporal, altura e índice de massa corporal (IMC) e algumas cadeiras para que os utentes, particularmente os idosos, possam repousar. O gabinete de atendimento reservado é um local essencial para os utentes que exijam maior atenção a diferentes níveis. O utente é dirigido para este local quando a comunicação de forma confidencial é necessária, cumprindo o exposto nas BPF para a Farmácia Comunitária [3]. É também neste local que é realizado o controlo de vários parâmetros bioquímicos e fisiológicos como a glicémia ou a medição da pressão arterial.
Na zona interior, restrita ao público, encontram-se: as áreas de arrumação dos diversos produtos, constituídas por prateleiras, móveis com “sistema de gavetas” e frigorífico; uma área de armazém para a arrumação de produtos para posterior reposição; e ainda uma pequena área onde é efetuada toda a gestão de encomendas. A Farmácia está também devidamente equipada com um sistema informático, que inclui o software Sifarma 2000, e que serve de apoio às diferentes áreas.
2.2.3. Recursos Humanos
A equipa da FP é constituída pelo Diretor Técnico e Proprietário da Farmácia, uma Farmacêutica adjunta, uma Farmacêutica, três Técnicos de Farmácia, dois Caixeiros, uma Técnica de Informática, uma Auxiliar de Higiene e Manutenção e uma Enfermeira, presente na FP uma hora, todos os dias. Cumprindo o exposto no Artigo 32º do DL n.º 307/2007, de 31 de Agosto, “O pessoal que desempenha funções de atendimento ao público nas farmácias [está] devidamente identificado, mediante o uso de um cartão, contendo o nome e o título profissional” [7]. Todos os profissionais mantêm entre si uma ótima relação, cultivando um espírito de equipa, solidariedade e auxílio mútuo, respondendo às necessidades dos utentes e contribuindo para a melhoria da saúde da população. É importante, no entanto, que as atividades específicas que são exclusivas dos farmacêuticos estejam claramente definidas, ou seja, o contacto com outros profissionais de saúde, o controlo de psicotrópicos e
estupefacientes, a cedência de medicamentos, o seguimento farmacoterapêutico, o contacto com os centros de informação do medicamento, a gestão da formação dos colaboradores e a gestão de reclamações [3].
Por outro lado, ao Diretor Técnico compete: assumir a responsabilidade pelos atos farmacêuticos praticados na Farmácia; garantir a prestação de esclarecimentos aos utentes sobre o modo de utilização dos medicamentos; promover o uso racional do medicamento, assegurar que os medicamentos sujeitos a receita médica (MSRM) só são dispensados aos utentes que a não apresentem em casos de força maior, devidamente justificados; manter os medicamentos e demais produtos fornecidos em bom estado de conservação; garantir que a Farmácia se encontra em condições adequadas de higiene e segurança; assegurar que a Farmácia dispõe de um aprovisionamento suficiente de medicamentos; zelar para que o pessoal que trabalha na Farmácia mantenha, em permanência, o asseio e a higiene; verificar o cumprimento das regras deontológicas da atividade farmacêutica; e assegurar o cumprimento dos princípios e deveres previstos na legislação que regulamenta a atividade farmacêutica [7].
2.3. Informação e Documentação Científica
O Farmacêutico, enquanto profissional de saúde ao serviço da população, deve preocupar-se não apenas com a correta dispensa do medicamento, mas também com a transmissão de informação correta e fidedigna, respondendo a todas as dúvidas colocadas pelo utente, de forma clara e esclarecedora. No entanto, tendo em conta a vasta informação existente é importante que o Farmacêutico saiba selecionar aquela que melhor satisfaz as suas necessidades e a que maior credibilidade e qualidade oferece, sendo essencial o acesso a literatura atualizada quer em suporte informático quer em papel.
Segundo a Deliberação n.º 414/CD/2007, de 29 de Outubro, os documentos que a Farmácia deve dispor obrigatoriamente nos termos do DL n.º 307/2007, de 31 de Agosto, são a Farmacopeia Portuguesa (FPa) e o Prontuário Terapêutico [7, 8]. Além destes documentos, estão também disponíveis na FP muitos outros como o Guia Nacional de Medicamentos, o Índice Nacional Terapêutico, o Simpósio Terapêutico, o Código Deontológico da Ordem dos Farmacêuticos, os Estatutos da Ordem dos Farmacêuticos, o Formulário Galénico Português (FGP), as BPF e o Martindale. Estão também disponíveis publicações que são recebidas periodicamente na FP como a revista da Ordem dos Farmacêuticos, o Boletim do Centro de Informação sobre medicamentos (CEDIME) ou o Boletim Terapêutico do INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde I.P.).
Existem ainda algumas estruturas de apoio como o Centro de Informação de Medicamentos (CIM) da Ordem dos Farmacêuticos ou o CEDIME, pertencente à Associação Nacional das Farmácias (ANF), que podem fornecer informação importante em tempo útil. Para além disso, o software utilizado na FP, o Sifarma 2000, é também uma fonte de informação facilmente acessível. Este programa possui diversas informações relativas ao
medicamento como efeitos secundários, contraindicações ou posologia, que permitem auxiliar ao correto aconselhamento do utente.
Por último, podem ser, ainda, referidos os diversos sites e bases de dados relacionadas com o mundo Farmacêutico que fornecem informação bastante útil e credível quando corretamente usados, como por exemplo o www.infarmed.pt.