• Aucun résultat trouvé

Effectif par rapport à l’activité du service

VIII. Données thérapeutiques

2. Moyens thérapeutique

2.2. Traitement médical (69, 70)

Quadrinhos: O espaço dedicado a publicação dos quadrinhos e ilustrações

ganharam denominações variadas: “Aventuras da ciência”, “Nada além de 10 linhas” ou simplesmente não apresentavam nenhum título. O emprego dessas ilustrações na revista, também, apresentava como finalidade preencher os espaços vazios ao

final da editoração. Os desenhos eram de autoria de Fola, desenhista argentino cedidos pela APLA. Também, encontramos estes desenhos na Revista Hobby argentina.

FIGURA 36 – Desenhos de Fola FIGURA 37 – Desenho de Fola Fonte: CP, n. 65, fev. 1954, quarta capa Fonte: Hobby, n. 100, nov. 1944

Cursos: Dando continuidade à seção de cursos lançada na edição de 1929, Lobo

ampliou a proposta e os publicou em várias edições e temáticas. “Eletricidade para todos” e “A mecânica do automóvel ao alcance de todos” foram os que tiveram maior duração, totalizando dezesseis fascículos cada. A publicação de ambos durou entre os anos de 1954 e 1957. Todos os cursos eram altamente ilustrados com imagens e esquemas, característica comum ao longo da publicação. Já o curso de Astronáutica diferia dos demais, pois apresentava um grau de dificuldade elevado com a presença de muitas equações, principalmente da área da física.

Hobbies: Poucos artigos para os leitores fabricarem ou repararem por conta própria

objetos ou instrumentos foram veiculados. No total, identificamos dezoito com essas características. A diversidade e a dispersão dos textos sobre fabricação própria demonstram não existir um propósito efetivo da editoria da revista para esse tipo de divulgação. Afinal, ela se distinguia mais pela veiculação de artigos mais teóricos e temas aprofundados, além de notícias de destaque sobre as inovações científicas do que pelos textos sobre trabalhos manuais.

Editoriais: Os editoriais representaram um espaço privilegiado para Lobo, em nome

da revista, expressar a sua opinião, apresentar polêmicas, defender o seu ponto de vista e, acima de tudo, ser um canal direto de informação aos leitores. A cada aniversário da publicação, o editorial trazia um balanço das atividades realizadas e os projetos futuros de novas seções.

Xadrez: Presente em trinta edições, entre os anos de 1950 e 1954, a seção de

xadrez ficava a cargo do Coronel Gastão da Cunha, enxadrista e presidente da

Confederação Brasileira de Xadrez. A seção tinha como finalidade incentivar os

leitores a praticar o jogo, considerado um instrumento de aprimoramento do raciocínio, qualidade essencial para o cientista exercer a sua atividade.

Medicina: Um dos temas constantes e muito abordado na revista foi a medicina

(oitocentos e setenta e quatro). A seção Ciência Popular na Medicina apareceu pela primeira vez em 1950 e perdurou no ano de 1951. Após uma interrupção de aproximadamente três anos, retornou com o título Medicina para todos e assim se mantve até o final da publicação. Notamos, com a mudança, uma ampliação dos temas e a diversidade de tipos de divulgação das informações.

Física: Grande número de artigos com a temática “física” não estavam restritos à

seção “Gazeta de Física”, que teve a sua estreia em agosto de 1954. Anteriormente, em 1951, houve uma seção intitulada “Ciência Popular em física nuclear e assuntos conexos”. Em outras ocasiões, eram publicados avulsos sem qualquer referência de seção. Como observamos anteriormente, as seções eram alteradas frequentemente. Os temas mais veiculados acerca da física se relacionavam à energia atômica, raios cósmicos e aplicações das radiações no campo médico. Pouco se publicou a respeito dos avanços dos pesquisadores brasileiros na área da física, mais precisamente sobre César Lattes91.

O interesse pela física e pela energia nuclear pode ser atribuída, principalmente, à utilização da bomba atômica durante a Segunda Guerra Mundial e às novas perspectivas de suas aplicações no campo científico e como isto afetaria o cotidiano

91

Na década de 1950, as revistas de variedades Manchete e O Cruzeiro, divulgavam notícias acerca da ciência e contribuíram para influenciar o público na formação de uma mentalidade científica. Durante alguns anos publicaram reportagens sobre a trajetória profissional de Lattes ressaltando a sua contribuição para a ciência brasileira. Ver: ANDRADE e CARDOSO, 2001.

das pessoas. Conforme Andrade (1998, p.16), nesse período, “a física ascendia como ciência-guia e a física nuclear era a fronteira do conhecimento”.

Astronáutica e ciência russa: Um aspecto que chamou a atenção foi a publicação

de artigos sobre as atividades científicas na Rússia. Lobo afirma que, “desconhecemos por completo o que se passa na União Soviética em matéria de ciência e tudo mais. Porque não recebemos quaisquer publicações de lá, nem tão pouco se chegassem às nossas mãos poderíamos entendê-las na língua russa.” Em um período marcado pelo anticomunismo e o Brasil mantendo as relações cortadas com a União Soviética, o público tinha grande interesse em saber o que estava acontecendo no campo da ciência soviética. No entanto, Lobo passa a publicar artigos de origem russa transladados para o francês e posteriormente traduzidos para o português, já em 1954. (CP, n. 64, 1954, p. 59). Contudo, a publicação de artigos de origem soviética intensificou-se a partir do lançamento do Sputnik92. Como mostra Motta

Na fase compreendida entre os anos 1950 e 1960, as edições comunistas concentraram-se na divulgação e descobertas da ciência soviética. Esse período foi marcado por notável interesse popular em torno das atividades dos cientistas, especialmente no campo da conquista espacial (2005, p. 356-357).

A posição da revista era bastante clara na intenção de publicar artigos e notícias sobre a ciência e cientistas da União Soviética. Parece-nos que não procurava incentivar em seu público leitor um sentimento hostil ou favorável ao comunismo.

Documents relatifs