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Chapitre 3 : Résultats

3.1.1 La transmission des images au CLSC ou au réseau de

No que diz respeito a inserção profissional, os três docentes entrevistados afirmaram considerar que a escola permanece como o principal destino ocupacional dos egressos do curso de

Pedagogia da FaE UFMG. O professor “a” considera não haver dúvidas de que a maioria dos

egressos que permanecem "na área profissional da pedagogia atuam é nas escolas (…)

principalmente como professores embora exista a possibilidade, dependendo da rede (...) do

especialista, do coordenador, do supervisor”. No entanto, ressalva que para se afirmar com

segurança qual é o principal setor de atuação dos egressos seria necessário que a instituição realizasse o acompanhamento sistemático dos graduados, uma vez que“(...) as pesquisas sobre

egressos que a gente tem (...) são limitadas, (...)” e realizadas “em momentos históricos

variados, mas que não formam um corpo mais sólido”.

Para o professor “b”, o principal destino ocupacional dos egressos ainda é a escola, e as

atividades desempenhadas pelos pedagogos se referem principalmente a educação da criança de zero a onze anos bem como a gestão de ambientes educativos da educação básica, tanto no Ensino Fundamental quanto no Médio. O professor “c” afirma que a escola deveria se constituir no destino ocupacional deste profissional "embora existam demandas de atuação do mesmo em

outros espaços e são também importantes". Isto porque, em seu ponto de vista, é uma "grande conquista dos educadores" a formação em nível superior dos professores da Educação Infantil

e do Ensino Fundamental. Dessa forma, o entrevistado enfatiza a importância para a educação brasileira e em especial para a educação básica, do comprometimento de instituições de ensino

164 superior com a formação dos professores envolvidos na escolarização de milhões de crianças e jovens brasileiros. Para o professor, o perfil profissional do egresso do curso de Pedagogia, ao mesmo tempo em que é amplo possui como "base principal" a formação de professores da Educação Infantil e dos anos iniciais do Ensino Fundamental, profissionais que podem "atuar

na gestão e construção de escolas democráticas". Além disso, o curso da FaE forma também

educadores sociais e pesquisadores em educação:

"(...) pois a cada dia aumenta o número de estudantes que atuam na Iniciação Científica e fazem

a escolha pela ênfase de Ciências da Educação. Também temos em nossa base curricular a formação de pedagogos que podem atuar como Educador Social e em movimentos sociais e outros espaços não-escolares" (Excerto de entrevista concedida pelo Professor “b”).

Acerca da amplitude das possibilidades de atuação do pedagogo, dentro e/ou fora do ambiente

escolar, o professor “a” comenta que a instituição age dentro de certos limites, e que atua no

sentido de ofertar a melhor formação possível:

“É claro que a gente não tem condição de oferecer uma formação pra pesquisa que seja, a ideal,

a formação teórica ideal etc etc, não temos também de fornecer uma formação pra docência que seja adequada a cada possibilidade de atuação como docente. Por exemplo a educação infantil é diferente dos anos iniciais, é diferente nos jovens e adultos, então cada uma delas exigiria talvez um aprofundamento maior do que o que é oferecido, mas o curso de graduação a gente tem que pensar também que ele é uma ... uma introdução é, depois a pessoa pode aprofundar

em alguma dessas áreas, em algum desses caminhos” (Excerto de entrevista concedida pelo professor “a”).

Considerando a diversidade de espaços e funções nas quais o pedagogo pode atuar, é de fato muito difícil que um só curso consiga proporcionar, com mesmo nível de aprofundamento, o preparo para todas essa esferas e possibilidades de atuação. Assim, em concordância com a percepção do entrevistado, a formação ofertada é aquela possível, considerando o contexto no qual se insere. Caso sejam fornecidos os fundamentos necessários para o exercício profissional, o egresso terá plenas possibilidades para ao longo de sua trajetória, prosseguir aprofundando seus conhecimentos nas áreas pelas quais optar.

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4.3.2 A percepção dos professores da FaE sobre a conciliação entre docência, gestão e pesquisa na formação ofertada

Sobre a formação ofertada, tendo em vista a conciliação entre a docência, a gestão e a pesquisa, os entrevistados apontam que o curso visa ofertar uma formação baseada na docência, mas que não se esgota nela, assim como assinalado por Bedran sobre a reforma curricular realizada em 1986. Isto porque tanto para atuar em ambientes escolares quanto em outros setores, é preciso

que o profissional compreenda a “natureza” dos processos educativos, que não se restringem as

instituições de ensino, mas se processam nos diferentes espaços e modalidades da atuação humana. Conforme o professor “a”, o curso oferta uma formação que se baseia na docência,

“mas não excluindo a possibilidade de uma prática não escolar”, sendo que no tocante a

gestão, ela seria abordada de “forma mais integrada” e concebida “em seu sentido mais

amplo”, rompendo com a visão que durante certo período fragmentou a atuação do gestor

educacional na figura de vários especialistas distintos entre si e distintos também do docente. Contudo, não houve consenso quanto ao nível de sucesso obtido nessa conciliação. Enquanto o

professor “c” avalia que a formação articula e concilia plenamente as diferentes dimensões na

formação do pedagogo, um dos docentes considera que essa conciliação é efetivada apenas em parte e o outro que o sucesso da conciliação se relaciona às expectativas dos estudantes quando do ingresso no curso. Ou seja, dependendo de seus projetos profissionais e do que espera obter no curso, o aluno considerará a formação mais ou menos satisfatória:

“Então tem aquele sujeito que passa pelo curso aqui, que tem a formação dele toda centrada na

docência, às vezes já atuava, ou atua paralelamente como docente durante o curso, e não tem grande investimento em pesquisa, e esse é o caminho dele. No mesmo curso, já tem outros alunos que na verdade não tem muito interesse na docência, tem muito interesse em pesquisa por exemplo, ou em atividades pedagógicas às vezes não escolares, ou na gestão especificamente, então são percursos muito variados, dentro do próprio curso. Eu acho que o curso, ele em alguma medida permite isso. Por um lado, ele exige de todos uma formação básica na docência, então disso é difícil o aluno fugir completamente, não tem como, aliás, mas isso não é uma

camisa de força, permite variações, ênfases mais numa coisa ou em outra...” (Excerto de entrevista concedida pelo professor “a”).

Como citado, para o professor “c”, a matriz curricular atual conseguiu conciliar de modo

satisfatório a formação do docente, do gestor e do pesquisador, tendo também contemplado o preparo para a atuação em espaços não escolares. O que teria sido possível devido a ampliação

166 da "carga horária de formação de nossos pedagogos", com destaque para o aumento da carga horária dos estágios curriculares. A ampliação do número de estágios e o aumento das horas exigidas para sua integralização objetivaram, em sua opinião, o fortalecimento da articulação entre "prática e teoria desde o princípio do curso".

Neste sentido, o currículo atual da Faculdade de Educação refletiria a compreensão de que o pedagogo pode atuar em espaços escolares e não escolares e que a docência é o fio condutor de sua formação e de sua atuação, seja como docente, gestor e/ou pesquisador. A opção pela docência como base da formação remontaria a década de 1980, quando, segundo o professor

“a”: “então antes, bem antes das diretrizes, foi ficando cada vez mais claro que até para ser

um gestor ele tinha em primeiro lugar que ser um docente” e assim desde esse período a

Faculdade de Educação da UFMG “já colocava a habilitação (...) da área de docência dos anos iniciais e tal, como obrigatória”. Assim, para o professor “a”, a docência como base não se

constituiria necessariamente em uma novidade para a Faculdade de Educação da UFMG, uma vez que:

“Não só as Diretrizes colocam isso claramente como a Matriz Curricular específica aqui da

Faculdade também. (...) E então quando as Diretrizes depois desse longo processo de debate (...) estabeleceram a docência como base, isso aqui já era em grande medida a nossa realidade. Esse ponto em si não foi um elemento de grande transformação no currículo” (Excerto de

entrevista concedida pelo professor “a”).

Conforme anteriormente mencionado nesta tese, ganhou corpo nos anos 1980 no contexto de redemocratização do país a discussão sobre as finalidades da escola pública, tendo sido intensamente criticada a divisão do trabalho educativo que criava uma cisão entre professores de um lado e pedagogos, de outro. A partir do entendimento de que era preciso buscar formas mais democráticas e horizontalizadas de organizar e gerir o trabalho dos profissionais da educação, fortaleceu-se a noção defendida pelo então Movimento pela Reformulação dos Cursos de Formação dos Educadores, de que a docência era a base da formação e da atuação de todos os educadores. Como consequência, desde então o curso de Pedagogia no Brasil passou a intensificar cada vez mais a formação de docentes, sem abandonar o preparo de especialistas como supervisores e orientadores de ensino (DURLI, 2007).

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4.3.5 As Diretrizes Curriculares Nacionais de Pedagogia e o Processo de reforma da