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Trous noirs et trous noirs supermassifs dans l’Univers

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 30-33)

A alvenaria estrutural, também conhecida como construção modular ou alvenaria auto-portante, é um processo construtivo que utilizam as paredes de alvenaria e as lajes enrijecedoras que possuem a função de uma estrutura em substituição aos pilares e vigas, mais utilizados nos processos construtivos tradicionais, sendo dimensionado segundo métodos de cálculos com confiabilidade

determinável (ROMAN, 1994).

No processo estrutural, as paredes possuem tanto a função estrutural quanto a de vedação, de modo que facilita as etapas construtivas quando comparado com as etapas do processo da construção convencional.

De acordo com Roman (1994), a alvenaria estrutural vem ganhando espaço no mercado mundial no setor de construção civil, devido às vantagens como flexibilidade construtiva, economia e rapidez na construção. Mas o que faz as atenções voltarem ainda mais para esse processo deve-se ao seu potencial de racionalização e produtividade, o que torna possível a obtenção de construções com bom desenvolvimento tecnológico aliado a altos índices de qualidade e economia.

A variabilidade tende a ser vista por alguns analistas, como uma condicionante técnica absoluta da atividade de construção. É preciso destacar, no entanto, que, embora a variabilidade seja um aspecto intrínseco à produção habitacional, esta se manifesta de em graus bastante diferenciados, em razão de condicionantes não-tecnicas (FARAH, 1996, p. 86).

A partir da década de 70 consolidou-se no Brasil a busca da racionalização da construção, para o setor da construção civil. Este conceito é tido como algo intermediário entre a maneira tradicional de se construir. Procura-se, portanto, reduzir a ocorrência de erros, minimizar as perdas e tempos ociosos, aumento da produtividade, através da antecipação das atividades nas fases de

projeto e planejamento (FARAH,1996).

Nesse contexto de racionalização, a construção modular encaixa-se perfeitamente porque ela apresenta facilidade na aplicação de medidas de racionalização para o processo, como a utilização de elementos pré-fabricados diminuindo o tempo de processo. Porem para que estas medidas surtam efeito, a aplicação dos conceitos devem ser implementado em todas as etapas do empreendimento, desde a concepção, a elaboração do projeto até a hora de construir (FRANCO E AGOPYAN,1994).

De acordo com Kalil (2007), a alvenaria estrutural é um sistema construtivo que vem sendo utilizado a milhões de anos. Onde suas técnicas foram sendo aperfeiçoadas gradativamente, visto que as primeiras construções eram extremamente simples quando comparadas com construções atuais, possuíam uma

concepção de empilhamento dos blocos um sobre o outro. Inicialmente fazia-se uso de blocos de rochas, mas a partir do ano 4000 a.C a argila passou a ser trabalhada possibilitando a produção de tijolos. E os vãos eram executados a partir de peças auxiliares como vigas de madeiras ou de pedra.

O tijolo é o produto manufaturado para construção mais antigo, em escavações realizadas onde fora a cidade de Jericó existem evidências de construções feitas com blocos há 6000 a.C. A facilidade da sua produção e a demanda pelo mesmo auxilia a sua permanência até os dias atuais (BROCK, 1994). Schneider e Dickey (1994), ressaltam que desde as primeiras construções de tijolos já era possível notar características estruturais.

As primeiras referências escritas sobre a utilização de tijolos aparecem na Bíblia em Gênesis 11, onde descendentes de Noah, estão a caminho para nova terra, dizem: “Venham, vamos fazer tijolos e queimá-los”. A prática de se queimar tijolos foi proveniente da observação, pois os tijolos que ficavam mais próximos aos fornos eram mais resistentes (BROCK, 1994).

Com o passar do tempo as construções começaram a evoluir e passaram a tornar-se cada vez mais complexas, a partir dessas mudanças foram utilizadas alternativas para a execução dos vãos: os arcos. Caracterizando assim as primeiras obras de caráter estrutural, que é o caso do Parthenon, na Grécia que foi construído entre 480 a.C e 323 a.C e a Muralha da China, construída no período entre 1368 a 1644 (KALIL, 2007).

Brock (1994), menciona que os tijolos tinham a vantagens porque eram mais leves do que as pedras, mas a sua aceitação perante a sociedade só veio a acontecer em 532 d.C. onde um dos maiores engenheiros da época, Anthemius of Tralles, foi escolhido para realizar o projeto de reconstrução da Hagia de Sophia, em Constantinopla. Nas suas colunas utilizou-se granito, mas necessitava-se de um material mais leve para vencer o vão de 34 e 66 metros de altura da abóboda, utilizando-se então o tijolo queimado.

A alvenaria estrutural passa a ser empregada com maior frequência a partir do século XIX na Europa, os tijolos passaram a se tornar uma característica das construções européias. Nesse mesmo século os tijolos passaram a ter importância própria, pois mediante a evolução das construções era possível analisar todo processo de industrialização da época. Inicia-se então o processo de padronização, onde pouco a pouco, abandonavam as antigas proporções

quadradas, iniciando a unificação de formas e tamanhos até estabelecer-se o código de Madri, onde foi possível obter uma normalização para a construção com a proporção do comprimento igual ao dobro da largura (ARGILÉS, 1994).

De acordo com Kalil (2007), as primeiras obras construídas no Brasil que caracterizavam-se com parâmetros de alvenaria estrutural possuíam em média quatro pavimentos, um exemplo é o Conjunto Habitacional “Central Parque da Lapa” que foi construído entre 1964 e 1966, uma construção de alvenaria armada de blocos de concreto.

Roman (1996), ressalta que a década de 70 época que retrata o surgimento da alvenaria estrutural moderna, foi possível notar a evolução da construção civil com edificações habitacionais principalmente em São Paulo, onde vários de prédios com até dezesseis pavimentos foram construídos. No entanto Kalil (2007), ressalta que o auge da alvenaria estrutural no Brasil ocorreu em meados da década de 80, devido ao seu grande desempenho em reduzir desperdícios.

Atualmente no Brasil existe uma procura muito grande pela alvenaria estrutural, sendo que a mesma trouxe varias vantagens econômicas quando comparada com o sistema construtivo convencional, levando construtoras a buscarem soluções para os problemas mais corriqueiros das obras.

Varias unidades fabris foram abertas, aumentando o desenvolvimento e pesquisa mediante parcerias com empresas do ramo da construção, de cerâmica e concreto, possibilitando ainda mais investimento para a perpetuação desse método construtivo (KALIL, 2007).

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