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Trouve le périmètre de la figure suivante :

“puedemos” (podemos), “quierían” (querían), “Quieremos” (queremos), “haciemos” (hicimos).

Segundo Sierra Martínez, (1999:21), há erros standard relacionados com a conjugação verbal. Por exemplo:

a) Erros de ditongação - podem dar-se, por um lado, por não se ditongar quando é necessário, como se pode dar por hipercorreção, ou seja não se ditongar quando é exigido que se faça.

 Este coche cuestará mucho dinero. ( hipercorreção)  Él descende de una familia riquísima.(falta de ditongação)

b) Erros por mudança vocálica. No caso de mudança de e-≥i há, em alguns casos a híper-aplicação, isto é, os alunos sabem que existe uma irregularidade vocálica, mas aplicam-na no tempo errado.

 *Es posible que ellos tienan que salir.

Estes erros são muitas vezes verificáveis ao nível das produções, quer escritas, quer orais, dos alunos lusófonos, que tendem a cometê-los em grande escala e, em alguns casos, repetidamente nos diferentes níveis.

Seguidamente, analisaremos os problemas causados pela irregularidade no conjunto de verbos sobre os quais este trabalho se deterá.

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Irregularidade dos Verbos Ser e Estar

É inegável que um dos maiores problemas que se põe no uso de uma língua, e nomeadamente na conjugação verbal, é uso dos verbos Ser e Estar. Este é um dos maiores obstáculos que se põem aos aprendizes de ELE, facto evidente, quer na produção escrita, quer na produção oral. Segundo Aletá Enrique (2005: 1) a utilização dos verbos Ser e Estar constitui um dos maiores problemas, não só para os alunos, como também aos professores que têm que os ensinar

Grosso modo, utiliza-se o verbo estar para falar de estados, de situações transitórias e não definitiva. Se dizemos Paco está enfermo, depreende-se que o estado de enfermidade é passageiro e não definitivo. Já o verbo ser refere-se a qualidades permanentes, que se apresentam como absolutas. Na frase El cielo es azul, o verbo ser remete para a ideia de permanência, a característica que se atribui ao céu é definitiva e não permanente. A oposição, simples e unívoca, parece mostrar que para um aprendiz de uma LE é linear distinguir entre as qualidades inerentes ao verbo ser e aos estados relacionados com o verbo estar, todavia esta é uma falsa questão. Um aprendiz distinguirá facilmente entre as características de um objeto El vaso es de cristal e os estados em que esse objeto se encontra El vaso está sucio. Apesar disso, há situações em que essa distinção se torna menos evidente, pelo facto de ambas as estruturas poderem ser usadas. Podemos dizer Juan es guapo, querendo afirmar que é uma situação permanente, mas também Juan está guapo, demonstrando um carácter mais passageiro, dado ser uma situação que não se apresenta como recorrente, mas também variável correspondente à forma como a realidade é concebida pelos falantes.

O autor atrás referido (2005: 4) defende ainda que Ser e Estar não devem ser distinguidos como referentes respetivamente a uma qualidade ou um estado, já que “la equiparación de la dicotomia cualidad/estado con la de permanente/transitorio es incoerente, puesto que es posible una cualidad transitoria” (Pedro a veces es muy pesado) o uma situação permanente (Pedro está muerto). O mesmo autor (2005:4) defende que ser não se opõe a estar, sendo mais correto apresentar o verbo ser opondo-se a um conjunto de verbos

no qual se inclui o verbo estar.

Os verbos Ser e Estar, definidos como verbos copulativos, surgem normalmente colocados num mesmo patamar de designação, todavia, a reflexão sobre as suas características deve basear- se muito mais nas suas diferenças do que nas suas semelhanças, como acabamos de explicar.

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Irregularidade dos Verbos com alternância vocálica

Os verbos com alternância vocálica representam um obstáculo para os aprendizes da língua espanhola, pois implicam que aqueles apliquem a regra do câmbio vocálico, mas isso nem sempre acontece.

As alternâncias vocálicas referem-se à ditongação da vogal radical e da vogal temática dos verbos, como se exemplifica, a seguir.

Tabela 1 – Verbos com mudança vocálica

Morir Empezar Pensar Pedir

Segunda persona

del singular Mueres Empiezas Piensas Pides

Primera persona del plural

Morimos Empezamos Pensamos Pedimos

A maior dificuldade prende-se com o facto de em muitos casos, os alunos ignorarem a existência de mudanças vocálicas e descurarem essa tarefa. O maior problema que se coloca aos estudiosos prende-se com a irregularidade dos verbos, já que as regras são assumidas dependendo de acento sobre a sílaba na qual se dá a alteração vocálica.

O que é comum acontecer com os aprendizes é, por um lado, não respeitarem a mudança vocálica e, por outro lado, tendo conhecimento da regra, fazem-no por híper- correção, sem que os verbos o exijam, como teremos oportunidade de analisar no apartado dedicado à explicação dos erros.

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Verbos irregulares no Pretérito Indefinido

Uma das partes do presente relatório centrar-se-á no estudo da irregularidade dos verbos no Pretérito indefinido. A escolha recai neste item da conjugação verbal, não aleatoriamente, mas pelo facto de constituir uma das áreas nas quais os alunos apresentam mais dificuldades. Estas dificuldades, inerentes à classe gramatical do verbo, agudizam-se neste tempo verbal, muito pela proximidade que existe entre o Português e o Espanhol, daí que seja frequente que os discentes recorram às formas da LM no sentido de resolverem os problemas causadas pela L2, tal é a proximidade entre ambas. Nos verbos irregulares no Pretérito Indefinido, como acontece com todos os verbos irregulares, a tendência de seguir a regularidade é muito comum e se por um lado acorre este facto, ocorre também que os alunos, sabendo da irregularidade, não conjuguem os verbos como é exigido.

Neste trabalho analisaremos as questões mais relevantes relativas aos erros cometidos pelos alunos, demonstrando através de um corpus alargado de produções erróneas que, em muitos casos, os erros se repetem de uns anos para os outros, independentemente do nível mais ou menos avançado dos falantes.

Pretende-se, com esta análise, detetar os erros dos falantes, bem como tentar perceber a origem dos mesmos e ainda de que forma a Língua Materna influencia esssas produções.

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CAPÍTULO II - Parte Prática – Análise e Explicação dos erros dos

alunos lusófonos na Conjugação dos Verbos Irregulares