Chapitre III : Caractéristiques des territoires et les principaux acteurs en présence
Carte 6 : carte régionale de Dakar
8. Acteurs et dynamiques locales au Congo
8.2. La tradition et le roi comme sources de légitimité
O direito a Educação na EJA tem sua história iniciada com a educação brasileira que sempre pautou o direito a alfabetização para todos, bem como o desafio da inclusão de todos os jovens e adultos a disporem de uma educação digna de qualidade. Paiva (2008, p. 6)“afirma que a exclusão tanto de crianças como jovens e adultos é um problema a ser trabalhado, visto que todos devem ter direito a educação e cidadania”. A cidadania é vista no sentido de beneficiar apenas um lado da sociedade em relação ao restante e que essa relação faz com que exista muita desigualdade no Brasil, a educação deve propiciar a consciência crítica de que é um processo inacabado, aberto em busca de uma realização de um sonho de igualdade de oportunidades visando a emancipação dos oprimidos, dos marginalizados, dos esquecidos historicamente pela burguesia.
Ressignificando o sujeito da educação, se percebe o homem como um ser social, apto a aprender, pois através da educação se forma sua identidade, ideologia e o seu modo de vida. Nessa perspectiva, aprender é uma descoberta criadora, com abertura ao risco e a aventura do ser, uma vez que ensinando se aprende e aprendendo se ensina. Assim, o educador é um profissional da pedagogia da política, da pedagogia da esperança, Paulo Freire (1979, 1996) foi um dos precursores da EJA no Brasil e tinha como principal objetivo uma educação democrática e libertadora partindo da realidade dos educandos.
Para Paulo Freire (2002), a imersão no conceito de cultura é essencial para introduzir uma concepção de educação que seja capaz de desenvolver a impaciência, a vivacidade, os estados de procura da invenção e da reivindicação. Ao falar do humano busca sempre
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o seu sentido filosófico, antropológico e não puramente biológico do termo. No sentido de Antropologia, isto é, o discurso que diz respeito ao ser humano. Na perspectiva do educador Paulo Freire, a cultura, significa a expressão de realidades vividas, conhecidas, reconhecíveis e identificáveis cujas interpretações podem ser feitas por todos os membros de uma formação histórica particular no resgate de uma concepção de cultura no sentido marxista, como o resultado do fazer do humano na relação com a materialidade e a história, considera assim o meio que o homem vive, a sua realidade de vida.
Dessa forma, chamava atenção que todo o professor deve com o diálogo respeitar a cultura, na qual o jovem ou adulto está inserido, articulando na relação dialógica o texto e contexto para fazer um desnudamento da realidade com vistas a transformá-la.
Nesse sentido, se questiona: por que não estabelecer uma necessária ligação entre interdisciplinar e transdisciplinar, entre os saberes curriculares fundamentais aos alunos e a experiência social que eles têm como indivíduos (FREIRE, 1996).
A práxis na abordagem de Freire (2002) implica no processo de libertação do oprimido, através do caminho construído nos círculos da cultura conscientizando, ampliando o modo de ver o mundo e o modo de viver no mundo como consequência da teoria ação-reflexão-ação transformadora do mundo. Para Freire (2002), a práxis constrói um processo dialético entre teoria e prática ação- reflexão-ação. Essa dinâmica da educação dialógica traz em seu âmago a coerência entre o discurso e a prática.
[...] o diálogo implica uma práxis social, que é o compromisso entre a palavra dita e nossa ação humanizadora. Essa possibilidade abre caminhos para repensar a vida em sociedade, discutir sobre nosso
ethos cultural, sobre nossa educação, a linguagem que
praticamos e a possibilidade de agirmos de outro modo de ser, que transforme o mundo que nos cerca. (ZITKOSKI, 2008, p. 130).
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Revisitamos constantemente nossa práxis pedagógica num movimento de ação e reflexão contínua através do diálogo amoroso tentando resgatar a humanidade criando um vínculo de pertencimento ao contexto escolar.Gramsci,
[...] propôs uma organização acadêmica capaz de unificar (vivificar de alto a baixo) os vários tipos de organizações culturais existentes. Trata-se de uma “ centralização de competências e especializações”. Com isso, propõe- se unificar o trabalho acadêmico tradicional com as atividades ligadas à “ vida coletiva”, isto é, com o mundo da “ produção e do trabalho”. Assim para Gramsci, a questão da aplicação da pesquisa no setor produtivo é algo fundamental. Contudo, dentro dos propósitos da academia, esse ponto é apenas um dos elementos capazes de elevar as condições materiais e culturais da existência dos homens. O objetivo máximo da organização da cultura seria o de ‘obter uma centralização e um impulso da cultura nacional” como nunca se tinha visto antes, de modo a ‘confluir e solidificar-se o trabalho das academias e das universidades com as necessidades de cultura científica, das massas nacionais- populares, reunindo a teoria e a prática, o trabalho intelectual e o trabalho industrial’ (1995, p. 155).
Os(as) alunos(as) da EJA trazem consigo uma diversidade de conhecimentos e experiências, inerentes ao seu meio, conhecimentos do senso comum e que lhes possibilita, muitas vezes, a seu modo, a luta pela sobrevivência que podem transformar em conhecimentos científicos. E, se dessa forma transpuseram barreiras e dificuldades, ao passo de buscarem novos horizontes, como a escola. Nesse sentido, é preciso que o professor também esteja disposto (e preparado) a recebê-los, respeitando-os como indivíduos, independentemente de suas limitações conteudistas. Compartilhando os saberes e fazeres científicos respeitando o saber do indivíduo, está se respeitando a sua essência.
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METODOLOGIA
Os procedimentos foram organizados tendo como base a pesquisa qualitativa utilizando como instrumento as observações e mediações dos saberes e fazeres afetivos durante o processo ensino e aprendizagem, da realização de um estágio supervisionado do Curso de pedagogia de uma universidade pública situada no estado do Rio Grande do Sul-RS. O estágio foi realizado em uma turma de Educação de Jovens e Adultos, de uma Escola Estadual – Santa Maria/RS. Para a discussão e análise dos dados, foram utilizadas imagens e relatos, produzidos durante a realização do estágio supervisionado.
O estágio ocorreu no período de um semestre letivo no turno da noite em uma Escola Estadual, período no qual se construiu uma prática de valorização dos sujeitos partícipes do processo. Foi dividido em quatro momentos que se complementavam embasando, assim, os alunos que dela participavam.
O primeiro momento, foi o de conhecer a escola onde foi realizado o estágio, para isto foram observadas as dependências e funcionamento da escola, conhecendo seus componentes e, apresentação à a professora regente sobre a proposta de estágio.
No segundo momento, foi observado a rotina da sala de aula, para que pudesse conhecer as práticas pedagógicas da professora e os conteúdos que estavam sendo trabalhados por ela naquele momento.
Para o terceiro momento, dividiu-se este em dois pontos, um que consistia na elaboração do planejamento e outros que tratava de sua execução em sala de aula. Este último ponto, foi observado pela professora da disciplina de estágio para efeito de acompanhamento e avaliação.
No quarto momento, foi realizada a prática pedagógica, que durou sete semanas e, permite colocar em prática, os conhecimentos adquiridos durante o processo formativo no curso de pedagogia.
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RELATO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS