5.6 Parmi les dossiers retenus lesquels font appel à des compétences du management
5.6.2 Le conseil d’établissement
O monitoramento ambiental em ARS tem como objetivo avaliar o comportamento da massa de lixo nos seus diversos aspectos, quanto ao seu potencial de produção de gases e lixiviados; e, consequentemente, aos riscos sócio-ambientais, associados a essa dinâmica do aterro – ao ar, ao solo, aos mananciais superficial e subterrâneo e à saúde humana.
A implementação de programa de monitoramento de parâmetros físicos, químicos e microbiológicos em áreas, como lixões ou antigos lixões, é de grande relevância ao entendimento tanto do comportamento da biodegradação da massa de lixo,
quanto à identificação de processos de contaminação dos recursos naturais, como os manancais superficiais.
A tabela II.17 mostra a relação entre o tipo de lixo, constituintes principais e parâmetros relevantes a serem monitorados.
Tabela II.17 – Constituintes principais do chorume e parâmetros de monitoramento
Tipos de resíduos sólidos Constituintes principais Parâmetros - compostos orgânicos bio ou
quimicamente degradáveis - DBO, DQO - sólidos dissolvidos e em suspensão - SD, SS
- íons inorgânicos e (orgânicos) - cloretos, sulfatos, nitrito, nitrato - microrganismos - coliformes termotolerantes DOMÉSTICOS
- metais em concentrações tóxicas - metais-traço
- Compostos e íons orgânicos - íons inorgânicos - DBO - DQO - nitrito, nitrato - cloretos -sulfatos INDUSTRIAIS
- metais em concentrações tóxicas - metais-traço Fonte: GERBA (1996) adaptado pela autora
Avaliação do estágio de biodegradação da massa de lixo
Em Toronto, no Canadá, pesquisas foram implementadas em aterro, com capacidade de 33.000m3 e área de 99 hectares. O início da operação do aterro data de 1983. Foram monitorados parâmetros de qualidade de chorume, no período de 1983 a 1997, quando as concentrações de DQO e cálcio foram proporcionais. Essa tendência foi correlacionada com a mudança de pH, com o tempo, especialmente durante 1994 a 1995. Quando o pH atingiu o pico de 8,0, a DQO e o Cálcio diminuíram para 1.500mg/L e 100mg/L, respectivamente. Neste momento, as características do percolado são similares ao esperado para lixo mais velho. Em 1995, o aumento da DQO e cálcio e o declínio no pH sugere que o percolado é proveniente do resíduo mais recente. Não foi observada uma correlação direta entre as concentrações de Cloreto e as de DQO e Cálcio Em relação às concentrações de Cloreto, no final de 1991, os autores observaram que as concentrações de DQO, Cálcio e Cloreto assumiram valores altos;
enquanto, no final de 1994, o Cloreto atingiu o seu valor máximo, enquanto os valores de DQO e o cálcio foram baixos (FARQUHAR, 1989).
Entre 1992 e 1997, o valor de pH do percolado diminuiu gradualmente. As concentrações de TKN e NH3 continuaram a aumentar em 1997, indicando que os
processos de degradação produziram nitrogênio orgânico e amônia em solução.
A razão DBO/DQO é a medida da degradação dos contaminantes orgânicos na massa de lixo. De acordo com Qasim; Chiang (1994), pesquisas mostraram que aquela razão tende a diminuir com o tempo. A razão DBO/DQO apresentou valores entre 0,5 e 1,0 na pesquisa estudada, com 0,78 em 1993; e 0,6, em 1997 (ROWE, 1995 apud AMSTRONG; ROWE, 1999).
Ainda de acordo com o autor (1995), a avaliação do índice SO4-2 / Cl- atinge
valor máximo em 1996, indicando que os resíduos mais novos devem ter aumentado a concentração de sulfatos.
Após 14 anos de operação, o monitoramento do percolado do aterro indicou comportamento acidogênico (ROWE, 1995 apud AMSTRONG; ROWE, 1999).
Simões et al (2003) constataram que a produção de chorume está relacionada com o teor de umidade inicial da massa de lixo. Verificou, também, que a relação entre DBO e DQO é um indicador da fração orgânica a ser degradada.
Jucá e Melo (1999) compararam os parâmetros de monitoramento dos resíduos, do chorume, de gases emanados e da qualidade das águas superficiais e subterrâneas dos aterros da Muribeca (Jaboatão dos Guararapes-PE), Aguazinha (Olinda-Pe) e Metropolitano Centro (Simões Filho – BA). A avaliação dos dados permitiu verificar o estágio de decomposição da massa do lixo, a eficiência do tratamento do percolado adotado, e, conseqüentemente, o potencial de contaminação, nos ambientes: ar e águas superficial e subterrânea da área de entorno.
De acordo com os autores (1999); nos três aterros, o teor de matéria orgânica varia entre 51% a 60%, sendo o aterro de Aguazinha o que apresentou o valor menor. O potencial reciclável deste aterro é de 41%, e a resistência à penetração é mais baixa do que a massa de lixo no aterro Metropolitano Centro. Isto se deve à variável idade dos resíduos, ou seja, o estágio da biodegradação - a idade de deposição do lixo é menor para o aterro Centro; e, portanto, a matéria orgânica apresentou menor taxa de degradação.
No Aterro Metropolitano Centro, os valores foram de, respectivamente, 20% e 35% (JUCÁ; MELO, 1999). Por conseguinte, os valores de Sólidos Voláteis (média de 12%) e umidade (média de 25%) foram menores nos aterros de Aguazinha e da Muribeca, devido ao estágio mais avançado da biodegradação.
De acordo com Jucá; Melo (1999), os valores de recalques totais medidos, referentes aos aterros da Muribeca e de Aguazinha, foram baixos – o que aponta para a pequena atividade microbiológica, devido ao alto estágio de degradação dos resíduos. Ainda de acordo com os autores, a composição do chorume (pH, DBO, DQO, sólidos voláteis e sólidos totais) reflete as características de lixo velho, para os aterros de Pernambuco; e de lixo novo, para o Aterro Metropolitano Centro-BA.
Ao submeter à análise da qualidade dos corpos hídricos à influência da carga poluente de uma dada área de deposição de lixo está se investigando diretamente a qualidade do percolado e indiretamente os processos atuantes no aterro, a partir das características de contorno do mesmo.
Robinson; Gronow (1993) apontaram para importância da manipulação continuada de dados confiáveis de percolado em ARSU, como instrumento valioso de gestão ambiental. Isto não é válido apenas para aterros novos, com mecanismos de contenção, onde o percolado é extraído e de fácil tratamento, mas também, para áreas de deposição mais antigas, onde os mecanismos de atenuação podem ser observados; e, depois, pode-se proceder ao tratamento.