O extrator primário realiza o primeiro estágio de limpeza dos rebolos, assim que saem do rolo picador, retirando a palha e outras impurezas minerais e vegetais.
Como: além do botão de acionamento do extrator, há também um botão para o seu giro para a esquerda ou para a direita.
Figura 37. Giro do extrator primário.
Porque: para não jogar as palhas e impurezas extraídas nas linhas de cana que ainda serão colhidas.
Observação da atividade: da mesma forma que o despontador, o operador gira o extrator no início do corte da linha de cana de modo a direcionar a palha que sai dele sempre para a área já colhida. Durante as manobras para a colheita da linha seguinte, o operador volta a girar para o lado já colhido.
Os modelos John Deere tem os sistemas elétricos de giro do extrator primário e do elevador conjugados, assim quando se aciona o pedal de giro do elevador, o extrator gira para o mesmo lado simultaneamente. Isso facilita o trabalho dos operadores, já que é um item a menos para se preocupar durante a mudança de linha de cana. Tais máquinas também permitem que o extrator seja acionado independente do elevador, o que é necessário durante a tarefa de “abrir eito”, explorada posteriormente.
“Essa máquina [3522] a parte elétrica dela é conjugada, aí você pisa
aqui no elevador e aciona o extrator junto, aí vira os dois de uma vez. Aí quando precisar, por exemplo, pra abrir eito, aí você vira ele no manual pra não jogar palha na cana. Já o da Case, tem que girar separado cada um”.
Como: o operador pode também ajustar a rotação do ventilador do extrator primário através de um botão.
Figura 38. Pás do extrator primário.
Porque: para manter uma limpeza correta, a rotação deve ser monitorada periodicamente durante o dia de trabalho. A rotação do ventilador mudará conforme as condições de colheita, por exemplo: a quantidade de umidade na cana e a variedade dela, juntamente com o rendimento, afetarão a rotação. Definir a rpm do ventilador antes de entrar em um bloco novo de cana. O ajuste correto permite que os resíduos sejam extraídos sem os rebolos.
Nota: o desempenho na limpeza piora com o desgaste das lâminas do ventilador. Com o desgaste, o ventilador perderá seu equilíbrio e vibrará, por isso, vibrações na área do extrator devem ser monitoradas continuamente. Deve-se trocar as quatro lâminas se o conjunto ficar desbalanceado, pois usar um ventilador assim pode causar sérios danos à colhedora.
Observação da atividade: a rotação é ajustada no início do corte de determinado talhão. O operador analisa o tipo de cana e baseado nisso, coloca a rotação que ele julga mais adequada: em uma cana “forte” ele coloca uma rotação mais alta, já em uma cana mais “fraca”, ele diminui a rotação. Durante o corte, o operador pode realizar ajustes.
10) Elevador
O elevador conduz os rebolos através da esteira até o extrator secundário.
Figura 39. Elevador.
Como: na cabine, existe um pedal de giro do elevador para o lado esquerdo e outro para o lado direito, por um total de 170º.
Figura 40. Giro do elevador.
Sempre manter o elevador virado para a parte traseira da colhedora enquanto espera a unidade de transporte no talhão para evitar colisões.
Porque: o elevador sempre fica voltado para o transbordo a fim de realizar a descarga da cana colhida.
Observação da atividade: o giro ocorre no início da colheita da linha de cana-de- açúcar, para posicionar a saída do elevador sobre o transbordo. O operador só faz isso quando se certifica que o transbordo está em posição de receber a carga.
Em casos de colheita em terrenos declivosos, os operadores devem atentar-se para girar o elevador ao mesmo tempo em que manobram a máquina, pois é ele que mantém o equilíbrio da máquina em situações como esta.
Como: existe também um botão para ajustar a altura do elevador.
Figura 41. Ajuste da altura do elevador.
Porque: a fim de equiparar a sua altura com a da unidade de transbordo.
Nota: Antes de abaixar completamente o elevador para manutenção, deve-se certificar de este está diretamente atrás da máquina.
Observação da atividade: o operador levanta ou abaixa o elevador apenas no início do corte do talhão.
Em terrenos declivosos, pode ser necessário também repousar o elevador sobre o transbordo a fim de garantir maior estabilidade da máquina, como será descrito posteriormente.
Como: existe ainda um botão de acionamento da esteira do elevador.
Figura 42. Esteira do elevador.
Porque: a esteira é ligada quando inicia-se a colheita da linha de cana e o transbordo está posicionado para receber a carga. Ela é desligada ao final do descarregamento da carga.
Nota: deve-se verificar diariamente danos ou elos soltos nas correntes, pois podem fazer com ela se quebre durante a operação.
Observação da atividade: o operador só liga a esteira após o transbordo estar posicionado caso contrário, os rebolos serão jogados no chão. Da mesma forma, é importante que a esteira seja desligada ao final do corte da linha de cana para que a máquina ao entrar na próxima linha, não jogue os rebolos no chão.
Como: existe também um botão que controla o sentido da esteira do elevador. Em situações de colheita ele é colocado na opção avanço e caso haja anormalidades no fluxo de rebolos, ele pode ser colocado no modo reversão.
Observação da atividade:
“Quando acumula muita cana no cesto, você aciona a reversão pra fazer a cana ir embora pra lá. É só pra ajeitar a cana”. “Mas não pode usar muito porque quebra a corrente. Tem que verificar porque a esteira não tá levando cana”.