3. Simulation Environment
3.4. Topologies
Sob o ponto de vista da discriminabilidade das imagens, analisou-se 12 aspectos, que foram: altura do relevo, distância dos pontos e linhas, simplicidade,
detalhes, objeto completo, linhas de referência, relação de tamanhos e escala, variedade, tipos de textura, contraste de texturas, tecnologia empregada, representação de figuras e animais. Recorreu-se a Edman (1992), ABNT (2015), e a Theurel, que traz diversos aspectos técnicos mensuráveis que devem ser observados em uma figura tátil. Alguns destes pontos seriam difíceis de analisar uma vez que seriam subjetivos demais. Retirou-se, portanto, alguns itens com muitas características de subjetividade, deixando apenas os que pudessem ser mensurados com os instrumentos estabelecidos na metodologia. 3 pontos ainda carregam características de subjetividade que são, detalhes, simplicidade e contraste de texturas, entretanto, ao olhar do autor, não poderiam ficar de fora por serem vitais para um bom reconhecimento háptico.
6.1.1 Altura do relevo
A altura dos relevos presentes nos livros táteis deve ser maior do que 0,8 mm e não ultrapassar os 2 mm para não provocar volume demasiado nos livros, uma vez que são para crianças e isso poderia prejudicar o manuseio.
6.1.2 Distância entre linhas e pontos
Entre linhas e pontos deve-se mantar uma distância mínima de 3 mm entre as linhas para que sejam percebidas, caso contrário, estes elementos poderão ser percebidos como um só.
6.1.3 Simplicidade
Verificar a simplicidade com que as imagens táteis se apresentam, e isso significa dizer que não sejam usados detalhes desnecessários. Em alguns casos onde detalhes precisam ser mostrados, recomenda-se criar um passo-a-passo, desmembrando os detalhes das imagens, porém, deixando a forma original sendo repetida. Efetuar esta verificação torna-se uma tarefa bastante desafiadora uma vez que este item apresenta certo grau de subjetividade. Para isso foi preciso estabelecer uma escala de 1 a 5 sendo 1 pouco simples e 5 muito simples. A definição do grau de simplicidade, portanto, tende a variar de acordo com a percepção individual de cada avaliador, pois não se trata de um dado quantificável, uma vez que cada objeto ou elemento apresenta grau de detalhamento único. Por exemplo, é preciso poucos detalhes para que uma xícara seja percebida, enquanto que um fogão precisaria de
um número maior de detalhes para que possa ser reconhecido. Então estabelecer numericamente pela quantidade de detalhes não se mostraria uma forma eficiente. Acabou sendo aplicada esta escala subjetiva, ficando assim a cargo de cada avaliador estabelecer o grau de simplicidade conforme sua experiência particular.
6.1.4 Detalhes
Recomenda-se reduzir os detalhes ao máximo, evitando assim uma confusão de elementos. Se for preciso acrescentar detalhes a figura, é recomendável que se faça a ilustração numa escala maior. A ilustração tátil deve mostrar apenas o que for mais importante, não acrescentando muitos elementos numa mesma página para não causar confusão demasiada. Para a mensuração do nível de detalhamento da ilustração foi usado o mesmo critério do item anterior estabelecendo uma escala de[1] a [5] sendo 1 pouco detalhe e 5 muito detalhe, conforme a percepção individual de cada avaliador.
6.1.5 Objeto completo
As figuras devem ser retratadas em sua totalidade, pois é mais fácil para o leitor cego entender uma figura quando ele pode relacionar o desenho a sua forma completa.
6.1.6 Linhas de referência
Recomenda-se que sejam utilizadas linhas de referência quando da apresentação de vários objetos representados na página. Isso melhora a leitura das figuras e facilita seu entendimento e a relação aos outros elementos dispostos na mesma cena.
6.1.7 Relação de tamanhos e escala
Sob o ponto de vista da relação de tamanhos recomenda-se aqui que os objetos sejam apresentados uns relacionados aos outros tentando sempre manter a relação que os elementos têm entre si na vida real. Muitas vezes esta representação torna-se bastante desafiadora uma vez que no mesmo desenho pode haver figuras com diferenças de escalas muito acentuadas fazendo com que a manutenção da proporção real das figuras fique comprometida. Em caso assim, pode haver uma
ligeira quebra desta proporção contato que a ideia que existe uma diferença de escala destes elementos possa ser transmitida pela figura.
6.1.8 Variedade
Sempre que um personagem ou um elemento da ilustração, aparecer em momentos diferentes, deve ser repetido da mesma forma e com a mesma textura, com o objetivo de facilitar o reconhecimento daquela figura.
6.1.9 Tipo de textura
Verificar quantos tipos de diferentes de textura apresentam-se no material, entretanto, é importante avaliar se há excesso de texturas em cada ilustração, pois isto pode causar problemas na percepção. Não há limites para a quantidade de texturas a ser utilizada na obra, entretanto deve-se ficar atento a quantidade de texturas por páginas.
6.1.10 Contraste de textura
O uso de texturas pode facilitar a identificação de imagens, sendo recomendado que haja contraste suficiente, para que possa existir um bom entendimento da imagem. Apesar do uso de texturas ser bastante recomendável, não usar mais do que 2 tipos de texturas sobre a superfície em uma mesma página. O papel por si só já traz consigo alguma textura e ela deve ser levada em consideração na hora da aplicação de recursos adicionais. Para a mensuração do nível de contraste de textura foi usado o mesmo critério dos itens Simplicidade e Detalhes, estabelecendo assim, uma escala de [1] a [5] sendo 1 pouco detalhe e 5 muito detalhe , conforme a percepção individual de cada avaliador.
6.1.11 Representação de figuras humanas e animais
Verificar se as figuras humanas e animais estão sendo representadas corretamente, uma vez que é recomendável que as figuras humanas estejam, referencialmente, de frente ou de lado, e os animais, sempre de lado, ou de cima, a depender do tipo de animal.