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TRAINING IN MEDICAL PHYSICS 1. Introduction1.Introduction

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Para a coloração de águas doces de classe 2, a resolução estabelece um VMAP de 75 mg Pt/L. Em todas as amostras foi constatado uma concordância com a norma de 100%, indicando que a coloração obteve resultados abaixo do que é determinado pela legislação, ou seja, está de acordo com os padrões exigidos para a garantia da qualidade da água. Na Figura 13 segue a representação gráfica do Número Fuzzy Triangular das amostras obtidas nos períodos de 2014 a 2018.

Figura 13 - ICF do parâmetro CVD (2014 a 2018).

4.1.3 Sólidos Dissolvidos Totais

A CONAMA recomenda para este parâmetro um VMAP de 500 mg/L. Foi verificado nas amostras dos 1º’s semestres uma garantia de 79,8%, resultado relativamente satisfatório, porém o ICF das médias do período inteiro foi de 28,8%. Pode-se dizer que os resultados do parâmetro de STD na água estão acima do que é recomendado pela norma. Isso descaracteriza a água como doce, passando a salobra. Na Figura 14 segue a representação gráfica do NFT das amostras obtidas no período de 2014 a 2018.

Figura 14 - ICF do parâmetro STD (2014 a 2018).

Fonte: elaborado pela autora (2019).

4.1.4 pH

A Figura 15 apresenta a representação gráfica do NFT, referente às médias gerais do pH das amostras obtidas nos períodos de 2014 a 2018.

Figura 15 - ICF do parâmetro pH (2014 a 2018)

Fonte: elaborado pela autora (2019).

Segundo a CONAMA 357/2005, as águas doces devem apresentar um pH mínimo (VMIP) de 6,0 e um pH máximo (VMAP) de 9,0. As amostras verificadas para este parâmetro apresentaram nos 1º’s semestres concordância com a norma de 100%, no 2º semestre a concordância foi de 93,3%, sendo a da média geral de 98,7% (mostrada no gráfico acima), desse modo podemos observar que este parâmetro atingiu os padrões exigidos em legislação.

4.1.5 OD

A Figura 16 diz respeito à representação gráfica do NFT Triangular referente ao OD das médias gerais das amostras obtidas nos períodos de 2014 a 2018.

Figura 12- ICF do parâmetro OD (2014 a 2018)

Para este parâmetro é estabelecido em norma um valor mínimo permito (VMIP) de 5 mg/L. Podemos observar na tabela 4 que o ICF atingiu 92,50% nos 1°’s semestres e 100% nos 2º’s semestres, sendo a garantia das médias gerais de 97,99%, como visualizado na figura acima. Com isso, concluiu-se que o parâmetro se encontra acima do limite mínimo, atendendo aos requisitos de exigência do padrão de qualidade da água.

4.1.6 DBO

A figura 17 apresenta a representação gráfica do NFT das médias de DBO obtidas das amostras nos períodos de 2014 a 2018.

Figura 17 - ICF do parâmetro DBO (2014 a 2018).

Fonte: elaborado pela autora (2019).

O limite estabelecido pela norma para a DBO, sob as condições exigidas, nas águas doces de classe 2 é de 5 mg/L. Observando o gráfico apresentado, podemos perceber que a DBO da água analisada, durante o período acompanhado, não respeitou o valor máximo permitido em norma. Este parâmetro obteve um ICF de 0%, ou seja, não correspondeu aos padrões de qualidade da água exigidos na legislação.

4.1.7 Nitrogênio Total

O valor máximo permitido (VMAP) para o NT e estabelecido em norma é de

2,18 mg N/L. Como mostrado nas tabelas do apêndice, os valores encontrados nas amostras foram, em sua maioria, mais altos do que o permitido em norma. Nos primeiros semestres, apesar da concordância bem mais elevada que nos segundos semestres, ainda resultou em um ICF baixo, de 8,2%, como observado na tabela 4. A garantia das médias gerais foi de 2,4%, como mostra o gráfico da figura 18, ou seja, o parâmetro não apresentou garantia suficiente para estar dentro dos padrões exigidos para qualidade da água.

Figura 18 - ICF do parâmetro NT (2014 a 2018).

Fonte: elaborado pela autora (2019).

4.1.8 Fósforo Total

A figura 19 representa graficamente o Número FUZZY Triangular das médias de Fósforo total obtidas das amostras de água nos períodos de 2014 a 2018.

Figura 19 - ICF do parâmetro PT (2014 a 2018)

Fonte: elaborado pela autora (2019).

Segundo a resolução CONAMA 357/2005, o valor limite máximo (VMAP) de concentração de fósforo total para ambientes intermediários, como o açude objeto de estudo, é de 0,05 mg/L. Em todas as amostras coletadas, os valores obtidos de concentração desse parâmetro foram acima do estabelecido pela norma, obtendo, assim, um ICF de 0%. Assim, o índice de fósforo total está completamente fora dos padrões exigidos para a qualidade da água.

4.1.9 Cloreto

A figura 20 representa graficamente o NFT das médias de Cl obtidas das amostras de água de 2014 a 2018.

Figura 20 - ICF do parâmetro Cl (2014 a 2018).

Fonte: elaborado pela autora (2019).

No caso dos cloretos, a norma determina um VMAP de 250 mg/L. Este parâmetro apresentou um ICF de 88,6% em relação às médias gerais, ou seja, obteve uma garantia satisfatória em relação ao que determina a legislação, atendendo parcialmente aos padrões de qualidade da água.

4.1.10 Densidade de Cianobactérias

A recomendação máxima (VMAP) determinado em norma para a densidade de cianobactérias é de 50000 cel/mL (CONAMA, 2005). Todos os ICF’s analisados deste parâmetro foram inferiores à 1%, sendo o das médias gerais de 0,81%. Dessa forma, foi possível concluir que a garantia para este parâmetro está bem baixa, ou seja, a densidade de cianofíceas está acima do que é recomendado pela norma, não atendendo aos padrões de qualidade das águas. A figura a seguir representa graficamente o NFT das médias obtidas das amostras de água de 2014 a 2018.

Figura 21- ICF do parâmetro CIAN (2014 a 2018).

Fonte: elaborado pela autora (2019).

4.1.11 Clorofila a

A figura 22 representa graficamente o NFT das médias de concentração de clorofila a obtidas das amostras no período de 2014 a 2018.

Figura 13- ICF do parâmetro Cla (2014 a 2018).

O VMAP de concentração de clorofila a determinado pela norma é de 30 μg/L. Como dito anteriormente, os NFT foram determinados a partir das médias dos semestres, pode-se notar que a média mínima foi muito próxima do VMAP, assim, algumas amostras poderiam estar dentro do padrão. Porém, analisando de forma analítica e levando em conta o número considerável total de amostras, utilizando a metodologia empregada para todos os parâmetros, obteve-se um ICF de 0% em relação à legislação, ou seja, este parâmetro não atende aos padrões exigidos para a qualidade da água.

4.1.12 Escherichia coli

A figura 23 representa graficamente o NFT das médias de concentração de

Escherichia coli (E. Coli) obtidas das amostras nos períodos de 2014 a 2018.

Figura 14- ICF do parâmetro E. coli (2014 a 2018)

Fonte: elaborado pela autora (2019).

Como a E. Coli é o principal organismo entre os coliformes, a sua concentração é utilizada para análises do parâmetro de coliformes termotolerantes. O limite máximo permitido (VMAP) determinado na CONAMA para este parâmetro para águas doces de classe 2 é de 1000 NMP/100mL. As médias de todos os semestres resultaram em ICF de

100%, como mostrado na tabela 4 e no gráfico acima. Com a garantia máxima, pode-se concluir que o parâmetro atendeu ao padrão exigido de qualidade da água.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os parâmetros nitrogênio, fósforo, clorofila a, cianobactérias e DBO, conforme as amostras estudadas apresentaram-se acima do limite estabelecido por lei.

O estudo mostrou que o fósforo é um elemento essencial ao desenvolvimento de plantas terrestres e aquáticas, a clorofila a é o pigmento fotossintetizante armazenado na planta e as cianofíceas sintetizam esses compostos incrustados na matéria orgânica dos corpos d’água por meio da fotossíntese, liberando oxigênio no meio, bem como suas toxinas. Como as amostras apresentaram fatores limitantes proporcionais com os ideais para o desenvolvimento das mesmas, em decorrência da alta densidade de cianofíceas apresentada, supõe-se que, consequentemente, houve o processo de floração, aumentando a DBO, a qual também se apresenta acima do limite desejado.

Deve-se destacar também que o baixo índice de concordância do nitrogênio representa uma alta concentração do mesmo no corpo d’água, evidenciando poluição devido a lançamentos de efluentes.

Os parâmetros citados acima demonstraram que o açude Jaburu II não está severamente impactado, porém os indicadores de poluição dizem respeito às altas concentrações de nitrogênio e densidade de cianobactérias, que devido às suas atividades metabólicas liberam toxinas em quantidades suficientes para prejudicar a qualidade das águas. Para isso, esta pesquisa sugere que para atender os padrões exigidos de qualidade da água se faz necessário realizar um controle dos efluentes que possam estar sendo despejados no corpo d’água, reduzindo, assim, as concentrações de nitrogênio e seus derivados e diminuindo a população de cianofíceas. Desse modo, os outros parâmetros podem se equilibrar, melhorando a qualidade da água. Cabe aos respectivos órgãos competentes desenvolverem projetos e/ou ações para que os monitoramentos possam ser feitos, bem como o tratamento dos afluentes.

Diante do que foi apresentado, a garantia fuzzy foi o instrumento norteador que concedeu segurança na utilização do NFT aplicado ao ICF para os cálculos das amostras, podendo ser recomendada por este estudo como ferramenta de gestão da qualidade da água.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Wikipedia. Localização do município de Independência no Ceará. Disponível em:

www.wikipedia.org

APÊNDICE – DADOS PARA ANÁLISE

Tabela 5 - Médias dos resultados por semestre.

Fonte: elaborado pela autora (2019).

Tabela 6 – NFT e ICF dos primeiros semestres por parâmetro.

NFT Cl (mg/L) PT (mg P/L) CLa (μg/L) DBO (mg/L) pH TURB (UNT) OD (mg/L) E. Coli (NMP/100ml) CIAN (cel/mL) CVD (mg Pt/L) STD (mg/L) NT (mg N/L) Méd. Mín. (a1) 13,2 0,3 38,3 8,4 7,8 22,8 4,4 1,4 43520,0 21,3 130,5 1,48 Média (a2) 93,1 0,4 99,1 12,8 8,3 36,9 6,0 16,4 114822,1 48,3 412,2 2,83 Méd. Máx. (a3) 198,5 0,8 254,1 17,5 8,9 57,5 7,4 45,2 227053,0 61,3 665,7 5,93 ICF (%) 100,0% 0,0% 0,0% 0,0% 100,0% 100,0% 92,5% 100,0% 0,3% 100,0% 79,8% 8,2%

Fonte: elaborado pela autora (2019).

Período Cl (mg/L) PT (mg P/L) CLa (μg/L) DBO (mg/L) pH TURB (UNT) OD (mg/L) E. Coli (NMP/100ml) CIAN (cel/mL) CVD (mg Pt/L) STD (mg/L) NT (mg N/L) 2014.1 164,92 0,28 52,65 16,79 8,90 57,54 7,37 45,18 227053,00 21,25 665,68 3,04 2014.2 345,49 0,58 156,51 13,39 8,96 126,68 7,32 74,92 186434,25 42,50 1393,19 3,22 2015.1 198,53 0,34 106,34 17,48 8,14 34,65 5,10 19,05 104799,00 60,00 578,50 1,52 2015.2 12,24 0,36 35,03 20,25 8,69 14,65 8,94 1,37 284998,50 20,00 162,00 1,93 2016.1 20,85 0,44 38,27 9,89 7,97 34,95 6,09 1,42 58789,25 61,25 220,81 2,21 2016.2 43,68 0,73 123,19 10,36 8,56 102,30 8,31 7,33 36751,50 37,50 379,71 7,55 2017.1 67,90 0,78 254,06 11,36 8,80 34,38 6,88 13,63 139949,25 43,75 465,42 5,93 2017.2 90,14 0,27 207,65 17,66 9,07 138,00 10,77 20,00 37131,00 60,00 553,50 9,58 2018.1 13,24 0,35 44,02 8,38 7,81 22,80 4,36 2,86 43520,00 55,00 130,50 1,48

Tabela 7 - NFT e ICF dos segundos semestres por parâmetro. NFT Cl (mg/L) PT (mg P/L) CLa (μg/L) DBO (mg/L) pH TURB (UNT) OD (mg/L) E. Coli (NMP/100ml) CIAN (cel/mL) CVD (mg Pt/L) STD (mg/L) NT (mg N/L) Méd. Mín. (a1) 12,2 0,3 35,0 10,4 8,6 14,7 7,3 1,4 36751,5 20,0 162,0 1,93 Média (a2) 122,9 0,5 130,6 15,4 8,8 95,4 8,8 25,9 136328,8 40,0 622,1 5,57 Méd. Máx. (a3) 345,5 0,7 207,7 20,3 9,1 138,0 10,8 74,9 284998,5 60,0 1393,2 9,58 ICF (%) 87,7% 0,0% 0,0% 0,0% 93,3% 72,5% 100,0% 100,0% 0,7% 100,0% 20,2% 0,2%

Fonte: elaborado pela autora (2019).

Tabela 8 - NFT e ICF do período (2014 a 2018).

Fonte: elaborado pela autora (2019).

NFT (mg/L) Cl (mg P/L) PT (μg/L) CLa (mg/L) DBO pH TURB (UNT) OD (mg/L) E. Coli (NMP/100ml) CIAN (cel/mL) CVD (mg Pt/L) STD (mg/L) NT (mg N/L) Méd. Mín. (a1) 12,2 0,3 35,0 8,4 7,8 14,7 4,4 1,4 36751,5 20,0 130,5 1,48 Média (a2) 106,3 0,5 113,1 13,9 8,5 62,9 7,2 20,6 124380,6 44,6 505,5 4,05 Méd. Máx. (a3) 345,5 0,8 254,1 20,3 9,1 138,0 10,8 74,9 284998,5 61,3 1393,2 9,58 ICF (%) 88,6% 0,0% 0,0% 0,0% 98,7% 84,4% 98,0% 100,0% 0,8% 100,0% 28,8% 2,4%

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