Validation of TR Scheme
2.7 TR with Multi-Antenna Configurations
Quando há uma edificação de grande porte, como é o caso da que está sendo analisada, a mesma não é construída monoliticamente, ou seja, é construída por etapas onde cada etapa é um “bloco” da construção. Cada bloco, assim denominado, deve ter uma junta de dilatação ou de dessolidarização, localizada entre uma construção e outra. Esta junta constitui-se de um mecanismo que dá condições da estrutura se mover, não comprometendo a outra.
As estruturas dilatam, conforme vai passando os dias, se movimentando de acordo com as variações térmicas diárias, umidade do solo e a utilização da edificação. Essas movimentações normalmente não são sentidas pelo usuário e dificilmente percebidas visualmente, porém elas existem e para que elas ocorram e não danifiquem outras partes da edificação, colocam-se juntas para minimizar o impacto.
6.3.2.1 Manifestações patológicas observadas
Observa-se que a junta de dilatação que separa uma construção da outra, Figura 35, está totalmente comprometida, pois em alguns pontos não há mais essa junta, onde possibilita a entrada de água pluvial causando danos ainda maiores a edificação.
Figura 35 – Localização do caso, vista V8
Fonte: Elaborada pelo autor (2017).
Outro ponto observado e comprovado com o auxílio de um pacômetro, Figura 36, é que não há um pilar no fim da parede. No problema apresentado, não há esse pilar, deixando a parede de alvenaria “solta”, sendo segurada apenas pela viga superior onde está encunhada.
Figura 36 – Pacômetro: à esquerda mostrando que há um pilar no bloco 08 e à direita mostrando que não há pilar no final da parede
Fonte: Elaborada pelo autor (2018).
Na parte interna os funcionários da manutenção tentaram conter o problema com algumas medidas que apenas “maquiam” o problema momentaneamente, utilizando madeira, apresentado nas Figuras 37, 38 e 39. A Figura 40 apresenta o agravamento das fissuras unido aos sintomas originados da falta de cobertura.
Figura 37 – Fissura na parte interna no pavimento superior com tentativa de reparo, vista V9
Fonte: Elaborada pelo autor (2018).
Figura 38 – Fissuração na parte interna do térreo, vista V10
Figura 39 – Reboco da junta saindo, vista V11
Fonte: Elaborada pelo autor (2018).
Figura 40 – Fissura na parte interna pavimento superior, vista V12
Fonte: Elaborada pelo autor (2018).
6.3.2.2 Solução e procedimento para o reparo das fissuras
Para o problema observado acima a solução encontrada seria fazer um pilar de concreto armado com uma junta de dessolidarização entre a parede do Bloco 08 e a parede da rampa. O pilar que será feito não tem função estrutural, a utilidade dele é de confinar a alvenaria da parede da rampa. A junta de dessolidarização serve para que uma estrutura não fixe na outra impedindo-a de se movimentar. Essa junta alivia as tensões provocadas pela movimentação da estrutura. A junta será feita com o próprio reboco e com a tinta asfáltica, que não permite a aderência do concreto do pilar novo com a parede do bloco.
A Figura 41 mostra em detalhe como e onde serão feitos os pilares e as juntas de dessolidarização.
Figura 41 – Desenho 3D da junta e pilar
Fonte: Elaborada pelo autor (2018).
Nas ampliações 1 e 2, localizadas a direita da imagem temos as letras A e B que são a parede do bloco 08 e o pilar novo respectivamente. A preparação da execução dos pilares será feita da seguinte maneira:
1) Abrir na parede da rampa um espaço com largura de 25 cm na vertical (para poder alojar o pila);
2) Rebocar a parede do bloco 08 no prumo e bem acabada, que servirá de base para a tinta asfáltica;
3) Coma base pronta, pintar uma faixa vertical com duas demãos de tinta asfáltica com largura de 15 cm da base até o topo da parede do bloco; 4) Esperar secar, conforme a indicação do fabricante.
A Figura 42 e a Figura 43 mostram as plantas baixa do térreo e do pavimento superior com a localização da disposição dos pilares. As Figuras 44 e 45 representam os cortes AA e BB respectivamente.
Figura 42 – Planta baixa térreo
Fonte: Elaborada pelo autor (2018).
Figura 43 – Planta baixa pavimento superior
Figura 44 –Corte AA
Fonte: Elaborada pelo autor (2018). Figura 45 – Corte BB
A ancoragem das armaduras do pilar será feita na viga baldrame, na viga intermediária entre pavimentos e na viga superior do último pavimento. A execução da ancoragem se faz da seguinte forma:
1) Fazer 4 furos com a espessura de 8,0 mm na viga baldrame e na viga intermediária, com aproximadamente 10 cm de profundidade, para os pilares P1 e P2. Para os pilares P3 e P4 faz-se 4 furos na viga intermediária e na face da viga superior com aproximadamente 10 cm de profundidade e espessura de 8,0 mm. Conforme as Figuras 46 e 47;
Figura 46 – Detalhamento dos pilares
Fonte: Elaborada pelo autor (2018).
Figura 47 – Detalhamento das emendas dos pilares com a viga superior
2) Preencher os furos com um adesivo estrutural de base epóxi e colocar as armaduras;
3) Colocar as formas previamente preparadas com desformantes; 4) Concretar o pilar com concreto de traço 1:2,5:2 (cimento:areia:brita); 5) Fazer o acabamento do pilar para receber a pintura. Lembrando que o acabamento do pilar deve estar dessolidarizado com o da parede do bloco 08, ou seja, deve estar separado um do outro.
As armaduras constituem-se de 4 barras com 6,3 mm de espessura com estribos de 5,0 mm de espessura espaçados a cada 20 cm, como na Figura 48.
Figura 48 – Armaduras dos pilares
Fonte: Elaborada pelo autor (2018).
A armadura dos pilares P3 e P4 devem continuar até ancorar com a viga superior, sendo que a ancoragem pode ser soldada com a armadura das vigas existentes, como mostra a figura 49.
Figura 49 – Situação do pilar
Fonte: Elaborada pelo autor (2018).
Para o fechamento na parte externa, coloca-se uma chapa metálica galvanizada fixada na parede do bloco 08, para proteger a junta de intempéries conforme a Figura 50.
Figura 50 – 3D chapa metálica
Fonte: Elaborada pelo autor (2018).