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Transformation de cellules diplo¨ıdes

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E. Essai de clonage du g`ene codant pour le polypeptide de 63 kDa

5.3 Transformation de cellules diplo¨ıdes

Neste caso, a produção do destino/espaço turístico-patrimonial representa todas as ações e procedimentos criativos, ornamentais e de cunho visual

desenvolvidos no destino para torná-lo um produto atrativo (ou mais atrativo). Essas ações e procedimentos, de ordem pública e/ou privada, consideram, sobretudo, o tratamento dos conjuntos urbanos através do uso de cores, designs, silhuetas, texturas e formas que buscam reproduzir e/ou promover uma ideia de interação espetacular com um passado produzido por meio das já citadas “modernas técnicas de produção” (DEBORD, 1997, p.14).

A produção como etapa técnico-estética da organização de um destino turístico-patrimonial considera o mesmo como “um produto turístico, que, se bem administrado, pode perdurar infinitamente” (DIAS, 2006, p.46). Essa perpetuação é mantida politicamente pela conservação permanente dos bens patrimoniais, na medida em que os mesmos representam os produtos principais “passíveis de serem consumidos no mercado turístico” (DIAS, 2006, p.184).

Assim, é através da política conservacionista, aliada aos interesses do mercado, que o destino patrimonial – uma cidade histórica, por exemplo, como um conjunto urbano repleto de atrativos e atividades turístico-patrimoniais – é transformado e ofertado como um produto turístico-patrimonial.

Os investimentos e práticas empreendedoras de transformação dos destinos em produtos turístico-patrimoniais são realizados por agentes privados, com o apoio político e incentivo financeiro, técnico e estrutural de instituições públicas de gestão tanto do turismo, quanto do patrimônio cultural: departamentos e secretarias municipais e estaduais, museus, ministérios e organismos nacionais e internacionais como a Organização Mundial do Turismo (UNWTO70) e a UNESCO.

Os destinos tornam-se produtos turístico-patrimoniais, após a realização dos seguintes processos: organização estrutural e de serviços – incluindo a definição dos produtos a serem ofertados e comercializados em lojas, tendas e praças de alimentação –, patrimonialização e incentivo/materialização ao empreendedorismo turístico-patrimonial. Essas três ações não seguem uma condição linear, na medida em que podem se alternar no processo de planejamento, gestão e/ou desenvolvimento dos destinos turístico-patrimoniais.

Importante refletir que a criatividade na produção do espaço/destino turístico- patrimonial tem suas bases “centradas en su cultura e historia”71 (BRITO, 2007,

70

The United Nations World Tourism Organization (UNWTO): Organização Mundial do Turismo das Nações Unidas.

p.58). Ou seja, é a partir de uma percepção antecipada sobre o potencial turístico das características históricas, culturais e patrimoniais locais que se projetam a organização e a produção de um destino-produto turístico-patrimonial.

Particularmente, a produção turística do patrimônio cultural é coordenada pelas indústrias cultural, patrimonial e turística.

O desenvolvimento das indústrias culturais, por exemplo, auxilia na ampliação da vinculação do turismo com a cultura (e com o patrimônio) dos destinos (CORREA, 2010). Isto, porque, essas indústrias atuam por meio de recursos e projetos tecnológicos e estéticos (iconográficos, audiovisuais e cromáticos), ampliando o poder atrativo dos destinos. Enfim, “basta que existam alguns elementos patrimoniais e muita imaginação e existirá clientela para tudo” (SOUSA & CUNHA, 2010, p.732).

O papel das indústrias culturais (patrimoniais ou, mesmo, criativas) é crucial para a transformação dos destinos em atrativos, já que nem todo patrimônio é um produto turístico per se. Além de estrutura e serviços, exige-se uma gama de procedimentos estéticos que devem ser adotados nessa produção espetacular e criativa:

En las ciudades medianas y grandes, el concepto de Ciudad Criativa, que vincula los produtos y servicios culturales y el patrimonio de corte tradicional con las industrias creativas, como los medios de comunicación y el espectáculo, el diseño, la arquitectura y la moda, ofrece importantes ventajas para captar visitantes 72 (CORREA, 2010, p.67).

Particularmente à indústria patrimonial, Jacques (2003) considera que a mesma estaria, principalmente,

Relacionada à proliferação dos locais de memória ou identitários, dos monumentos locais e, principalmente, de novos museus (...) quando tudo pode ser declarado como um valor cultural e, por conseguinte, ser exposto em museus ou tombado como patrimônio cultural (JACQUES, 2003, p.36).

Isso acontece, por exemplo, no caso da Grã-Bretanha, onde o objetivo central da criação em massa de museus e memoriais sempre esteve orientado pelo interesse no desenvolvimento do turismo cultural:

72 “Nas cidades médias e grandes, o conceito de Cidade Criativa, que vincula os produtos e serviços

culturais e o patrimônio de corte tradicional com as indústrias criativas, como os meios de comunicação e o espetáculo, o desenho, a arquitetura e a moda, oferece importantes vantagens para captar visitantes”.

Gran Bretaña nos brinda numerosos ejemplos de ciudades que alimentan el turismo y los servicios relacionados con éste, como plataforma básica para su estrategia de desarrollo. Los centros industriales, almacenes y hilanderías de lana de los siglos XVIII y XIX se convirtieron en museo o en otro tipo de construcciones para atraer el turismo 73 (CORREA, 2010, p.78).

Observa-se que a indústria patrimonial se aproveita da dimensão simbólico- memorial, atribuída ao patrimônio, como uma oportunidade econômica para gerar mercados, trabalho e renda.

E no espaço turístico-patrimonial, tanto a indústria cultural, quanto a indústria patrimonial tendem a apoiar-se ou ser apoiadas pela indústria turística (ou mesmo a representá-la). Nesse caso, a transformação alegórica do patrimônio em um produto, por exemplo, é uma exclusividade dos indivíduos e grupos que, oportunamente, “se beneficiam simbolicamente de seu status histórico e patrimonial” (CHOAY, 2009, p.222).

O objetivo principal da correlação entre as indústrias citadas – e suas produções – é o fomento permanente da inclusão dos destinos turístico-patrimoniais “no mercado de bens simbólicos dentro da economia global” (TEOBALDO, 2010, p.145). E para isso, promovem experiências excepcionais vendidas como produtos “embalados” aos espectadores do passado, através de uma exaltação da memória e da nostalgia: “a indústria patrimonial desenvolveu os recursos de embalagem que também permitem oferecer os centros e bairros antigos como produtos para o consumo cultural” (CHOAY, 2009, p.224).

Complementando a observação de Choay (2009), Talavera, Rodriguez & Darias (2008) entendem que o interesse pela experimentação turística do patrimônio produzido é somado à estratégia de patrimonialização mais comum: qual seja? A sua recuperação nostálgica associada ao romantismo que o caracteriza (TALAVERA, RODRIGUEZ & DARIAS, 2008).

Por este caminho, a produção turístico-patrimonial-cultural do espaço faz nascer das ruínas reconstruídas, da arquitetura histórica restaurada, das casas antigas de cores opacas e, agora, de cores vivas, um produto patrimonial tematizado, organizado e esteticamente produzido para ser prontamente consumido.

73 “A Grã-Bretanha nos brinda com inúmeros exemplos de cidades que alimentam o turismo e os

serviços relacionados com este, como plataforma básica para sua estratégia de desenvolvimento. Os centros industriais, armazéns e fábricas de fiação de lã dos séculos XVIII e XIX se converteram em museu ou outro tipo de construções para atrair o turismo”.

Contudo, a exposição mercadológica e o fomento ao consumo do produto turístico-patrimonial embalado necessitam, antecipadamente, da elaboração de uma marca criativa que represente visualmente a identidade patrimonial local e que seja utilizada estrategicamente em ações de promoção dos destinos Patrimônios

Culturais da Humanidade.

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