Chapitre 1: Contexte théorique
1.5 Troubles de la synchronisation au beat
Os entrevistados foram indagados sobre os aspectos positivos e as oportunidades trazidas pela globalização.
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O coordenador da CT&IT vê a globalização como uma realidade e uma grande oportunidade para os BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China). Mas, no caso do Brasil, dependerá dos investimentos que se pretende fazer ao longo dos tempos em áreas estratégicas como a de biocombustíveis, por exemplo, para que essa oportunidade seja efetivamente aproveitada e se possam obter resultados mais duradouros. Muitas empresas, inclusive multinacionais estão redescobrindo o Brasil como uma nova oportunidade de mercado onde podem fazer investimentos mais duradouros porque ele tem um sistema nacional de inovação. Mesmo que esse sistema esteja ainda imaturo, mas ele tem esse sistema nacional de inovação:
[...] Eu acho que a globalização deixou de ser só um discurso. Ela é uma prática real! O que a gente sente é que o Brasil entrou também neste processo de globalização. Hoje ele é considerado um país não mais “coitadinho.” Ele é considerado um país importante! Uma economia em desenvolvimento! Um país, na verdade, que forma grupos de países que tem um grau de desenvolvimento considerável! Por todos estes fatores que a gente está falando. Nós produzimos um rol de 2,1% do conhecimento do mundo! Então, esse papel, esse lugar de destaque que o Brasil ganhou com muito esforço da sociedade brasileira. Investimento ao longo dos tempos, que se pretende é preciso saber. Esse investimento ao longo dos tempos permite colher resultados muito mais duradouros, muito mais sólidos! A gente observa que, claro, nessa globalização e com a crise, os BRICs Brasil, Rússia, Índia e China, com certeza, o Brasil tem uma grande oportunidade. Sobretudo em áreas como a biotecnologia, em áreas como: combustível, as empresas estão buscando! [...] Eu sinto hoje, um redescobrimento do Brasil! Esse redescobrimento do Brasil significa que muitas empresas, multinacionais inclusive, em todas as áreas do conhecimento, estão nomeando o Brasil como uma nova oportunidade de mercado e um local onde podem fazer investimentos mais duradouros. De alguma maneira mais duradouros, por quê? Porque nós temos um sistema nacional de inovação, embora imaturo, mas, temos um sistema nacional de inovação.
A estabilidade econômica do país e as políticas públicas federais e estaduais, como as ações da FAPEMIG, por exemplo, no estado de Minas Gerais, têm institucionalizado e proporcionado maior transparência aos projetos de pesquisa. Isso evita que os resultados de pesquisas aplicadas sejam apropriados de forma indevida. É extremamente importante que essa institucionalização englobe a burocratização para expandir essa transparência ao processo de transferência das tecnologias produzidas nos projetos:
[...] Percebe-se claramente uma estabilidade econômica no país e melhoria na qualidade de vida das pessoas. Isso graças a uma conseqüência que é uma continuidade dos esforços, por exemplo, políticas públicas federais e estaduais. Nós temos um fator extremamente importante, por exemplo, o suporte que sistematicamente o Estado de Minas Gerais através da FAPEMIG tem feito à consolidação dessa cultura e prática no Estado. Então nós temos sistematicamente financiados pela FAPEMIG pela Rede Mineira [...] então nós temos ali uma coisa muito importante que é a institucionalização. Uma coisa [...] que a gente precisa continuar
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trabalhando muito forte é a institucionalização! Ter essa facilidade nas instituições na ordem de projetos. Não podemos deixar de que isso esteja institucionalizado! Porque na medida em que você institucionaliza, você coloca a transparência nos processos, você consegue monitorar mais de perto os processos, você pode saber perfeitamente saber o que está acontecendo na instituição. Porque menos institucionalizado com menos transparência, você facilita pra que outros processos menos institucionalizados possam vir e se apropriar do conhecimento gerado na instituição de forma indevida. Uma coisa que é extremamente importante enquanto instituição pública brasileira e que a gente precisa continuar trabalhando para que o processo de institucionalização englobe a burocratização.
O entrevistado 3 também enfatizou que institucionalização da pesquisa em parceria com as indústrias, por meio dos editais do CNPq facilitou a atuação do pesquisador. Porém, nesta questão da globalização é importante acompanhar o que estão fazendo no exterior, mas, é mais importante manter nossa identidade a fim de resolver os problemas do Brasil, como o do pré-sal e dos biocombustíveis, por exemplo:
[...] Da época que eu entrei no Departamento de Química pra hoje mudou muito! Eu vim da indústria e era mal vista (na UFMG). O pessoal achava que eu era incompetente. A tecnologia não era valorizada. Depois, com essa política da globalização, as mudanças que começaram no governo do Fernando Henrique Cardoso, os editais do CNPq pedindo interação com a indústria, é que hoje os professores estão se dignando, estão fazendo de bom grado, porque antes, eles faziam só pesquisa pura. Eu acho que nosso país é pobre e nós não podemos nos dar ao luxo de ficar acompanhando o que os grandes cientistas de Harvard, da NASA estão fazendo. A gente tem que acompanhar sim, mas, nós temos que, principalmente, resolver os problemas do Brasil. Nós temos um pré-sal que é uma demanda específica, nós temos a área de biocombustíveis... Nós temos uma realidade que só o Brasil tem. A gente tem que pensar que o dinheiro que a gente recebe aqui na universidade poderia estar sendo investido num hospital. Nisso eu penso muito, sabe? Você tem que retornar isso através de um conhecimento para a população, para os empresários... Através da tecnologia nós podemos fazer isso.
Com a globalização e a concorrência global é mais difícil adquirir tecnologias realmente de ponta. O ideal é que o país produza e proteja suas próprias tecnologias:
[...] Na verdade, a globalização é um fato! Não existe mais tecnologia, igual eu te falei, ou você tem a sua, ou você não vai ficar comprando. Você só vai comprar coisa obsoleta! Ninguém vai te vender tecnologia se depois você vai competir com ele no mercado! Então a globalização é uma causa e é uma realidade. Tudo mudou! As coisas acontecem rápido! Pra acontecer rápido, tem que ter a tecnologia boa. Então, tem que correr atrás. A globalização é uma coisa que causou toda esta questão de fusão das mega-empresas. E consequentemente, causou toda esta corrida atrás de patentes. Vamos fazer nossas próprias patentes, que a gente não vai ter condição pra comprar não!