MATERIEL ET METHODES
C- Du traitement instrumental :
2- Traitement endoscopique :
As organizações têm dificuldades em identificar, criar, desenvolver e gerenciar o conhecimento organizacional. Isso é considerado uma questão da mais alta relevância, pois nessa perspectiva, o conhecimento que é capaz de gerar riquezas para as organizações e de criar valor para o mercado (SENA; BENETTI, 2013).
Para Sena e Benetti (2013), existem vários fatores que justificam a necessidade de utilizar um framework para direcionar a GC em organizações, dentre as quais se destacam:
A orientação por processos é uma tendência e a base de framework de sucesso;
O ciclo de conversão do conhecimento pode se tornar uma atividade mais natural entre as pessoas;
Podem contribuir para a construção de ambientes que promovam a necessária interação entre as pessoas, dos diversos níveis organizacionais, para conversão de conhecimentos individuais em organizacionais de alto valor;
Pode simplificar a identificação e a construção do ambiente de tecnologia da informação, para sustentar a GC;
Pode facilitar a definição e a construção de indicadores para demonstrar a evolução e o sucesso dos negócios e, por consequência, da própria proposta de GC;
Nesse sentido a Asian Productivity Organization (APO) desenvolveu um modelo de referência, conhecido como APO KM Framework, que mensura os esforços e a eficácia dos processos de conhecimento suportados pelos fatores que considera críticos de sucesso (aceleradores, visão e missão), em iniciativas de gestão do conhecimento.
O pano de fundo e propósito do framework APO enfatiza a importância da GC para o sucesso organizacional, fornece uma fácil compreensão introdutória sobre a GC, aponta os fatores críticos para o sucesso da implementação da GC e auxilia as organizações a alavancarem a GC em benefício próprio (APO, 2010).
Os resultados da sua aplicação devem ser capazes de demonstrar melhorias na aprendizagem e na inovação que o individuo, equipe, organização construíram, capacidades sociais e, finalmente, obter melhorias na qualidade dos produtos e serviços, na produtividade, lucratividade e crescimento (APO, 2010). A Figura 8 exibe as camadas do framework.
Figura 8 - Framework APO de gestão do conhecimento
Fonte: traduzido de APO (2010, p.28).
Os objetivos da abordagem de implementação da gestão do conhecimento pela APO é desenvolver competências para a aplicação da sua abordagem, do framework e, como resultado, a formulação de planos de ação para a sua implementação (APO, 2010).
Na definição da APO (2010), a GC é uma abordagem integrada de criação, compartilhamento e aplicação do conhecimento para aumentar a produtividade, rentabilidade e crescimento organizacional, ou seja, o uso do conhecimento para incrementar a produtividade, rentabilidade, crescimento e qualidade.
Conforme demonstra a Figura 8, os principais elementos do framework APO são: visão e missão, aceleradores, processos de conhecimento e resultados. O ponto de início é a visão e missão da organização, e direciona para os três níveis existentes: a) aceleradores; b) processos de conhecimento e c) resultados.
Os Acelerados ajudam a impulsionar e acelerar a iniciativa de GC na organização. São identificados neste nível os aceleradores Liderança, Pessoas, Processos e Tecnologia. A seguir, uma breve descrição dos acelerados, conforme APO (2009c):
As Pessoas são usuários e geradores de conhecimento, criam e possuem capital intelectual, sendo a confiança um pré-requisito para compartilhar conhecimento;
Processos adotam medidas sociais e tecnológicas que melhoram a contribuição do conhecimento na organização e dispõem de processos efetivos e sistematizados que podem contribuir para melhorar a produtividade, rentabilidade, qualidade e crescimento organizacional;
A Liderança impulsiona a iniciativa de GC na organização, garante o alinhamento de estratégias e projetos de GC com a com a missão e visão da organização. Fornece suporte e recursos para a implementação de projetos de GC;
A Tecnologia acelera o processo de conhecimento através de ferramentas e técnicas eficazes, utiliza ferramentas como groupware e espaço de trabalho colaborativo que permitem a participação, através do tempo e da distância e, por fim, fornece uma plataforma para a retenção do conhecimento organizacional.
O nível Processo de Conhecimento refere-se ao desenvolvimento do conhecimento e aos processos de conversão. O processo de conhecimento consta de cinco estágios: a) Identificar; b) Criar; c) Armazenar; d) Compartilhar e e) Aplicar, todos os estágios relacionados ao conhecimento. A seguir, uma breve descrição dos estágios, conforme APO (2009c):
O estágio Identificar é a fase inicial e crucial do processo de conhecimento. Nesta etapa é identificado o conhecimento crítico necessário para construir as competências essenciais da organização e as lacunas de conhecimento na organização; Criar é o estágio que supre as lacunas de conhecimento por
conhecimentos. Neste estágio, muitos meios para criar novos conhecimentos no nível individual, de grupo e organizacional são enfatizados;
No estágio Armazenar ocorre a coleta e preservação do conhecimento organizacional por meio de várias formas de armazenamento e organização para posterior recuperação. Compartilhamento é o estágio em que ocorre o intercâmbio
regular e sustentado do conhecimento, promove-se o aprendizado contínuo para alcançar objetivos de negócios, utiliza-se a confiança mútua e o beneficio da promoção de uma cultura de compartilhamento do conhecimento, e onde a tecnologia pode ser usada para reforçar o compartilhamento; No estágio Aplicar é que ocorre o uso e reuso do conhecimento
na organização, traduzido em conhecimento, em ação, ou seja, o conhecimento apenas acrescenta valor quando é utilizado para melhorar os produtos e serviços.
A Figura 9 apresenta um exemplo que como uma organização administra com sucesso o seu processo de conhecimento (APO, 2009c). Figura 9 – Processos de conhecimento na prática
Fonte: traduzido de APO (2009c, p.98).
No exemplo, a metodologia de GC adotada abrange uma estrutura simples, que descreve o ciclo de aprendizagem: aprender antes, durante e depois de qualquer evento. O ciclo é apoiado por ferramentas de processos simples.
Em resumo, a etapa “Aprender antes” ocorre antes do início de uma nova iniciativa. O grupo examina as possíveis soluções em uma fase exploratória. Na etapa “Aprenda durante”, é adotada durante o projeto uma abordagem de aprendizagem contínua. Ela estabelece o que deveria acontecer, o que realmente aconteceu, porque houve uma
diferença, e o que foi aprendido. A etapa “Aprenda depois”, ocorre após o encerramento do projeto, com uma retrospectiva em sucessos, em melhorias, e sobre as lições-chave aprendidas, que devem ser passadas adiante. As lições decorrentes desse ciclo de aprendizagem são acordadas e compiladas por uma comunidade de prática. Finalmente, as lições - tanto específicas quanto genéricas - são incorporadas aos "ativos de conhecimento" na intranet da organização.
Conforme APO (2009c), o processo de conhecimento possibilita a aprendizagem e inovação em todos os níveis e áreas na organização. Como consequência, surgem novos produtos, serviços, processos, mercados, tecnologias e modelos de negócios, bem como auxilia na construção da capacidade individual, da equipe e organizacional, conduzindo a capacidade social.
Os resultados esperados das iniciativas de gestão do conhecimento são aprimorar a capacidade individual, da equipe e organizacional e da capacidade social. A aprendizagem e inovação ocorrem pelo acréscimo de conhecimento e de competências no processo de conhecimento, resultando em um melhor desempenho. O compartilhamento de conhecimentos, em uma equipe, aumenta a capacidade da equipe. Quando os indivíduos em equipe estão constantemente aprendendo e compartilhando conhecimentos uns com os outros, a capacidade da equipe é melhorada. As melhorias nos processos e sistemas organizacionais, competências internas e estratégias inovadoras possibilitam um crescimento sustentável e vantagem competitiva. Para tanto, as organizações precisam aproveitar as capacidades individuais e de equipe e colaborar com os colaboradores externos, como fornecedores, clientes e parceiros. E, por fim, a capacidade social que se refere ao conhecimento coletivo dos indivíduos, organizações e instituições pode ser aproveitada para o crescimento inclusivo. Redes de trabalho e de colaboração podem estimular o potencial criativo dos indivíduos e organizações para aproveitar as enormes oportunidades para o crescimento e desenvolvimento na sociedade (APO, 2009a).
As capacidades dos indivíduos, de equipe, organizacional e social são ampliadas em um ambiente que promove processos de conhecimento: um ambiente de aprendizagem e de inovação. Nos processos de gestão do conhecimento observa-se a exigência de um espaço local, físico ou virtual, que possibilite aos indivíduos a realização de trocas de experiências e conhecimento.
relacionados ao espaço e tempo são ressignificados, em ambientes colaborativos personalizáveis de criatividade, aprendizado e construção do conhecimento.
Desse modo, os ambientes de criação do conhecimento “[...] exigem muito mais do que tecnologia e pessoas dialogando, indicam a importância crucial da educação e das relações sociais na nova sociedade [...]” (SCHLESINGER et al., 2008, p.11).
Os impactos na passagem sociedade da informação e do conhecimento assinalam as perspectivas baseadas na educação, no conhecimento e no desenvolvimento científico e tecnológico, como aspectos importantes para a disseminação de repositórios digitais. É nesse cenário que os repositórios digitais emergem (MASSON, 2008).
Assim, a partir das razões apresentadas, é necessário explorar a evolução do repositório para sustentação e promoção das características conceptuais dos conteúdos e informações.