Encadré 9 – Développement privilégiant les installations existantes par rapport aux nouvelles installations (RPG 9, 2001)
4.4. Transformation urbaine et « paysages urbains »
O mapa de uso do solo (figura 27) identificou as unidades de uso do solo focando nas características modificadoras do escoamento superficial, localizando e classificando os tipos de vegetação e os usos. Entre as classes identificadas houve a necessidade de agrupar as áreas de agricultura, pasto e de solo exposto, tal escolha é motivada pela alternância de uso das mesmas, entre os anos, ou até dentro de um mesmo ano, os usos se alternam. Inclusive é necessário apontar que durante uma parte do ano, período seco, a maior parte dessas áreas ficam sem nenhum tipo de cobertura, por estes motivos foram agrupadas na mesma classe. O aspecto mais notável do uso do solo na área em questão é a diferença clara do padrão de uso entre o patamar de Serra Talhada e o patamar de Santa Cruz da Baixa Verde, onde, no segundo, há um forte desenvolvimento agrícola e pecuário com uso de pastagem exótica, enquanto que no patamar mais baixa usa-se pastagem nativa.
A diferença de ocupação deve-se principalmente à variação climática dentro da bacia, onde o maior volume de precipitação possibilitou uma ocupação baseada na agricultura, inclusive plantações de café e cana de açúcar (figura 28). Enquanto que no patamar de Serra Talhada a agricultura é baseada em irrigação e culturas de subsistência, predominando a pecuária extensiva de pasto natural. Tendo a presença de atividades de piscicultura na região do açude do Saco (figura 29), sob o apoio técnico do Instituto Agronômico de Pernambuco – IPA. Como também há exploração de madeira para a produção de carvão vegetal, tanto madeira nativa, quanto madeira exótica, principalmente a algaroba (Prosopis juliflora).
Figura 28: Cambissolo háplico sendo preparado para cultivo de cana-de-açúcar, com a presença de cana- de-açúcar ao fundo.
Como já citado anteriormente os corpos d‟água foram divididos em lagos naturais e lagos artificiais, sendo o segundo açudes, tendo destaque o açude do Saco, o açude Borborema e o açude da fazenda Fagusa. Tendo como uso abastecimento animal e das propriedades, o açude da fazenda Fagusa; irrigação, piscicultura e abastecimento urbano o açude do Saco; irrigação o açude Borborema.
Figura 29: Tanques redes usados para piscicultura no açude do Saco
A classificação e espacialização da vegetação seguiu a diferenciação, apontada por Corrêa (1997), resultado da diferenciação do volume de precipitação relacionado com cotas altimétricas diversas. Assim a vegetação foi dividida a partir da cota altimétrica; até 700m vegetação de caatinga, entre 700m e 900m vegetação de transição e acima de 900m floresta subcaducifólia.
Também se diferenciou o grau de conservação da vegetação em degradada e nativa. Onde a degradada é a vegetação que na interpretação da imagem de satélite mostra-se não coesa apresentando espaços vazios entre as plantas, e sinais de erosão. Vale lembrar que as imagens QUICKBIRD utilizadas para a realização desse mapeamento são do período úmido, ou logo posterior, ou seja, apesar do caráter caducifólio, ou subcaducifólio, da vegetação o mapeamento foi realizado a partir da expansão e desenvolvimento máximo da vegetação, isso dentro da variação anual da vegetação.
A diferença de ocupação reflete-se diretamente na cobertura vegetal, o que se observa na falta de conservação da vegetação no patamar de Santa Cruz da Baixa Verde e no patamar das Cabeceiras de Drenagem, onde além da vegetação estar isolada em pequenos nichos, não se apresenta conservada; tanto a floresta sub-caducifólia quanto a vegetação de transição apresentam falta de coesão na visualização da sua textura, mostrando assim espaços de solo exposto e espaçamento não usual entre suas plantas.
Já no patamar de Serra Talhada e nas imediações próximas, com vegetação de transição, há a predominância de vegetação nativa (conservada), cobrindo boa parte da área desse patamar. A exceção principal é a vegetação; que se inicia a montante do açude do Saco na unidade da planície de inundação e imediações, passa pelo açude da fazenda Fagusa seguindo a montante dele, onde há exploração da caatinga, e de plantas exóticas, para a produção de carvão vegetal e lenha. Sendo visível, na imagem dezenas de fornos de carvoaria nessa área, principalmente a montante do açude da fazenda Fagusa.
A área urbana geradora de maior impacto nos processos superficiais é a de Serra Talhada, ao sul da bacia, onde a urbanização avançada (cerca de 80 mil habitantes) modificou toda a rede de drenagem e o escoamento superficial, não sendo foco da atual pesquisa.
As estradas principais foram mapeadas, por serem direcionadoras do fluxo, como também por apresentarem-se como impedimento para a drenagem, normalmente pela constrição do canal, através de pontes e manilhas mal dimensionadas (figura 30); podendo gerar, até, barramento da drenagem a montante e erosão a jusante (figura 31).
Outras características, localizadas, foram identificadas e mapeadas, dentro da escala de detalhe 1:25000, contudo não são passíveis de visualização no mapa apresentado. Entre eles podem-se citar os poços amazonas e as cercas de pedra.
Figura 30: Ponte a jusante da planície de inundação, mostrada na foto 22, à largura do vale fluvial é diminuída a metade nesse ponto.
Figura 31: Barramento de drenagem a montante (esquerda) e erosão a jusante (direita).
Os poços amazonas são utilizados para obtenção de água, eles são construídos em locais onde há sedimento inconsolidado e acúmulo de água. Por isto eles são construídos tanto em leito de rios e planícies de inundação (figura 32), como em colúvios. Estando concentrados, na área de pesquisa, sobre os patamares de Santa Cruz da Baixa Verde e das Cabeceiras de Drenagem.
Figura 32: Planície de inundação com a presença de poço amazonas e de pasto.
Uma peculiaridade da região é a construção de cercas de pedra (figura 33), presente, sobretudo no patamar das Cabeceiras de Drenagem, utilizadas para demarcação dos lotes, como também para plantio em curva de nível. A presença dessas cercas modificam e controlam o escoamento superficial nas encostas.
4.5. Analise do mapa de conectividade da paisagem e da área de captação