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Transformations et barycentres

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Para que fosse possível uma melhor perceção da aplicação dos elementos integradores no ensino da leitura, junto dos alunos, foi realizado um inquérito, por questionário à turma em questão64. Tal

aconteceu para que os alunos pudessem fazer a sua apreciação relativamente aos elementos integradores utilizados na sala de aula.

O questionário é uma forma de recolha de informação, sem que haja a intervenção do investigador. Segundo Quivy & Campenhoudt (1992)65, um questionário baseia-se numa sequência de questões que

são apresentadas de forma escrita. As questões são dirigidas a um conjunto de indivíduos, que lhes darão resposta de acordo com as suas opiniões e com as representações, crenças e informações que possuem: sobre: eles: próprios: e: sobre: o: seu: meio: “É: possível: solicitar: informações: sobre: factos: (): opiniões: (): atitudes: () preferências: (): valores: (): satisfações: (): razões: motivos: esperanças, crenças,: etc”: (Hill: & Hill, 2005, p. 89).66 Os inquéritos elaborados foram dirigidos aos alunos

pertencentes à turma em estudo. O objetivo dos inquéritos é perceber qual foi a importância de cada um dos elementos integradores, bem como a opinião dos alunos relativamente ao gosto pela leitura.

64 A caracterização da turma encontra-se no Capítulo I.

65Quivy, R. & Campenhoudt, L. (1992). Manual de Investigação em Ciências Sociais. Lisboa: Gradiva. 66Hill M. & Hill A. (2005). Investigação por questionário. Lisboa: Edições Silabo

Os inquéritos por questionário distinguem-se da entrevista pelo facto de o investigador e os inquiridos poderem não se encontrar em comunicação e/ou no mesmo local. Existe, portanto, uma situação de interação indireta que serve de base à elaboração e administração de um questionário, segundo o que nos indica Carmo & Ferreira (2008)67. Neste caso, o investigador e os inquiridos

encontravam-se no mesmo local – a sala de aula dos alunos.

Estes autores advogam que existem diversos tipos de perguntas num questionário, entre eles, perguntas de identificação (que têm como objetivo identificar o sujeito que responde ao questionário); perguntas de informação (que servem para a verdadeira recolha de dados para a investigação/estudo). O inquérito elaborado tem uma pergunta inicial em que se solicita, aos alunos, que identifiquem o elemento integrador de que mais gostaram e que justifiquem a sua resposta. Este foi realizado com anonimato, de modo a evitar o cruzamento de dados entre os trabalhos realizados pelos alunos e o inquérito por questionário. Nas questões de informação, relativas às formas de leitura, o número de questões deve ser adequado à pesquisa que se pretende realizar, não devendo ser tão baixo que não abranja toda a problemática, nem tão elevado que possam existir perguntas desnecessárias ou que levem os inquiridos a não responder (Carmo & Ferreira, 2008). Segundo os mesmos autores é de extrema importância a forma como se formulam as questões do questionário e a forma de contactar os inquiridos: “O: sistema: de: perguntas: deve: ser: extremamente: bem: organizado: de: modo: a: ter: uma: coerência intrínseca e a configurar-se de forma lógica para quem a ele responde. Deve ser organizado por temáticas claramente:bem:enunciadas”:(2008:p:153).

Neste sentido, o inquérito por questionário subdivide-se, originalmente, em dois domínios de análise (Leitura na Sala de Aula e Leitura Autónoma), seis categorias e vinte e seis questões. O domínio de análise referente à Leitura na Sala de Aula subdivide-se em duas categorias – Leitura de Excertos e Leitura Orientada. Por sua vez, o domínio Leitura Autónoma subdivide-se em quatro categorias – Em Casa, Na Biblioteca Escolar, na Biblioteca Municipal, Outra:e Clubes:de:Leitura:Outros:O:esquema: deste inquérito por questionário pode encontrar-se no anexo 15. 68

Pretende-se, segundo as indicações de Carmo & Ferreira (2008), que as questões estejam formuladas de forma clara e simples, que sejam compreensíveis por todos os inquiridos; que não sejam ambíguas nem tenham interpretações subjetivas; nem que tenham perguntas que possam ser “melindrosas:ou: indiscretas”:(2008:p: 158); que abranjam todos os tópicos a questionar; que sejam pertinentes em relação à experiência do respondente; a disposição gráfica deve ser adequada aos respondentes; o número de folhas deve ser o mínimo possível.

Os questionários elaborados são de perguntas fechadas, uma vez que se apresenta ao inquirido “um: número: limitado: de: respostas: típicas: que: se: pode: escolher”: (Carmo & Ferreira, 2008, p. 158). Perante este tipo de perguntas é aconselhável, por Hill & Hill (2005), que se associem números a cada uma das possibilidades de resposta, para uma possível análise com meios estatísticos. As escalas ordinais: são: aquelas: que: “admitem: uma: ordenação: numérica: das: suas: categorias: ou: seja: das: respostas:alternativas:estabelecendo:uma:relação:de:ordem:entre:elas”:(2005, p. 108). Neste caso foi adotada:a:escala:“Sim:e Não”

As respostas em causa são quantitativas, de acordo com a designação atribuída por Hill & Hill (2005), precisamente por haver um conjunto de respostas elaboradas, pelos autores do questionário, a serem optadas pelo inquirido.

67Carmo, H. & Ferreira, M. (2008). Metodologia da Investigação – Guia Para Auto-Aprendizagem. 2ª edição. Lisboa:

Universidade Aberta

Figura 6 – Elemento de Integração didática: Personagem Tomás

Um questionário composto: apenas: por: perguntas: fechadas: é: muito: útil: “quando: o: investigador: conhece muito bem a natureza das variáveis mais relevantes, e mais importantes, na área da investigação e quer obter informação quantitativa sobre elas”:“quando:o:investigador:quer:utilizar um conjunto de perguntas para criar uma nova variável”:(Hill:& Hill, 2005, p. 95).

No momento da efetiva aplicação dos questionários, os alunos relembraram os diversos elementos integradores utilizados, de modo a recordarem as várias tarefas que realizaram, para que fosse possível responderem aos questionários. Estes responderam ao questionário, individualmente. A aluna de Prática Supervisionada/investigadora explicou aos alunos o objetivo do questionário e pediu-lhes que respondessem com a maior sinceridade. Seguidamente, as questões foram lidas aos alunos, para que todos respondessem à questão em simultâneo e antes de se proceder à leitura da seguinte. Sempre que uma questão suscitou algum tipo de dúvida, esta era explicada, de modo a que os alunos não assinalassem a sua resposta sem primeiro perceberem o seu sentido.

Segundo Carmo & Ferreira (2008), se forem respeitados os procedimentos metodológicos em todos os momentos que a recolha de dados por questionário envolve, esta é uma fonte de informação bastante fiável, principalmente quando se trata de questões objetivas.

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