CHAPITRE II : CAMPAGNE EXPERIMENTALE SUR PATES ET MORTIERS
3. Caractérisation de la microstructure poreuse
3.3. Profil de porosité à l’interface granulat/pâte
3.3.3. Traitement et analyse d’images
A tabela exibida no Anexo A contém os dados obtidos junto à empresa, além do produto gerado por esta pesquisa que compreende a aplicação do método FMEA de análise de falhas em 108 ordens de serviços, o que representa 5,6% do total de ordens de serviço de manutenção do empreendimento analisado, desde a sua inauguração até o momento do levantamento de dados.
Ao observar o gráfico da Figura 7 percebe-se que a maior parte dos registros obteve o grau de prioridade de risco “baixo” ou “moderado”, sendo que aqueles que tiveram índice “elevado” ou “muito elevado” não chegaram a 5% do total de ocorrências analisadas.
Tabela 8 - Frequência de Coeficiente de Prioridade de Risco em Ordens de Serviço.
Prioridade de Risco Intervalo de Valores Frequência %
Baixo CPR ≤ 4 70 64,81%
Moderado 4 < CPR ≤ 16 32 29,63% Elevado 16 < CPR ≤ 32 4 3,70% Muito Elevado 32 < CPR ≤ 64 2 1,85%
TOTAL 108 100,00% Figura 9 - Gráfico de Frequência de Coeficiente de Prioridade de Risco.
Algumas ordens de serviço apresentam custos elevados que não condizem com a realidade da atividade desempenhada. Este fato é um indicativo de que diversas atividades, semelhantes ou não, estão sendo executadas em empreendimentos distintos da empresa, porém registradas em apenas uma única ordem de serviço.
Exemplo disto são as ordens de serviços classificadas como “Limpeza” que tiveram altos custos em seus registros. Isto leva a crer que os custos referente a limpeza de várias unidades do empreendimento foram registrados em uma única ordem de serviço. No custo global de manutenções, esta forma de registro não vai fazer tanta diferença para o gerenciamento, porém quando se deseja avaliar as ordens de serviço separadamente, isto pode causar algum prejuízo na análise dos dados.
.Desta forma, o custo global dispendido pelo departamento de pós-ocupação para a manutenção está sendo controlado, porém, com essas informações não é possível analisar o impacto que o custo de um determinado sistema causa dentro de um empreendimento.
Figura 10 - Gráfico de Prioridade de Risco Distribuído por Sistemas
O grau de severidade é a variável responsável por avaliar o descontentamento do cliente com a situação, assim como o não funcionamento dos sistemas em questão. Tomamos como exemplo os registros de vazamento de gás registrados como “Equipamentos Industrializados”, que ao ser identificada a falha, o registro do ramal que apresentou o problema é interrompido até que o vazamento seja corrigido. Para este caso adotou-se o índice correspondente ao grau “alto” de severidade, pois o sistema a gás deixa de funcionar até que o reparo seja efetuado.
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Para avaliar a questão do descontentamento do cliente fica evidente a importância da vivência no dia a dia do profissional no departamento de pós-ocupação, para entender como o relacionamento com os clientes se desenvolve, a fim de melhor classificar as ordens de serviço com relação ao índice de severidade do método.
Já para a atribuição de índices para complexidade de intervenção, está relacionado com a dificuldade de intervenção, assim como a influência sobre outros sistemas se não aquele que apresentou a falha. No caso de intervenções em sistemas como paredes e pisos, vale notar a existência de diversas camadas que podem sofrer com a intervenção em um sistema em específico.
As ordens de serviço classificadas como “Diversos” esteve presente em 2,02% de frequência no total de registros, enquanto que a sua frequência em ordens de serviço com custos foi de 5,08%, sendo esta porcentagem maior que muitos outros sistemas importantes da edificação. Vale notar que “Diversos” é um termo genérico de classificação que quando analisada isoladamente, a classificação não confiará relevância alguma para o gerenciamento. Isso quer dizer que essas ordens de serviço poderiam ser encaixadas em outras classificações mais específicas que retratam de fato as ocorrências.
5 DIRETRIZES PARA O DEPARTAMENTO DE PÓS- OCUPAÇÃO
Apesar de o presente trabalho tratar de uma pesquisa inicial, puderam ser geradas diretrizes voltadas ao aprimoramento dos processos gerenciais do Departamento de Pós-Ocupação da empresa, as quais serão apresentadas a seguir:
a) Os profissionais que atuam no setor devem ser especialistas em inspeções prediais, com a capacidade de realizar os diagnósticos através da indicação das causas, origens e efeitos de cada anomalia, além de indicar as melhores soluções para os serviços de manutenção. Esta diretriz é importante, pois as patologias da edificação algumas vezes podem ser oriundas do mau uso do sistema/edificação ou da falta de manutenção preventiva, o que teria como responsável o próprio usuário e não a empresa. Neste sentido, o conhecimento das normas técnicas e da legislação referente à manutenção é fundamental para estes profissionais. A empresa só poderá arcar com aquilo que é de responsabilidade dela, por menor que seja o serviço, pois ao executar qualquer intervenção ela se tornará responsável por qualquer tipo de dano que vir acontecer mais tarde neste sistema.
b) Desenvolver treinamentos para os profissionais do setor a fim de se aprimorarem com relação à patologia das construções, bem como normas e legislações vigentes em manutenção predial.
c) Estar constantemente atualizando e aprimorando as informações presentes no manual do proprietário (unidades) e do condomínio (síndicos), de forma a apresenta-lo completo, contendo as manutenções preventivas que devem ser realizadas em todos os elementos da edificação, a fim de aumentar a durabilidade dos componentes da edificação, além de indicar quais são os seus prazos de garantia para o cliente.
d) Caso algum dia a empresa X venha a implantar o método FMEA será necessário refletir a cerca de como serão criadas as faixas de valores para a atribuição do índice de custos, de uma forma a se adaptar a realidade da empresa. Na pesquisa, os dados levantados já eram existentes por isto, estavam a postos para serem analisados, de forma a adotar as quatro faixas de valores, de acordo com a porcentagem acumulada nos registros
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gerados em um determinado período de tempo. Sugere-se que sejam atribuídos valores mínimos e máximos para cada faixa da variável custo aplicada ao método, visto que é possível realizar uma análise histórica dos dados referentes a outros empreendimentos da empresa e adequar os dados adquiridos no presente.
e) Quando o usuário tem o primeiro contato com a empresa X a fim de informá-la a respeito de qualquer anomalia, devem ser feitas perguntas preliminares por parte dos profissionais que atuam no departamento, contribuindo assim para o diagnóstico de cada situação, assim agilizando o seu atendimento. Pode-se ainda solicitar aos usuários que enviem registro fotográfico, pois através dele é possível identificar a gravidade da situação, evitar gastos com deslocamentos desnecessários, além de localizar a falha perante a edificação. A gestão dos arquivos fotográficos é de suma importância quando se quer estudar os avanços das manifestações patológicas, pois a fotografia é o registro real da situação naquele instante. A fotografia pode colaborar para solucionar eventuais dúvidas que surgem durante a elaboração do diagnóstico, além de ilustrar pareceres técnicos utilizados para explicar tecnicamente o que está acontecendo. f) É importante que o profissional a vistoriar uma unidade tenha
conhecimento prévio sobre o problema ou estude o projeto antes da visita para entender os acessos da edificação, o que é fundamental para elaboração do diagnóstico e pode melhorar o desempenho do profissional durante as vistorias realizadas. g) Padronizar as informações inseridas no sistema integrado da
empresa permitirá uma qualidade mínima de informação, de forma a fundamentar a tomada de decisão do setor com relação às prioridades de manutenção, permitindo um melhor gerenciamento das ocorrências em manutenção.
6 CONCLUSÃO
O objetivo geral do presente trabalho foi atendido uma vez que foi elaborado um brainstorming com as possíveis “causas, efeitos e medidas de controle” de 108 ordens de serviço, como apresentado na Tabela FMEA do Anexo A.
O objetivo específico “a” foi cumprido na revisão bibliográfica, uma vez que nesta seção foram abordados os principais conceitos, leis e normas que fazem parte da rotina do departamento de pós-ocupação da construtora.
A proposta central do trabalho e o item “b” dos objetivos específicos também foram elucidados no item 4.3, onde se buscou analisar tecnicamente as informações obtidas após a fase de levantamento de dados e elaboração do gráfico de Pareto, de forma a identificar quais são os sistemas que tiveram maior representatividade em termos de ocorrências e custos no empreendimento em questão.
Os objetivos específicos “c” e “d” foram atendidos durante a aplicação do método quantitativo do FMECA de Cupertino (2013). O autor elaborou um índice que representa a criticidade da ocorrência, de forma a indicar quais são situações que necessitam de prioridade para o atendimento.
O item “e” dos objetivos específicos foi tratado na seção 5 deste trabalho, onde se buscou elencar alguns pontos relevantes que podem contribuir para a melhoria dos processos e atividades do departamento, além da gestão da informação como forma de melhoria dos processos gerenciais da construtora.
Com relação ao levantamento das possíveis causas, efeitos e medidas de controle, sugere-se que o mesmo seja realizado de forma conjunta entre os profissionais que estão envolvidos em cada ordem de serviço, sendo que o preenchimento da informação será tão mais preciso quanto maior a experiência do profissional e mais elaborado for o diagnóstico da situação. Percebeu-se, também que esta etapa foi exaustiva para ser realizada em uma única reunião, por isso, se o método for colocado em prática dentro do departamento de pós-ocupação da empresa, cabe avaliar o grau de detalhamento das informações inseridas no sistema.
A atribuição de graus de severidade para cada ordem de serviço como descrito no método proporciona uma dupla interpretação acerca da situação, pois na Tabela 1 exposta no item 3 a descrição do indicador de severidade leva em consideração a queda no desempenho do sistema, assim como o descontentamento do cliente frente a situação. Portanto, a
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pesquisa acabou se limitando a analisar a queda no desempenho, o comprometimento do funcionamento dos sistemas e as condições de segurança da falha, de acordo com as informações registradas nas OS, já que para levar em consideração o descontentamento do cliente é necessário estar inserido no ambiente do setor para entender o ponto de vista dos clientes.
Quando se conclui a respeito da análise FMEA quantitativa, é extremamente complicado desmembrar os custos de cada intervenção de modo em que se possa obter um valor palpável para cada ordem de serviço. Geralmente, quando as intervenções são feitas em unidades específicas, os profissionais vão com a intenção de solucionar todos os problemas que existem naquele apartamento, o que às vezes são realizadas várias manutenções de uma só vez, dificultando o desmembramento dessas informações.
Observou-se que a empresa participante possui um software de gestão desenvolvido, sendo que o mesmo pode estar sendo subutilizado pelos profissionais do departamento. Se for criada a cultura da importância do registro da informação com qualidade na empresa, haverá um ganho de eficiência significativo no departamento de pós- ocupação durante a análise dessas informações, de forma a contribuir para entendimento das anomalias e como realimentar o processo produtivo para evita-las.
Com relação aos benefícios do presente estudo para a empresa do estudo de caso, vislumbra-se que este trabalho poderá servir como base para a retroalimentação dos processos gerenciais do departamento de pós-ocupação, assim como poderão ser aprimoradas as técnicas construtivas de alguns serviços. Essas informações devem favorecer o desenvolvimento da concepção dos futuros empreendimentos, na elaboração de projetos, planejamento e execução da obra, aquisição de materiais e manutenção da edificação.
Para a academia, este é mais um trabalho com dados reais que vem a subsidiar a importância do investimento em pesquisas na área de manutenção predial, tema que vem ganhando importância ao longo dos últimos anos e que podem ser um diferencial do mercado competitivo da construção civil.
Pessoalmente, este trabalho contribuiu para extensão e aplicação dos conhecimentos acerca de patologia das edificações que sempre foi um tema que chamou a atenção do autor, além de contribuir para o enriquecimento com conhecimento adquirido através de situações reais da empresa X.
7 SUGESTÕES PARA TRABALHOS FUTUROS
A aplicação do método FMEA em outros empreendimentos pode ser importante para comparar as manifestações cada empreendimento, de forma a entender as suas peculiaridades. Expandir o estudo e analisar outros casos pode ser primordial para se evidenciar falhas sistemáticas que estão acontecendo de maneira generalizada nos empreendimentos da construtora.
Outra sugestão seria a análise sistemática das informações obtidas, de forma a aplicar o método FMEA somente em sistemas específicos selecionados de acordo com o grau de relevância identificados com a proporção de ocorrências e custos em OS. A forma de atuar em sistemas específicos pode se relacionar com o princípio de Pareto que afirma que 80% das consequências provem de 20% das causas, ou seja, atuando em poucos sistemas é possível atingir a maioria das falhas.
Além do estudo das causas, efeitos e medidas de controle em cada ordem de serviço, é importante se registrar quais foram as origens das manifestações. Após a elaboração do diagnóstico, é possível se elencar se o problema teve origem na etapa de projeto/planejamento, material, execução, utilização, ou ausência de manutenção, pois dessa forma é que são definidas as responsabilidades em cada situação, além de fornecer insumos para a realimentação do processo de produção dos empreendimentos, priorizando a minimização das falhas.
Existem vários métodos e ferramentas de gestão da qualidade que poderiam contribuir para o gerenciamento das informações de um departamento de pós-ocupação. Com os dados obtidos no levantamento de dados seria possível aplicar algumas ferramentas de gestão como: “folha de verificação”, “método GUT”, “Diagrama de Causa e Efeito”, “Histograma”, “Diagrama de Dispersão”, “Gráfico de Controle”, “Diagrama de Fluxo”, “Ciclo PDCA” e “5W2H”. Todas estas ferramentas foram elucidadas na pesquisa de Soares (2015) que analisou a qualidade em ordens de serviço de operação e manutenção de rede de distribuição de água da CASAN em Florianópolis.
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ANEXO A Tabela FMEA de análise de falhas.
Data Unidade Serviço Sistema Possíveis Causa Possíveis Efeitos Possíveis Medidas de Controle Severidade Custo Grau de Intervenção CPR
16/06/2016 Área Comum - 13° Pavto INSTALAÇÃO DE RUFO DA GARAGEM COM
VIZINHO Diversos
Ausência de especificações em projeto referente a este dispositivo; Não instalação do dispositivo durante a obra
Água com sujeira escorre e suja o muro; Água que infiltra entre os muros e acaba danificando a sua pintura;
Elaboração de projetos arquitetônicos
detalhados; 1 3 1 3
14/07/2016 Área Comum - Térreo SINAL DE FERRUGEM NO PERGOLADO Diversos
Falta de tratamento do elemento metálico com pintura de proteção contra oxidação; Presença de água acumulada;
Aspecto ferruginoso no
elemento metálico; Realizar pintura protetora; 1 2 1 2
20/09/2016 Área Comum - Térreo REGULARIZAÇÃO DO JARDIM (DEVIDO
MANUTENÇÃO HIDR... Diversos
Reparo nas tubulações hidrossanitárias enterradas no solo;
Movimentações de terra que podem ocasionar muita sujeira ou transtorno para o
condomínio;
NOTA: Esta ordem de serviço surgiu de outras OS. A medida de controle seria evitar a falha da ordem de serviço que esta
depende.
2 2 2 8
08/01/2016 1001 SALA: Arrumar fechadura , chave não gira Diversos Tambor da fechadura com defeito; Chave
entortada devido ao mal uso;
Inutilização da fechadura, ou até mesmo da porta;
Testar fechaduras durante o checklist para a entrega das unidades; Colocar
informações sobre o modo de utilização das fechaduras no manual do proprietário
3 1 1 3
03/08/2016 Área Comum - Térreo
REPARAR FERRAGEM EXPOSTA PROX A GUARITA. TRATAMENTO COM PU36 ENTRE O PILAR E A VIGA DO PERGOLADO PROXIMO A GUARITA
Diversos Presença de água que escorre pela parede;
Aparecimento de sujeira sobre o revestimento, caracterizando um dano estético; Danos por intumescências na pintura; Corrosão de armadura
Especificação em projeto para a aplicação de material flexível para a vedação das possíveis frestas de entrada de água;
1 1 1 1
15/12/2015 1202 Quarto: Perfil de transição está elevado. Foi trocado
perfil e o trilho. Marceneiro Diversos
Falta de fixação do perfil de transição no vão destinado ao encaixe; Presença de água estufando o piso laminado de forma a desencaixa o perfil;
Uniformidade no piso laminado de madeira; Não fechamento da porta;