DEFINITIONS ET GENERALITES
4. ETUDE CLINIQUE 1. Histoire Naturel :
7.2. Les moyens du traitement :
7.2.3. Traitement médical :
O babaçu pertence à família Palmae (Arecacea), tribo Attaleeae, da subfamília
Cocosoideae. Essa tribo possui os gêneros Attalea, Scheelea, Orbignya, Maximiliana e
Markleya (MEDEIROS-COSTA, 1985), cujas espécies fornecem amêndoas muitas
comercializadas indistintamente como babaçu. O complexo babaçu é composto por um conjunto de espécies nativas pioneiras e a sua ocorrência caracteriza-se por gradientes que permeiam desde a floresta primária até a recomposição de áreas desmatadas e degradadas, dando origem a formações vegetais secundárias. Essas formações ocupam um mosaico de diferentes fitofisionomias nos biomas Cerrado, Floresta Amazônica e Caatinga.
Em virtude desse comportamento invasor, o babaçu abrange estádios de sucessão ecológica permeados com diferentes tipos de uso do solo, como as pastagens e a “roça” praticadas pelas populações rurais. Dependendo do uso da área, em cerca de 30 anos pode-se originar uma formação secundária praticamente monoespecífica de babaçu (UHL; DRANSFIELD 1987; ANDERSON; MAY, 1995).
No estado do Maranhão, segundo dados do sistema SIDRA/IBGE, anualmente é comercializada mais de 90% da produção extrativa nacional de amêndoas de babaçu. Estima-se que existe no estado uma área coberta com aproximadamente 10 milhões de hectares com floresta de babaçu, em grupamentos compactos típicos de vegetação secundária, resultante da ocupação e devastação da floresta estacional perenifólia aberta com babaçu. Na sua superfície se espalham fragmentos e remanescentes das florestas e dos ecossistemas originais, das florestas secundárias, das capoeiras, das capoeiras com babaçu e de babaçuais entremeados com atividades de uso alternativo do solo (MUNIZ, 2006).
A dinâmica do desmatamento no Maranhão deve ser analisada sob dois aspectos distintos no tempo. Inicialmente o desmatamento propiciou o adensamento das formações com babaçu, o que constitui um exemplo típico de formações vegetais resultantes de processos sucessionais após a perda de florestas primárias por causas antrópicas ou naturais. Na sequência, em conjunto com fatores econômicos, foram criadas as condições propícias para o desenvolvimento da economia extrativista do babaçu.
O extrativismo do babaçu possui um caráter bastante peculiar, pois as formações secundárias são intrínsecas à dinâmica do desmatamento e ocorrem em consórcio com outras atividades de uso alternativo do solo, como a agricultura de roça, a queima e a pecuária (MATOS, 2011). Em paisagens com estádio avançado de degradação, quase sem a presença de matas nativas, prevalecem pastagens associadas a palmeiras em diversas densidades, além de capoeiras com predominância de babaçu, nas quais famílias de assentados também praticam o cultivo de frutas nativas e de espécies madeireiras como o sabiá (SOUZA et al., 2013).
Recentemente houve mudança da configuração entre o desmatamento e as formações sucessionais com babaçu. O avanço da agropecuária mais tecnificada em termos de insumos e implementos, os projetos de infraestrutura e a transformação agrária são fatores causadores da conversão das áreas de ocorrência de babaçu associadas com pastagens e/ou culturas alimentícias em áreas de monocultivos mecanizados de cana-de-açúcar, soja, árvores para celulose e pastagens. Dessa forma, a prática contínua dos desmatamentos, as queimadas e o revolvimento do solo têm atingido níveis que inviabilizam, inclusive, a regeneração natural e as formações secundárias das palmeiras de babaçu (MUNIZ, 2006).
Entretanto, há de se ter cautela sobre essas teorias, medidas e observações das forças sociais em uma dada escala, desde em nível global, do ecossistema, da comunidade, até em nível de parcelas de terras individuais (VANWEY et al., 2009). Deve-se ter uma abordagem multiescalar para superar a falta de visão de diferentes tradições empíricas (MORAN, 2009). Portanto, para estimar a equação de oferta de amêndoas de babaçu, além da consulta à teoria econômica e aos estudos sobre a sua cadeia produtiva, pressupõe-se o entendimento dos fatores que influenciam a dinâmica da paisagem das áreas de ocorrência das formações secundárias em relação aos desmatamentos e às atividades de uso alternativo do solo. Assim, para estimar a equação de oferta de amêndoas de babaçu foi realizada a análise hot spot, que permite estudar as variáveis com efeito espaço-temporal
na produção de amêndoas de babaçu. A literatura sobre o tema estudado permite estabelecer hipóteses mais acuradas entre os determinantes relacionados às atividades de uso do solo e à produção de amêndoas.
Os processos sociais e espaciais não são estacionários. Este fato leva à premissa que tem sido defendida em geografia - especificidade local. Uma vez que as observações mudam de lugar para lugar, o que é uma indicação de que os processos espaciais e sociais subjacentes são diferentes, o método utilizado para realização de análise terá de ser ajustado para detectar esses processos. As localidades-polo são resultantes do conceito de um lugar central em consequência da força ou da dominância de um determinado aspecto econômico cuja hierarquia é replicada no espaço regional, porém não necessariamente de forma contínua (GESLER; ALBERT, 2000; HAINING, 2003).
A consideração sobre a não estacionariedade espacial e temporal dos processos ecológicos e socioeconômicos, conforme a premissa defendida em geografia em relação à especificidade local, vem sendo colocada em prática nas pesquisas que utilizam a tecnologia dos Sistemas de Informações Geográficas – SIG.O ferramental que compõe os programas de geoprocessamento permite a organização, manipulação, análise e visualização de dados espaciais, e muitas vezes possibilidades cobrir relações, padrões e tendências. O conceito de hot spot foi incorporado em ferramentas de estatística espacial projetadas para descrever padrões e feições por meio da utilização de um SIG. Esse tipo de análise pode ser feita com o uso de ferramentas de análise geoestatística disponíveis no
software Arc GIS (ESRI, 2012).
O conceito de hot spot (ponto quente) para a biodiversidade ou hot spot ecológico foi criado por Dr. Norman Myers, em 1988, cujo conhecimento foi incorporado nos trabalhos da Consevation International como indicador para priorizar quais locais do mundo receberiam maior atenção dos programas de conservação. Um hot spot de biodiversidade é uma região biogeográfica que é simultaneamente uma reserva de biodiversidade, além de poder estar ameaçada de destruição.
O termo hot spot também é empregado em diversas áreas do conhecimento, por exemplo, em genética são locais nos genes nos quais mutações ocorrem com uma frequência excepcionalmente alta; em geociências indicam locais do manto terrestre onde existe uma anomalia térmica relacionada ao magma, que seria a polpa da Terra que vaza na crosta em
forma de lava pelos vulcões; e em informática são os pontos de acesso à internet sem fio disponibilizados ao público, ou WiFi (INDRIUNAS; PARRUCO, 2014).
O conceito de hot spot foi incorporado em ferramentas de estatística espacial projetado para descrever padrões de feições por meio da utilização de um SIG. Esse tipo de análise pode ser feita com o uso de ferramentas de análise geoestatística disponíveis no software Arc GIS (ESRI, 2012). A ferramenta hot spot Analysis tem sido aplicada em estudos desenvolvidos para análise de crime, da epidemiologia, de padrões de votação, da geografia econômica, de varejo, de incidentes de tráfego, de dados demográficos e de nichos ecológicos (ECKet al., 2005; VADREVU et al., 2013; WU et al., 2013).