• Aucun résultat trouvé

Matériel et méthodes

B. hypotrophie testiculaire:

3. Traitement chirurgicale:

Kayano et al. (1998) estudaram as circulações tropicais associadas a ocorrência de precipitação em 1982/83 e 1984/85, eventos climáticos extremos ENOS (El Niño-Oscilação Sul). Em 1982/83 (El Niño) predominaram condições de seca em amplas áreas terrestres tropicais, como na América do Sul, África e Indonésia. Durante 1984/85 (La Niña) essas

anomalias climáticas praticamente se inverteram, em concordância com a inversão das características de circulação tropical.

Segundo Souza et al. (2000) na região amazônica a estimativa quantitativa de precipitação é complexa, devido a sua alta variabilidade espacial e temporal. A dinâmica atmosférica explica a alta variabilidade espacial e temporal da precipitação na Amazônia. Na escala interanual, a precipitação na bacia amazônica é afetada pelo El Niño Oscilação Sul – ENOS, onde a fase de El Niño do ENOS diminui a precipitação na Amazônia e a fase do La Niña aumenta a precipitação.

Foley et al. (2002) verificaram que durante eventos de El Niño a porção norte da região amazônica apresentou uma redução de precipitação de 120mm e na porção sul uma redução de 65 mm. Nos eventos de La Niña, foi observado um aumento de precipitação de 215 mm na porção norte da região amazônica e uma diminuição de 8mm na sul. Quanto as vazões médias na bacia do rio Tapajós os autores constataram que nos eventos de El Niño ocorreram uma redução média na vazão da ordem de 1.647 m³/s e no de La Niña, as vazões também sofreram redução de 588 m³/s.

Foley et al. (2002) verificaram que os padrões climáticos dentro da Amazônia exibem fortes variações de ano para ano. Uma parte significativa da variabilidade climática da região, especialmente no norte da Amazônia, está relacionada com o ENSO. Durante a fase fria do ENOS (La Niña) a região amazônica apresenta um nível de precipitação mais elevado que o normal. Na fase de aquecimento do ENSO (El Niño), o principal centro de convecção se desloca para o Pacífico central, a convecção sobre a Amazônia enfraquece, e os totais de precipitação caem abaixo da média. A variabilidade na bacia amazônica foi analisada com base em séries de dados pluviométricos de 1950 a 1995.

Coe et al. (2002) usando um algoritmo novo no modelo de transporte HYDRA simulou a ocorrência de áreas alagadas em rios da bacia amazônica, durante eventos de El Niño e de La Niña. Os autores observaram que no período de água altas e de ocorrência do evento La Niña, a área inundada aumentou cerca de 8% (14.000 km²) em relação a períodos normais e diminuiu cerca de 12% (20.000 Km²) em períodos de El Niño. Durante o período de estiagem a área de inundação aumentou em ambos os extremos do ciclo ENSO, tendo ocorrido um aumento de 12% (2.500 Km²) para El Niño e 35% (7.000 Km²) para La Niña.

Marengo (2006) tendo como base de dados vários índices hidro meteorológicos da Amazônia, referentes ao período de 1951 a 1983, e observações climatológicas da superfície do Oceano Atlântico Tropical, do Pacífico Oriental e dos Oceanos Índicos, desenvolveu estudos acerca dos mecanismos de circulação na bacia amazônica, em anos de El Niño e de

La Niña. O autor ressalta que padrões anômalos na precipitação e, consequentemente, nos níveis de água de rios no norte da Amazônia estão associados com padrões de circulação distintos no Atlântico Tropical, particularmente, no ápice da estação chuvosa, entre março e abril.

Zeng et al. (2008) analisaram as causas e os efeitos da grande estiagem ocorrida na Amazônia no ano de 2005, revelando que, em função do aquecimento do Oceano Atlântico Norte Subtropical, a seca de 2005 foi uma prorrogação dos efeitos do evento El Niño de 2002/2003, uma vez que no ano de 2004, o padrão de precipitação não repôs os efeitos causados pelo evento de 2002/2003. A seca de 2005 na Amazônia foi particularmente mais severa nas partes oeste e sul da bacia, onde grande parte dos cursos d’água apresentaram baixos níveis de vazão, causando grandes impactos no transporte hidroviário e na geração de energia.

Reboita et al. (2010) apresentaram uma revisão dos sistemas atmosféricos que atuam nos diferentes setores do continente sul-americano e que contribuem para a precipitação. Ressaltam que a grande extensão latitudinal e as variadas formas de relevo da América do Sul permitem o desenvolvimento e a atuação de diferentes sistemas atmosféricos, que contribuem para a existência de 8 regimes de precipitação ao longo do continente. Quanto à região norte do Brasil, apresenta significativa heterogeneidade espacial de pluviosidade, onde a maior quantidade de precipitação é observada no setor ocidental da região, excedendo a 2450 mm/ano.

Espinoza et al. (2011) analisaram ciclos hidrológicos anuais do rio Amazonas, caracterizados por bruscas transições entre vazões máximas e mínimas, ocasionadas por severas variações climáticas, quando da ocorrência dos eventos El Niño e La Niña entre os anos de 2010 e 2011.

Amanajás e Braga (2012) analisaram e determinaram os principais padrões climatológicos da precipitação na Amazônia Oriental, através de uma associação com sistemas meteorológicos que atuam na região. Foram analisados dados de 128 estações pluviométricas no período de 1980 a 2009. A análise fatorial em componentes principais (ACP) foi capaz de indicar as regiões e períodos com maiores e menores índices de chuva. Três padrões ou estações definem o regime de chuvas na região. A primeira, estação chuvosa, se estende de janeiro a abril. A segunda, estação de transição, apresentou correlações bastante expressivas com as chuvas de maio a agosto. A terceira estação, a menos chuvosa, se estende de setembro a dezembro. Foram verificadas e delimitadas quatro regiões homogêneas de precipitação, em relação à variabilidade sazonal e interanual – RH1, RH2, RH3 e RH4.

Santos et al. (2013) analisaram correlações de índices de detecção de mudanças climáticas, dependentes da precipitação pluvial para a Amazônia Ocidental e suas relações com as anomalias da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) nas regiões de Niño 1+2, Niño 3, Niño 3+4 e Niño 4, no Oceano Pacífico; com o Índice do Atlântico Norte Tropical (TNAI) e com o Índice do Atlântico Sul Tropical (TSAI), no Oceano Atlântico. As influências dos índices de detecção de mudanças climáticas sobre a Oscilação Decenal do Pacífico (PDO) e a Oscilação Multidecenal do Atlântico (AMO), também, foram averiguadas.

Segundo Souza et al. (2015), a precipitação é um dos principais elementos climáticos na região tropical é a que melhor caracteriza as variabilidades climáticas da região. A variabilidade sazonal e interanual da precipitação na Amazônia foi estudada por vários autores, entre eles Obregon e Nobre (1990), Marengo (1992), Ribeiro et al. (1996), Fisch et al. (1998), Souza et al. (2000), Obregon (2001), Rocha (2001), Reboita et al. (2010) e Amanajás e Braga (2012).

Souza et al. (2015) sob a ótica de um contexto espacial e temporal, analisaram as relações entre a precipitação na Amazônia e o fenômeno El Niño-Oscilação Sul (ENOS). Nos estudos utilizaram dados mensais de precipitação nos estados do Pará, Amazonas, Amapá e Maranhão. Os dados de 238 estações pluviométricas foram analisados no período de 1920 a 2011. A análise dos campos de anormalidade das precipitações permitiu a identificação dos eventos de El Niño e La Niña. Concluíram que o fenômeno ENOS modula a precipitação anual, através de múltiplas escalas de tempo, onde o monitoramento e a previsão climática deste fenômeno são de fundamental importância para a mitigação dos impactos socioeconômicos causados na região amazônica.