H. Travail des enfants et enfants dans un état de servitude
I. Questions diverses
3. Trafic d’organes humains
Esta foi a terceira intervenção realizada segunda-feira, 10 de novembro de 2014, na Escola Estadual Pe. Emídio Viana Correia, Campina Grande, PB, na turma do 2º ano B do Ensino médio, Magistério, no turno da manhã. Dos 20 alunos matriculados só estavam presentes 6 alunas.
De início a professora falou um pouco do conteúdo que exploraríamos durante a aplicação do Jogo Contato do 1º Grau (ver apêndice) que era o de equações do 1º grau e lhes questionou se estavam lembradas do mesmo, mas a princípio nenhuma delas se lembrava, então ela colocou no quadro um exemplo e a partir daí, algumas delas recordaram e outras não, então ela explicou um pouco e falou da importância de aprendê-lo, pois o mesmo é explorado em vários outros conteúdos, inclusive no que elas iriam ver, que era o de matriz. Então entregamos os tabuleiros, as cartas, as regras e os marcadores e expliquei como o jogo funcionava. A princípio houve um tumulto porque elas afirmaram estarem com dúvidas no conteúdo e também a respeito de algumas regras. Mas aos poucos, a medida que íamos passando em cada grupo e íamos explicando, tirando suas dúvidas, elas deram continuidade ao jogo e criou-se a partir daí uma independência para jogá-lo, apesar de uma das duplas sempre estarem solicitando nossa intervenção, nos chamando constantemente, pois não tinham segurança a respeito das soluções encontradas, para ver cada equação resolvida e cada jogada, neste momento lhes informamos que as dúvidas que surgissem deveriam ser discutidas pela própria dupla, e que elas só deveriam nos chamar quando elas juntas não conseguissem compreender, e assim elas fizeram.
A grande maioria delas não sabiam o que era a solução de uma equação do 1º grau, ou seja, significado da mesma, então lhes explicamos que é o valor assumido pela incógnita X ou qualquer outra, que torna a igualdade válida e damos alguns exemplos. Houve também diferenças quanto a resolução das equações, pois algumas resolviam por tentativa e outras seguiam a resolução algébrica, e ainda outras, utilizavam as duas maneiras, para as mais simples iam por tentativa, já as mais complexas tentavam encontrar a solução, mas muitas vezes não tinham segurança da mesma, então, iam fazer os cálculos em seus cadernos. Foi durante o jogo que percebemos que elas demonstraram muitas dúvidas quanto a relação de sinais, e também quando movimentavam os números, por exemplo para o outro lado da igualdade, muitas não recordavam que quando isso ocorre o sinal muda. Foi perceptível que
elas não sabiam verificar se a solução encontrada era válida, então eu lhes informamos que quando elas tivessem dúvidas quanto a solução, e também como método para verificação, era só elas substituírem a solução encontrada, na equação dada à princípio, e ver se a igualdade é válida.
Duas duplas conseguiram marcar ponto durante o jogo, outra não, mas a satisfação era visível em ambas, pois todas que estavam presentes na sala estavam participando ativamente do jogo assim como da atividade que foi aplicada logo após. Com exceção de uma das alunas que só esteve presente na primeira aula, pois precisou se ausentar e com isso assumimos seu lugar na dupla, pois a integrante que ficou, estava interessada em continuar a partida, então começamos a jogar e mesmo as equações correspondentes as minhas, cartas eram resolvidas por ela, e em nenhum momento reclamou por estar fazendo isto.
Ao finalizar a aula algumas delas ainda não tinham terminado de responder a atividade, então pedimos que elas terminassem em casa, e nos entregassem no próximo encontro, mas como o professor da próxima aula lhes avisou que iria chegar atrasado, elas sugeriram que esperássemos um pouco, até elas concluírem a atividade e todas elas permaneceram na sala, mesmo as que já tinham finalizado. A atividade foi realizada nos próprios grupos mais deveriam ser respondidas individualmente, elas poderiam discutir entre elas a solução, suas dúvidas, mas só copiar da colega não, e isso ocorreu, pois em uma das duplas uma das componentes já havia terminado a atividade e como faltava a última questão para a outra componente da dupla terminar, ela queria pegar a atividade da colega, pois ela afirmava que não sabia responder, logo não permitimos e falamos da importância da mesma, aprender realmente o conteúdo e não somente copiar as respostas, e nos prontificamos para ajudá-la, então ela aceitou, recolhemos a atividade de sua colega e ela respondeu a questão e sempre que expunha as dúvidas buscávamos esclarecê-las, não dando a resposta, mas fazendo-a refletir através de passos que ela já tinha dado, nas relações de sinais e quanto a validade de sua resposta, possibilitando que ela argumentasse as suas ações tanto durante o jogo quanto durante a resolução da atividade. Em todos os grupos realizamos este mesmo procedimentos, para que houvesse realmente uma fixação do conteúdo estudado, ajudando na comunicação, por exemplo, quando eu via que uma das componentes da dupla estava compreendendo melhor, em vez de explicarmos as dúvidas, pedíamos para que elas explicassem a colega que estava com dúvida. Todas afirmaram ter gostado e uma delas falou: "não é difícil não é só agente que tem preguiça". Em momento algum devido as dúvidas a
respeito do conteúdo ou pelas regras do jogo demonstraram desinteresse, como ocorre frequentemente quando elas estão respondendo as listas de exercícios, pelo contrário estavam sempre buscando tirar suas dúvidas para assim dar continuidade ao jogo.
FIGURA 5: Alunas jogando o Contato do 1º grau FIGURA 6: Tabuleiro do Contato do 1º grau
3.3.1 Análise da atividade: Contato do 1º grau